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sábado, 9 de abril de 2011

Motoboys? Não, prefiro pomboboys

E se houvesse um jeito de substituir as motos por alguma inovação tecnológica? Essa não é uma pergunta solta no ar. É um questionamento para a solução de um problema atual. Quem mora em grandes cidades já deve ter pensado em como evitar o atual crescimento do volume de motos nas ruas. O veículo de duas rodas não é o problema em si. O problema é a situação de disputa por espaço e os acidentes causados.

Veja o video antes de continuar o texto. Vamos liberar os grilhões do problema.



Quem mora em SP sabe o que estou falando. Todos os dias há retrovisores a menos e vidas a menos por conta dessa briga no trânsito. Carros e motos duelam por centímetros e por segundos. Por aqui há uma para cada seis automóveis e acredita-se que, se mantido o ritmo de crescimento de três vezes em relação aos carros, em 2013 teremos 1 milhão de pilotos sobre duas rodas. Outras regiões enfrentam a mesma situação.

As motos são ágeis, menores, e, pelo menos as mais modernas, são até menos poluentes do que os carros que percorrem mais Km com menos combustível. Apesar disso, são mais problema do que solução. Isso ocorre porque simplesmente as cidades não foram projetadas para motos. Sem espaço, elas andam no meio dos carros e causam acidentes fatais.

Mortes já são ruins por si só. Mas, em um país onde falta mão-de-obra elas são ainda uma garantia de estagnação econômica (e é bom q se tenha isso na cabeça pq políticos e empresários costumam pensar mais em cifrões do que em vidas).

Em SP, e em toda grande cidade com forte apelo no setor de serviços, boa parte das motos são os motoboys. Em outras cidades não. Rio Claro, por exemplo, muitas motos servem para levar operários para a fábrica. Mas vamos nos concentrar em SP. Aqui, são profissionais que andam daqui pra lá com documentos a serem entregues em prazos mínimos. Velocidade e audácia no trânsito são parte da rotina deles.

Reduz isso.

São possíveis tetraplégicos, defuntos e amputados correndo contra o tempo para agradar o cliente. Meio medieval isso não? Lembra muito os operários da indústria têxtil no início da Revolução Industrial q podima morrer no calor das fábricas pq seriam substituídos como uma peça do tear mecânico. Não faziam falta.

Ess tipo de visão não encaixa no mundo de hoje que é mais humano.... apesar de tudo. Nos preocupamos com a vida alheia mais do que no tempo dos senhores feudais e dos protocapitalistas do século 19.

Como substituir isso?

Eu costumo, há anos, brincar que para diminuir o número de motoboys em SP basta ter banda larga. A inclusão empresarial trataria de eliminar boa parte dos envios de docs pra lá e pra cá simplesmente pq isso seria feito pela Internet.
Ainda hoje isso é uma verdade. Muitos documentos poderiam ser transformados em bits e transmitidos para outro lugar.

No entanto, isso não é 100% válido. Há papéis que precisam ser vistos da mesma forma que são fisicamente. Os bits não resolvem.... ou resolveriam se a digitalização, transmissão e impressão do outro lado fossem 100% confiáveis. Ainda há uma série de dificuldades para isso. Outros docs precisam ser assinados no original. Não pode haver qq tipo de cópia pq há questões legais q invalidariam o papel replicado. Enfim... só banda larga e cultura digital não resolvem.

Então, como aprimorar isso?

Pombos-correio!!!

É sério.

Escutei isso há anos de um empresário que comandava um rede de EDI, algo mais confiável do q a Internet... ainda hoje... apesar de mais caro.

Pombos?!?!

É... usar esses ratos de asa talvez não fosse o melhor. Essas aves são transmissores de doenças neurológicas. Não adianta resolver um problema para criar outro. Não adianta solucionar as mortes no trânsito e os acidentados na ortopedia e criar outras na neurologia.

Qual seria a saída?

Robôs-pombos. Sim. Uma rede de pomboboys para substituir os motoboys. Sem doença, sem acidente, sem retrovisores quebrados etc.

Não é algo que já está pronto. É algo para ir adaptando.

O robô-pombo da Festo do vídeo é uma saída. O problema é que apesar dos movimentos planos, parece que o treco não voa como o pássaro. Ele não é ágil, não desvia, não tem os reflexos de um pombo. Se fosse adotado para substituir os motoboys de SP provavelmente bateria numa antena de celular ou de TV e traria mais problemas do que soluções.

É preciso juntar isso ao estudo do MIT que pretende criar um sistema q "pense como um pássaro". Que desvie das coisas e aja como se estivesse numa floresta voando.

A união dos dois já seria mais da metade do problema resolvido. De resto, é preciso criar rotas e estrutura para o serviço. Esse primeiro é fácil com um GPS e até o rastreamento ficaria facilitado. O segundo é um pouco mais complicado. Mas, nada impossível. Seria preciso criar locais de decolagem e de pouso para os robôs.

Reformas em prédio seriam uma encheção de saco para os condôminos, porém seriam mais simples do que reformular todo o trânsito das cidades por causa das motos. O uso dos robôs seria feito pelas empresas de courrier, o q elimina a necessidade das teles investirem em banda larga (algo q é realmente ideal para a gente descartar). Os profissionais sobre duas rodas poderiam ser incluídos na indústria de serviço e não correriam o risco que correm no trânsito louco de hoje.

O maior problema é q isso não está OK. É uma solução para uns cinco anos. Mas, quanto tempo demoraria para adaptar as cidades às motos?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Previsões para 2011

Algumas tendências para ficar de olho em 2011. Como (quase) todo ano faço, descrevo algumas coisas que, creio, serão mais fortes no ano que chega. Quem me conhece sabe que não é aquele tipo de lista de "o que vai acontecer em 2011". É mais uma lista de "agora vai". Não é o modelo consolidado, são ondas que ficaram tão fortes que nos arrastarão de agora em diante. Não é uma lista do que ver em 2011, mas uma lista daquilo que vc deve começar a ver a partir de 2011.

Medo do terrorismo, neocons e intolerância - eu poderia escrever um post sobre cada uma dessas forças que, na minha opinião, serão macrotendências que definirão outras. Mas, acho q elas se encaixam num pacotão de comportamento que vem ganhando espaço nas decisões de governos e empresas. Há um receio cada vez maior de que algo catastrófico possa acontecer. O que exatamente? Não importa... pq a crença de que vai acontecer é maior do que qq reflexão sobre a realidade. Com isso, os novos conservadores (neocons), que dominam o pensamento decisivo em governos e empresas ganham espaço e começam a bolar táticas para proteção. Mais vigilância, mais perseguição. Tudo apoiado por mais tecnologia. E fora da cúpula das decisões, isso irá encontrar eco em muita gente que é intolerante. Não gosta do governo eleito, não gosta de homossexuais, de pobre, etc. Todos tentarão encontrar um novo 9/11 para efetivar seus medos. //// Dá pra trabalhar isso. Um dos meus próximos posts será como usar esses conceitos para falar da sustentabilidade.

Mídias sociais já eram - Não que elas acabem. Pelo contrário, serão cada vez mais importantes para um monte de coisas. Mas, não haverá grandes inovações. Tudo o que ocorrer nesse setor poderá ser considerado um avanço paralelo. Novas ferramentas que se ligam em outras, novas características que potencializam o que já existe ou fragmentação com novas redes de nichos. Isso não é ruim. Mostra que é hora de planejar direito o que fazer com tudo isso que fatalmente será parte da nossa vida.

A nova fronteira da tecnologia - Durante os últimos dois anos tenho conversado com muito especialista (dos bons) que pregava que coisas como Twitter, Orkut e Facebook seriam parte da última fronteira da tecnologia. Depois de digitalizarmos nosso comportamento, amizade, relacionamento, comunicação... interação social, enfim... nada mais restava. Pois eles não viram um lugar onde não havia tecnologia: dentro de nós. Olho com chip, pernas e braços que parecem computadores e neurosensores são parte de um desenvolvimento q tem sido pouco falado. A última fronteira não é expansão, é introdução. E é só o primeiro passo... Deixa o que nós conhecemos como informática mudar. Moléculas em vez de silício, química no lugar da eletrônica, nanotecnologia no lugar de gadgets.

Nerd é comum, Internet não é underground - O estereótipo de nerd equivale ao nosso "querido" CDF. Mas, a indústria de Hollywood e a mídia americana precisava de um termo para definir o jovem empresário que dominava o mundo. Não havia um rótulo para Bill Gates e seus seguidores. A gíria escolar nerd foi sublimada e difundida então. Há alguns anos, nerd (ou geek) não quer dizer nada. Basta saber algo mais sobre computador e cultura pop q vc é rotulado assim. Com a Internet, qq um pode saber isso. Ao mesmo tempo, o mundo digital não é mais novidade. Poucos grandes conglomerados produzem tudo o que vc lê (Vivendi, NewsCorp, Viacom, Disney entre elas.... A Globo, Estadão e a Folha no Brasil... ). Todas estão muito bem fora da Internet e dentro da Internet. Isso vem se acentuando. Tanto que o que geralmente é discussão nas redes sociais é só um reflexo do que passa nelas. E 2010 não teve um fato sequer que apontasse que nerd é algo que direciona ao novo e que Internet não é mainstream. OK... o Wikileaks... Mas, o site não mostra, na realidade, que é preciso combater esse mainstream? Em 2011 , não haverá jeito de achar q nerd é novo e Internet é underground. Será a pedra fundamental no túmulo desses conceitos que já dão sinais de ocaso há alguns anos.

