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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Provérbios e negócios

O mundo dos NEGÓCIOS sempre procura uma explicação diferenciada sobre como atua e consegue seus lucros. Nessa busca, há algo de cômico e trágico. Na pura enganação com o objetivo de justificar seus fins, algumas frases sempre se destacam e me fazem rir. Adoro, por exemplo, quando os gurus desse ramo lançam um provérbio pra explicar determinadas situações... coisa que aliás é repetida por gerentes a torto e a direito.

Não sei o porque disso. Provérbios não me parecem combinar com o ramo dos negócios. As empresas têm lá uma forma definida de atuar. Se der lucro, OK. Se não der... dane-se.

Sendo assim, qualquer frase feita no mundo corporativo parece mais uma piada de mau-gosto do que um ensinamento. Qdo seu patrão fala, por exemplo, que vc

"tem de vestir a camisa da empresa"
,

na verdade ele está dizendo que seu salário não vai ser lá aquelas coisas e ele vai sugar sua vontade e iniciativa sem pagar nada por isso.

"é preciso fazer mais com menos"

ihhh... se prepara. Cortaram seu budget e não tem qq plano aí. Vc vai ter de se virar com o q tem. O lado bom é q, se vc conseguir sobreviver, será criado um case study pra mostrar como a empresa é inovadora.

xxxx

Duas das expressões mais usadas no mundo dos negócios e que eu acho q não valem nada e, na verdade, têm outras complicações são:

Se a vida te deu um limão, faça uma limonada.
- Oras! Se a vida te deu um limão... sorte sua. Não tem almoço de graça mesmo e vc aí ganhando coisas...

O copo está meio cheio ou meio vazio?
- Não importa se o copo está meio cheio ou meio vazio. O lance é: quem está segurando a garrafa de água?

provérbios são tão chinfrins em negócios.
As fábulas falam mais.

"Pode entrar, pode entrar - disse a aranha pra mosca".

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Falta de inovação contribui para crise americana

Uma reportagem da Business Week questiona se a falta de INOVAÇÃO na indústria americana não contribuiu para a crise na qual o país chafurda. O texto The Failed Promise of Innovation in the U.S. dá várias traulitadas na diferença entre discurso e ação das principais empresas da economia tradicional e joga na cara dos empreendedores e governo que desde a bolha pontocom havia indícios dos caminhos para inovar.


Olhar esse problema do ponto de vista de hoje é mais fácil. Mas... dizem por aí que empreendedor bom tem visão de futuro. Então, dá pra perceber que muito povo que só tem discurso bonito aí não passa de papagaio.

Desde a bolha, qualquer pesquisada na Internet mostra que várias novidades poderiam estar em produtos manufaturados há pelo menos uma década. Não estou falando de Facebook. Isso realmente é muito novo e, na visão dos negócios tradicionais, merece mesmo que se dê um tempo para os novidadeiros testarem suas funções e alguns empresários realmente espertos investirem em meios de se ganhar (muito) dinheiro com isso. Falo de células de combustível, serviços construídos em cima de software e acessados por meio de uma rede wireless qualquer, terceirização de atividades que não são foco da empresa, uso da globalização para conseguir novos parceiros de negócio para alguns processos fabris, etc.

Por exemplo, os carros poderiam ter outros combustíveis que não o petróleo. O programa do governo brasileiro sobre o álcool, para substituir os combustíveis fósseis em larga escala, tem mais de 20 anos, tendo sido criado por conta da crise do petróleo de 1973. As células de combustível tiveram grande avanço e barateamento na década de 90 - com o uso do Nafion para substituir o catalisador de platina - e desde então têm evoluído apesar da necessidade de maiores investimentos em pesquisa. As cidades americanas têm se tornado exemplo de uso de redes wireless desde o início da década.

A GM, que tem se convertido no símbolo dessa derrocada americana, poderia ter ocupado seu tempo em deixar seus carros mais verdes em vez de tentar transformar o Malibu e o Saturn em concorrentes à altura dos luxuosos japoneses ou tentar enfiar goela abaixo o beberrão Hummer aos consumidores.

É certo que a crise foi criada por uma sede de lucro em um mercado prá lá de altamente arriscado (sub primes). Mesmo esses chamados investimentos tóxicos poderiam ser contornados se os empresários se comunicassem mais com seus clientes e acionistas – aí sim, uma coisa estilo Facebook – para saber que a desconfiança que havia já era grande antes da quebra do Banco Lehman Brothers. E convenhamos, consumidores de uma forma geral estão pedindo ÉTICA nas empresas desde o caso Enron. Está tudo na Internet. E quem disse que novas atitudes e postura ética não são inovação também?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Enjaulando redes sociais

A MTV, empresa da MEGACORPORAÇÃO de mídia Viacom, já botou no ar o seu clone do Twitter. É o Backchannel, uma plataforma de microblog que servirá de canal de interação entre os fãs da novela-bisbilhotagem The Hills.

