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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Carros x banda larga

Não sei se vcs perceberam mas há uma série de carros sendo desenvolvidos que dispensam o motorista. Os chamados driveless car pilotam sozinhos. Vc não precisa acelerar, desviar de buracos, das madames na pista da esquerda, de cachorros (cachorros-loucos inclusive.... se é q me entendem), estacionar é uma manha etc.

Acho engenhoso tudo isso. Há um medo de dirigir entre os mais jovens que, por empirismo, tenho notado que vem crescendo. Creio que é algo relacionado com o clima de guerra que virou o trânsito e tb pq há muita gente que consegue se virar com transporte público ou alternativo.

Não é meu caso. Moro fora de São Paulo e qq coisa que eu faça que necessite de deslocamento envolve algumas dezenas de quilômetros. Não é legal vc chegar numa reunião de bicicleta e suado após pedalar 40 Km...

Google, Audi, VW, Mercedes são algumas das empresas que possuem projetos de carros-sem-motorista. Aparentemente é uma boa. Mas, não é. Antes de se deslumbrar com o tema, pense: "pra que mesmo se deslocar tanto"?

Essa é a questão que pode fazer esse desenvolvimento tecnológico estacionar.

Vou dar meus exemplos de vida. Em geral, eu me desloco para reuniões, entregas de documentos e notas fiscais (vida de free lancer, saca?), e cobertura de alguns eventos. Essa é minha vida profissional. Tirando o último, tudo daria pra ser feito em home-office. Bastaria uma conexão de banda larga boa e barata. Não temos. (expliquei tb a falta de banda larga para outro problema das cidades no último post)

De resto é vida pessoal. Escola, levo alguém pro metrô ou ponto de ônibus mais fácil e talz. Isso já é meio complicado de resolver com banda larga. Meio. Pq na verdade, muitas das funções desempenhadas em outro local são basicamente telefone, computador e Internet.

Na real, só sobra a escola na minha vida que depende de deslocamento. Algo q um ensino a distância resoveria.

Então, a pergunta que fica é pq o driveless car e não mais conexão? Eu preciso criar o adesivo "Meu outro carro é uma banda larga"...

A resposta é interesse comercial. A indústria automotiva é, talvez, a mais significativa da economia. É uma das únicas que a qualquer soluço da economia pode bater na porta do governo e dizer "olha, vamos perder tantos mil empregos e vc deixará de arrecadar tantos milhões em impostos". As contas demoram minutos para serem feitas e são reais. O setor conhece a cadeia produtiva de cabo a rabo e conta as vagas e as obrigações com o fisco desde o fabricante de parafuso até o vendedor da concessionária. Quase todos os outros setores são meio lerdos em fazer isso.

Pra mim, é por isso q a indústria automobilística ainda irá definir vários avanços tecnológicos.

E o carro-sem-motorista pode ser um desses. Ele serve pra esse ramo da economia e tb para o da indústria de petróleo.

Se fosse pegar meus gabaritos de pensamento eu descartaria na hora o driveless car. Mas, é impossível. É algo que cabe no mundo de hoje.

E eu ainda acho q eles serão um serviço essencial para as empresas de telecomunicações. Pq elas vão fazer o possível para adiar que vc tenha uma banda larga suficiente para que vc não saia de casa.

Um erro.... pq as teles poderiam lucrar com vários serviços digitais. Poderiam diminuir o trânsito nas cidades. Evitar poluição etc.

Mas, é mais provável que daqui a cinco anos vc compre um VW inteligente com patrocínio da Telefônica do que realize sua reunião por telepresença sem gastar gasolina e sem poluir o planeta.

A indústria da "economia digital" pode reverter isso. Só terá q ser tão profissional quanto a automobilística. Por enquanto, e talvez pelo histórico mais longo, isso é utopia. Espero, sinceramente, estar errado.

...é, o trânsito de segunda-feira faz isso com a gente.

sábado, 9 de abril de 2011

Motoboys? Não, prefiro pomboboys

E se houvesse um jeito de substituir as motos por alguma inovação tecnológica? Essa não é uma pergunta solta no ar. É um questionamento para a solução de um problema atual. Quem mora em grandes cidades já deve ter pensado em como evitar o atual crescimento do volume de motos nas ruas. O veículo de duas rodas não é o problema em si. O problema é a situação de disputa por espaço e os acidentes causados.