Reconhecimento facial - É uma das únicas coisas em temos de tecnologia da informação que me entusiasma. Na excelente reportagem do NYTimes sobre computadores que fazem reconhecimento facial uma série de avanços é mostrada. As máquinas estão cada dia mais avançadas nesse aspecto. Recentemente eu vi uma demonstração de um aplicativo que seria inserido em cartazes de propaganda eletrônica (digital signage) e conseguia identificar se uma pessoa é homem ou mulher e qual o humor que apresentavam. De acordo com isso, uma dica de consumo seria apresentada. Argumentei sobre a possibilidade de cruzamentos com bancos de dados de cartão de crédito, contas de telefone etc. Assim, além de saber o q a pessoa apresentava naquele momento, seria possível tirar todo o perfil dela. Bom.... e ruim... a reportagem discute um pouco disso.

O que é um computador mesmo? - Eu tenho um carro meia-boca que a única parte cyber é uma central eletrônica que eu já troquei num ferro-velho. Mas, é um veículo velho. Hoje, a indústria automobilística está enfiando cada vez mais coisas digitais dos seus produtos. Os carros mais modernos, já no mercado, estão a um passo se transformarem em um smartphonezão com rodas. Se vc pensar bem, um celular poderia ser substituído por uma jóia de braço e um brinco. As empresas que trabalham com computadores vestíveis conseguiram estabilizar o custo de produção e estão prestes a entrar em uma economia de escala. Qualquer coisa que existe na sua casa pode virar um treco inteligente e conectado.

3D - Não é a TV... q, aliás, é um lixo e parece um monte de lâminas como sobras sobrepostas e que dá ânsia de vômito. Ver as coisas em três dimensões é algo útil e necessário. Não é nada novo. A humanidade sabe disso desde o Renascimento, desde os estudos sobre a perspectiva nos quadros, no séc 13. As porcarias das indústrias de tecnoologia é que não investiam para recuperar esse tempo perdido. Sairemos das trevas das duas dimensões.... a caminho da holografia interativa e da compreensão da Teoria M no dia-a-dia... Não! Não, não... Sem viagem... um simples 3D resolve.

Bioética - Tudo que deve se consolidar em 2011 leva a discussões legais, morais e éticas. Nada escapa. Com isso, questões sobre como matar seu pet robô, considerar ou não o recorde de um atleta com perna ciborgue, contratar ou não um funcionário com um biochip começarão a encher a cabeça de filósofos, especialistas de mercado, advogados e juízes ao mesmo tempo em que terão de pensar sobre novos sensores nas ruas, câmeras vigiando, banco de dados de cidadãos, chips na identidade, etc... Não acredito muito que usem esse termo. É muito novo e até assusta. Mas, no fundo estarão discutindo isso.

Direito fundamental 2.0 - Com tanto avanço, tanta vigilância, tanta oferta sendo mandada para meu prazer, a liberdade vira off-line. Todos têm de ter o direito de desligar o plug. Inovador e revolucionário será quem sabe lidar com o on-line e, principalmente, o off-line. Que sabe hackear o que não é on-line. Que sabe desligar tudo.... algo cada vez mais difícil.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A dificuldade da revolução 2.0

Antes q eu me esqueça.
Antes q seja tarde.
Antes q enfiem os pés pelas mãos.

Vivemos sim um revolução causada pelo ganho de poder do consumidor final (também conhecido como pessoa comum). Mas, essa trasformação toda ficou mais complicada nos últimos 2 anos por conta da democratização do acesso e condições de criação e publicação de conteúdo.

Comprometimento tem se tornado uma métrica pra lá de importante.

Aquele blogueiro é bom e tem audiência. Mas, ele está sendo financiado por qual empresa ou tem interesse em qual assunto?

Esse perfil no Twitter é relevante. Mas, ele é guru de qual empresa e será automaticamente questionado sobre quais opiniões? Quais vai refugar?

Tal usuário do Foursquare é assíduo nos comentários. Mas, o quanto ele está interessado em ganhar somente uns descontos em troca da sua opinião?

Olha... já se foi o tempo de gente ingênua nas redes sociais. Muitos querem ganhar alguma coisa e isso pode ser um benefício individual e não disperso.... público... democrático.

Nessa tal de web social as pessoas entraram primeiro, as empresas depois.

Ingenuas tem sidos as empresas.

E
, eu
me recuso
a engolir a ingenuidade das empresas como grandes cases de marketing.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Primeira impressão sobre o Google Buzz

Você entrou no boteco e pediu uma empadinha de palmito.
Te deram um X-Tudo com Cola de 1,5 l e Petit Gateau de sobremesa.
Mas, você realmente estava afins de uma empadinha de palmito.
.
.
O dono do bar diz: "E ainda vc vai se surpreender quando o X-Tudo for feito com ovo mollet.
.
.
Ou seja:
. --> Não é ruim não... se você tem estômago pra isso.

| - Tem um link com críticas aqui
| - e tem outro link no mesmo estilo aqui

Em Breve: segundas e terceiras impressões.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Guitar Hero Brasileiro, já!

Pq eu estou fazendo esse post??? Porra.. sei lá... falta de tempo. Falta de assunto.. ou simplesmente pq o Guitar Hero fez a criançada cantarolar Slow Ride em vez de pagode-frouxo-que reclama do-apogeu. Porra! E a última coisa q eu imaginei na vida era uma criança de 5 anos cantarolando Foghat.

O fato é que.. tudo bem.. o rock nacional não é lá grande coisa (E vc não concorda comigo? Então leia esse genial post antigo do maldito @gravz /// se vc não acha ele maldito vai começar a achar depois disso. Ou genial. Ou sei lá...) comparado com quem inventou esse treco... ou mesmo fica lá longe se comparado às bandas inglesas (as boas, tá?!?!. Não aquelas que cantam chorandopra dentro e com a mão no bolso).

... mas, é rock nacional. E é coisa q pega pelo simples fato de ser daqui para aqui.

Eu não quero discutir o Guitar Hero. Não acho ele lá um grande game revolucionáro e acho até q ele está mais para o último suspiro do rock na beira da morte do que uma revigoração... Mas, gostaria de ver alguma coisa q é daqui, do Brasil, antes disso tudo acabar. Sabe? Do Rock virar coisa do século 20 mesmo e ficar ao lado de coisas tão incoerentes como o steampunk... ou, quem sabem.. numa aposta mais otimista... virar um despautério como um luddismo cultural assíncrono e metamorfosiado da cultura de massa.

O fato é que eu odiei o GH e Rock Band e ao mesmo tempo adorei. Mas, antes que me encham o saco... mais odiei do que amei.

E... baseado no lado "amei" eu sinto falta de tocar algumas músicas do Rock brasileiro que mostra pra as futuras gerações que o Brasil tem sim um Rock... lá meia boquíssima... mas, é a cara do Brasil também. E... essa tal de Música Popular Brasileira é um conceito mais complicado e fajuto do que "governança corporativa".

Eu gostaria que um Guitar Hero.br trouxesse:

- Balada do Louco - do Arnaldo Baptista... mas do Singing Alone, que tem ele tocando todos os instrumentos e seria uma prova lisérgica de erudição roquenlolística para os jogadores. E.. se algum vizinho tirar sarro pq te viu tocando uma guitarrinha na frente da TV vc diz - Louco é quem me diz.

- Carimbador Maluco - do Raul Seixas - Não é a melhor música do Raul... ou é? Eu passei uns 10 anos pra digerir o Maluco Beleza num especial da Globo. Depois, passei a adorar a temática justamente na Vênus Platinada com esse tipo de mensagem. Quer saber... crianças precisam dessa música. Ela devia ser cantada em festas do Dia dos Pais em pré-escolas.

- Kamikase do Rock - com o Made in Brazil. É.. lembra pra caralho AC/DC. Mas, é sem dúvida um dos melhores riffs nacionais e a letra é algo que poderia exorcizar qualquer banda emo que se acha roqueira.

- Casa do Rock - com Casa das Máquinas. Tudo bem. Vc que é nerd, jovem e acha q o rock começou no mundo quando o U2 surgiu pode até pensar que é uma mistura de @lucasfamapop com São Paulo Fashion Week e Barão Vermelho. Mas, o fato é que é uma puta música, com uma pustza guitarra e o melhor vocalista brasileiro de hard rock que já existiu.

- Lucifer - com O Peso - ah, vai. É melhor do que ficar punhetando com Muse no GH Legends of Rock...

- A Namoradinha que eu Amei até o Sangue Jorrar - com Kães Vadius. Pq um game de guitarra q não tem psycobilly é game de fresco. Eu gosto dessa música. Mas, pode colocar qq uma do Kães Vadius pq é leeeegalllll....

- O Adventista - com Camisa de Vênus - Eu escutei a primeira entrevista q o grupo deu numa rádio obscura de SP (até pq eles falaram q era a primeira). O locutor perguntou - Pq o nome? O Marcelo Nova falou - OK, é forte. Se vc quiser a gente troca pra Capa de Pica. Beeeeeeemmm rock'n roll. O Gustavo Mullen é um baita guitarrista de rock.