Qdo o programa for ao ar (há uma contagem regressiva no portal), as pessoas vão ter algo mais a fazer do que sentar-se no sofa e ver TV. Elas poderão fazer comentários sobre o que acontece e iniciar algumas polêmicas com outros fãs também on-line.

Ué, mas não poderiam fazer isso do Twitter mesmo? Pois é, podiam. Mas, as empresas têm mania de enjaular comunicação e comportamentos. Controle e padrões são conceitos que ainda imperam nas empresas, sabia? É com isso que é feita a gestão como a conhecemos hoje.

A MTV promete premiar os melhores comentários e picardias. Será uma espécie de ALPISTE PREMIUM para quem entrar nesse mundinho fechado e controlado.

Será um chat oficial do programa. Pra mim, algo esquisito e ruim. Duvido que a empresa não expulse quem se exalte ou queira conversar sobre outras coisas durante a programação. O Backchannel foi feito pra promover o "The Hill", qualquer coisa longe disso deve ser monitorada e limpada pela MTV.

Ah! Nessa semana também surgiu o Yammer, um Twitter corporativo. A idéia é que ele ajude no controle de projetos. Vc resume o que está fazendo ou procurando. Se outros colegas se interessam, te respondem e aí começa o workflow.

Pra entrar, vc precisa ter um email da empresa onde trabalha. Lá dentro, vc fala com as pessoas que têm o mesmo endereço após a @. Ou seja, vc consolida o consolidado. É como se o Yammer fosse uma salinha de café digital... muito longe de ser o boteco da esquina onde vc toma cerveja depois do expediente.

É uma tendência natural que as empresas façam isso. Elas ainda vivem sob esse paradigma da gestão do exagero do controle.... e a colaboração tb deve ser controlada. Mas, vc sabe a diferença de interação, networking e inspiração entre a máquina de café do corredor da empresa e o boteco, não sabe?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O picadinho da inovação (com pimenta)

Tenho um novo passatempo, ler reportagens antigas sobre tecnologia e Internet. É uma atividade aprazível e esclarecedora, embora tenha um efeito colateral grave. Ela te deixa com ar blasé e urticárias déjà vu.

Em pouco tempo, vc começa a notar que o mundo da tecnologia da informação e comunicação (TICs) anda derrapando na mesmice. Muitas das inovações apresentadas são, no fundo, um cozidão das sobras da carne assada da última bolha, servido com pompa, circustância e um nome bacanudo. É um picadinho no bar da esquina que serve PF, mas solenemente e marketeiramente batizado de boeuf bourguignon. (agora gastei o francês... dá até vontade de recitar Rimbaud no original)

Tá certo q não se consegue ser diferente por mais de uma semana hoje em dia. A matriz completa da inovação é um mistério complexo e monstruoso. Segundo o professor da Harvard Business School, Clayton Christensen, ela ainda tem dois caminhos a seguir: ruptura e sustentação. É algo entre "completamente diferente" ou uma "pequena melhoria para manter o quadro atual", ambas com aplicações cabíveis e perigosas. Há várias explicações sobre isso em textos espalhado na web. Procure por "O Dilema do Inovador".

Contudo, as empresas estão adotando em massa somente essa segunda opção. Até aí, tudo bem. Grandes corporações são muito medrosas para dar grandes dribles na mesmice, até porque não têm jogo de cintura pra isso ou temem perder tempo e dinheiro até que tudo seja explicado e assimilado. Costumo falar sobre isso volta e meia aqui no blog ou em bate-papos. Então, elas partem para enfeitar qq lançamento aproveitando-se do momento. Momento é tudo uma espécie de porto-seguro. E inovação tem sido muito substituída por momento.

A ocasião tem sido sinônimo de inovação em muitos casos. Não acredita?

Vejamos um exemplo: mini-notebooks, ou como quer que se chamem. Produtos como o Eee PC, da Asus, enfim.

Esse mercado deve chegar a 5 milhões de unidades em 2008, de acordo com o Gartner. Outros estudos apontam até 13 milhões ainda nesse ano. Em 2012, a previsão é que esse montante seja pelo menos 10 vezes maior. Ou seja, um sucesso de vendas com crescimento geométrico.

Prá mim, eles serão o segundo ou terceiro notebook da classe média e alta (uma espécie de carro 1.0 da informática). Devem também se tornar opções ao OLPC pela facilidade de se achar isso no comércio, manutenção, interface mais conhecida, conteúdo já existente, etc. Com isso, essas cifras saltariam ainda mais.

O sucesso de vendas do Eee PC e essas previsões sobre vendas atiçaram concorrentes da Asus como HP, Acer, Dell e Lenovo (clique nos links aí para ver as novidades de cada um).

Tudo muito moderninho e adequado ao mercado. Certo? Errado. Tudo muito adequado ao mercado, com certeza. Mas, a idéia já tem quase vinte anos.... ou mais. Nada, nada de moderninha.

De volta ao passado
Era 1996, quando o minimamente simpático presidente da Oracle, Larry Ellison, veio à mídia com uma engenhoca esquisita debaixo do braço. A maior empresa de banco de dados do mundo estava lançando um hardware que não tinha nada a ver com seu negócio principal. Era o Network Computer (NC).