Veja o video antes de continuar o texto. Vamos liberar os grilhões do problema.



Quem mora em SP sabe o que estou falando. Todos os dias há retrovisores a menos e vidas a menos por conta dessa briga no trânsito. Carros e motos duelam por centímetros e por segundos. Por aqui há uma para cada seis automóveis e acredita-se que, se mantido o ritmo de crescimento de três vezes em relação aos carros, em 2013 teremos 1 milhão de pilotos sobre duas rodas. Outras regiões enfrentam a mesma situação.

As motos são ágeis, menores, e, pelo menos as mais modernas, são até menos poluentes do que os carros que percorrem mais Km com menos combustível. Apesar disso, são mais problema do que solução. Isso ocorre porque simplesmente as cidades não foram projetadas para motos. Sem espaço, elas andam no meio dos carros e causam acidentes fatais.

Mortes já são ruins por si só. Mas, em um país onde falta mão-de-obra elas são ainda uma garantia de estagnação econômica (e é bom q se tenha isso na cabeça pq políticos e empresários costumam pensar mais em cifrões do que em vidas).

Em SP, e em toda grande cidade com forte apelo no setor de serviços, boa parte das motos são os motoboys. Em outras cidades não. Rio Claro, por exemplo, muitas motos servem para levar operários para a fábrica. Mas vamos nos concentrar em SP. Aqui, são profissionais que andam daqui pra lá com documentos a serem entregues em prazos mínimos. Velocidade e audácia no trânsito são parte da rotina deles.

Reduz isso.

São possíveis tetraplégicos, defuntos e amputados correndo contra o tempo para agradar o cliente. Meio medieval isso não? Lembra muito os operários da indústria têxtil no início da Revolução Industrial q podima morrer no calor das fábricas pq seriam substituídos como uma peça do tear mecânico. Não faziam falta.

Ess tipo de visão não encaixa no mundo de hoje que é mais humano.... apesar de tudo. Nos preocupamos com a vida alheia mais do que no tempo dos senhores feudais e dos protocapitalistas do século 19.

Como substituir isso?

Eu costumo, há anos, brincar que para diminuir o número de motoboys em SP basta ter banda larga. A inclusão empresarial trataria de eliminar boa parte dos envios de docs pra lá e pra cá simplesmente pq isso seria feito pela Internet.
Ainda hoje isso é uma verdade. Muitos documentos poderiam ser transformados em bits e transmitidos para outro lugar.

No entanto, isso não é 100% válido. Há papéis que precisam ser vistos da mesma forma que são fisicamente. Os bits não resolvem.... ou resolveriam se a digitalização, transmissão e impressão do outro lado fossem 100% confiáveis. Ainda há uma série de dificuldades para isso. Outros docs precisam ser assinados no original. Não pode haver qq tipo de cópia pq há questões legais q invalidariam o papel replicado. Enfim... só banda larga e cultura digital não resolvem.

Então, como aprimorar isso?

Pombos-correio!!!

É sério.

Escutei isso há anos de um empresário que comandava um rede de EDI, algo mais confiável do q a Internet... ainda hoje... apesar de mais caro.

Pombos?!?!

É... usar esses ratos de asa talvez não fosse o melhor. Essas aves são transmissores de doenças neurológicas. Não adianta resolver um problema para criar outro. Não adianta solucionar as mortes no trânsito e os acidentados na ortopedia e criar outras na neurologia.

Qual seria a saída?

Robôs-pombos. Sim. Uma rede de pomboboys para substituir os motoboys. Sem doença, sem acidente, sem retrovisores quebrados etc.

Não é algo que já está pronto. É algo para ir adaptando.

O robô-pombo da Festo do vídeo é uma saída. O problema é que apesar dos movimentos planos, parece que o treco não voa como o pássaro. Ele não é ágil, não desvia, não tem os reflexos de um pombo. Se fosse adotado para substituir os motoboys de SP provavelmente bateria numa antena de celular ou de TV e traria mais problemas do que soluções.

É preciso juntar isso ao estudo do MIT que pretende criar um sistema q "pense como um pássaro". Que desvie das coisas e aja como se estivesse numa floresta voando.

