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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Vamos deixar umas coisas bem claras

Nem todos me entendem. Nem todos gostam do que eu digo. O que é ótimo. Nem te conheço mesmo e não estou aqui pra fazer média nem pra bater palma pra vc só pq sua mãe gosta das suas bobagens.

Como tenho visto algumas, pouquíssimas pessoas - já que sou minimamente lido mesmo - reclamando de alguns posicionamentos meus, resolvi deixar alguns conceitos bem claros. Óbvio q não sou o dono da verdade, mas tenho o direito adquirido após minhas cicatrizes de ter a minha verdade. Portanto, não me encha o saco se vc não concorda com isso.

- Só gosto de política na teoria, pq a prática fede de um jeito q não sai nem com creolina.
- Quem tem (ou deseja ter) um carro tipo SUV não tem direito de falar de ecologia ou sustentabilidade.
- A geração Y é um conceito mais frágil do que a confiança dos jovens.
- Jornalista de gadget é jornalista de guia de compras. Não é jornalista de tecnologia.
- Qualquer produto industrializado que vc põe goela abaixo é alguma forma de veneno. Até os de embalagem bonita q te pagam pra falar bem.
- O conceito de nerd atual é suportado pelo poder de compra de bens de consumo eletrônicos e serviços digitais... e nada mais.
- O aquecimento global pode até ser relativo, mas estamos destruindo o planeta sim.
- Qualquer tecnologia sozinha não muda nada, já que ela sempre é criação de um ser-humano. Quem muda alguma coisa são as pessoas usando a tecnologia. Se não usam, não muda piçiroka nenhuma.
- No Brasil, vc é tão bom ou inteligente quanto o seu crachá diz. Não tem nada a ver com ser bom ou inteligente.
- O Rock morreu com o Slayer.
- Quanto mais empresas e governos entrarem na Internet mais ela fica útil e menos ela fica livre.
- Redes sociais não chamam, também, redes de relacionamento por acaso. Tem de ter relacionamento.
- "Pensar fora da caixa" é síndome de brinquedo encalhado na prateleira da loja.
- Eu sou um bosta. Mas, vc tb é... em determinada perspectiva.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Impressões rápidas sobre o Foursquare

Lado ruim
Usuários parecem cachorro marcando território... fazendo xixi no poste.

Lado bom
É o melhor exemplo de consumo como mídia.

Lado pior do que parece
O que é mesmo o consumo como mídia?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Playlist de um turista espacial

As viagens espaciais para turismo estão ganhando força. Chega de foguetes cheios de cientistas procurando prata na lua, água em Marte ou exoplanetas que podem servir de moradia pra terráqueos procriarem a raça e darem um jeito na superpopulação nesse mundo Azul. O lance é tirar foto da Terra e dizer "olha, moro aqui". Ou coletar um punhado de matéria escura enquanto o guia turístico não está olhando. Afinal, quem não quer ir a um lugar onde ninguém foi e ter um monte de fotos no Flickr que ninguém tem?.... Olha! Vc tirou foto de uma supercorda?!?!!? É.... seguimos a bicha por um buraco-de-minhoca, mas aí, meu avô queria me matar e ficava gritando q o futuro é uma bosta e só consegui essa foto... tive de fugir antes q o velho me desse um tiro na cabeça.

Eu adoraria fazer uma aventura espacial. Quem não quer ficar dias em um foguete trancado, vendo uma imensidão que não tem mais fim, fazendo suas necessidades biológicas dentro da roupa e participando de banquetes glamurosos cheios de pílulas de proteína?

Já estou economizando dinheiro para partir rumo ao espaço.

E tenho pensado numa playlist para isso.

Quero ficar agitando os ossos nessa viagem. Faz bem. Falta de gravidade é foda.

É uma lista pequena. Vou fazer um loop infinito porque pretendo tomar os controles e testar algumas teorias sobre tempo e espaço. Poucas músicas bastam.... pq... qdo voltar à Terra... provavelmente estarei comprando meu bilhete de ida.
Links só com letra. Saca o Youtube e o Blip.FM pra escutar?

- Rory Galagher - Shadow Play - Eu escuto uma voz no tempo.

- Clutch - Mice and Gods - Nem é citar a OMNI. Adapte o futuro agora. Dane-se o hoje. Futuro agora. Acione as chaves, priorize essa energia. O ontem... bom... o ontem tem lá seu foco.

- Baron Rojo - Baron Rojo - Y en tu rojo avion vas a volar, sin cesar, pues asi no morirás.

- Exciter - Sudden Impact - Escapismo apocalíptico e o futuro é o destino.

- Black Sabbath - Symptom Of The Universe - Tudo isso está escrito nos seus olhos... é um sintoma. Mas que seria o ritmo do motor da nave... ah.. isso seria... Pegue minha mão.

- Blue Oyster Cult - Astronomy - Pegue minha mão, um passeio na praia. É a crise. Call me desdinova e não esqueça da porra do cachorro. Se quiser se impressionar, escute essa versão. Blue Oyester Cult não é pra todo mundo.