A revolução prometida por Ellison era que as máquinas não mais carregariam pesados programas. O sistema operacional rodava em Java e as informações eram armazenadas em servidores na web. O acesso a tudo era feito pelo navegador.

O produto chegaria às lojas por US$ 500. Ellison chegou a dizer US$ 299. Na época, um PC desktop, custava US$ 1,5 mil e um notebook chegava a US$ 3 mil fácil.

A idéia, maluca para alguns, ganhou seguidores de peso. Microsoft e Intel anunciaram imediatamente o NetPC. A Apple também criou o Pippin, que era ainda mais inovador ao juntar o computador com console de games e Internet (outro déjà vu aí pra quem tem PlayStation ou X-box).

Em 2000, não existia mais sombra de qualquer desses projetos. Todos foram engavetados pelas mais diversas razões. Mas, a mais importante delas é que não fizeram o menor sucesso entre os consumidores e não ganharam escala de produção. Dizem que foi pq não havia banda. Outros alegam q era pq foi Elisson q lançou e sua atipatia é contagiante. Mas, eu lembro que a galera queria mesmo é exibir um pomposo desktop Pentium III na mesa com gravador de CD. Nada de aparelhinhos... o negócio era ter aparelhão.

Outros tempos... outros deslumbramentos consumistas de ocasião....

De novo no presente
Hoje, o EeePC e similares estão na boca do povo conectado e fã de gadgets. O que mudou no mundo? Bom, tudo... e nada. Temos mais conexões, maior banda, mais pessoas conectadas, mais computadores de todos os tipos (celulares, inclusive). Temos tantos aparelhos q se tornou legal e cool ter aparelhinhos. A rede se tornou mais importante do que a máquina.

Tudo isso é simplesmente o que John Gage, um dos fundadores da Sun Microsystems já havia previsto, antes da Internet se tornar tão reconhecida. Ele cunhou uma frase q ainda há de ser mais valorizada na história da cultura digital:

"The Network is the Computer",


idéia que se tornou um motto da Sun por muitos anos.

Mudou o que mudou q nada mudou desde a percepção desse engenheiro e executivo da Sun.

As coisas estão esparsas, por aí, meio que sem dono, prontas para serem usufruídas, inclusive idéias boas q não colaram -- mas continuam muito boas. E hoje, tudo é passível de ser econtrado em algum repositório on-line.

Elisson estava certo. Gage certíssimo.

Qto ao Eee PC, acho ele tanto picadinho quanto boeuf bourguignon.

O que me interessa é saber se vou ter o vin rouge da minha experiência para acompanhar. Se o prato foi feito com bouquet garni ou cominho, não me importa. Acho q sou capaz de fazer a inovação disruptiva que Andersen fala por mim mesmo.... a qualquer momento.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Procuram-se mentores

Fantástico é o mundo de hoje. Inimagináveis possibilidades de interação e aprendizado com as redes de telecomunicações, troca de arquivos, customização de tecnologias, aparelhos pessoais para armazenamento de informações, etc.

--------> Fantástico, pero no mucho.

Eu fico abismado que diante de tanta possibilidade de se coletar algo novo para melhorar nosso caráter, nossa sabedoria ou nosso conhecimento técnico, a média das pessoas que entram na Internet só querem mesmo é virar papagaios das opiniões alheias. São poucos os que têm sensibilidade própria para analisar alguma coisa, fazer um resumo oportuno ou trazer uma visão nova sobre algo. O que se tem, geralmente, é um festival de repasse de links e frases de outros.

Isso tem me assustado ultimamente. Dá a impressão que se caminha para um nivelamento do pensamento e das atitudes em plena "Era do Conhecimento".

Não dá pra dizer que a Internet é a culpada. Eu sempre me pergunto, em casos assim, se isso já não acontecia e a Internet apenas trouxe à superfície visível algo que já se encaminhava. Desde que eu era um aluno de escola estadual eu vejo críticas à educação de jovens.... e lhes garanto, isso foi em um tempo muuuuuiiiiiiiito pré-Internet.

Talvez, a explicação esteja na síntese do livro "The Dumbest Generation: How the Digital Age Stupefies Young Americans and Jeopardizes Our Future (Or, Don't Trust Anyone Under 30)". Seu autor, Mark Bauerlein, tem outros livros sobre literatura, é professor da Universidade Emory, em Atlanta, e ex-diretor de Pesquisa e Análise na Fundação Nacional (americana) para as Artes.

Para ele, entre os problemas que evidenciam um emburrecimento da geração mais jovem, está uma razão muito simples: são jovens e, por isso, imaturos, afobados, deslumbrados e inexperientes. Antes que qq um fique nervoso, pense.
Vc se torna um bom amante só pq deu um beijo, ou mesmo antes de dar qq beijo?
Vc se torna um bom motorista só pq sabe andar de carrinho de rolimã?