- Grandola Vila Morena - Com o 365. Olha, esse hino anarquista precisa ser repassado para as próximas gerações... tá ligado... entende o q eu estou tentando dizer?

- Deixa Meu Cabelo Em Paz - de Oswaldo Nunes. Infelizmente o único vídeo q achei é esse. Mas, eu garanto. Essa música é muuuuiiiiiito Rock'n roll. Olha esse rifff.... e essa letra.... ?!?!?!?! Caralho!!! Não ria antes de tentar achar em sites de MP3 ou então com seu amigo especializado em Jovem Guarda. .... seu diretor. Bom. Um Guitar Hero brazuca tem q ter lá um toque todo especial também.

- Meu Bem - com Ronnie Von. E só com ele. Pq seria uma tiração de sarro com o Rock Band Beatles. Na real, não seria um Guitar Hero. Seria um Franja Hero. Pq vc tem q tocar a musiquinha chata e jogar a franja como o príncipe fazia.... sensacional.

- Pode Vir Quente que Eu Estou Fervendo - com Erasmo Carlos. Na boa, é a melhor letra de rock q já foi feita no Brasil (se não me engano é do Carlos Imperial). O Tremendão era.. e é.. super rock'n roll. Quem conhece a história do rock no bairro paulista da Pompéia sabe. Infelizmente, ele tinha um melhor amigo muito do brega. Se vcs gostaram... vcs precisam ouvir isso instrumental com o The Jordans.

- Bicho do Mato - com o Som Nosso de Cada Dia. Eu ia adorar tocar Guitar Hero e ficar cantando "Quero ir pra serra, ser gente, ser fera.... ser bicho do mato. Do matuuuuuuuuu". É um tanto quanto hipermoderno isso... rs.

- Umbabarauma - com o Soulfly. Pq tem q mostrar o q é esse tal de Rock Popular Brasileiro...

- Nicotina - com Replicantes. Ah.. vá... punk rock é fácil... é só 3 acordes. Toca aí então. Passa aí esse solo na primeira q eu quero ver. Toca aí Serra!!!!

- Ideologia - com Cazuza. Vc sabe q eu não gosto. Vc sabe q eu não gosto. Vc sabe... Mas, a letra é boa. Muito boa. E.. deve ser gostoso tocar isso na guitarrinha q dá LER e DORT. E, como game é ainda um treco meio burguês. Quem sabe... sei lá... rock é meio atitude ainda... eu acho.... ainda acho...

- Velha Mistura - com Golpe de Estado. Um dos melhores guitarristas de rock brasileiro de todos os tempos com um dos piores vocalistas (se bem q com uma das melhores presenças de palco - tchiiipuuu um Anthony Kids nacional...rs). Acho q mostra um pouco do que é o rock nacional.. muita luta e pouca... hãmmmm... oportunidade.


- Mardito Fiapo de Manga - com Joelho de Porco. Poucas letras de rock são tão profundas e mostram tanto a mistura que o brasileiro pode fazer com algo tãããão... hã.. hmmm.... curtura de maça como o Roquinhol. Entra aí no lugar do Black Magic Woman... rs.

- Os Metaleiros Também Amam - Pq tem q ter um toque assim.... brazuca no Guitar Hero.

Legião? Paralamas? Kid Abelha? Fresno? Pitty...
ah..

se
foder....

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

10 tendências para 2010

Se não me engano, deixei de fazer previsões aqui no blog em 2007. Tudo pq não via grandes coisas que não estavam já sendo discutidas por muita gente perto de mim. Mas, esse ano é diferente. Estou sentindo um certo gap no ar. Tudo que vejo comentado é algo muito específico ou desfocado das grandes macrotendências. Então, resolvi juntar energias geradas por um período de festas longe da Matrix sem conexão e celular para postar minhas idéias (aquelas q ninguém liga mesmo, mas eu sempre me vanglorio delas dois anos depois).

1- Ecogeeks - É simples de entender. São pessoas que gostam de viver num mundo digno e não querem desgrudar das facilidades da tecnologia. Não é nada de notebooks de bambu. Tem mais a ver com sustentabilidade. Baixo consumo, reciclagem dos aparelhos e uso de materiais não-tóxicos na produção, além de produtos que economizam recursos (um serviço na Internet q evite deslocamentos de carro ou avião, por exemplo) são idéias que agradariam a esse público e sei q existem empresas com planos para isso - seja sob a marca ecogeek ou não.

2- Vida Digital Low Cost - os netbooks provaram, na realidade, que o estilo de vida conectado necessita de preço baixo. Com a popularização das tecnologias de comunicação e informação (TICs) avançando para muito além dos nerds e técnicos, qualquer produto desse tipo entra em um novo patamar de prioridade no consumo desse novo público popular e late adopter. A tecnologia está bem atrás na intenção de gastos dessas pessoas. Vem depois da alimentação, educação e lazer - ao menos dessas. Portanto, preço premium não cola mais. Aparelhos com o Android tb devem influenciar essa tendência.

3- Conteúdo pago ou remunerado - Parece uma heresia apostar nisso, mas a essas alturas da nossa experiência na Web já descobrimos que está muito mais fácil se deparar com conteúdo mediano do que diferenciado nas buscas. Culpa do Page Rank, talvez... Certamente um outro fenômeno da popularização da Internet, dos blogs, da Web 2.0 etc. Quanto mais pessoas comuns conseguem acesso e poder de publicação, mais conteúdo comum é produzido. E o sistema comercial sabe muito bem lidar com o esquema "crie a dificuldade para vender a facilidade". E a facilidade hoje é: economizar tempo e conseguir atenção. Muitas pessoas pagariam para achar o que querem ou entrar em contato diretamente com especialistas... sem perder uma ou duas horas no Google. Empresas comuns q viraram mídia ao criarem blogs, sites, perfis no Twitter tb querem alguém q escreva o correto no tempo certo... e pagariam (pouco, é verdade) por isso. Não é q tudo será pago. Simplesmente essa estratégia será mais OK. O sucesso (embora ainda restrito) do Kindle tem a ver com isso... e nem estou citando o cerco sobre os downloads...

4- Web em tempo real - A grande revolução do Twitter nos negócios on-line é ter mostrado que há uma necessidade incrível das pessoas se mostrarem vivas digitalmente. E as empresas, lógico, sentiram que podem interagir com elas a qq momento. Só que isso precisa de ferramentas para ligar esses interesses. Location based applications, buscas q mostram resultados de segundos e sistemas que capturem padrões de comportamento e gerem estratégias comerciais antes que os consumidores mudem de opinião ou local irão bombar.

5- Simpatia por robôs - O computador já se tornou um eletrodoméstico há vários anos. Então, qual seria a próxima techtralha a conviver conosco em casa? Minha aposta: um robô. A evolução deles tem sido espetacular nos últimos anos e, embora pareça que só os japoneses gostem disso, eu acredito que iremos ser mais simpáticos a esses humanos de metal e circuitos em 2010. Provavelmente ainda não iremos comprá-los no Carrefour, mas já começaremos a imaginar como eles ficariam lindos com uma vassoura na mão, contando histórias para os filhos ou ajudando a colocar a lata de arroz em cima do armário.

6- Web anti-social - ninguém gosta de viajar para um paraíso longínquo no litoral e encontrar com o chefe, o colega chato, o primo babaca, o contador e a mina do call center q te cobra a dívida do carnê. Pois, a praia digital que era pra poucos está assim -- muvucada de rotina comum de nossas vidas. A única saída é procurar um local mais deserto ou cercar tudo em um condomínio exclusivo.

7- Todo mundo é hacker - Simplesmente pq nem todo mundo na Internet é geek. Isso irá criar novos problemas de segurança, tão simples de resolver quanto fáceis de criar. É o fim da era romântica dos grandes criminosos digitais e o surgimento da banalização dos cybermeliantes. (OK, eu sei do termo hacker x cracker - o título tem a ver com a falta de maneirismo com a gíria de tecnologia, é baseado na própria tendência).

8- Conflito na classe média - essa fatia da sociedade aumentou no mundo todo, principalmente puxada pelos emergentes Brasil, Índia, China, África do Sul (q tb podem ser chamados de classe média da geopolítica). Mas, são pessoas que têm renda para isso mas não têm serviços básicos. Têm dinheiro mas não estudaram nos colégios quatrocentões. Podem ir ao shopping Iguatemi mas não foram na festa de ontem. E o q faz a classe média dos Jardins qdo encontra seus supostos pares do Capão Redondo? (tá.. eu disse q ñ ia colocar links, mas esse post da @ladyrasta é bem exemplar) Há empregos, clubes, diversão, assunto etc para todos? Não.

9- Contra as massas, petiscos - Cada vez mais as recentes revoluções tecnológicas se provam excelentes ferramentas de cultura de massa. Só que ao contrário da era pré-digital, as mesmas coisas que promovem a padronização também ajudam na diferenciação. Só que não há novidade no caminho da antimassificação. O que resta é sempre família, regionalismo, religião e arte. Tudo que não é grande público vai se tornar cada vez mais interessante para early adopters... seja on-line ou off-line. Quem não sabe por onde fugir da Matrix, encontrará o caminho nisso aí. Somente nesse movimento iremos ver o que o futuro revolucionário reserva.