- Triumph - Allied Forces - Sei lá né... de repente a gente cruza com tropas estelares da Confederação e vamos ter de lutar. É bom ter isso à mão. Se tudo correr bem... eu escuto Magic Power.

- Unreal - NEWTYPE - Não conheço a banda. Pelo Twitter, o @eduardomps me apresentou. Tudo a ver. Gostei. Meio distópico.

- Deep Purple - Space Truckin - Muita sorte em Venus.... muita.

- Agent Steel - Agents of Steel - vai q a gente encontra uns Daleks no meio do caminho. Precisa de um hino de batalha.

- In FlamesColony - Genética superior. Vamos nessa mesmo pra colonizar o espaço, pq aqui tá muvucado demais.

- Sigue Sigue Sputnik - Love Missile F1 11 - Teenage crime now fashion's dead. Tô curtindo. Tô sacando. Tô fugindo.... Tava falando. Porra.

- Baby Consuelo - Telurica - Alguma coisa precisa manter nossa ligação com a Terra, mesmo no espaço. E... vai q a gente se converte por lá.

Aceito mais sugestões.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Meus problemas com a Geração Y

Tenho algumas críticas quanto ao conceito de Geração Y (pessoas nascidas na década de 80 e início de 90). Acredito sim que essa geração possui novos hábitos de consumo porque nasceram em uma época na qual a globalização é uma realidade, a Internet na sua forma comercial está consolidada e toda a tecnologia de comunicação deixou de ser coisa de engenheiro e especialista e se tornou muito mais próxima do nosso dia-a-dia.

Mas, daí a achar que são algo absolutamente novo que merece toda essa lambeção que vemos no noticiário vai uma grande distância.

Primeiro, se você pegar toda a punhetação teórica em cima do termo irá perceber que na verdade ele define o comportamento instável de um jovem típico. Quer sempre aprender mais, não pára no emprego, necessita de acompanhamento de uma pessoa mais velha (os especialistas em Recursos Humanos sempre dizem q a Geração Y não deslancha sem um coaching ou mentoring), gostam de dinheiro e novidades, etc... E, principalmente, reage de forma passional e receptiva aos temas que são importantes à sua época (como ecologia, ética) e que geram uma ruptura com o que pensam seus pais. Ou seja, é um jovem como um jovem deve ser.

Era assim na década de 70 e na de 60 /// não dá pra ir muito mais longe nessa comparação porque o estudo de gerações começou recentemente, com o fenômeno dos baby boomers, que são os filhos do pós-guerra e da estabilidade econômica e da reconstrução do pós 2ª Guerra. Mas, acredito que em gerações anteriores não era diferente... costumo ver os conflitos na história da arte e do pensamento para tirar uma idéia ou outra nesse sentido.

Me aponte uma nova geração que não rejeitou ou redefiniu os valores da anterior e eu apago esse post.

A geração Y está na moda apenas porque é um novo e potencial mercado para as empresas venderem seus produtos. O que me leva a crer que o hype em cima do termo é mais influenciado pelo comércio do que qq aspecto social. Eles são bons consumidores porque têm dinheiro na mão e uma ânsia de comprar coisas que sejam típicas de sua geração.

O q tb não é novidade. A publicidade e o marketing sabem há décadas que os jovens usam o consumo como forma de aceitação social.

Jovens também costuma se ligar em pessoas com o mesmo pensamento e criam comportamentos alternativos para serem aceitos em grupos e ajudar na difícil fase de transição da adolescência para a vida adulta. Com isso acabam assumindo liguagens próprias desses grupos. Nenhuma novidade.... interagir entre eles com palavras e expressões q são estranhas aos mais velhos (saca as conversas por SMS?), fortalecer os laços dos grupos onde são aceitos (saca comunidades virtuais e movimentos como emos, cyberpunks, etc... e saca as tão faladas comunidades?).

Qual a novidade então?

A novidade é que a geração Y é usuária plena da tecnologia.

Uau!!! Mas, que tecnologia? A que eles criaram? Não. É a que os pais criaram.

E aí o caldo da geração Y começa a entornar.

A Internet foi desenhada e nasceu na Guerra-Fria, ou seja, é uma invenção de baby-boomers. Tudo bem que era só coisa de militares, cientistas e governantes com medo que o inimigo destruisse o mundo... Mas, mesmo a rede mundial de computadores que conhecemos hoje foi obra de Tim Berners-Lee e outros gênios q estão longe de serem geração Y. O Mosaic, primeiro navegador visual de sucesso da então careta Internet é de 1993, criado por um grupo de acadêmicos que eram ou baby-boomers ou geração X.

A Web Social, ou Web 2.0, ou seja lá como queiram chamar, também é fruto do movimento comercial iniciado no final dos anos 90 por jovens que trataram de abrir a fronteira do comércio eletrônico e ajudaram a criar a bolha pontocom. Eram mais geração X do que qq outra coisa.