Veja um bom quadro sobre os pontos do livro nesse slide show do The Boston Globe "8 reasons why this is the dumbest generation".

Outro ponto, explicado pelo jornalista Gilberto Dimenstein no seu site Aprendiz, no texto "Internet Emburrece?" é que:

"as tecnologias digitais permitiram que os jovens passassem ainda mais horas do dia trocando informações com seus pares, mas, ao mesmo tempo, diminuiu o tempo de intermediação dos adultos nos processos de aprendizado".
Não é realmente o caso de se culpar a Internet. O que me parece é que uma configuração qualquer da sociedade fez os jovens se distanciarem dos adultos. Dá pra ver que não é a rede por uma coisa que eu vejo há anos no mercado de trabalho. Há uma juniorização em várias atividades. Muitos jovens assumem cargos de grande responsabilidade sem terem a experiência ideal. Entre as razões para isso está simplesmente a busca por custos menores das empresas. Elas substituem o profissional sênior que ganha mais por um iniciante que ganha menos e não reclama porque acha isso uma grande oportunidade.

Ótimo para empresa, mas péssimo para a continuidade do conhecimento. Mesmo que muito da técnica necessária para a rotina do cargo não vá embora com o sênior e fique nos sistemas, processos e computadores da empresa, a chance de aprendizado que se perde é algo inestimável. Esses caras dispensados são os mentores dos mais novos.

Jovem sem mentor dificilmente consegue ser mais do que chorão e engraçado. São raros os que conseguem ter talento e atitude diante de desafios e novas idéias.

Recentemente, eu vi pessoas da área de publicidade e marketing reclamando disso. Não há quem ensine. Existem sim lá uns megasuperastros da publicidade na diretoria da agência, mas eles são inatingíveis. Lá, no estúdio, na sala, não tem. É tudo um monte de gente da mesma idade, com os mesmos problemas e as mesmas soluções. Falta alguém para se mirar, medir e desafiar (o que é natural para a evolução da pessoa e das idéias). Talvez, por isso mesmo a publicidade brasileira só tenha conseguido produzir essas piadas adolescentes nos comerciais ultimamente.

Acho que esse vácuo criado é que está sendo confundido com a Internet. O que a rede fez foi só aumentar os canais de comunicação entre esses jovens. O problema é que eles não descobriram os mentores ainda na Web. Não é o caso de ficar lendo o SmartMobs pra ver o que o Howard Rheingold está pensando, ou segui-lo no Twitter... ou fazer isso com qualquer outro pensador de mídias digitais. É ter alguém como se estivesse na mesa do lado, aquele cara que dá pra tomar café e trocar idéias, que te dá um insight quando reclama da vida e te chama de moleque.

Será que é um campo novo que se abre? Profissão: e-Mentor, especializado em rabugice e ceticismo.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Trabalhadores hiperconectados

Existe um tipo de trabalhador que está deixando as empresas de cabelos em pé.

smartphone, notebook, iPod, plugado em redes sociais, compartilhador de documentos e outros arquivos...

desenvolto na intranet da empresa...
acha tudo o que quer...

que quando não acha, vai pra Internet...


Sabe pq as empresas estão preocupadas? Porque, mesmo com duas décadas de esforços e montanhas de dinheiro gastas esse cara se tornou mais moderno do que a empresa que ele trabalha. E agora? O que fazer com ele? Vale a pena mantê-lo? Ele não gasta tempo demais na Internet?

Um estudo "Hyperconnected: Here they come", feito pela fabricante de equipamentos para redes Nortel e o instituto de pesquisa IDC, tenta jogar uma luz na relação das empresas com esse compulsivo trabalhador hiperconectado. O documento aconselha a tratá-lo bem. Ele representa o futuro das empresas.

O estudo foi realizado com 2.400 trabalhadores adultos em 17 países. Há um hot-site na home da Nortel que dá o link para o documento, mediante cadastro.

A principal conclusão é que a cultura de conectividade está explodindo nas empresas. Não que elas tenham se dedicado a isso especificamente. Foi o trabalhador que se aventurou e descobriu isso sozinho. Esse aprimoramento voluntário põe as corporações frente a novos desafios.

Por anos elas se dedicaram a fechar suas infra-estruturas de tecnologia em nome da segurança máxima. Esse controle nunca foi conseguido, e agora elas precisam conviver com gente querendo pegar documentos no iPhone, precisando trocar idéias com colegas do Facebook e querendo confirmar um pedido do cliente por meio de rede Wi-Fi pública.

Para piorar, a fronteira entre o lado pessoal e profissional está sumindo. Dois terços dos pesquisados usam instant messengers para falar com familiares e clientes ao mesmo tempo. Mais de um terço não fazem distinção desse tipo também em suas redes sociais.

Se as empresas quiserem segurar esse tipo de profissional em suas fileiras, é bom começarem a se mexer. É preciso assegurar uma infra-estrutura de TI e uma governança, uma política de segurança que assegure esse uso múltiplo. O documento traz umas dicas sobre isso.

