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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Wikileaks, a orkutização

Demorei dias pra escrever sobre o "Wikileaks. Não porque estava em dúvida sobre sua importância ou porque não gostasse do trabalho desenvolvido pelo site. Simplesmente queria sentir algo impactante q condiz com minhas idéias sobre tecnologia.

Eu concordo com o fato de os telegramas vazados das embaixadas americanas serem a principal denúncia do site até hoje. As denúncias do Iraque e Afeganistão, divulgadas anteriormente, são visualmente mais fortes. Ver uma ação que metralha civis e jornalistas seguida de um comentário de trabalho bem feito é muito mais impactante no começo. Ver as torturas cometidas contra presos de guerra antes do almoço não é recomendável. Mas, saber que a principal potência do mundo troca mensagens de picuinhas sobre líderes mundiais baseadas em reportagens de jornais é muito mais triste. Para nós, habitantes de um país considerado periferia do mundo, é degradante.

Nós sabemos as mesmas coisas que a Hilary Clinton e os falcões da Casa Branca sabem... TERRRÍVEL ISSO!!! pra eles... e para os contribuintes americanos.

Aliás, os contribuintes americanos são os maiores beneficiados com o Wikileaks.

Pelo site eles souberam que:

  • - os impostos pagos são pessimamente usados pq só trazem informações conhecidas e os serviços de inteligência estão comendo dinheiro.
  • - estão pagando por tortura. (tem quem goste, tem quem não goste e paga do mesmo jeito).
  • - O dinheiro dos impostos não impede vazamentos para terroristas.
  • - Os políticos americanos não encaixam no mundo atual da Internet.

Mas, a coisa mais marcante que ficou na minha cabeça sobre o Wikileaks é o seguinte:

Wikileaks é a Orkutização do jornalismo investigativo.

Antes, investigar tretas de governo e empresas era coisa de jornalistas especializados. Aqueles que tinham acesso privilegiado às fontes que burlavam a segurança oficial para vazar documentos que provavam alguma atitude antidemocrática ou ilícita.

Isso agora é do Povão.

Qq um pode investigar.

Qq fulano pode ser um Bob Woodward e Carl Bernstein. Ou... melhor... qq ZéMané brasileiro pode ser melhor que o César Tralli, da Globo.

Para isso, basta acessar o Wikileaks e ir fuçando os documentos. Não é um trabalho fácil. Precisa entender alguma coisa de investigação. Tem de cruzar mais de um documento ou, no mínimo, ver a época em que foram divulgados e qual o contexto histórico de qq declaração. Mas, tb não é um bicho-de-sete-cabeças. Um pouquinho de massa cinzenta resolve.

Talvez, por isso, o maior medo que tenho visto em relação ao Wikileaks venha de gente que tb teme a orkutização de tudo. Existe um povo que não gosta de povo. Eles têm medo que sua privacidade vaze.

Oras, eu não entendo isso. Na quase totalidade, é um tipo de gente que tb está no Facebook. E o Facebook vaza muito mais dados pessoais do q o Wikileaks. O q o Wikileaks tem feito é vazar dados do governo e empresas para você. O q o Facebook faz é vazar dados seus para empresas e governo. Não entendo esse cagaço.

Sobre as análises até aqui do Wikileaks, eu acho todas válidas.Mas, com ressalvas.

- Guerra Cibernética - OK. É sim. Provavelmente a primeira cyberwar em âmbito mundial. Mas, já existiram outras. Georgia, Estonia, Taiwan e Myanmar já sofreram ataques cibernéticos e há quem diga que o próprio governo americano faz isso constantemente e chegou mesmo a fazer para tirar o Wikileaks do ar. Só q cyberwar é um pedaço de um conceito maior chamado Guerra de Quarta Geração... muito pior. Sem defunto. Ou melhor, sem corpo e a distância.

- Anônimos como força. Isso é super OK. Mas, tb foi um caso isolado até agora. Foi a primeira vez que uma quantidade extraordinária de gente que não entende de hacktivismo lutou. Qdo eles se reunirão novamente é uma incógnita. Não vai ser toda hora.

