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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Previsões para 2011

Algumas tendências para ficar de olho em 2011. Como (quase) todo ano faço, descrevo algumas coisas que, creio, serão mais fortes no ano que chega. Quem me conhece sabe que não é aquele tipo de lista de "o que vai acontecer em 2011". É mais uma lista de "agora vai". Não é o modelo consolidado, são ondas que ficaram tão fortes que nos arrastarão de agora em diante. Não é uma lista do que ver em 2011, mas uma lista daquilo que vc deve começar a ver a partir de 2011.

Medo do terrorismo, neocons e intolerância - eu poderia escrever um post sobre cada uma dessas forças que, na minha opinião, serão macrotendências que definirão outras. Mas, acho q elas se encaixam num pacotão de comportamento que vem ganhando espaço nas decisões de governos e empresas. Há um receio cada vez maior de que algo catastrófico possa acontecer. O que exatamente? Não importa... pq a crença de que vai acontecer é maior do que qq reflexão sobre a realidade. Com isso, os novos conservadores (neocons), que dominam o pensamento decisivo em governos e empresas ganham espaço e começam a bolar táticas para proteção. Mais vigilância, mais perseguição. Tudo apoiado por mais tecnologia. E fora da cúpula das decisões, isso irá encontrar eco em muita gente que é intolerante. Não gosta do governo eleito, não gosta de homossexuais, de pobre, etc. Todos tentarão encontrar um novo 9/11 para efetivar seus medos. //// Dá pra trabalhar isso. Um dos meus próximos posts será como usar esses conceitos para falar da sustentabilidade.

Mídias sociais já eram - Não que elas acabem. Pelo contrário, serão cada vez mais importantes para um monte de coisas. Mas, não haverá grandes inovações. Tudo o que ocorrer nesse setor poderá ser considerado um avanço paralelo. Novas ferramentas que se ligam em outras, novas características que potencializam o que já existe ou fragmentação com novas redes de nichos. Isso não é ruim. Mostra que é hora de planejar direito o que fazer com tudo isso que fatalmente será parte da nossa vida.

A nova fronteira da tecnologia - Durante os últimos dois anos tenho conversado com muito especialista (dos bons) que pregava que coisas como Twitter, Orkut e Facebook seriam parte da última fronteira da tecnologia. Depois de digitalizarmos nosso comportamento, amizade, relacionamento, comunicação... interação social, enfim... nada mais restava. Pois eles não viram um lugar onde não havia tecnologia: dentro de nós. Olho com chip, pernas e braços que parecem computadores e neurosensores são parte de um desenvolvimento q tem sido pouco falado. A última fronteira não é expansão, é introdução. E é só o primeiro passo... Deixa o que nós conhecemos como informática mudar. Moléculas em vez de silício, química no lugar da eletrônica, nanotecnologia no lugar de gadgets.

Nerd é comum, Internet não é underground - O estereótipo de nerd equivale ao nosso "querido" CDF. Mas, a indústria de Hollywood e a mídia americana precisava de um termo para definir o jovem empresário que dominava o mundo. Não havia um rótulo para Bill Gates e seus seguidores. A gíria escolar nerd foi sublimada e difundida então. Há alguns anos, nerd (ou geek) não quer dizer nada. Basta saber algo mais sobre computador e cultura pop q vc é rotulado assim. Com a Internet, qq um pode saber isso. Ao mesmo tempo, o mundo digital não é mais novidade. Poucos grandes conglomerados produzem tudo o que vc lê (Vivendi, NewsCorp, Viacom, Disney entre elas.... A Globo, Estadão e a Folha no Brasil... ). Todas estão muito bem fora da Internet e dentro da Internet. Isso vem se acentuando. Tanto que o que geralmente é discussão nas redes sociais é só um reflexo do que passa nelas. E 2010 não teve um fato sequer que apontasse que nerd é algo que direciona ao novo e que Internet não é mainstream. OK... o Wikileaks... Mas, o site não mostra, na realidade, que é preciso combater esse mainstream? Em 2011 , não haverá jeito de achar q nerd é novo e Internet é underground. Será a pedra fundamental no túmulo desses conceitos que já dão sinais de ocaso há alguns anos.