Agora... se as empresas não quiserem... Bom, é só demitir e contratar quem não sabe mexer nisso. Não aconselho. Eles são os novos trabalhadores que vão apoiar o futuro das empresas no mundo on-line... Ou vc acha que alguém que diz que Internet é perda de tempo vai apoiar um plano simples de e-commerce? Imagina o que ele não faria para evitar projetos de conteúdo gerado por usuários, blog corporativo, marketing viral... ????

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Segurança e controle são cada dia mais essenciais para empresas

No meu dia-a-dia de jornalista, consultor, conteudista e curioso, tenho feito várias coisas que acabam esbarrando nesses frissons novos envolvendo Internet e novas tecnologias. Se a conversa entre consumidores finais e companhias diferenciadas como start ups é fácil e todo mundo fica embasbacado com as possibilidades da web 2.0 ou da computação em nuvem, nas empresas maiores e tradicionais o quadro não é assim tão festivo.

Esses assuntos estão lá, sendo discutidos e mesmo ganhando corpo em um monte de papelada e apresentações de futuros projetos ou de material educativo. Mas, daí a qq sinal de adoção vai um grande espaço. Há receios. Essencialmente, tudo se resume ao CONTROLE e à SEGURANÇA.

Web 2.0?? Fantástico, maravilhoso... é colaboração... é o futuro.... é inevitável - dizem pelas empresas. "Mas, como controlar acessos e garantir que quem participe não bagunce nossos sistemas e nossa padronização?", é a frase que vem logo em seguida.

A verdade é que empresas assim não são lá muito novidadeiras. Mesmo os bancos, por exemplo, considerados os grandes lançadores de novidades em tecnologia, só adotam alguma coisa diferente depois de estudar muito sobre como isso interfere e se interliga na parafernália que acumularam durante três décadas. A tendência é sempre manter o status quo. Companhias assim não são chamadas de organizações à toa -- elas se esforçam muito para se manterem ordenadas e cheias de métodos.

Tendências como web 2.0 e computação em nuvem tendem a bagunçar essa organização toda. O professor e blogueiro da Harward Business Review, Andrew McAfee, fala muito bem disso tudo no artigo "The Impact of Information Technology (IT) on Businesses and their Leaders".

Empresas até admitem mudanças assim - o melhor exemplo disso é como o e-commerce tem evoluído. Mas, antes querem ter certeza absoluta que uma estratégia de comunicação por blogs, wikis, redes sociais ou qualquer outra coisa desse tipo trarão benefícios e não prejuízos. E é aí que a coisa complica.

Prejuízo vem de muitos lugares. Centenas de comentários maldosos em um blog ocupam tempo de gerenciamento; pesquisa de evangelistas de marca ou consumidores potenciais no Orkut também; controlar acessos e garantir a confiabilidade de um wiki é a mesma coisa.... E manter mais essa infra-estrutura que usa redes, conexão e máquinas funcionando, qto custa? Se todo mundo já está ocupado demais na minha empresa e ninguém se mostra entendido nesses assuntos, quem preciso contratar? E quanto vou gastar em rompimento de contratos com fornecedores de serviços e tecnologia que não serão mais tão essenciais? Como lidar com uma nova cadeia de suprimentos nesse negócio? Essas são as questões mais ouvidas dentro de grandes empresas. Esse artigo da Information Week é um bom exemplo: "Growing Pains: Can Web 2.0 Evolve Into An Enterprise Technology?"

Nas pequenas, start ups, ligadas à pesquisas tecnológicas ou ao ensino, isso é bem diferente. A conversa flui mais naturalmente e os planos são aceitos com mais facilidade. É porque elas não são tão "organizações" como as grandes. Têm mais jogo de cintura e riscos menores a medir. Também, têm gente mais preparada e entusiasta dessas inovações.

Tudo isso, citado aí em cima, não chega a ser uma barreira intransponível. Principalmente pq as grandes empresas sempre se curvam ao seu mestre O Mercado. Novamente, o melhor exemplo disso é o e-commerce. Quando perceberam que havia muito consumidor para fazer compras on-line, apressaram-se a iniciar seus projetos quase que esquecendo por completo essas dúvidas aí colocadas. Só continuaram no topo das decisões o CONTROLE e SEGURANÇA.

O tal mestre O Mercado está agindo aqui no Brasil, conforme coloquei no post sobre a importância do grau de investimento para projetos de Internet. Provavelmente os questionamentos existenciais mostrados aí serão substituídos por um discurso sobre agilidade, conquista de novos consumidores, adequação dos preços dos serviços e competitividade (Aliás, quem pretende emplacar projetos assim dentro de grandes empresas devia substituir sua ladainha de Empresa 2.0 por esses termos também). Mas, segurança e controle não mudam.... seja lá o que apareça nos próximos meses ou mesmo anos, CONTROLE e SEGURANÇA é tudo que as empresas querem na Internet.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Odeio teclados

Sim.
Eu
o-d-e-i-o
TECLADOS.