10- Novo dinheiro - Está cada vez mais claro o declínio da economia dos Estados Unidos. Acho um pouco confuso discutir o fim do império do mal e essas coisas. Mas, uma coisa é certa - fora do domínio do Tio Sam, outras coisas têm mais valor do que o dinheiro. Em países não anglo-saxões, a amizade e a felicidade são mais reconhecidas. Em países pobres, o bem-estar não tem muito a ver com o que o governo te dá.. até pq ele nunca deu muita coisa. Não acho q em 2010 vejamos um novo conceito de valor na moeda tão renovador quanto o acordo de Bretton Woods ou a desvinculação do valor da moeda ao ouro. Mas, algo novo já poderá ser sentido. Quem lida com novas regras de contabilidade da IFRS e ativos intangíveis sabe que existe mudança no ar... O problema é q essa potência dominante e seus pensamentos econômicos surgiram na Segunda Guerra e ninguém quer ver uma Terceira Guerra... mas, a gente já escutou sobre cyberguerras que causam prejuízos financeiros, né ? Mas, qual cyberataque deixaria em ruínas uma sensação de felicidade?

Hipermídia somos nozes - Ops! Essa é a décima primeira previsão... Mas, é só para lembrar que eu tenho lá minhas diferenças com o conceito de hipermídia quando ele é centralizado na produção. Gosto mais quando ele está calcado no consumo. Então, não coloquei links... vcs procuram na web o q acharem mais interessante ou instigante e vão fazendo a leitura não linear de vcs.

H+ - aãããmmmm.. hummm... somente prestem atenção ao pós-humanismo, o humano aprimorado, o mais do que humano. Não é pra 2010.... e um dia escrevo sobre isso e minha idéia de ciborguismo cognitivo.


De resto... um 2010 de muita foda pra combater tanta punheta egocêntrica e improdutiva.
:)

domingo, 22 de novembro de 2009

Entendendo a briga Chrome OS e Windows

Quando a Microsoft lancou o Windows, em 1985, o sistema operacional não era algo muito glamuroso no mundo da informática. Ou até era, mas não chegava aos pés de qualquer hardware. As máquinas eram as rainhas da época.

Isso tem uma explicação muito simples. A máquina determinava a evolução. Qualquer byte a mais na memória, no processador, qualquer ponto a mais de definição no monitor, enfim, qualquer novidade mínima no hardware era saudada pelo mundo inteiro. E quando eu digo qualquer era realmente qualquer. O desempenho dos computadores no meio da década de 80 era inferior a muito carro com tecnologia embarcada, celular meia-boca e até de muitos aparelhos eletrônicos que se pode comprar em camelôs pelo Brasil. Portanto, qualquer mínimo avanço era um grande passo que levava todo o mercado junto.

Quem dominava esse mundo do hardware era a IBM. Haviam outras companhias que nem vou citar o nome pq até se tornaram irrelevantes ou sumiram do mercado. Para facilitar o entendimento da importância do Chrome OS, atenham-se à IBM.

O mundo da informática girava em torno da IBM e a Microsoft era uma das fornecedoras. Umas das importantes, com o software que fazia a máquina funcionar e era uma espécie de tradutor da linguagem humana para a linguagem dos computadores. Mas, era apenas mais uma na lista de companhias que ajudavam o negócio da IBM crescer.

Um dia, o dono da Microsoft descobriu que as máquinas não eram nada se não houvesse algo que fizesse o intercâmbio de informações entre os humanos e elas. Computadores não eram nada sem um sistema operacional (SO), até pq, sem isso, eles ligavam mas não faziam absolutamente nada a não ser piscar uma luzinha verde irritante no monitor.

Então, o dono da então quase desconhecida Microsoft decidiu usar um truque de negócios muito eficiente e que faz parte da cartilha do bom capitalismo. Ele commoditizou o concorrente criando um novo paradigma de uso e consumo... Hã? Não entendeu? Complicou? Pois é fácil de entender.

Bill Gates sacou a importência do sistema operacional para a máquina e passou a trabalhar para que ele fosse ainda mais importante. As primeiras versões do Windows eram um lixo, mas já davam mostras do que era pretendido. O sucesso da estratégia veio mesmo com o Win 3.x, sucesso de vendas (e de pirataria) e realmente algo multitarefa e inovador.

O Windows 3.x era tudo que os usuários (usuário é um nome pedante para definir humanos consumidores, se é que vc não sabe disso) queriam. De uma hora pra outra, as pessoas passaram a perguntar nas lojas se havia o novo Windows pra vender e esqueceram dos PCs IBM.

Com isso, o computador ficou atrelado ao SO. Esse, por sua vez, passou a ter mais valor para os consumidores do que o computador.

Com isso, a IBM entrou em crise. Quase afundou. E só foi salva por um executivo sensacional e de grande visão de negócios, Lou Gerstner. Ele reuniu a cúpula da empresa e disse: "putada, fodeu. Ou a gente começa a faturar em cima de algo que não seja máquina ou vamos começar a engraxar sapatos de moleques que estão criando empresas de software" (bem, não foram essas as palavras exatas, mas vcs entenderam o discurso dele, que provavelmente foi muito mais polido).

Gerstner mudou o foco da empresa, fazendo a IBM desencanar do hardware e se preocupar em oferecer serviços em cima do hardware - dela ou de outros. Foi uma estratégia de grande sucesso e é digna de estudo até hoje.

Mas, pra entender o Chrome OS, a
história importa só até aí.


Pois bem, com o PC tendo valor igual a uma lata de óleo de soja e com diferenças exatamente iguais as que vc encontra na prateleira desses produtos no supermercado da esquina (pra quem não sabe o que é commoditização, essa é uma das melhores explicações), a Microsoft cresceu, floresceu e... bom, é o que é hoje.

Mas, a Microsoft nunca precisou mais usar o artifício de commoditização do concorrente. Usou dumping contra a Netscape (o caso mais clássico), desqualificação (com o Linux), sedução econômica (com o Yahoo)... Mas, commoditização nunca mais.

--> Agora é a hora que fala realmente do Chrome OS. E, se vc leu até aqui
achando que ia ter um tratado sobre isso... esqueça. Afinal, ficou simples
de entender.

Com o lançamento do Chrome OS, o Google está fazendo a mesma coisa que a Microsoft fez com a IBM. Está commoditizando o SO pq descobriu que a importância está nos aplicativos e na Internet.

Olhe, por exemplo, para o navegador Chrome. Vc digita uma frase no lugar do endereço do site e ele automaticamente vai buscar o que aquilo significa. Isso é um aplicativo do navegador. Importante pra caramba. Que outros aplicativos úteis poderia ter um navegador?

Se o aplicativo do navegador é útil, imagine por um momento o navegador mesmo. Ele é o não é o seu aplicativo mais usado? Se não for, garanto que está entre os três mais usados. É ou não é? (claro que é, afinal vc está lendo isso, então tem conexão e sabe lidar com conteúdo online. Não é qq público que está iniciando agora na web ou está na exclusão digital).

Então, a tática do Google é a mesma que a Microsoft usou contra a IBM. Não é lindo isso?... bom, diga vc. Pq o dia que eu começar a achar lindo esse tipo de rotina mercadológica, jogo todos os meus livros sobre Klimt no lixo.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Falta de inovação contribui para crise americana

Uma reportagem da Business Week questiona se a falta de INOVAÇÃO na indústria americana não contribuiu para a crise na qual o país chafurda. O texto The Failed Promise of Innovation in the U.S. dá várias traulitadas na diferença entre discurso e ação das principais empresas da economia tradicional e joga na cara dos empreendedores e governo que desde a bolha pontocom havia indícios dos caminhos para inovar.


Olhar esse problema do ponto de vista de hoje é mais fácil. Mas... dizem por aí que empreendedor bom tem visão de futuro. Então, dá pra perceber que muito povo que só tem discurso bonito aí não passa de papagaio.

Desde a bolha, qualquer pesquisada na Internet mostra que várias novidades poderiam estar em produtos manufaturados há pelo menos uma década. Não estou falando de Facebook. Isso realmente é muito novo e, na visão dos negócios tradicionais, merece mesmo que se dê um tempo para os novidadeiros testarem suas funções e alguns empresários realmente espertos investirem em meios de se ganhar (muito) dinheiro com isso. Falo de células de combustível, serviços construídos em cima de software e acessados por meio de uma rede wireless qualquer, terceirização de atividades que não são foco da empresa, uso da globalização para conseguir novos parceiros de negócio para alguns processos fabris, etc.

Por exemplo, os carros poderiam ter outros combustíveis que não o petróleo. O programa do governo brasileiro sobre o álcool, para substituir os combustíveis fósseis em larga escala, tem mais de 20 anos, tendo sido criado por conta da crise do petróleo de 1973. As células de combustível tiveram grande avanço e barateamento na década de 90 - com o uso do Nafion para substituir o catalisador de platina - e desde então têm evoluído apesar da necessidade de maiores investimentos em pesquisa. As cidades americanas têm se tornado exemplo de uso de redes wireless desde o início da década.