Reconhecimento facial - É uma das únicas coisas em temos de tecnologia da informação que me entusiasma. Na excelente reportagem do NYTimes sobre computadores que fazem reconhecimento facial uma série de avanços é mostrada. As máquinas estão cada dia mais avançadas nesse aspecto. Recentemente eu vi uma demonstração de um aplicativo que seria inserido em cartazes de propaganda eletrônica (digital signage) e conseguia identificar se uma pessoa é homem ou mulher e qual o humor que apresentavam. De acordo com isso, uma dica de consumo seria apresentada. Argumentei sobre a possibilidade de cruzamentos com bancos de dados de cartão de crédito, contas de telefone etc. Assim, além de saber o q a pessoa apresentava naquele momento, seria possível tirar todo o perfil dela. Bom.... e ruim... a reportagem discute um pouco disso.

O que é um computador mesmo? - Eu tenho um carro meia-boca que a única parte cyber é uma central eletrônica que eu já troquei num ferro-velho. Mas, é um veículo velho. Hoje, a indústria automobilística está enfiando cada vez mais coisas digitais dos seus produtos. Os carros mais modernos, já no mercado, estão a um passo se transformarem em um smartphonezão com rodas. Se vc pensar bem, um celular poderia ser substituído por uma jóia de braço e um brinco. As empresas que trabalham com computadores vestíveis conseguiram estabilizar o custo de produção e estão prestes a entrar em uma economia de escala. Qualquer coisa que existe na sua casa pode virar um treco inteligente e conectado.

3D - Não é a TV... q, aliás, é um lixo e parece um monte de lâminas como sobras sobrepostas e que dá ânsia de vômito. Ver as coisas em três dimensões é algo útil e necessário. Não é nada novo. A humanidade sabe disso desde o Renascimento, desde os estudos sobre a perspectiva nos quadros, no séc 13. As porcarias das indústrias de tecnoologia é que não investiam para recuperar esse tempo perdido. Sairemos das trevas das duas dimensões.... a caminho da holografia interativa e da compreensão da Teoria M no dia-a-dia... Não! Não, não... Sem viagem... um simples 3D resolve.

Bioética - Tudo que deve se consolidar em 2011 leva a discussões legais, morais e éticas. Nada escapa. Com isso, questões sobre como matar seu pet robô, considerar ou não o recorde de um atleta com perna ciborgue, contratar ou não um funcionário com um biochip começarão a encher a cabeça de filósofos, especialistas de mercado, advogados e juízes ao mesmo tempo em que terão de pensar sobre novos sensores nas ruas, câmeras vigiando, banco de dados de cidadãos, chips na identidade, etc... Não acredito muito que usem esse termo. É muito novo e até assusta. Mas, no fundo estarão discutindo isso.

Direito fundamental 2.0 - Com tanto avanço, tanta vigilância, tanta oferta sendo mandada para meu prazer, a liberdade vira off-line. Todos têm de ter o direito de desligar o plug. Inovador e revolucionário será quem sabe lidar com o on-line e, principalmente, o off-line. Que sabe hackear o que não é on-line. Que sabe desligar tudo.... algo cada vez mais difícil.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Senado aprova a lei do do medo na Internet

Na madrugada de hoje, o Senado aprovou o Projeto de Lei Câmara (PLC 89/2003) que, oficialmente, trata dos "ilícitos que tragam danos a pessoas, equipamentos, arquivos, dados e informações, em unidades isoladas ou em redes privadas ou públicas de computadores".

A mobilização de 11 mil internautas que assinarama a petição on-line contra esse PL nem foi levada em consideração. Prevaleceu os arranjos de bastidores dos nossos políticos e sua torpe visão sobre o que é a Internet. Veja o que o Pedro Doria escreve sobre isso.

Agora, o texto segue para a Câmara.
Qualquer movimentação nova vcs podem conferir aqui no Techboogie ou na Cibercultura / Cyberculture, do Orkut.

E...
A luta continua.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Não existirá um matador do Twitter tão cedo

Enquanto fuço a lista dos clones do Twitter aí postado, vou pensando..... Não vejo um twitterkiller no horizonte. Há vários problemas para que isso surja. Dois dos principais são:

1) O problema não é sair do Twitter. Isso a gente faz em dois cliques. O problema é levar a rede construída junto. E não é a galera que te segue. É quem vc decidiu seguir, grandes pensadores da Web, figuras do mundinho e gente descolada que têm no Twitter o único ponto de troca de experiências em comum.