Odeio eles no total. Sua ergonomia ridícula, as letras que ficam juntas e são um convite ao erro de digitação que te fazem passar por analfabeto (x, s, c, z, por exemplo), a sujeira que fica no meio das teclas, o plástico encardido, a dificuldade de limpeza, tudo...imagine algo no teclado q eu odeio no mesmo instante.

Ah! São o que existe de mais rápido para escrever no PC, etc, etc, etc....? Oras, são porque pararam de se preocupar em inovar nesse aspecto. Teclados são um lixo -- e antiquados... Infelizmente, é só isso que nos dão para interagir com o computador e a Internet. Mas, não deveria ser assim. Teclados são interfaces dispensáveis.

Quando os teclados funcionam e estão limpos, só servem p/ ocupar espaço e dar LER/DORT.

Já existe tecnologia suficiente para que os computadores de mesa tenham alguma solução touchscreen barata ou coisa que use outras capacidades humanas de expressão e linguagem. Meu sonho mesmo é um reconhecimento de voz e gestos. Algo que transforme um trabalho solitário no home-office em uma aula de dicção ou que deixe departamentos administrativos de empresas parecidos com aulas de Tai Chi Chuan.

Ahhhh!!! (faça cara de intelectual de cartilha com cara de conteúdo, please) Falta escala de produção para baratear soluções assim? Não, o que falta é coragem de inovar. Nem precisa se esforçar muito para ver q o problema é vontade de lançar algo novo. Basta lembrar o iPhone.

Já escrevi por aqui que a coisa mais sensacional do iPhone é sua tela sensível. E lendo esse post do blog de Beck Novaes, vejo que tem mais gente que percebe a mesma coisa. Está aí, na cara dos empresários... poxa! Custa ter sensibilidade?

O texto do Beck também é significativo de como essa decisão está atrelada à falta de visão dos empresários. No post, há um video da declaração do executivo principal da Microsoft, Steve Ballmer, sobre o iPhone. Ele ridiculariza o aparelho da Apple e diz q algo que não tem teclado é destinado ao fracasso de vendas. Era época do lançamento do iPhone...

Alguns meses depois, não é que o Ballmer muda de idéia e incorpora o discurso do fim do teclado como sendo uma previsão da Microsoft sobre o futuro?!?!?!... (veja no 6º parágrafo dessa notícia em outro site). O que não se sabe é daqui a quanto tempo veremos algo sem teclado vindo da MS...

Coisas do mundo dos negócios e que nem sempre são comparadas e relembradas nas reportagens que vemos pelos sites e jornais por aí.... Uma pena... pq são engraçadas e esclarecedoras.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Profissões em crise (de oportunidades)

Cada dia eu encontro mais pessoas que têm dificuldade em definir o que fazem na vida profissional. Não importa o que está escrito no cartão de visita, há sempre algo a mais nos seus afazeres costumeiros, algo além do que seria o esperado para essa PROFISSÃO. Já até recomendei que "queimassem seus cartões de visita". Eles geralmente não explicam o que a gente faz e sempre é preciso um pouco de articulação verbal para que os outros entendam exatamente qual nossa função numa empresa e na sociedade.

Hoje, uma reportagem do jornal Valor Econômico joga uma luz sobre essa tendência da sociedade moderna. Segundo a socióloga ítalo-americana Magali Safatti Larson, autora de "The Rise of Professionalism", vivemos uma era do pós-profissionalismo.

A identidade profissional, uma das bases da organização social do mundo moderno, conferia a alguém que pudesse ser identificado como médico, engenheiro ou advogado, o direito de dizer verdades sobre (a sua) fatia do mundo. A profissão era também um projeto social determinante para a mobilidade social.
Todo o texto é rico em analises sobre o que está ocorrendo no campo das profissões. Quem nunca sentiu aversão ao se deparar com atitudes de corporativismo e profissionais "donos da verdade" na vida. Pois, eles não faziam nada mais do que se esperava deles, uma espécie de senso coletivo de sobrevivência e garantia de sucesso na vida.
Hoje, as mudanças na sociedade conduzem à constituição de uma era pós-profissional, com novas formas de organização do trabalho dos experts. "Antes, o médico não era apresentado como alguém que ganhava dinheiro, mas como alguém que produzia saúde. Veja, porém, essas novas ocupações: tradutor de softwares? Especialista em transferências financeiras? Designer de 'medical imaging'? O que essas pessoas fazem senão produzir dinheiro?", pergunta.
É a, provavelmente, maior macrotendência do mundo influenciando diretamente a formação das profissões. A BUSCA POR LUCRO atinge tudo a nossa volta e interfere no modo como as coisas se transformam de passado em presente.

A socióloga declara que as coisas mais interessantes na análise dessas mudanças têm vindo dos "estudos de organização e management". São livros assim que destacam o que ela chama de "política do expertise", influencia direta dos ambientes corporativos.

É uma mudança drástica no que fomos acostumados a entender como carreira profissional. Mas, não deixa de ser um campo novo e cheio de oportunidades a serem trabalhadas. Sem grilhões do que somos, podemos expandir as possibilidades de ser algo.