- Tendência. Sim. Outros sites como o Wikileaks vão proliferar. Mas, mais do que os sites, a atitude de vazar pode contaminar muita gente na Internet. Divulgar informações que revelam ações ilegais para a concentração de poder devem dar o tom nos próximos anos. Não tem a ver com o verbo vazar exatamente. Tem ligação com a força que a transparência e a sustentabilidade tem conseguido com os consumidores.

- Medo. Eu não gosto, mas até entendo o medo de quem vê no Wikileaks uma semente de uma atitude anti-privacidade. O site em si não tem motivo nenhum para isso. Ele só mostra como governos, principalmente o americano, é ruim e antidemocrático. Mas, há outros movimentos pelo mundo que podem se misturar no hype da discussão e fazer um melê. Há um site que vaza declarações sobre colegas de profissão. Certamente virão outros e virão paralelamente ao Wikileaks. Podem começar a ganhar mais vitrine pq de alguma forma tb são ligados a vazamentos.

- Julina Assange é um herói? Não. Isso é coisa de livros e cinema. Não existiam heróis que não tivessem pisado no tomate antes e não existem ainda. Assange é um gestor de um site importante para o mundo atual. É acusado de um crime comum em muitos países, mas grave na Suécia. Deve responder por isso pq é algo que afeta a relação e o respeito pelas mulheres. É humano e, provavelmente tem mais defeitos do que qualidades. Mas, sem ele a gente não estaria com os pelos ouriçados agora. É, sem dúvida, o personagem do ano.

Há muitas perguntas para serem respondidas ainda sobre o Wikileaks e Julian Assange. Mas, essas são as minhas certezas.

sábado, 7 de agosto de 2010

Como fazer e seguir listas no Twitter

Sabe o Who to Follow? ... esqueça.

O recurso de listas no Twitter não é novo. Foi lançado em outubro de 2009 e logo foi amplamente utilizado na rede social de tirinhas. (Pra vc quem tem pressa para uma dica, use o Listorious para achar boas listas - boa ferramenta gratuita) Essencialmente é..... um jeito de fazer listas. Algo de suma importância para o ser-humano depois que ele saiu da caverna.

- pegar água.
- acender o fogo.
- caçar um dente-de-sabre.
- coletar barro vermelho pra retocar a pintura na parede da caverna.
- arrumar um osso bonito pro cabelo da mulher.


Listas ajudam na ROTINA desde que temos rotinas.

Mas, as listas do Twitter não são "o que fazer". São mais sobre "onde está quem". Algo também essencial desde inventaram a roda e começamos a expandir os limites geográficos e conhecer mais pessoas. Esse recurso do Twitter é assim... uma agenda de contatos. Contudo, eu me apaixonei por ele usando na base do "o que saber".

Eu demorei uns três meses para fazer as primeiras listas e as mantive fechadas ao público. Estava testando o modo de usar, tirar o maior proveito. Hoje tenho 32 listas. Vinte são minhas, que é o limite permitido para um perfil criar. Outras 12 são listas que outros criaram e eu achei muito boas.

Opa.. leiam de novo essa última frase --- Esse é o melhor jeito de seguir listas.


Elas dependem de uma curadoria de conteúdo on line. Por isso, investigar os perfis para achar gente que seja um bom filtro sobre determinado assunto é sempre melhor do que tentar criar uma própria de um assunto no qual não se tem completo domínio. Por exemplo, o blogueiro Robert Scoble é especialista em vários assuntos. Dentre as 349 listas que ele segue, várias são interessantes como fonte de informação sobre pessoas e notícias de tecnologia, empreendedorismo digital e tb quem é quem no jornalismo de tech em língua inglesa. Gosta desses assuntos? Vá escarafunchar o dito cujo.

Outro jeito de achar boas listas é ver quem listou determinado perfil e, a partir daí, seguir essa lista ou ver outras que essa pessoa criou. Por exemplo, entre as mais de 12 mil listas q incluem o Scoble, há uma de notícias essenciais diárias, criada pelo @calderonroberto (q eu não conheço nem sigo). É uma boa lista que mistura informação de economia, geral e tecnologia. Esse perfil pode ter outras boas listas. Vá investigar... quem sabe...

Se vc não gostar da escolha dele, pode clicar em um perfil que vc julgue relevante e ver quais as listas que esse outro tem.

Isso pode ser feito várias vezes.

É cansativo. Mas, é uma das essências da Web e que a tornam interessante e geradora de conhecimento.