A GM, que tem se convertido no símbolo dessa derrocada americana, poderia ter ocupado seu tempo em deixar seus carros mais verdes em vez de tentar transformar o Malibu e o Saturn em concorrentes à altura dos luxuosos japoneses ou tentar enfiar goela abaixo o beberrão Hummer aos consumidores.

É certo que a crise foi criada por uma sede de lucro em um mercado prá lá de altamente arriscado (sub primes). Mesmo esses chamados investimentos tóxicos poderiam ser contornados se os empresários se comunicassem mais com seus clientes e acionistas – aí sim, uma coisa estilo Facebook – para saber que a desconfiança que havia já era grande antes da quebra do Banco Lehman Brothers. E convenhamos, consumidores de uma forma geral estão pedindo ÉTICA nas empresas desde o caso Enron. Está tudo na Internet. E quem disse que novas atitudes e postura ética não são inovação também?

domingo, 23 de novembro de 2008

Reuters abandona o Second Life

A empresa jornalística Reuters abandonou o mundo virtual Second Life. Enquanto esteve por lá, foi, na minha visão, pioneira e audaciosa. Montou uma belíssima redação virtual com repórteres exclusivos para o SL e mantinha um blog que trazia informações de lá para o mundo real. Na via inversa, transmitia um noticiário para que quem estivesse curtindo a plataforma da LindenLab ficasse sabendo o que acontecia por aqui, onde a poeira incomoda o nariz.

O Second Life está em baixa, mas o interesse em mundos virtuais está crescendo. Já escrevi sobre isso e mantenho a impressão. "Na verdade, o que importa no Second Life é tudo O QUE ELE REPRESENTA, menos ele em si.". É coisa para evoluir ainda.

Há bons links para acompanhar a história da Reuters no SL. Um bom texto é o do Sillicon Alley Insider: "Exclusive: Why Reuters Left Second Life, And How Linden Lab Can Fix It". Onde o autor, Eric Krangel, dá dicas sobre como salvar o negócio.

Eu só fico com a impressão que a Reuters demorou para sair. Ela é uma empresa que ganha muito ao seguir um hype tecnológico e tem boa parte dos seus consumidores formadores de opinião ligados nessas ondas. Então, é lógico que ela deve surfar no maior número possível delas e, sempre acompanhando o movimento dos mais novidadeiros.

Só que, à medida que o movimento for esfriando, ela deve sempre se antecipar na retirada.

Quem se vangloria de ser um dos primeiros a entrar, tem que ter sensibilidade para indicar a saída para os outros. ....--- E partir para a próxima para manter sua imagem de avançado.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O picadinho da inovação (com pimenta)

Tenho um novo passatempo, ler reportagens antigas sobre tecnologia e Internet. É uma atividade aprazível e esclarecedora, embora tenha um efeito colateral grave. Ela te deixa com ar blasé e urticárias déjà vu.

Em pouco tempo, vc começa a notar que o mundo da tecnologia da informação e comunicação (TICs) anda derrapando na mesmice. Muitas das inovações apresentadas são, no fundo, um cozidão das sobras da carne assada da última bolha, servido com pompa, circustância e um nome bacanudo. É um picadinho no bar da esquina que serve PF, mas solenemente e marketeiramente batizado de boeuf bourguignon. (agora gastei o francês... dá até vontade de recitar Rimbaud no original)

Tá certo q não se consegue ser diferente por mais de uma semana hoje em dia. A matriz completa da inovação é um mistério complexo e monstruoso. Segundo o professor da Harvard Business School, Clayton Christensen, ela ainda tem dois caminhos a seguir: ruptura e sustentação. É algo entre "completamente diferente" ou uma "pequena melhoria para manter o quadro atual", ambas com aplicações cabíveis e perigosas. Há várias explicações sobre isso em textos espalhado na web. Procure por "O Dilema do Inovador".

Contudo, as empresas estão adotando em massa somente essa segunda opção. Até aí, tudo bem. Grandes corporações são muito medrosas para dar grandes dribles na mesmice, até porque não têm jogo de cintura pra isso ou temem perder tempo e dinheiro até que tudo seja explicado e assimilado. Costumo falar sobre isso volta e meia aqui no blog ou em bate-papos. Então, elas partem para enfeitar qq lançamento aproveitando-se do momento. Momento é tudo uma espécie de porto-seguro. E inovação tem sido muito substituída por momento.

A ocasião tem sido sinônimo de inovação em muitos casos. Não acredita?

Vejamos um exemplo: mini-notebooks, ou como quer que se chamem. Produtos como o Eee PC, da Asus, enfim.

Esse mercado deve chegar a 5 milhões de unidades em 2008, de acordo com o Gartner. Outros estudos apontam até 13 milhões ainda nesse ano. Em 2012, a previsão é que esse montante seja pelo menos 10 vezes maior. Ou seja, um sucesso de vendas com crescimento geométrico.

Prá mim, eles serão o segundo ou terceiro notebook da classe média e alta (uma espécie de carro 1.0 da informática). Devem também se tornar opções ao OLPC pela facilidade de se achar isso no comércio, manutenção, interface mais conhecida, conteúdo já existente, etc. Com isso, essas cifras saltariam ainda mais.

O sucesso de vendas do Eee PC e essas previsões sobre vendas atiçaram concorrentes da Asus como HP, Acer, Dell e Lenovo (clique nos links aí para ver as novidades de cada um).

Tudo muito moderninho e adequado ao mercado. Certo? Errado. Tudo muito adequado ao mercado, com certeza. Mas, a idéia já tem quase vinte anos.... ou mais. Nada, nada de moderninha.

De volta ao passado
Era 1996, quando o minimamente simpático presidente da Oracle, Larry Ellison, veio à mídia com uma engenhoca esquisita debaixo do braço. A maior empresa de banco de dados do mundo estava lançando um hardware que não tinha nada a ver com seu negócio principal. Era o Network Computer (NC).

A revolução prometida por Ellison era que as máquinas não mais carregariam pesados programas. O sistema operacional rodava em Java e as informações eram armazenadas em servidores na web. O acesso a tudo era feito pelo navegador.

O produto chegaria às lojas por US$ 500. Ellison chegou a dizer US$ 299. Na época, um PC desktop, custava US$ 1,5 mil e um notebook chegava a US$ 3 mil fácil.

A idéia, maluca para alguns, ganhou seguidores de peso. Microsoft e Intel anunciaram imediatamente o NetPC. A Apple também criou o Pippin, que era ainda mais inovador ao juntar o computador com console de games e Internet (outro déjà vu aí pra quem tem PlayStation ou X-box).

Em 2000, não existia mais sombra de qualquer desses projetos. Todos foram engavetados pelas mais diversas razões. Mas, a mais importante delas é que não fizeram o menor sucesso entre os consumidores e não ganharam escala de produção. Dizem que foi pq não havia banda. Outros alegam q era pq foi Elisson q lançou e sua atipatia é contagiante. Mas, eu lembro que a galera queria mesmo é exibir um pomposo desktop Pentium III na mesa com gravador de CD. Nada de aparelhinhos... o negócio era ter aparelhão.

Outros tempos... outros deslumbramentos consumistas de ocasião....

De novo no presente
Hoje, o EeePC e similares estão na boca do povo conectado e fã de gadgets. O que mudou no mundo? Bom, tudo... e nada. Temos mais conexões, maior banda, mais pessoas conectadas, mais computadores de todos os tipos (celulares, inclusive). Temos tantos aparelhos q se tornou legal e cool ter aparelhinhos. A rede se tornou mais importante do que a máquina.

Tudo isso é simplesmente o que John Gage, um dos fundadores da Sun Microsystems já havia previsto, antes da Internet se tornar tão reconhecida. Ele cunhou uma frase q ainda há de ser mais valorizada na história da cultura digital:

"The Network is the Computer",


idéia que se tornou um motto da Sun por muitos anos.

Mudou o que mudou q nada mudou desde a percepção desse engenheiro e executivo da Sun.

As coisas estão esparsas, por aí, meio que sem dono, prontas para serem usufruídas, inclusive idéias boas q não colaram -- mas continuam muito boas. E hoje, tudo é passível de ser econtrado em algum repositório on-line.

Elisson estava certo. Gage certíssimo.

Qto ao Eee PC, acho ele tanto picadinho quanto boeuf bourguignon.

O que me interessa é saber se vou ter o vin rouge da minha experiência para acompanhar. Se o prato foi feito com bouquet garni ou cominho, não me importa. Acho q sou capaz de fazer a inovação disruptiva que Andersen fala por mim mesmo.... a qualquer momento.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Cauda longa e perna curta

A moda agora é malhar a teoria da Long Tail (Cauda Longa), criada por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired. Para quem não conhece esse termo eu vou resumir de um modo muito simplório. Ele diz que o mundo está criando possibilidades infinitas de negócio em mercados de nicho. Isso se deve ao barateamento dos modos de produção e distribuição, principalmente os baseados no binômio Internet-Globalização. Antigamente, muitos produtos não poderiam ser comercializados pq davam prejuízos, o preço que eles deveriam chegar ao mercado não compensava o que se gastavapara produzi-los e distribui-los. Hoje, de acordo com a Long Tail, isso mudou.