A união dos dois já seria mais da metade do problema resolvido. De resto, é preciso criar rotas e estrutura para o serviço. Esse primeiro é fácil com um GPS e até o rastreamento ficaria facilitado. O segundo é um pouco mais complicado. Mas, nada impossível. Seria preciso criar locais de decolagem e de pouso para os robôs.

Reformas em prédio seriam uma encheção de saco para os condôminos, porém seriam mais simples do que reformular todo o trânsito das cidades por causa das motos. O uso dos robôs seria feito pelas empresas de courrier, o q elimina a necessidade das teles investirem em banda larga (algo q é realmente ideal para a gente descartar). Os profissionais sobre duas rodas poderiam ser incluídos na indústria de serviço e não correriam o risco que correm no trânsito louco de hoje.

O maior problema é q isso não está OK. É uma solução para uns cinco anos. Mas, quanto tempo demoraria para adaptar as cidades às motos?

quarta-feira, 30 de março de 2011

A invasão das telas, Big Brother Brasil e o delivery

Já repararam que o mundo está sendo invadido por telas? Pense quantas são parte de sua vida durante um dia. Vou dar algumas pistas de onde elas estão:

  • TV
  • PC
  • Celular
  • Propaganda nas lojas e outros digital signage do varejo
  • Painéis em lanchonetes
  • Tablets
  • Notebooks
  • Elevador
  • Ônibus e metrô
  • GPS
  • Porta-retratos
  • Lousas da faculdade
  • VideoWalls - um dos estádios da Copa do Qatar será todo "murado" com telas

Existem outras q não lembrei nesses minutos escrevendo esse texto.

São tantas que o fundador da revista Wired, Kevin Kelly, chega a criar um verbo para isso. Ele chama essa tendência de screening e acredita que tudo possa virar uma tela... qualquer superfície. E é a mais pura verdade.

Há diversas pesquisas e conceitos de produtos que trabalham a idéia de "telar" qq coisa.

Em alguns filmes e seriados da TV já é possível ver mesas transformadas em telas. Em vez de ficar usando mouse e olhando para algo apoiado na sua frente, vc usa uma mesa touchscreen para fazer tudo que faria no seu antigo computador de mesa. Não é algo popular, mas irá ser.

Algumas empresas de eletrônicos estão se aproximando do mundo da moda para usar a roupa como tela. Já existem alguns exemplos por aí e a novidade já apareceu em alguns desfiles badalados. Pena que não houve o destaque ideal no noticiário.

iPad,Kindle e outros aparelhos do tipo, embora tenham diferenças conceituais, são um outro tipo de avanço nesse screening. Eles transformam o papel em tela. Não é por acaso que a indústria de jornais, revistas e livros mostra tanto interesse em participar dessa revolução.

Onde isso vai parar?

O próprio Kelly dá algumas dicas nessa notícia aí do TechCrunch (mas, não consuma tudo de uma vez pq há alí alguns deslumbramentos e focos demasiados em modelos atuais que buscam rentabilidade). Ele acredita que além do "telar" existem mais cinco verbos que irão nortear os avanços tecnológicos nesse aspecto. Três deles são de fácil compreensão por quem já utiliza alguns desses equipamentos citados acima:

Interagir, Compartilhar e Acessar.

praticamente um resumo de qualquer palestra meia-boca sobre tendências tecnológicas for dummies


Um quarto verbo é Fluir. Isso tem ligação com o envio imediato do conteúdo. O streaming no lugar do vídeo gravado. O "ao vivo" em vez do fato defunto que provavelmente já foi twittado ou enviado por SMS. O imediatismo, o "aqui e agora", etc (lembre-se aqui q eu pedi para não acreditar piamente em tudo nem com fé cega).

Há tb o q ele chama de Generating - que seria o produzir algo em cima do subsídio disponível no mundo. É como se vc fosse uma máquina de gerar conteúdo. Pode copiar simplesmente ou usar algo desse manancial de recursos e fabricar uma outra coisa com algum diferencial, mesclar mais de duas coisas e meter suas próprias idéias naquele primeiro material coletado. Talvez a imagem de pegar uma pedra bruta, imaginar uma jóia, lapidar, colocar num suporte e expor seja a mais ideal.