>Multiplicar, somar, >>> trasformar habilidades...
deletar tudo...
e fazer tudo diferente logo após.

Há muito mais no texto. Uma leitura pra lá de recomendável em épocas de resoluções de Ano Novo e busca de oportunidades em 2008.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Sofremos de "bacn", não de spam

Nessa semana, nerds e ativistas digitais reunidos no encontro PodCamp Pittsburgh criaram um termo para definir a montanha de e-mails permitidos q entopem sua caixa postal. São aquelas mensagens de atualização e comentários nos sites e blogs q vc freqüenta.... msgs de scraps do Orkut, novos amigos no MySpace, newsletters q vc pediu, etc. Não é o spam, é outro tipo de tralha virtual.

No meu caso, o bacn (pronunia-se bacon... na escrita geek-chic) mais pesado é de releases oficiais de empresas e de relações públicas de várias companhias. Eu preciso disso para coletar informações sobre mercado para muita coisa do que escrevo, por isso a chegada delas na minha caixa postal é permitida e, por vezes, eu até insisto que mandem. Mas, tem dias que a quase totalidade dos e-mails mandados é puro descarte. As informações são tão superficiais e frívolas q eu simplesmente não leio... tb não deleto (deve ser medo de remoer culpa depois, se bem q não lembro de ter me usado esses bacns nos últimos anos).

Olhe sua caixa postal e separe o bacn do spam. Vc pode se surpreender, como eu, e descobrir que há muito mais lixo permitido do que lixo invasivo.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Para a Taco Bell os ratos são CyberPragas

Na semana passada, um grupo de ratos foi filmado em um restaurante Taco Bell. O filme foi exibido no noticiário local, mas alguém resolveu gravar e COLOCAR NOS SITES DE VIDEOS como o Youtube.
O resultado... acho q vcs já sabem..... O mundo inteiro viu os ratos na Taco Bell, causando um prejuízo danado na imagem da Yum Brands - holding q também possui as marcas KFC e Pizza Hut.
Com a internet e os sites de troca de vídeos... e os celulares com câmeras, lógico... qq um pode virar Michael Moore e fazer documentário-denúncia....
O que deixa as empresas em uma situação muito delicada. Não adianta, como a franqueadora da marca fez, dizer que o franqueado fez isso ou aquilo e essa loja está fora dos padrões de qualidade da rede....
Teria de haver uma fiscalização maior.... um treinamento melhor... ou uma multa fenomenal para evitar situações como essa.
NOTÍCIA RUIM ESPALHA LOGO...
os executivos da Yum não precisavam de celular e internet para perceberem isso.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Por que falamos como idiotas?

Matéria da Exame lembra como é importante a presença de profisionais de comunicação nas empresas.
.
.
Alguém precisa criar um daqueles adesivos que advogados grudam no carro --

Deixem a comunicação com os comunicólogos.

e substituam "coisas" como "ser proativo" por "antecipar-se".

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Mais um shot de história reais do mundo dos negócios...

Mario Mordedore era dono de uma empresa que necessitava de vendas. Ele teimava em adotar estratégias pra lá de agressivas para conquistar números altos no trimestre.
- Quero funcionários pitbulls? - dizia com voz de berrante matogrossense.

- EU Q-U-E-R-O
P-I-T...
B-U-U-U-U-U-U-U-L-L-L-L-Z-Z-Z-Z-Z-Z-S-S-S-S-S-S!!!!
.
.
.
Ele conseguiu o que queria depois de uma ou outra ameaça usando dados sobre a baixa taxa de empregabilidade no mundo pós-demissão e com fábulas pseudo-esopianas sobre o capitalismo selvagem.
As vendas aumentaram um pouco.
.
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- Pitbulls finalmente!!!! Nada mais de carneiros formigas e gado! - Sorria feito um sultão emoldurado em jóias cafonas.
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Um dia um cliente entrou na empresa para pedir informação sobre o produto.
E os pitbulls devoraram um terço do pobre diabo e dilaceraram a carne até aparecer o osso branco.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Queime seu cartão de visitas

(trecho de artigo meu publicado na B2B magazine)

O que está escrito no seu cartão de visita - que é a sua primeira propaganda oficial para qualquer networking? Vendedor, gerente-geral, analista, técnico? Garanto que é isso ou qualquer das outras definições que nos acostumamos a ouvir. Acredite, a quase totalidade desses pedaços de papel estão defasados com a atualidade do mundo dos negócios.

Repare no dia-a-dia das empresas. O que você vê além de vendedores, gerentes, etc? Tem sempre alguém apagando incêndios, promovendo talentos individuais, gerando espírito de grupo ou ajudando clientes a terem uma experiência inesquecível com as marcas. Sim, evidentemente ainda estão lá as pessoas acostumadas a ''diretorizar'', ''gerentizar'', ''suportizar'' e, principalmente os ''isso-não-é-comiguistas'' que talvez sejam os profissionais que mais povoam as grandes empresas atualmente.