NAVEGAR fora das rotas. Criar rotas e portos seguros.

O maior segredo é saber quem separa melhor toda a enxurrada de informações pra vc. São esses filtros (ou curadores de conteúdo, numa linguagem mais específica) que vão lhe dar confiança de que a escolha foi certa. Mais do q simplesmente listar, eles separam bem.

Por exemplo. Há muitas listas sobre segurança na Internet. Mas, eu sentia falta de uma que fosse só dos laboratórios de empresas que fabricam produto para isso. Montei, então, uma só disso. Lista de laboratórios de segurança em tecnologia no Twitter. Ela é diferente da outra que criei que é sobre Notícias de segurança digital no Twitter.

As listas do Twitter tem se transformado na minha leitura prioritária do dia. Para mim, têm mais valor do que o noticiário do jornal, já que estão diretamente ligadas ao meu dia-a-dia e não a um interesse generalizado. Elas também superaram meu interesse pela timeline do Twitter. Essa virou um termômetro. Eu sigo muitas pessoas justamente para saber qual é o humor do mundo que passa por mim. Não precisa seguir alguém para colocá-lo numa lista, o q é muito importante para não corromper a timeline... ao menos desse jeito q eu uso.

É por isso que quando me perguntam sobre o Twitter hoje eu já digo logo - entre e se preocupe com as listas. Crie, siga, mescle, brinque com elas.


Na vitrine, o Twitter tem ficado cada dia mais parecido com o que se vê na televisão e na mídia em geral. As listas estão salvando a ferramenta dessa hegemonia.

Eu deveria escrever sobre o novíssimo recurso "Who to follow" (Quem seguir) do Twitter. Mas, ele é inútil para isso que expliquei. O algoritmo dele foi feito baseado em quem é seguido por quem vc segue. Isso me trouxe dezenas de indicações de gente que eu já havia descartado seguir. No fundo, é mais uma padronização. É a cultura de massa. O lado entreguista do Twitter.

Fique com as listas.

Eu cuido muito bem das minhas e elas estão em constante aprimoramento. Também procuro não deixá-las grandes. Há muito perfil que tem o assunto mas na verdade apenas replica. Têm o mesmo papel de uma banca de jornal. Outros são noticiários que bebem na mesma fonte ou publicam a informação tardiamente. Esses precisam ser limpados das listas.

Minhas listas estão todas aqui.

Divirta-se. Compartilhe.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Senado aprova a lei do do medo na Internet

Na madrugada de hoje, o Senado aprovou o Projeto de Lei Câmara (PLC 89/2003) que, oficialmente, trata dos "ilícitos que tragam danos a pessoas, equipamentos, arquivos, dados e informações, em unidades isoladas ou em redes privadas ou públicas de computadores".

A mobilização de 11 mil internautas que assinarama a petição on-line contra esse PL nem foi levada em consideração. Prevaleceu os arranjos de bastidores dos nossos políticos e sua torpe visão sobre o que é a Internet. Veja o que o Pedro Doria escreve sobre isso.

Agora, o texto segue para a Câmara.
Qualquer movimentação nova vcs podem conferir aqui no Techboogie ou na Cibercultura / Cyberculture, do Orkut.

E...
A luta continua.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Contra o clima de medo e vigilância na Web

O projeto de Lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB de Minas Gerais)é a bola da vez na parte engajada e consciente da Internet brasileira. Vários blogs estão postando algo contra a idéia de criar um clima de vigilância e medo na rede, usando-se a desculpa que há muitos crimes virtuais por aí.

Nada contra que se prendam bandidos. Não é esse o caso. O problema está em como o texto se enrola e deixa falhas ao definir o que é crime e quem é bandido. Um prato cheio para qualquer autoritarismo.

A tática, só para traçar um paralelo, é a mesma da usada pelo governo americano para fazer qq coisa em nome do combate ao terrorismo. Cria-se um mal maior inquestionável e em nome de sua extinção pode-se fazer tudo, entrar em todo lugar, vigiar qq pessoa.

Felizmente, há gente vigiando essa tentativa de vigilância. E vc, leitor do Techboogie, também pode participar. Primeiro, conheça o q o PL do senador promete, veja um ou outro texto muito explicativo, olhe no Orkut, no Twitter.

Assine a petição on-line de veto ao projeto.