2)Nós q somos novidadeiros não somos burros. Sabemos q provavelmente nenhum site vai aguentar um fluxo repentino e grande de usuários sedentos por trocar informações. Cite um caso, fora o Facebook, que tenha se dado razoavelmente bem em uma invasão dessas.

Com isso, penso que não existirá uma aplicação matadora para o Twitter simplesmente pq a saída mais óbvia para esse momento é um compartilhamento entre elas. Ping.FM, Twitter, Jaiku, Ponwce, Plurk, Facebook, Orkut. Vamos estar em algum ponto e em todos os pontos. Na verdade, tudo isso vai girar em torno de nós e não nós em torno deles.

---o q me leva a ficar ansioso para o novo hype pós-twitter. Não consigo imaginar algo inovador se tudo ficar sendo compartilhado por um bom tempo. Algo teria de ser muito diferente para quebrar esse novo paradigma.

Atualização - Sobre os problemas técnicos do Twitter: 1) vejam o post do Twitter Brasil com os links para explicações da equipe da empresa. 2) Há boas explicações técnicas nos comentários do blog éle.agá.
Atualização 2 - Provavelmente continuarei a falar de Twitter nos comentários. Quero dar um tempo no tema para os posts... falar de outras coisas, como cloud computing.

terça-feira, 18 de março de 2008

O poder das LAN houses

Na Folha de hoje tem uma notícia que comprova uma coisa que comecei a discutir em conversas, fóruns online e aqui no Techboogie há anos. LAN house é um canal para inclusão digital.

"Acesso à internet de LAN house ultrapassa web domiciliar no Brasil"
As LAN house se tornaram o local mais utilizado para o acesso à internet no país, informa relatório divulgado pelo CGI (Comitê Gestor da Internet) neste mês. O uso de centros públicos de acesso pago saltou de 30% em 2006 para 49% em 2007, passando à frente do domiciliar, que se manteve estável em 40%.
Oficializando a tendência
(veja mais)
Era algo anunciado, conforme estava nesse post sobre as tendências para 2007 q fiz. Vejam o destaque Oficializando a tendência, com o link para uma discussão de agosto de 2006, na Cibercultura / Cyberculture, do Orkut.

A questão imposta agora é aproveitar esse novo público. Não há conteúdo na Internet brasileira para esses indivíduos das LANs houses. Todo o mercado se preocupou demais com aquele conceito de "um computador para cada pessoa" e esqueceu que existe "um computador para várias pessoas". Precisa haver conteúdo específico para eles agora. Divertimento, educação, informação, etc.

Eles estão querendo se aprimorar como cidadãos e consumidores digitais. Alguém precisa olhar para eles.

segunda-feira, 10 de março de 2008

O feijão-com-arroz e o espírito da Internet

Me toquei de algo incrível durante minha participação na NewsCamp. O evento foi uma iniciativa de agrupar jornalistas com trato no mundo digital para trocar idéias.... qualquer idéia, como reza um sistema de desconferência, sobre Internet, comunicação e hipermodernidade.

Mas, como parece ser a tendência nesses encontros, o papo começou com "negócios":como faturar?

Teria abandonado aquela sala se não fosse a única na parte da manhã. E aí, já mandei uma questão q eu acho definitiva:

Primeiro, blog não é necessariamente um canal de entrada de dinheiro. Se o criador achar que é, deve se mexer para tal. Do contrário - e eu prefiro que seja assim - blog é essencialmente um canal pessoal de expressão. Pode ser noticiário ou não. Pode ser para muitos, pode não ser.

Nisso, defendi calorosamente que não há mercado hoje em dia no Brasil para todas as pessoas que querem faturar.... só em 2010. Aí, eu consegui olhares incrédulos, perdi alguns possíveis amigos virtuais... mas, pelo menos o debate esquentou. Um pouco da discussão pode ser vista aqui e aqui.

O momento mais dramático foi quando chegaram alguns professores e universitários ao evento. No calor da discussão sobre a importância dos blogs eu vi uma aluna com um Sony Vaio Rosa. Eu perguntei a todos quem dalí tinha blog. Quase ninguém. A dona do notebook fashion tampouco.