Sim, a geração Y é filha da tecnologia... mas esse "filha" deveria ser melhor entendido. E, se bobear, nem é a que mais sabe lidar com isso. Já que nasceram com tudo isso amadurecido, não conseguem ver as rupturas da mesma forma q alguém q passou sem computador, viu como o bicho era útil, não tinha Internet e viu como a rede era útil... não sabe a diferença entre um mainframe e uma arquitetura cliente-servidor, não sabe o que foi o downsizing para a taxa de emprego, não sabe a diferença entre a reserva de mercado e a globalização, etc, etc, etc....

Para a GenY, a ruptura é normal. E, sendo assim comum, não é percebida de imediato. Já, quem viveu várias rupturas, tem maior capacidade de enxergar qdo algo está mudando ---> questão de experiência acumulada.

E, por aí vai... A geração Y gosta de falar inglês e é valorizada por isso. Mas, a globalização é um fenômeno que vem do fortalecimento do mercado de massa e do apetite financeiro mundial que se iniciou com os baby-boomers e recebeu muito fermento da GenX.

Há uma coisa típica da GenY q nunca é destacada. Até porque é uma falha e as empresas nunca vão falar.. "Olha q idiotas vcs são".. pq pode perder um potencial consumidor. É a geração que teve os ritos de passagem da infância pra adolescência e para a fase adulta (sim, os caras já beiram os 30 anos e já são homenzinhos e mulheres formadas) mais livres. A GenX e os baby boomers foram péssimos pais, foram ausentes por diversos motivos.... Não é por acaso que existe um conceito muito bom para definir os nascidos na década de 80 que é a Peter Pan Generation... mas, que foi esquecido. Ah... o conceito Mileurista (q é europeu e não americano como a geração Y) tb é muito mais explicativo às vezes.

Sim, a Geração Y é um conceito americano e até parece q encaixa muito bem naquele país. Mas, no Brasil, já é meio torto. Ah, é a geração Internet. Mas, que Internet? Hoje temos cerca de 35 milhões de internautas ativos aqui no Brasil e só um terço disso tem banda larga e pode viver toda experiência do modo de vida online. Pô, são 200 milhões de habitantes... Nos EUA, a Internet cobre 90% da população e entre 60% e 70% são de banda larga... e isso há alguns anos.

Qual é a GenY brasileira se nem Internet ela tinha e só começa a ter agora??? E que poder de consumo definido esses jovens têm se só agora a família começou a ter grana pra gastar com compras que não são apenas para sobrevivência? Posso pensar aqui com meus botões q a GenY brazuca é mais GenX do q outra coisa??? No máximo um X' ou -Y?

Evidentemente q posso.

Então, a Geração Y brasileira é só o jovem bem nascido? Sim. São os jovens filhos de profissionais liberais e de uma elite que sempre teve a vida ligada ao mundo? Filhos de uma cultura global de quem já teve acesso a isso a gerações anteriores? É uma elite?

No Brasil, o conceito de Geração Y só cabe se vc estiver falando desses jovens da antiga classe média... antes da estabilidade econômica dos últimos anos.... OK, pustza novidade voltar o foco pra eles com conceitos importados dos EUA...

O assunto é longo e não gosto de escrever textos grandes assim no blog. Mas, prometo voltar ao tema. Enquanto isso, reflita um pouco se isso tudo não é relativo e estamos perdendo o foco sobre as nossas gerações... O Brasil tem mudado mais do que o mundo de uma forma geral e é bem provável que esses conceitos americanos só fiquem bons mesmo lá nos EUA.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A dificuldade da revolução 2.0

Antes q eu me esqueça.
Antes q seja tarde.
Antes q enfiem os pés pelas mãos.

Vivemos sim um revolução causada pelo ganho de poder do consumidor final (também conhecido como pessoa comum). Mas, essa trasformação toda ficou mais complicada nos últimos 2 anos por conta da democratização do acesso e condições de criação e publicação de conteúdo.

Comprometimento tem se tornado uma métrica pra lá de importante.

Aquele blogueiro é bom e tem audiência. Mas, ele está sendo financiado por qual empresa ou tem interesse em qual assunto?

Esse perfil no Twitter é relevante. Mas, ele é guru de qual empresa e será automaticamente questionado sobre quais opiniões? Quais vai refugar?

Tal usuário do Foursquare é assíduo nos comentários. Mas, o quanto ele está interessado em ganhar somente uns descontos em troca da sua opinião?

Olha... já se foi o tempo de gente ingênua nas redes sociais. Muitos querem ganhar alguma coisa e isso pode ser um benefício individual e não disperso.... público... democrático.

Nessa tal de web social as pessoas entraram primeiro, as empresas depois.

Ingenuas tem sidos as empresas.

E
, eu
me recuso
a engolir a ingenuidade das empresas como grandes cases de marketing.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Abre Parêntese

O que é o "Abre Parêntese"?

Não existem tendências novas hj em termos de comunicação digital. Existem coisas que são conhecidas há anos e fazem mais sentido agora.
Registro do Insight sobre isso

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Abre parêntese

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-- alguém além de mim está começando a achar que já está difícil trocar os verbos nessa sentença?
...
..
.
Abre Parêntese passa a ser um novo tipo de post. Curto. Cheio de buracos para a entrada de mais colaboração.... claro, senão eu fechava parêntese também.

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