Conte para seus amigos e vamos mostrar que a Internet brasileira não é tão fútil quanto muita gente faz parecer ou quer crer.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Anel de blogs científicos

O Laboratório de Divulgação Científica (LDC) do Departamento de Física e Matemática(DFM), da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP), da..... Ai! Pára!...
De novo....!!!!
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A USP criou um agregador de blogs científicos, chamado Anel de Blogs Científicos (ABC)... - caçamba, eles não conseguem se livrar das siglas? -. Já existem 40 sites informativos cadastrados por lá. É um bom lugar para começar qualquer pesquisa - desde saídas para a crise dos alimentos no mundo, como colorir o ouro, orquidofilia, zebras albinas, a potencial invasão da rã touro no Brasil, até algo sobre Biocibernética Bucal.

Dei uma passeada por alguns e achei tudo pra lá de interessante. Tem, é claro, alguma politicagem, aquela coisa de chapa 1 contra a chapa 2, estudantes x professores, etc. Coisa de quem vive o dia-a-dia do ambiente acadêmico. Com certeza foram uma boa mídia para os dias de apagão institucional que a Universidade de Brasília teve, há poucos dias.

Apesar de ser um projeto inicial, o Anel de Blogs de Ciência é uma grande idéia (a única derrapada clara é a escolha do Anel do Poder para símbolo, aquele mesmo que o Frodo usou).

Os blogs são convidados a participar. Porém, quem tiver interesse em se juntar à turma, pode escrever para a coordenação do ABC. Tem o link para isso na página inicial. Há, também,destaques para postagens importantes, avisos de conferências e outras atividades da comunidade de blogs científicos.

segunda-feira, 10 de março de 2008

O feijão-com-arroz e o espírito da Internet

Me toquei de algo incrível durante minha participação na NewsCamp. O evento foi uma iniciativa de agrupar jornalistas com trato no mundo digital para trocar idéias.... qualquer idéia, como reza um sistema de desconferência, sobre Internet, comunicação e hipermodernidade.

Mas, como parece ser a tendência nesses encontros, o papo começou com "negócios":como faturar?

Teria abandonado aquela sala se não fosse a única na parte da manhã. E aí, já mandei uma questão q eu acho definitiva:

Primeiro, blog não é necessariamente um canal de entrada de dinheiro. Se o criador achar que é, deve se mexer para tal. Do contrário - e eu prefiro que seja assim - blog é essencialmente um canal pessoal de expressão. Pode ser noticiário ou não. Pode ser para muitos, pode não ser.

Nisso, defendi calorosamente que não há mercado hoje em dia no Brasil para todas as pessoas que querem faturar.... só em 2010. Aí, eu consegui olhares incrédulos, perdi alguns possíveis amigos virtuais... mas, pelo menos o debate esquentou. Um pouco da discussão pode ser vista aqui e aqui.

O momento mais dramático foi quando chegaram alguns professores e universitários ao evento. No calor da discussão sobre a importância dos blogs eu vi uma aluna com um Sony Vaio Rosa. Eu perguntei a todos quem dalí tinha blog. Quase ninguém. A dona do notebook fashion tampouco.

Eu falei q ela devia jogar fora o gadget (vc sabem o q eu penso sobre isso) e criar um blog pq isso tinha muito mais valor. Um blog ia crescer em importância e, muito provavelmente, ter condições de fazer dinheiro.. se fosse isso q ela queria. Enquanto isso, o equipamento perderia valor constantemente, sendo ultrapassado em dois anos, além de ser um peso desnecessário em uma cidade cheia de lans-house. ATUALIZAÇÃO: é possível ver a comoção causada no blog das estudantes.

Poucos minutos depois o grupo abandonou a conferência. Pelo que disseram foi porque metade da sala criou uma outra discussão sobre política e eles queriam falar sobre o be-a-bá dos blogs.
E foi isso q me chamou a atenção.

A necessidade do be-a-bá.

A Ale Carvalho, professora universitária, já tinha alertado. "Meus alunos não sabem o que é Spam ou WiFi". E, em poucas conversas desde o evento, eu venho descobrindo que isso é comum. As pessoas têm computador e conexão, sabem que existem blogs... mas, não têm nem sabem como isso modifica o sistema de comunicação informativa de uma economia consumista de massa. ----É uma elite universitária... ok?