Eu falei q ela devia jogar fora o gadget (vc sabem o q eu penso sobre isso) e criar um blog pq isso tinha muito mais valor. Um blog ia crescer em importância e, muito provavelmente, ter condições de fazer dinheiro.. se fosse isso q ela queria. Enquanto isso, o equipamento perderia valor constantemente, sendo ultrapassado em dois anos, além de ser um peso desnecessário em uma cidade cheia de lans-house. ATUALIZAÇÃO: é possível ver a comoção causada no blog das estudantes.

Poucos minutos depois o grupo abandonou a conferência. Pelo que disseram foi porque metade da sala criou uma outra discussão sobre política e eles queriam falar sobre o be-a-bá dos blogs.
E foi isso q me chamou a atenção.

A necessidade do be-a-bá.

A Ale Carvalho, professora universitária, já tinha alertado. "Meus alunos não sabem o que é Spam ou WiFi". E, em poucas conversas desde o evento, eu venho descobrindo que isso é comum. As pessoas têm computador e conexão, sabem que existem blogs... mas, não têm nem sabem como isso modifica o sistema de comunicação informativa de uma economia consumista de massa. ----É uma elite universitária... ok?

Também lembrei que a editora de uma revista de interesse geral que escrevo, a Divulg - lá para o ABC Paulista-, me disse para tratar de temas mais básicos pq os leitores gostavam do assunto mas não entendiam tudo q eu escrevia.... aqui é um público mais amplo que o de cima... ok?

Pior, lembrei do que me disse sobre os Telecentros o secretário de Participação e Parceria de SP, Ricardo Montoro, numa reportagem que fiz para o jornal Valor Econômico no ano passado. Os usuários ficam 1h no local. Desse tempo, 45% tem de ser gasto em coisas "úteis",como enviar currículo e aulas sobre planilhas e editores de texto. Só 15% é para Orkut, Msn, blog.

..... isso não é ensinar cultura digital.

E...
...é bem preocupante.

Existe uma elite que sabe usar a Internet hoje no Brasil
. Isso, por um lado é bom, por outro dá o que coçar a cabeça num mercado em crescimento como o nosso.

Quem está entrando, não encontra quem ensine. Parece não haver "mestres" suficientes para ensinar as maravilhas da comunicação digital, que cria multiplos canais e traz liberdade de expressão e consumo. Em compensação, existe muita gente falando como é legal ter um Vaio ou um iPhone ou dizendo como é possível ter monetização no blog. Assuntos pertinentes, mas que deixam seus comunicadores num patamar de cima. Já tem gente ficando inatingível pq mostra sua classe social num iPhone ou obtém sucesso com o blog e consegue ganhar dinheiro com isso.

Temo que, se esse povo novato não for ensinado corretamente, se tornará somente gado digital. Vão consumir notícias dos jornais q já são famosos ou de uns poucos blogs famosos.

Haverá uma nova concentração.

As novas elites vão se aproximar das elites antigas...
... e isso não é o espírito da Internet.
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Em tempo. O pessoal que foi discutir política está armando um blog político, uma necessidade para quebrar estruturas... algo essencial e que pode finalmente mostrar alguma participação social de quem se autodenomina blogosfera. O projeto precisa ser bom - não na tecnologia, mas no resultado e na força. Um papo que existia em Brasília para jornalistas que iniciavam no mercado é que "o político mais bobo conserta relógio com luvas de boxe". Então, o blog vai precisar mostrar esperteza.

-----
ATUALIZAÇÃO
Agora, no parágrafo que eu falo do Vaio tem o link para o blog das estudantes. Há muita opinião mostrada lá sobre o caso e, para quem se interessar (pq eu fiz mesmo esse post por causa do arroz-com-feijão), tem muito material para ser analisado sobre cultura digital, técnicas de reportagem e, ainda, como um blog pode fazer essas duas coisas liquidificarem.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Aprenda inglês com sites sociais

Vou dar uma chance para as pessoas que passam horas no Orkut e odeiam ter de ir ao curso de inglês se redimirem. Uma REDE SOCIAL que descobri por acaso promete ser uma espécie de sala mundial de aprendizado de idiomas. É a VoxSwap. A proposta é simples, utilizar os usuários de vários países para ensinar outros a enfiar de uma vez por todas um idioma estrangeiro no cérebro.