Mas, não é desse tipo de profissional que as empresas precisam. Na complexidade atual de urgência para inovações, terceirizações de áreas operacionais e falta de liquidez para investimentos que não tenham retorno garantido, é quase certo que essa companhias tenham mais necessidade de contratar um ?apagador de incêndios? do que um diretor de RH.
(...)
Por isso eu recomendo. Deixe seu cartão de visita na gaveta por um tempo. Viva sem esse pedaço de papel por um mês. Ninguém pergunta nosso cargo mesmo. Sempre nos perguntam onde trabalhamos e qual nossa função.

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Presente e futuro do emprego

Não se assuste com os cortes na sua empresa nem com a falta de vagas na sua profissão. Também não se alarme com a qualificação exigida para os novos postos em aberto.
O emprego mudou. Formação e informação imperam.
Ninguém tem emprego seguro.
...
Segurança vc tem q ter de que conseguirá arrumar outro emprego qdo o seu sumir.
Pq ele vai sumir... é uma questão de tempo.
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Falando nisso...

Já escutei mais de uma pessoa chamar o ministro de Hélio "de Costas".

terça-feira, 30 de agosto de 2005

Capitalismo Canalha

Dizem q o segredo prá vender é "ter sangue e mulher pelada". Qto mais sangue e mais mulher pelada, mais a curva de vendas é acentuada. De acordo com a teoria Vale-tudo-pelo-dindim existe uma escala multiplicadora de rentabilidade diretamente ligada à anatomia e à carnificina.

Funciona assim... peitinho aumenta as vendas em 3%... corpo nu aumenta em 8%... corpo nu e se mexendo, aumento de 17,8%.... corpo nu em ritmo frenético com outro corpo aumenta em 23,2%.... vários corpos nus em ritmo frenético são 42% a mais.... uma serra elétrica nessa suruba toda é capaz de extrapolar o gráfico de vendas.... (ATENÇÃO: existe uma variável nesse ponto capaz de destruir a marca e até acabar com a empresa... é inversamente proporcional à elevação das vendas... se chama "ferrou-a-polícia-pegou")

Na China, algumas lojas de varejo de celulares descobriram a primeira parte dessa fórmula e estão usando a pornografia para impulssionar as vendas.... Será q eles sabem da serra elétrica????

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

Marcas no caminho

Não adianta pensar q pq não sentimos a sensação tátil de caminhar pela internet nós não deixamos rastros.... basta um pouco de bom-senso, conhecimento do funcionamento das buscas e... Voila!!!
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GOTCHA!!!!
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Foi o q fiz na matéria sobre blogs de CEOS. Procurei os endereços privados dos executivos para fugir da lerdeza e da incopetência da maioria das assessorias em atender mídia q não é mainstream.
Foi o q fez a repórter da News.com para descobrir coisas de Eric Schmidt, presidente do Google.
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Claro, alguém pode fazer comigo..... but..... C'est la vie.

segunda-feira, 27 de junho de 2005

A partir de hj vão aparecer alguns personagens q povoam minha cabeça. Se eu não der uma válvula prá esses caras se expressarem... enlouqueço. A maioria é baseada em gente ou situações reais. Por enquanto vou chamar isso de:
"FESTIVAL DI CANE".

Batalha, o capitalista canalha.
Diretor de uma gde empresa de tecnologia, Batalha tem
juba de leão
olhos de lince
abraço de urso
e... lágrimas de crocodilo.
Gosta, claro, de capitalismo selvagem. Na sua empresa só trabalham pessoas chamadas Silvia ou Silvio, assim ele pode chamá-las de silvícolas... e os ignorantes ficam pensando q é um apelido carinhoso.
Batalha tem espasmos de pensamentos brilhantes. Um guru incompreendido...
- Não chamo meus funcionários de funcionários pq eles não funcionam. Nem de colaboradores pq eles não colaboram. Prefiro chamá-los de
- Ei!
- Ô!
- Psst!
- Uma sílaba basta... e eles precisam mesmo ser mais pró-ativos.

quinta-feira, 23 de junho de 2005

Vazou... fedeu....
Alguém já experimentou procurar projetos e tabelas de preços pelas redes P2P, como o Kazaa, e-Donkey, etc??? POIS FAÇAM ISSO!
--- Eu sugiro o Shareaza, que pega gnutela1,2 e eDonkey---.
Se fingir de g.a.t.u.n.o. (Gente Astuta Tentando Usurpar Negócios dos Outros) é um ótimo exercício principalmente para quem se preocupa com segurança de sistemas. Uma vez achei projetos sobre contratação e salários de pessoal em um órgão de Brasília (Ei!!!... deletei isso!! Juro..!!!). Segurança é algo sério e vai além de uma visão tecnicista... tem q ser comportamental e de negócios. Senão, acontece como o mané terceirizado da Mitsubishi Electric Co. que deixou escapar segredos nucleares pela rede P2P... Como de costume... os mais espertos percebem antes como uma brincadeira de adolescente pode ser útil para ganhar dinheiro e conseguir informação estratégica...

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