Também lembrei que a editora de uma revista de interesse geral que escrevo, a Divulg - lá para o ABC Paulista-, me disse para tratar de temas mais básicos pq os leitores gostavam do assunto mas não entendiam tudo q eu escrevia.... aqui é um público mais amplo que o de cima... ok?

Pior, lembrei do que me disse sobre os Telecentros o secretário de Participação e Parceria de SP, Ricardo Montoro, numa reportagem que fiz para o jornal Valor Econômico no ano passado. Os usuários ficam 1h no local. Desse tempo, 45% tem de ser gasto em coisas "úteis",como enviar currículo e aulas sobre planilhas e editores de texto. Só 15% é para Orkut, Msn, blog.

..... isso não é ensinar cultura digital.

E...
...é bem preocupante.

Existe uma elite que sabe usar a Internet hoje no Brasil
. Isso, por um lado é bom, por outro dá o que coçar a cabeça num mercado em crescimento como o nosso.

Quem está entrando, não encontra quem ensine. Parece não haver "mestres" suficientes para ensinar as maravilhas da comunicação digital, que cria multiplos canais e traz liberdade de expressão e consumo. Em compensação, existe muita gente falando como é legal ter um Vaio ou um iPhone ou dizendo como é possível ter monetização no blog. Assuntos pertinentes, mas que deixam seus comunicadores num patamar de cima. Já tem gente ficando inatingível pq mostra sua classe social num iPhone ou obtém sucesso com o blog e consegue ganhar dinheiro com isso.

Temo que, se esse povo novato não for ensinado corretamente, se tornará somente gado digital. Vão consumir notícias dos jornais q já são famosos ou de uns poucos blogs famosos.

Haverá uma nova concentração.

As novas elites vão se aproximar das elites antigas...
... e isso não é o espírito da Internet.
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Em tempo. O pessoal que foi discutir política está armando um blog político, uma necessidade para quebrar estruturas... algo essencial e que pode finalmente mostrar alguma participação social de quem se autodenomina blogosfera. O projeto precisa ser bom - não na tecnologia, mas no resultado e na força. Um papo que existia em Brasília para jornalistas que iniciavam no mercado é que "o político mais bobo conserta relógio com luvas de boxe". Então, o blog vai precisar mostrar esperteza.

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ATUALIZAÇÃO
Agora, no parágrafo que eu falo do Vaio tem o link para o blog das estudantes. Há muita opinião mostrada lá sobre o caso e, para quem se interessar (pq eu fiz mesmo esse post por causa do arroz-com-feijão), tem muito material para ser analisado sobre cultura digital, técnicas de reportagem e, ainda, como um blog pode fazer essas duas coisas liquidificarem.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Aprenda inglês com sites sociais

Vou dar uma chance para as pessoas que passam horas no Orkut e odeiam ter de ir ao curso de inglês se redimirem. Uma REDE SOCIAL que descobri por acaso promete ser uma espécie de sala mundial de aprendizado de idiomas. É a VoxSwap. A proposta é simples, utilizar os usuários de vários países para ensinar outros a enfiar de uma vez por todas um idioma estrangeiro no cérebro.

Isso poderia ser feito com qq outra rede social. Mas, como a proposta já é nativa da VoxSwap, tudo fica mais amigável. Por exemplo, há um teclado virtual para que se possa digitar caracteres de outras línguas e que não seriam facilmente digitados por você nesse ABNT2 que está embaixo de seus dedos.

A VoxSwap entra na turma dos sites que estão provando que as redes sociais têm propósito e valor. Os desafios para esses negócios continuam grandes, mas, aos poucos, as barreiras vão caindo.

.............????