Isso poderia ser feito com qq outra rede social. Mas, como a proposta já é nativa da VoxSwap, tudo fica mais amigável. Por exemplo, há um teclado virtual para que se possa digitar caracteres de outras línguas e que não seriam facilmente digitados por você nesse ABNT2 que está embaixo de seus dedos.

A VoxSwap entra na turma dos sites que estão provando que as redes sociais têm propósito e valor. Os desafios para esses negócios continuam grandes, mas, aos poucos, as barreiras vão caindo.

.............????

OK, elas têm feito isso constantemente, mas há sempre gente descrente nesse mundo e eu preciso manter o nível informal do texto. Não posso ir soltando farpas... ou posso?!?!? Mesmo que o Orkut e Facebook tenham se mostrado primorosos em reccuperar contatos de um passado perdido, mesmo que o MySpace tenha se transformado em loja-emissora-fã-clube de várias bandas. Mesmo que o Twitter seja a melhor mídia imediatista do momento. Mesmo que o LinkedIn seja um belo RH virtual. Mesmo que.... Mesmo que... Mesmo que...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Ligados pelo MP3

Já imaginou ter um local que vai mostrando todos os endereços de MP3 que são publicados pelo mundo afora? Essa idéia maluca é do camarada Barba, um dos cybers lá da comuna CybC, no Orkut. O projeto está em fase inicial e, por enquanto, só a parte que enxuga as URLs e padroniza os termos para facilitar a busca está pronta. O serviço é baseado no TinyURL, que é uma espécie de alfaiate de endereços da Web. Ele transforma links imensos em elegantes combinações de meia dúzia de letras e números. Algo assim

http://tinyurl.com/2oxkv8

Aliás, esse é o link que leva vc direto lá na comuna CybC, do Orkut, para coferir a discussão em cima do projeto do barba.


segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Da série "Puxando a Sardinha"

Saiu no site e no impresso a reportagem que fiz para o Computerworld sobre "novas mídias". Algo que gostei nesse job foi ter falado com o diretor de mkt da Fiat, João Batista Ciaco. Ele tem um blog sobre comunicação e Semiótica e já está na minha lista de executivos sintonizados com as mudanças no mundo cyberafetado.

Foi uma frase dele que me deu a idéia de como abrir a reportagem:

"Há 15 anos havia uma fórmula de sucesso, bastava um comercial de um minuto no principal telejonal e uma página dupla na maior revista semanal e o retorno era garantido. Hoje, não existe equação assim e temos de conhecer todas essas novidades"
Ele se referia ao Joost e ao Twitter, que ele não tinha parado para analisar, mas via amplas possibilidades de marketing. O mesmo pensamento atormentava o diretor da Tecnisa, Romeo Busarello (outro q está na minha lista de e-people).

Outro que nunca havia tido contato e gostei muito da conversa foi o Fábio Cipriani, autor do Blog Corporativo e do livro do mesmo nome. Além das idéias que me passou para a reportagem, fiquei sabendo que ele mantém um wiki sobre blogs de empresas. Quem quiser participar, é só pedir o login para ele na própria página linkada aí.

Na continuação da reportagem (publicada somente no site) eu conversei com executivos de mkt da Nokia e da Philips, sobre o Second Life. Cada vez eu me convenço mais de uma coisa. Não importa se o Second Life vai sobreviver ou morrer. O importante é que os mundos virtuais em 3D mostraram sua força em 2007 e já preparam o caminho do futuro. É uma tendência inegável, mesmo que sem o SL.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

blogs x Estadão

Ontem teve debate no OESP para botar a limpo a campanha que o jornal fez e generalizou o conteúdo publicado em blogs. Achei um detabe morno e que muitas vezes parecia coisa de colegial x professor.

  • Adivinha quem tinha cara de colegial e quem tinha de professor?

O jornal destaca hoje, numa legenda na capa de tecnologia, que "Debatedores da TV Estadão chegam a um consenso sobre credibilidade de blogs: tem muito lixo na internet". Não vi isso, e creio q se um blogueiro notar q essa foi a idéia publicada vai ficar mais p... ainda.
  • Note que os blogs viraram "debatedores da TV Estadão"
Só q.. os blogueiros q me perdoem. Mas, faltou articulação e conhecimento de causa... Pior... e o jornal ainda saiu bem na fita pq vai se vangloriar de ter "botado um assunto importante como esse para a sociedade discutir"... (é, pq só assim as coisas vão para a sociedade, segundo esse pensamento).