Se vc não conhece o assunto, é bom pesquisar um pouco. Vou dar três bons links para isso (com textos em português). Uma entrevista de Cris Anderson na revista Época, o bom artigo sobre "Cauda Longa na Wikipedia e um post bem fácil no Brainstorm#9 sobre o tema. Com isso, vc já fica sabendo do que se trata. UPDATE: Autor de A Cauda Longa, Chris Anderson, virá ao Brasil (POA) em outubro - confira em www.internetcorporativa.com.br

Mas, parece haver uma caça-às-bruxas no ar. Nos últimos dias, tenho visto vários textos criticando a teoria da Cauda Longa. O estopim dessa contra corrente parece ter vindo de dois lados e de dois importantes meios de comunicação, a Harvard Business Review e o Wall Street Journal. Ambos são conceituadíssimos divulgadores de idéias de negócios para executivos e agentes da economia. O WSJ na verdade, cita o artigo da professora de marketing da Harvard, Anita Elberse, e serviu para dar mais impulso à discussão.

Anita fez um estudo estatístico sobre a indústria de entretenimento e descobriu que, na verdade, a Internet está impulsionando não os nichos, mas o mainstream do negócio. Com isso, cai por terra a discurso que a Cauda Longa cria novas oportunidades e democratiza o jogo. Na verdade, a Internet está permitindo que os dominadores do jogo tenham cada vez mais poder.

Tudo isso porque em termos de comportamento de consumo a média das pessoas prefere adquirir aquilo que a maioria diz que é bom. Há algo na teoria do individualismo, pregado por Anderson, que simplesmente não se encaixa na realidade.

O artigo "Should You Invest in the Long Tail?", da professora de Harvard pode ser visto no link. Há inclusive ligação para a resposta de Anderson sobre as conclusões dela... e tb a tréplica da professora.

Mas, há outros indícios de que algo não saiu como teorizado.

No Uptade or Die, um blog muito lido por gente de publicidade, há uma nota sobre como a Long Tail serve a interesses dos grandes players do mercado. O site Zappos.com, citado até por Anderson como sendo um exemplo de nichos, tem em um de seus mais belos exemplos da lucratividade da fragmentação de mercados na Nike. A empresa é dona da Converse, uma marca que se gaba de vender "calçados vegetarianos". A Nike... sabem? A Nike... que está mais para a cabeça da besta do que para o rabo longo e afinado.

Outro fato a ser destacado é a ação de fãs da cantora pop Avril Lavigne para fazer o seu hit subir no ranking do YouTube... Ué?!?!?! O YouTube deveria favorecer artistas novos e desconhecidos, de acordo com Anderson. É desse texto do Remixtures quem vem a discussão. Prestem atenção que não é a cantora em si que conta para rebater a teoria, é o comportamento dos fãs.

A teoria da Long Tail ainda é persuasiva, mas, os estudos da professora de Harvard e esses casos também parecem indicar que nem tudo são flores do que Anderson diz. Talvez, mais do que retórica fácil na boca de papagaios, a Cauda Longa precise de gente que se dedique a ajustá-la.

Outros links para pensar sobre Long Tail:
- The dark side of the long tail

- Long Tails and Big Heads

- Something I don't understand about The Long Tail

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Procuram-se mentores

Fantástico é o mundo de hoje. Inimagináveis possibilidades de interação e aprendizado com as redes de telecomunicações, troca de arquivos, customização de tecnologias, aparelhos pessoais para armazenamento de informações, etc.

--------> Fantástico, pero no mucho.

Eu fico abismado que diante de tanta possibilidade de se coletar algo novo para melhorar nosso caráter, nossa sabedoria ou nosso conhecimento técnico, a média das pessoas que entram na Internet só querem mesmo é virar papagaios das opiniões alheias. São poucos os que têm sensibilidade própria para analisar alguma coisa, fazer um resumo oportuno ou trazer uma visão nova sobre algo. O que se tem, geralmente, é um festival de repasse de links e frases de outros.

Isso tem me assustado ultimamente. Dá a impressão que se caminha para um nivelamento do pensamento e das atitudes em plena "Era do Conhecimento".

Não dá pra dizer que a Internet é a culpada. Eu sempre me pergunto, em casos assim, se isso já não acontecia e a Internet apenas trouxe à superfície visível algo que já se encaminhava. Desde que eu era um aluno de escola estadual eu vejo críticas à educação de jovens.... e lhes garanto, isso foi em um tempo muuuuuiiiiiiiito pré-Internet.

Talvez, a explicação esteja na síntese do livro "The Dumbest Generation: How the Digital Age Stupefies Young Americans and Jeopardizes Our Future (Or, Don't Trust Anyone Under 30)". Seu autor, Mark Bauerlein, tem outros livros sobre literatura, é professor da Universidade Emory, em Atlanta, e ex-diretor de Pesquisa e Análise na Fundação Nacional (americana) para as Artes.

Para ele, entre os problemas que evidenciam um emburrecimento da geração mais jovem, está uma razão muito simples: são jovens e, por isso, imaturos, afobados, deslumbrados e inexperientes. Antes que qq um fique nervoso, pense.
Vc se torna um bom amante só pq deu um beijo, ou mesmo antes de dar qq beijo?
Vc se torna um bom motorista só pq sabe andar de carrinho de rolimã?

Veja um bom quadro sobre os pontos do livro nesse slide show do The Boston Globe "8 reasons why this is the dumbest generation".

Outro ponto, explicado pelo jornalista Gilberto Dimenstein no seu site Aprendiz, no texto "Internet Emburrece?" é que:

"as tecnologias digitais permitiram que os jovens passassem ainda mais horas do dia trocando informações com seus pares, mas, ao mesmo tempo, diminuiu o tempo de intermediação dos adultos nos processos de aprendizado".
Não é realmente o caso de se culpar a Internet. O que me parece é que uma configuração qualquer da sociedade fez os jovens se distanciarem dos adultos. Dá pra ver que não é a rede por uma coisa que eu vejo há anos no mercado de trabalho. Há uma juniorização em várias atividades. Muitos jovens assumem cargos de grande responsabilidade sem terem a experiência ideal. Entre as razões para isso está simplesmente a busca por custos menores das empresas. Elas substituem o profissional sênior que ganha mais por um iniciante que ganha menos e não reclama porque acha isso uma grande oportunidade.

Ótimo para empresa, mas péssimo para a continuidade do conhecimento. Mesmo que muito da técnica necessária para a rotina do cargo não vá embora com o sênior e fique nos sistemas, processos e computadores da empresa, a chance de aprendizado que se perde é algo inestimável. Esses caras dispensados são os mentores dos mais novos.

Jovem sem mentor dificilmente consegue ser mais do que chorão e engraçado. São raros os que conseguem ter talento e atitude diante de desafios e novas idéias.

Recentemente, eu vi pessoas da área de publicidade e marketing reclamando disso. Não há quem ensine. Existem sim lá uns megasuperastros da publicidade na diretoria da agência, mas eles são inatingíveis. Lá, no estúdio, na sala, não tem. É tudo um monte de gente da mesma idade, com os mesmos problemas e as mesmas soluções. Falta alguém para se mirar, medir e desafiar (o que é natural para a evolução da pessoa e das idéias). Talvez, por isso mesmo a publicidade brasileira só tenha conseguido produzir essas piadas adolescentes nos comerciais ultimamente.

Acho que esse vácuo criado é que está sendo confundido com a Internet. O que a rede fez foi só aumentar os canais de comunicação entre esses jovens. O problema é que eles não descobriram os mentores ainda na Web. Não é o caso de ficar lendo o SmartMobs pra ver o que o Howard Rheingold está pensando, ou segui-lo no Twitter... ou fazer isso com qualquer outro pensador de mídias digitais. É ter alguém como se estivesse na mesa do lado, aquele cara que dá pra tomar café e trocar idéias, que te dá um insight quando reclama da vida e te chama de moleque.

Será que é um campo novo que se abre? Profissão: e-Mentor, especializado em rabugice e ceticismo.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Brazil com Y (BRAZYL)

Você não gosta de ver o nome da sua pátiramadidolatradasalvesalve escrito com Z?
Assim - Brazil. (?)
E que tal com Y?
Um belo, sonoro e atual Brazyl?
Que tal?

Pois, goste ou não dessa escrita é assim que se apresentará nosso país na economia mundial pelas próximas três décadas ----> A terra da Geração Y.

Dados do IBGE, apresentados no jornal Valor Econômico sobre a nova estrutura populacional (para assinantes) mostra que a idade média da população passou de 19 anos para 31 anos. Entre 2000 a 2030 mais da metade da população brasileira terá acima de 31 anos. Com isso, teremos um maior contingente de pessoas em idade economicamente ativa. Haverá menos dependentes (crianças e idosos) no total da população.

"De 1950 a 1980, para cada 100 pessoas em idade economicamente ativa havia uma média de 82 em faixa etária de dependência (crianças e idosos). Para o período de 2000 a 2030, a taxa de dependência deve diminuir para uma média de 48 pessoas."
Sabe como são chamados esses caras de cerca de 30 anos no mundo dos negócios e dos e-negócios -- é a Geração Y. É gente que gosta de consumir, mas é questionadora. São formados na Internet. Entendem de moda e negócios, de bem-estar e tecnologia. Gostam e desgostam de muita coisa ao mesmo tempo e costumam mudar de conceitos e amores freqüentemente.