OK, elas têm feito isso constantemente, mas há sempre gente descrente nesse mundo e eu preciso manter o nível informal do texto. Não posso ir soltando farpas... ou posso?!?!? Mesmo que o Orkut e Facebook tenham se mostrado primorosos em reccuperar contatos de um passado perdido, mesmo que o MySpace tenha se transformado em loja-emissora-fã-clube de várias bandas. Mesmo que o Twitter seja a melhor mídia imediatista do momento. Mesmo que o LinkedIn seja um belo RH virtual. Mesmo que.... Mesmo que... Mesmo que...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Ligados pelo MP3

Já imaginou ter um local que vai mostrando todos os endereços de MP3 que são publicados pelo mundo afora? Essa idéia maluca é do camarada Barba, um dos cybers lá da comuna CybC, no Orkut. O projeto está em fase inicial e, por enquanto, só a parte que enxuga as URLs e padroniza os termos para facilitar a busca está pronta. O serviço é baseado no TinyURL, que é uma espécie de alfaiate de endereços da Web. Ele transforma links imensos em elegantes combinações de meia dúzia de letras e números. Algo assim

http://tinyurl.com/2oxkv8

Aliás, esse é o link que leva vc direto lá na comuna CybC, do Orkut, para coferir a discussão em cima do projeto do barba.


sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Lição de inclusão digital

Como dá pra perceber nas datas dos posts... faz tempo q não escrevo nada aqui. Bom, isso tem um motivo especial -- a EXCLUSÃO DIGITAL.

Minha motherboard queimou logo depois de escrever o post aí debaixo. Era uma placa vagagunda com um Athlon 1.6, ou seja, um PC meia-boquíssima, mas, com muito orgulho.

É assim que costumo levar meu dia-a-dia tech. Eu gosto de ver e testar coisas novas.
Mas, comprar... bom, isso é algo diferente.
Naquela hora, olhando para uma engenhoca tecnológica que não deslanchava, eu me vi diante de uma triste constatação: "Estou excluído digital!!!"... temporário, claro, tinha certeza que resolveria a situação mesmo sem muita grana no bolso.

Curiosamente, no mesmo período, estava fazendo um frila de uma reportagem sobre inclusão digital para o jornal Valor Econônico...
Achei que já tinha coincidências demais aí.
Sem máquina para trabalhar, aproveitei o serviço de uma lan-house por umas horas. Mas, vi que ia ser complicado fazer tudo que tinha de fazer alí -- era um período atípico de trabalho e eu precisava do meu home-office funcionando 100%.
Não estava afins de ficar calculando custos relativos da inclusão digital nessa minha temporária exclusão.
Resolvi então conferir pessoalmente os preços de uma loja que me manda costumeiramente spam e tem o presunçoso nome de Inclusão Digital. O nome é pretencioso, mas o atendimento é muito bom. Tentamos de todo jeito fazer a mobo funcionar de novo, mas nada. Até que chegou a hora de decidir desembolsar dindim para aumentar a vida do meu PC. Por cerca de R$ 400 eu ia só conseguir uma máquina meia-boquérrima tb, só que mais moderna.

Pensei em investir em uma realmente nova.... Mas, segurei meu ímpeto consumista.
Já disse: sou assim.... racional demais nessas decisões. Espero, espero e espero... qq coisa q eu ache relevante eu espero... por ex.: o amadurecimento de preço, tecnologia e mercado. Isso me ajuda muito no trabalho de análise que faço. Não fico deslumbrado e fico distante do comportamento consumista que afeta muita gente que escreve sobre tecnologia.....

Gosto de ser sintonizado com as novidades como ninguém... mas, acho essencial ficar perto do consumidor comum. O q eu poderia fazer com R$ 400? Primeira parcela de um notebook bom, um celular com wi-fi só pra mim, um desktop novo?????
Resolvi então testar o poder da economia liberal no mercado de bens usados ---> apelei pro Sucatão da Informática, uma loja cujo nome não tem nada de presunçoso e já diz tudo.

Por R$ 380, e depois mais uns descontos na torre, memória DIMM, processador, placa de som e ventilador... adquiri uma boa placa para Pentium 4, com processador e tudo... pronta pra plugar.

Faltava só a memória, que deveria ser DDR.

Voltei à loja Inclusão Digital e comprei a memória, (q deu problema, mas, trocaram depois) e coloquei no novo-velho PC.

Está funcionando às mil maravilhas.....

Mas, o que ficou na minha cabeça foi: como o Sucatão da Informática me salvou da exclusão digital temporária.

É óbvio q eu não acho q a inclusão digital das massas depende unicamente do mercado. Conforme me disseram vários especialistas que conversei, não basta ter a ferramenta... é preciso saber usar. Esse "saber usar" foi muito bem traduzido numa frase do diretor do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos (IPSO), Carlos Seabra:
"Na Internet não basta surfar, é preciso fazer onda"
Governo, empresas e ONGs devem cuidar dessa equação máquina+geração de conteúdo.