Minha conclusão sobre o debate é que nem Estadão nem blogueiros sabem o que está acontecendo.

e... Chega.
só quero aqui lembrar três fatos pró-blogs q foram simplesmente esquecidos.

- Catarro Verde fura a mídia e descobre plágio no discurso do senador ACM.

- O repórter Jayson Blair publica seis meses de matérias fraudulentas no NY Times e ninguém descobre. Qdo a Wikipedia teve fraude, descobriram em dias.

- A colunista Márcia Peltier é acusada de plágio de um txt do Pedro Dória (q, aliás estava no debate). O link é o Interney, site cujo dono - Edney Souza - tb estava no debate.

... tb há vários casos no Orkut de comunidades saíram antes com a discussão. Eu mesmo já postei coisas q só vi depois na mídia. A última é esse post abaixo do Reportwitters, destaque no IDG de hj.

... ninguém citou q jornalismo tem (segundo o Paulo Francis) 90% de releases publicados, tem matéria requentada, tem gillettepress...
Mas,.... vá lá entender esse pessoal q se mete a debater e conversa mesmo só depois na mesa de bar... foi assim no blogcamp e agora nesse evento do Estadão.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Contra a mesmice

Dia 12 estarei no 5o. encontro do Manifesto Contra a Proliferação da Mesmice. Não sei ao certo quem vai estar comigo, mas em todos que participei conheci muita gente interessante e que pensa que algo realmente inovador na comunicação moderna está rachando as estruturas que conhecemos. A idéia do Manifesto saiu da cabeça do empreendedor 2.0 Gil Giardelli.

Acabei de conversar com ele sobre Second Life.... q é o tema do encontro...

Eu acho q o importante não é o Second Life, mas o q ele representa. Me recuso a ficar divagando muito sobre se ele está vivo ou morto... se é sucesso ou fracasso. Isso é cair no buraco negro dos factóides da mídia mainstream e imediatista. O SL é fashionista? E daí? Não é isso q importa... A sacada é poder optar entre o SL e o Orkut... Entre o Twitter e o Pownce...

e não como a mídia faz.
O importante é a tendência inegável de crescimento das redes sociais em seus nichos e a opção de expandir nossa humanidade nos mundos sintéticos.

.... o RESTO é título de reportagem.

Essa conversa pelo instant messager rendeu um post no blog do Gil (agora devidamente linkado aí ao lado)... e outro post aqui no Techboogie.
.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Só para seniores

Quem tem entre 53 e 64 anos já tem sua rede social. A Boomj nasceu para trazer as maravilhas do convívio virtual para essa população que está entre os Boomers e a Generation Jones.

Antigamente era mais fácil dizer essas coisas... tal geração é mais assim ou assado. Essa união de boomers e jonesers americanos é masomenos o conservador típico daquele país, com poder de consumo e que foi obrigado a conhecer o computador e o email....

Se vc não tem esse perfil, nem passe por lá... é capaz de encontrar sua professora de Geografia do primário.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Orkutialistas das marcas

Gostaria de ver a Nestlé e a Unilever contratarem evangelistas de suas marcas dentro do Orkut.

“Eu amo Leite Moça”
Uma pessoa que gasta algumas horas por semana para conversar sobre esse produto e limpar a comunidade de spam e elementos indesejados merece algum reconhecimento oficial da empresa.

camiseta e imãs de geladeira toda a semana, no mínimo....

xx-xx

As comunidades de amor à marca Dove somam cerca de 15 mil pessoas. Não é possível que uma delas não tenha um perfil ideal para ser evangelista on-line da Unilever. A empresa precisa dessa força de trabalho especializada em se comunicar e sobreviver no mundo virtual.

Há também várias comunidades de ódio ao Dove. Elas não chegam a 300 pessoas. Mas, podem fazer muito barulho e se tornar um problema para a Unilever já que na Internet nada está isolado ou sem comunicação instantânea com outros milhares de internautas.

. “I Love Diamante Negro”.
. “Eu tomo chá”
.“Odeio a Telefônica”
.“É f*@#! Fechar a porta do Fox”
.“Nike é marca.All Star é style”
.“Ray-Ban Lovers”
Parece nome de campanha publicitária (aliás, são melhores do que muita criação xexelenta por aí na mídia), mas são comunidades do Orkut.