Nos Estados Unidos, eles começam a mudar hábitos de consumo. Por aqui, no Brazyl, devem adquirir algum aspecto local, mas serão igualmente importantes para qualquer mercado...
qualquer...
pq...
são filhos da Cauda Longa também.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Segurança e controle são cada dia mais essenciais para empresas

No meu dia-a-dia de jornalista, consultor, conteudista e curioso, tenho feito várias coisas que acabam esbarrando nesses frissons novos envolvendo Internet e novas tecnologias. Se a conversa entre consumidores finais e companhias diferenciadas como start ups é fácil e todo mundo fica embasbacado com as possibilidades da web 2.0 ou da computação em nuvem, nas empresas maiores e tradicionais o quadro não é assim tão festivo.

Esses assuntos estão lá, sendo discutidos e mesmo ganhando corpo em um monte de papelada e apresentações de futuros projetos ou de material educativo. Mas, daí a qq sinal de adoção vai um grande espaço. Há receios. Essencialmente, tudo se resume ao CONTROLE e à SEGURANÇA.

Web 2.0?? Fantástico, maravilhoso... é colaboração... é o futuro.... é inevitável - dizem pelas empresas. "Mas, como controlar acessos e garantir que quem participe não bagunce nossos sistemas e nossa padronização?", é a frase que vem logo em seguida.

A verdade é que empresas assim não são lá muito novidadeiras. Mesmo os bancos, por exemplo, considerados os grandes lançadores de novidades em tecnologia, só adotam alguma coisa diferente depois de estudar muito sobre como isso interfere e se interliga na parafernália que acumularam durante três décadas. A tendência é sempre manter o status quo. Companhias assim não são chamadas de organizações à toa -- elas se esforçam muito para se manterem ordenadas e cheias de métodos.

Tendências como web 2.0 e computação em nuvem tendem a bagunçar essa organização toda. O professor e blogueiro da Harward Business Review, Andrew McAfee, fala muito bem disso tudo no artigo "The Impact of Information Technology (IT) on Businesses and their Leaders".

Empresas até admitem mudanças assim - o melhor exemplo disso é como o e-commerce tem evoluído. Mas, antes querem ter certeza absoluta que uma estratégia de comunicação por blogs, wikis, redes sociais ou qualquer outra coisa desse tipo trarão benefícios e não prejuízos. E é aí que a coisa complica.

Prejuízo vem de muitos lugares. Centenas de comentários maldosos em um blog ocupam tempo de gerenciamento; pesquisa de evangelistas de marca ou consumidores potenciais no Orkut também; controlar acessos e garantir a confiabilidade de um wiki é a mesma coisa.... E manter mais essa infra-estrutura que usa redes, conexão e máquinas funcionando, qto custa? Se todo mundo já está ocupado demais na minha empresa e ninguém se mostra entendido nesses assuntos, quem preciso contratar? E quanto vou gastar em rompimento de contratos com fornecedores de serviços e tecnologia que não serão mais tão essenciais? Como lidar com uma nova cadeia de suprimentos nesse negócio? Essas são as questões mais ouvidas dentro de grandes empresas. Esse artigo da Information Week é um bom exemplo: "Growing Pains: Can Web 2.0 Evolve Into An Enterprise Technology?"

Nas pequenas, start ups, ligadas à pesquisas tecnológicas ou ao ensino, isso é bem diferente. A conversa flui mais naturalmente e os planos são aceitos com mais facilidade. É porque elas não são tão "organizações" como as grandes. Têm mais jogo de cintura e riscos menores a medir. Também, têm gente mais preparada e entusiasta dessas inovações.

Tudo isso, citado aí em cima, não chega a ser uma barreira intransponível. Principalmente pq as grandes empresas sempre se curvam ao seu mestre O Mercado. Novamente, o melhor exemplo disso é o e-commerce. Quando perceberam que havia muito consumidor para fazer compras on-line, apressaram-se a iniciar seus projetos quase que esquecendo por completo essas dúvidas aí colocadas. Só continuaram no topo das decisões o CONTROLE e SEGURANÇA.

O tal mestre O Mercado está agindo aqui no Brasil, conforme coloquei no post sobre a importância do grau de investimento para projetos de Internet. Provavelmente os questionamentos existenciais mostrados aí serão substituídos por um discurso sobre agilidade, conquista de novos consumidores, adequação dos preços dos serviços e competitividade (Aliás, quem pretende emplacar projetos assim dentro de grandes empresas devia substituir sua ladainha de Empresa 2.0 por esses termos também). Mas, segurança e controle não mudam.... seja lá o que apareça nos próximos meses ou mesmo anos, CONTROLE e SEGURANÇA é tudo que as empresas querem na Internet.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Grau de Investimento, blogs e a Internet

Prepare-se para uma invasão no seu blog.
Prepare-se para desencalacrar aquele projeto de mídia social q vc tenta vender há meses para aquele empresário que não vê vantagem em estratégias on-line.

A agência de classificação de riscos, Standard & Poor’s concedeu ao Brasil, nesta quarta-feira, selo de investment grade (grau de investimento). Isso significa que o País é oficialmente um bom lugar para empresas e investidores estrangeiros botarem dinheiro ---- e agora vem a parte mais legal nisso tudo --- em projetos de longo prazo.

Para quem se interessa por coisas da Internet como blogs, novas mídias e mesmo gosta de ver a felicidade dessa parte conectada da nação, essa é a boa notícia. A partir de hoje, há uma real grande chance de finalmente acontecer tudo aquilo o que se pensa e se fala sobre cultura digital e afins.

Eu não sou um otimista desvairado. Mas, hoje realmente o cenário ficou bom. É como se estivéssemos assistindo televisão vendo uma paisagem de O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei - e de repente mudássemos o canal para A Noviça Rebelde. As nuvens negras sumiram completamente e tudo é um azul cintilante.

Creiam, não é um exagero. Esse cenário azul não é só por causa do grau de investimento. Há outros fatores. Por exemplo, outras notícias dessa quarta-feira indicam que o dólar continuará em queda (eu não disse baixa, é queda mesmo), isso é primordial para que os preços de computadores continuem caindo também.

Mas, o melhor mesmo é quando juntamos o grau de investimento com outro movimento que já estava entusiasmando muita gente - o crescimento da classe C e o aumento de renda nas faixas D e E da sociedade (algo que já vinha sendo notado há uns dois anos). Você viu como aumentou a quantidade de carro nas ruas? Pois veremos aumentar o tráfego on-line tb nos próximos meses.

Não é preciso ser bom de contas para imaginar o resultado que pode dar quando 86 milhões de brasileiros (classe C somente. Se quiser juntar a D e E são mais 72 mi) com dinheiro no bolso são bombardeados diariamente com propaganda de computador, provedor e serviços de Internet.... e ainda têm crédito fácil para parcelar tudo em 12, 20, 60 vezes.

Prepare-se para ver mais impulso em números desse tipo:

Quatro em cada 10 computadores vendidos no Brasil no último ano são comprados pela classe C. No último dezembro, essa fatia da pirâmide social foi responsável por 35% de todo e-commerce brasileiro(em 2000 era 4,5%), que gira em torno de R$ 6,3 bi. Informática é o segundo item de compra dos e-consumidores da C. Um belo avanço, já que há três anos era a quinta prioridade. E mesmo assim, só 1 em cada 5 tem computador e 1 em cada 20 tem banda larga.

Imagine esse potencial de mercado encontrando um bom ambiente econômico para se desenvolver. Não precisa ser gênio em economia para saber q investimento produtivo gera emprego, que gera renda, que aumenta vendas, que cria mercado, que aumenta o orçamento do marketing, que impulsiona inovações em propaganda e mídia... e por aí vai.

Tudo só não é uma maravilha porque há uns sinais de tempestade no céu azul. O principal é que justamente essa capacidade de consumir e essa oferta danada de promoções causem um edividamento das famílias - gerando um recuo de todo esse consumo. Outra possibilidade de azar pode vir dos Estados Unidos, ninguém tem muita certeza do que pode ocorrer no mundo se esse que é o maior mercado do planeta e berço de quase toda indústria importante de vários setores for à bancarrota. Uma terceira maldição é o próprio Brasil.... tem tanto problema pra resolver aqui que, sejamos conscientes, educação e infra-estrutura são os maiores deles... o primeiro lote de investimento deveria ser forçado a ir pra isso.

Mas, essas são possibilidades e impossibilidades.... muitos apostam que estão pra lá de distantes (exceto esses problemas históricos). Agora é hora de pensar no boom da Internet.

Blogueiros profissionais: preparem-se para ter mais acessos vindos da classe C. Procure no Google sobre o "Critério Brasil" e na Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa sobre quem é e como age esse público. Pode ir preparando conteúdo adequado para eles.

Gente de Novas Mídias: podem ir tirando projetos das gavetas. Se não houver nenhum, crie. Todas as armas de conquista de público e canais de vendas serão úteis num aquecimento do mercado. Os empresários sabem disso, sempre souberam. Apenas não queriam gastar porque não havia como arriscar. Agora há.

Lojas de informática: podem ir preparando o estoque de desktops, notebooks, celulares, smartphones e tralhas tecnológicas em geral.