Mas, eu acho também que há muita gente que tem capacidade de ir atrás da própria inclusão digital e merece ter à disposição esses mecanismos de mercado (crédito barato, usados, lans-houses, etc).

O mecânico que cuida do meu carro, por exemplo, economizou para comprar um notebook e aprimorar os conhecimentos em site e conhecer mais gente em chats. Hoje ele fala malemal oito línguas.

Lá no Sucatão da Informática fiquei sabendo de histórias interessantes de gente que conseguiu ganhar uns trocos a mais e melhorar os trabalhos do filho no colégio com um Pentium 2 e modem para conexão discada. Uma máquina dessas fica entre R$ 200 e R$ 300 com monitor nesse estabelecimento.

Conheço outras histórias de gente que se incluiu na Sociedade em Rede com o crediário das Casas Bahia...
... e assim vai.

O que me parece, após toda essa aventura, é que o termo inclusão digital é muito amplo. Ele ainda adquire formas bem distintas quando surge do mercado e quando vem de iniciativas oficiais.

Enquanto um se preocupa primordialmente em formar consumidores de tecnologia, o outro já vai logo de cara querendo educar e assistir. Mas, os dois podem gerar cidadãos da Nova Economia... ou, simplesmente formarem consumistas burros ou datilógrafos digitais --

tudo depende muito da vontade de cada indivíduo em se livrar do ranço do século 20.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Gorgeous Girls in Thongs.... or something












Há muito burburinho na web americana por conta dos widgets. Muitos sites estão dando esses aplicativos prontos para cortar e colar como a nova sensação da Web 2.0 e, provavelmente, a buzzword de 2007.

Tudo isso não é novo (como tem sido costume na fase da internet social), mas está ganhando espaço e adeptos rapidamente.

Exageros à parte, é bom conhecê-los. Aqui mesmo nesse blog eu instalei mais um (já havia instalado um de clouds e um do twitter). O mais novo está na seção NOS OUVIDOS, que agora fica com audio. Eu coloco lá algumas músicas que me inspiram em determinada fase da vida (e não as que eu estou ouvindo naquele instante).... Antes era só um link.. agora tem som mp3 para quem quiser conhecer.

Mas, voltemos ao papo...

Existem centenas de widgets por aí. Gorgeous Girls in Thongs é um deles. Se vc colar no seu site ou blog, aparecerá diariamente uma garota de roupas íntimas... É uma brincadeira. Há coisa mais séria por aí.
Vc pode colocar textos sobre a Bíblia....
ou
Q tal um widget das capas dos p>rincipais jornais americanos???
Um bom lugar para começar a conhecer esse mundo de microprogramas legais é AQUI.

.acho até q vou ilustrar esse post com um widget....

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

Creative Commons pede ajuda

Não se assuste se vc começar a ver muito o nome da Creative Commons e do seu principal executivo, o advogado Larry Lessig. A CC é uma ONG que cuida do sistema de licenças "Alguns direitos reservados" - o q é algo mais estilo internet do que a conhecida Copyright de "Todos os direitos reservados").
O fato é que a CC precisa juntar 225 mil dólares até o final do ano para estabilizar o custo de lidar com o crescimento do interesse nessa modalidade de distribuição de conhecimento e resguardo de capital intelectual. Hoje, apenas 10% do montante foi arrecadado.... Essa dificuldade de transformar em numerário um discurso hipermoderno deve fazer Lessig e outros representantes da CC correr o mundo fazendo propaganda e passando a sacolinha.
Entre os adeptos da CC está o ministro Gilberto Gil, que permitiu que o DJ
Dolores fizesse uma versão de "Oslodum" pela CC... nesse CD , lançado pela revista Wired tem uma salada eclética de artistas que apoiam a licença.. gente como David Byrne, Beastye Boys....
Um dos jeitos legais de ajudar é comprar uma camiseta.