Você não sabe onde encontrar um gerente de comunidades digitais? Já tentou procurar no Orkut?

sábado, 31 de março de 2007

e-Mico viral no Congresso

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) ficou duplamente furioso ontem. Primeiro, subiu na tribuna para denunciar um empresa estrangeira que queria internacionalizar a Amazônia. Como era uma empresa química, a preocupação era que tudo não passava de um banditismo comercial em busca de matéria-prima barata....
O político fez discurso inflamado defendendo o estado de origem, o Brasil, a biodiversidade e todo um ranking de chavões que algum assessor bem do despreparado lhe encheu a mão.

Mas era tudo falso. Era uma campanha da Antarctica. A a empresa Arkhos Biotech é fictícia e faz parte de um jogo no qual o gua raé o ponto central.

O início de tudo foi uma notícia na Agência Amazônia. Um site que deveria checar as fontes antes de publicar fatos coletados de bobeira na Internet.
.
.--> O Mkt on-line da Antarctica é bom... muito bom. Provavelmente renderá algum prêmio do setor de propaganda em 2007. Mas, o efeito viral conseguido pode sair pela culatra. Talvez o senador queira "limpar a imagem" e obrigue o Conar a olhar mais de perto essa coisa de Internet...

Tomara que tudo fique na brincadeira...

PS: Alguém aí pode escrever uma bula de Internet??? Começa assim... Tudo pode ser relativo na rede.... e merce ser checado.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Teorizando a Web 2.0...

...
hmmmm... é....!!!.
.. ah!
... ok


PRONTO!!!
---> fim da teorização.
Agora vamos conhecer três bons - e pouco divulgados - serviços de web 2.0.
.
.
.
Organogramas Abertos- O CogMap traz a hierarquia de várias empresas no mundo, os usuários têm liberdade para mudar o quadro dos funcionários e as relações de subordinação e dependência do organograma... Em tempos de fusões, aquisições e falências... sem contar a globalização das companhias.... Está aí uma ferramente útil.

Eu Programador - Vc não sabe fazer conteúdo dinâmico na unha, mas tb não consegue se explicar para o programador nerd. Pois, seus problemas "quase" acabaram. Use o Inserit e contrua um moderno webseiláoque.

Mashupadores - É isso. Openkapow é uma comunidade de gente que sabe fazer Mash-up. Sensacional para quem tem criatividade e sabe mexer com esses scripts.... Gostou? Pois saiba, esse site é só um dos mais recentes sobre o tema. Já existem vários na web.

....acompanhe mais um pouco da discussão sobre Web 2.0 aqui, no Orkut.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Pensata: amizades no Orkut

Provérbio:
Amigo que não presta
e faca que não corta,
que se perca,
pouco importa.



Quinto Cúrsio Rufo:

Solidíssima é a amizade entre iguais.

xx

Realmente... esse negócio de receber solicitação de amizades no Orkut e clicar "Não Conheço" e depois "Aceito".... é bem hipermoderninho

...

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Fim do Orkut?

Hj eu mandei uma carta ao procurador Sergio Gardenghi Suiama, que está questionando o modo como o Google trata os dados de pedófilos e racistas no Orkut, e para o diretor do Google Brasil, Alexandre Hohagen.
.
Me mostrei preocupado com a continuidade do serviço se esse embroglio continuar. Sou mediador da comunidade Cibercultura/Cybercultura e me sinto no direito de espernear....
.
Hj mesmo o procurador me respondeu. Não havia nada de novo no discurso e ele só reforçou sua atuação.
...> Mas, me impressionou a falta de resposta do Google. No texto eu fui bem crítico qto a empresa:
TRECHO
''Por isso, espero também do diretor da empresa no Brasil, Alexandre Hohagen, que colabore com o MP brasileiro e não se defenda com o discurso glichê de que a Internet não tem fronteiras. Sim, ela não tem fronteiras, mas tem impacto social e por isso precisa ter uma governança melhor ? essa governança pode começar em casa, nos fornecedores de serviço ou terminar no governo. Há quem, como eu, prefira que as duas primeiras fases sejam priorizadas. ''

...essa falta de resposta.... não é uma boa forma de comunicação com os
Stakeholders... será q o Google não é tão moderno assim????