Consultores: tentem ser mais rápidos da próxima vez. Agora, já falei.

PS: prometo dar um trato legal no hipertexto ao longo do feriado.... fontes desses números q tenho na cabeça e talz... Eu queria botar o post logo e está indo assim, meio cru.
PS2: acertei os links agora.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O fim do Yahoo sem um fim

A crise do Yahoo é mais do que uma dificuldade da empresa no modelo de negócio que se meteu, é uma novelona. Tipicamente, o Yahoo é uma empresa de Internet. Há e-mail, buscador, comunidades, serviços on-line, música e tudo que pode se imaginar para uma empresa assim. Mas, de tudo isso, em que o Yahoo tem liderança? Em praticamente nada.

Sua liderança considerada mais valiosa, pelo menos em números palpáveis, é baseada no conjunto do que oferece. Enquanto o Google tem 121 milhões de visitantes em tudo que torna disponível on-line, o Yahoo tem 139,5 milhões. O site Yahoo Heath, sobre saúde, tem sido a vedete dos últimos meses, por exemplo.

Só que isso não adianta muito, já que perde no principal negócio do mundo, o de publicidade atrelada ao mecanismo de busca. É bem verdade que o Yahoo cresceu mais que seu concorrente principal no primeiro trimestre de 2008, mas continua em segundo lugar. O Google domina ainda.

E, na selva do hipercapitalismo, uma corsa que já não tem tanto vigor vira alvo de leões. O Yahoo continua desejado por Microsoft, AOL e NewsCorp (dona do MySpace), conforme dá para seguir no noticiário internacional . O valor, estimado pela oferta da Microsoft, é de US$ 42 bilhões. Todos esses pretendentes são claros sobre seus objetivos, querem o negócio de buscas+publicidade do Yahoo. Bem ou mal, estão visando a vice-liderança de mercado e, se a diferença entre o primeiro e o segundo lugar é grande, ela é ainda maior para os demais.

Para se ter uma idéia desse apetite causado pelo Yahoo, basta ver a Time Warner. A empresa gastou recentemente US$ 2 bilhões em compras para tentar transformar a AOL de um provedor de acesso em um gerador de receitas de publicidade e serviços on-line. A última compra, do site de comunidade Bebo, em março, custou US$ 850 milhões e não convenceu ninguém que o caminho estava pavimentado.

Enquanto os negócios Yahoo vão mal, a identidade continua inabalável.

O legado do Yahoo para a Internet é imenso. É fácil achar por aí o histórico do surgimento e do sucesso da empresa, que nasceu de uma garagem e se tornou uma das principais marcas desse mundo on-line. Outra boa medida do quão importante se tornou o Yahoo é a fortuna que gerou para seus dois principais sócios. Jerry Yang tem 54 milhões de ações da empresa avaliadas em US$ 1,5 bilhões. David Filo, por sua vez, possui 78 milhões de papéis calculados em US$ 2,2 bi.

Em fevereiro, Yang enviou uma carta aos acionistas pedindo para que eles não aceitem uma possível oferta hostil da Microsoft para compra das ações deles. Esse mecanismo é comum, uma empresa que queira adquirir outra e fracasse nas negociações com os principais executivos pode oferecer dinheiro para comprar os papéis dos demais acionistas e assim se tornar dona dela. Yang, no texto, pedia um crédito por tudo que já fez pelo Yahoo e enfatizava que a cúpula da empresa estava se movimentando o mais rápido possível para botar tudo de novo nos trilhos rumo a liderança perdida. A carta trazia um bom resumo do que era a empresa e dos serviços mais usados.

O passado estava se confrontando com o presente.

O pedido aos acionistas é louvável. Mas, o problema é que se o Yahoo está se movimentando, o Google continua correndo. Uma possível parceria com a SalesForce.com pode impulsionar ainda mais a empresa para o tão falado mundo dos aplicativos on-line. A união dos editores de texto, planilhas e demais facilidades do Google com o serviço de gerenciamento do relacionamento com clientes da SalesForce.com certamente terá muito eco nas manchetes e na bolsa de valores, jogando um balde de água fria em qualquer iniciativa do Yahoo.

Refletindo sobre a carta de Yang aos acionistas, é fácil perceber que a crise dos negócios foi provocada recentemente e há um belo histórico de administração confiável. Mas, deixa também a impressão que houve um pouco de contaminação do próprio sucesso, que não deixou agir no momento certo para responder ao crescimento acelerado do Google. Resumindo: indecisões e falta de determinação.

A novela Yahoo ainda não teve um fim. E a compra provavelmente não será o último capítulo. A marca é um belo patrimônio, talvez o melhor ativo de tudo que há por lá. Analistas são unânimes em dizer que não há como o Yahoo ter fôlego na briga contra o Google sozinho. Mas, também, dos pretendentes, nenhum foi páreo para o gigante da Internet até hoje. E ainda haverá mais dúvidas.

Quem adquirir o Yahoo vai ter de conviver por meses com os processos de fusão, que se complicarão com questões tecnológicas e de modelagem dos negócios atuais. Por exemplo, como integrar as buscas e a publicidade de um com o MSN ou o MySpace?... Lembrando que o Google também vasculha (e fatura) por lá.

Seja lá por onde se tente analisar a situação o óbvio parece ser sempre a força da marca. O Y!, geralmente em um roxo brilhante, parece indelével. Alguma coisa precisa ser feita com isso. Marcas são intangíveis, mas também podem virar dinheiro vivo.

Não dá para saber o próximo capítulo dessa novela. Pessoalmente eu creio ser possível tanto o Yahoo conseguir driblar todas as ofertas como também ser comprado por uma das empresas citadas ou por uma outra que ainda não entrou no jogo. Mas, minha principal atenção estará voltada para a marca. Quero ver o que vai acontecer com a Y! roxa. Acho que é ela o mocinho da trama.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

CBS + Google


Os boatos ficam mais forte a cada semana. Um acordo entre Google e CBS envolveria um negócio inovador que cruza anúncios, busca e conteúdo. A empresa que está bancando a veracidade do assunto é o banco de ivestimento Merrill Lynch.

Mais do que o negócio em si, que deve chegar a US$ 200 milhões, se isso acontecer realmente, é bom a gente ficar de olho no namoro Google x Madison Ave. (Rua de Nova York onde muitas agências de publicidade têm suas sedes).

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Wii... wiiiiiiiiCrash...tlinkgly... klangkt.!!!

A Nintendo lançou o novo console de game Wii há poucas semanas.

Eu sempre tive curiosidade de saber de onde tiraram nome tão esquisito.

Agora eu sei...
--///
Aliás, muita gente descobriu.

Wii é o barulho de controle voando.

terça-feira, 24 de outubro de 2006

GM mira no anúncio pela Web



Analistas comentam que os anúncios na web ajudariam na descoberta de saídas para a General Motors reduzir custos e aumentar as vendas. É para conferir daqui a algum tempo....

Durante as décadas de 60 e 70 foram as japonesas, especialmente a Toyota, que revolucionaram a indústria automotiva ao reduzirem o tempo e o custo de produção com técnicas como o kaizen, kamban, just-in-time e a gestão de qualidade total. Atualmente, todas as fábrcas já fazem isso. Mas, GM, Fork, Volks e Chrysler ainda não conseguiram chegar à perfeição dos orientais e a crise das marcas do lado de cá do meridiano de greenwich parece cada dia maior.

Agora, a possibilidade de falar diretamente com o público alvo, em vários mercados de nicho e desembolsando ninharias parece ser um novo modelo de gestão para salvar fabricantes como a GM.

Parece.... mas, ninguém tem certeza.

A comunicação pela web, especialmente a comercial, ainda está nascendo. Não existe manual ideal para isso - talvez nunca exista pela própria dinâmica do meio. e... fazer propaganda on-line é sempre um desafio mais cultural do que de decisão.

Caso a GM, uma das maiores empresas do mundo, consiga alcançar seus planos de salvação será um grande exemplo de como interagir com o consumidor pela internet.

É ver para crer....

Eu pessoalmente estou torcendo para q dê certo.... embora meus carros tenham sido Volks até agora.

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Um elo do Google+YouTube

Um ponto comum entre o Google e o YouTube - q agora fazem parte do mesmo império - talvez explique a importância dessa fusão e o que ela tem a ver com o futuro da mídia.
(confiram os links)

Tanto o Google qto o Youtube têm investiments da Sequoia Capital, uma das empresas turbinadoras de negócios q apostam na "Mídia do Futuro", baseada no P2P, comunidades, links patrocinados , mobilidade, comunicação IP e conteúdos gerados por usuários.

Qdo vi a notícia da fusão pela primeira vez achei q era um boato. Saiu no Wall Street Journal, mas sem citar fontes... também desconfiei. Algumas empresas fazem esse balão de ensaio para elevar o preço das ações, então achei q era isso q estava acontecendo.

Apesar de eu ter certeza de que o negócio foi uma pechincha, 1,6 bilhões de dólares é uma grana alta.

Agora parece claro o plano da Sequoia de turbinar a midia do futuro....
só que...
O problema do google - aquele de sempre - ganha novas e extraordinárias proporções...
- mais conteúdo considerado ilegal para gerenciar

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