segunda-feira, 13 de junho de 2005

Mais uma vez o Brazil (como nos conhecem lá fora) é notícia por causa da posição sobre software livre. Depois de presenciar e participar de várias e várias conversas com gente do governo sobre o assunto, está claro para mim q essa é uma posição consolidada enquanto o PT estiver no governo. Software é ferramental para gerar e distribuir conhecimento e essa riqueza não pode estar vinculada a pagamento de royalties para grandes empresas que fabricam softwares. Para muitos, esse dinheiro é somente um pedágio que impede o desenvolvimento de um país.
Existem muitas razões em ambos os lados dessa discussão -- gov Br e empresas se software --, mas, ultimamente é só uma coisa q me preocupa... O Br tb quer a quebra de patente de remédios por causa da AIDS... e, se a mídia mainstream internacional começar a chamar a terra brasilis de "antro da pirataria internacional"?... Como somos fudidozemalpagos costumazes -- e não temos o 1,3 bilhão pessoas no mercado consumidor como a totalitária, bélicosa e exclusiva China, essa imagem de vilão vai colar rapidinho.

quarta-feira, 8 de junho de 2005

Sou contra a idéia de um PC em cada casa - que é algo que favorece mais o fabricante de computadores e de sistema operacional.... Sou mais os telecentros, esses sim trazem riqueza pela função social. Esses são importantes.
Como mostra a 17ª Pesquisa Internet POP, do IBOPE Mídia, o uso da internet das classes D e E aumentou de 7% para 11% entre abril de 2004 e maio de 2005. Mas, apenas 4% deste segmento acessam a internet de suas casas.... eles (os pobres, os excluídos, os fudidos) plugam... onde der... escola, trabalho.. casa de amigos ou parentes. Conectividade rulez. Equipamento suckx....

sexta-feira, 15 de abril de 2005

Hey!!! O mundo é wiki!!! Wiki, wiki, wiki!!!!
E, já que é assim... vamos ler a BusinessWiki.

sexta-feira, 4 de junho de 2004

Esqueça a briga por sistemas operacionais. Não importa se alguém usa linux ou windows... Enquanto todo mundo prestava a atenção nessa guerra tecnológica, Bill Gates patenteou o duplo clique de mouse. Agora, quem criar aberturas de hiperlinques com essa técnica deve pagar direitos à MS.

sexta-feira, 19 de março de 2004

Quem acompanha a discussão sobre uso de software livre (tá eu sei... as diversas licensas de uso... é só um nome genérico para definir o treco) deveria conhecer este site. É o depósito para open source do governo americano. No primeiro parágrafo tem tudo q a Microsoft não gostaria de escutar...

quinta-feira, 18 de março de 2004

Cansado de ser tratado como um criminoso porque vc troca arquivos de música com amigos??? Q tal uma visita ao site da Electronic Frontier Foundation??? Lá existe uma série de argumentos para a defesa do P2P e da inovação dessa tecnologia. Há tb uma lista de artistas que ganha dinheiro na Web sem botar um processo nos fans.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2004

O físico Stephen Wolfram colocou material extra em modo on-line do seu livro A NEW KIND OF SCIENCE. Tem imagens, textos adicionais, programas para download e possibilidade de hiperlinques pelo livro. Wolfram, que tb é criador do Mathematica, é um dos defensores da possibilidade dos automatos celulares - máquinas que podem se reproduzir de maneira simples como células. Esse livro é o resultado de suas pesquisas sobre a "reprodução" de um mundo com programas simples. Para ele, a simplicidade gera a complexidade.... essa é a fórmula.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2004

O MyDoom deixou a Internet lerda ontem. E, já começaram algumas teorias conspiratórias sobre a possibilidade de o programa maléfico ter sido criado para macular a imagem da Microsoft (?!?!!?). O vírus teria sido escrito por amantes do Linux....

Fiquei com uma dúvida. Do mesmo jeito q existem milhares de inimigos da MS, existem milhares de empresas q acham os softwares livres uma ameaça ao negócio. Então, se alguém é capaz de criar algo assim para manchar a MS, pq ninguém nunca fez nada para manchar o Linux, tipo um vírus como o MyDoom???

terça-feira, 21 de outubro de 2003

Enquanto a Microsoft briga com o Linux e o pessoal do pinguim diz que a galera das janelas é monga. O ITRON avança.... Vc não conhece o ITRON.... pois esse programa japonês é o sistema operacional mais usado do mundo. De acordo com notícia do LinuxInsider, o SO está em três bilhões de microprocessadores embutidos em dispositivos como celulares, cameras digitais, CD players e outras techtralhas....

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