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Do vírus ao viral

Esse post abaixo q escrevi está circulando pelo Orkut.... mandei para meus amigos e alguém revolveu passar pra outros amigos...
Se tivessem citado o autor eu teria um ótimo marketing viral
... pena.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Não clique nisso.. .U sucker!

A engenharia social continua a ser a melhor forma de invadir um computador pessoal e roubar de dados irrelevante a senhas de contas bancárias. A última grande ação dessa malandragem ocorre há dias no Orkut.
.
..>Praticamente metade dos meus amigos me mandou (ou vai mandar... eu tenho certeza) um email sobre a praga da mensagem "Oi, veja as fotos da nossa festa". O texto tem um link malicioso que instala um programa que espiona o computador e é capaz de captar logins e senhas.
As redes sociais são uma festa para ações de engenharia social. Por mais que uma pessoa seja sintonizada com tecnologia e esperta,
-----> não é sua VIRTUDE que está em jogo!!
Os invasores sabem que a sua inteligência na rede social é igual à esperteza do seu elo próximo MAIS FRÁGIL. Ou seja, por mais virtuoso em tecnologia que vc seja, basta sua namorada ou um dos seus MELHORES AMIGOS não ser para que a porteira esteja aberta a qq invasão. Explicando melhor... seu desempenho em Segurança Digital é aquele que seu elo fraco na rede social determina.

Por isso, para o bem da sua REPUTAÇÃO - q é seu tesouro na rede social -
- cuide de seus elos fracos...
.
A ferramenta de remoção do programa malicioso está disponível no UOL (é um executável).

quinta-feira, 2 de março de 2006

Macaquices

Estou me tornando velho. Vejo isso pelo número de manias que acumulo mensalmente... Não vou ficar citando uma por uma pq fica parecendo clínica geriátrica. Vou falar de vez em qdo de uma ou outra mania q soa cool ou techie ...
Como o GreaseMonkey. Esse apetrecho que se instala no navegador Firefox é um achado... Já havia topado com ele mas nunca tinha usado por achar q era coisa demais acendendo nos cantos e janela do browser... já uso tanta coisa.. barras.. add-ons..
Mas, o GM vale a pena.
Já instalei scripts que facilitam a vida no Blogger, no Gmail e no Orkut - entre esses últimos está o LastPageInTopic - um script que direciona da página de Foruns de uma comuna para a última página de posts.... uma mão na roda qdo a discussão é longa e a gente já tem acompanhado todos os ti-ti-tis....
Não achei nenhum que elimine os famosos bugs do Orkut que fazem posts em branco, entrada forçada de expulsos de comunidades, floods em scraps e outras ações menos nobres...
Quem achar... avise!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Um recorte dos planos do Google

A empresa que funcinava numa garagem emprestada está esquentando o mercado imobiliário do Vale do Silício. Há algumas semanas Eric Schmidt enviou para prefeituras locais uma solicitação de informações sobre terrenos a serem usados numa possível expansão. Sem dúvida é a efetivação do acordo de cooperação com a Nasa, anunciado no ano passado.
Na época, Schmidt disse que a intenção da cooperação com a agência espacial era melhorar a tecnologia de computação compartilhada, que - segundo ele - era muito boa no Google mas tinha grande possibilidade de ficar ultrapassada em pouco tempo. Com a ajuda da Nasa seria possível aproveitar melhor o poder dos processadores, com menos gasto de energia e mais resultados.
Basta uma olhada na página de empregos do Google para ver que os planos estão a todo vapor. A especialidade mais procurada atualmente é Engenharia. Das 139 vagas, 79 são de especialistas em software com experiência em ambientes Unix/Linux e Windows, desenvolvimento C++, sistemas distribuídos, redes e outras manhas típicas da computação distribuída.
O sistema deve injetar mais potência para multiplicar as idéias dos executivos do Goolge. A última delas é o Page Creator, que permite a criação de sites.... de graça, claro... e com busca, claro... e anúncios, evidente. Mas, o serviço ainda está restrito. Há um número limite para inscrições...
Talvez seja finalmente um sinal de que as falhas de serviço típicas de outro produto, o ORKUT, estejam com os dias contados...

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