Tem de ser algo difícil de copiar na forma ou no prazo porque outros terão acesso ao mesmo material primário. Diferenciais ou rapidez extrema... ou ambos.... vc escolhe.

Esses são os verbos

Existem outros avanços que podem vir por aí, como sensores e novos materiais que transformam realmente qq superfície em tela -- e não "coloque uma tela em cima de qq superfície".

Mas é preciso que tudo seja usado simultâneamente.

Pq eles podem agravar um problema que já vivemos. Com tantos novos canais disponíveis, o que colocar neles?

Eu não gostaria de ver Big Brother Brasil por todo lugar que olhasse. Iria enjoar da mais bela musa do cinema se ela me perseguisse do elevador ao mictório do bar. E seria extremamente desinteressante ser bombardeado pela mesma notícia factual durante horas num único dia.

Ou seja.... além de decorar como funciona esse novo mundo é necessário transformar tudo isso num mundo novo. Tenho certeza que muitas empresas irão aproveitar isso para ampliar o faturamento em cima do mesmo produto. Irão enfiá-lo em tudo.... o que trará sim mais dinheiro e, devido ao modelo de economia de escala, tornará o ecossistema do negócio mais barato.

Contudo, é bom que não forcem a barra ...

porque senão a única revolução que o mundo das telas irá promover será o aumento gigantesco do delivery.Ninguém irá sair de casa.

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Enquanto isso, na China...

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..Shangai quer ser 100% wireless em 2010.
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terça-feira, 5 de dezembro de 2006

A cidade digital está no Texas


Corpus Christi, no Texas, foi considerada a Cidade Mais Digital dos EUA.
Uma colocação surpreendente se considerarmos que ela ultrapassou metrópoles como Chicago, Boston, S. Francisco, Nova York...
A votação foi feita pelo Center for Digital Government, que levou em consideração os seguintes aspectos:

- > condição para os residentes pagarem taxas municipais on-line (estacionamento inclusive)
- > minutos que o prefeito e o secretariado utilizaram de reuniões on-line (Em Corpus Christi as seções são abertas na web)
- > infra pública de acesso sem-fio


Pesquisando um pouco em noticiários locais e em comunicados de empresas de tecnologia, dá para descobrir outras coisas na cidade texana......

Tem um comitê para desenvolvimento digital (CC Digital Community Development Corporation), um site "Fale com o Prefeito", uma videoteca on-line com comunicados oficiais da Prefeitura, pretende fazer streaming de video para as viaturas policiais, tem um website que serve de relacionamento com os cidadãos, tem callcenter integrado... etc.. etc...

Parece q a escolha foi justa...

terça-feira, 7 de novembro de 2006

IPTV na China

Gostaria de entender chinês para dar risada com a propaganda sobre o serviço de televisão pela internet (IPTV) que a Shangai Telecom está mostrando no seu site....
Nela aparece uma jovem tentando assistir seu programa favorito enquanto o irmão menor lhe rouba o controle remoto, o marido se afoga em DVDs e a mãe insiste em passar aspirador na sala....
A novidade foi oferecida aos consumidores no final do ano passado.
Como tudo nesse país, qq início pífio já é gigantesco.... O IPTV da Shangai Telecom começou modestamente, em experiência, um projeto piloto básico...
... com 10 mil residências!!!!

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Redes livres

"Sinta-se à vontade para me ajudar a descobrir novos (e bons, principalmente) pontos de acesso à rede. Ou simplesmente deixar o seu comentário. :) " ...
e dá prá não considerar esse pedido e indicar esse blog?????

sábado, 20 de agosto de 2005

Entradas e Bandeiras... ou Entraves e Bandeiras

Raposo Tavares saiu de São Paulo em 1648 e alcançou o Peru três anos depois. Fernão Dias Paes descobriu ouro e pedras preciosas no interior de MG. Pedro Teixeira chegou a Quito, voltou para o Pará e foi morto procurando novos territórios ricos pela natureza. Bons tempos qdo se descobria o mundo com compasso, sextante, cartas náuticas e um bom céu estrelado. Hoje, mesmo com GPS a menos de 500 dólares parece que não há um puto de um aventureiro que desbrave o mundo obscuro e invisível da internet.

terça-feira, 16 de agosto de 2005

Quem diria, Charlie Brown!?!?!




Em Santa Rosa, Califórnia, exitem 55 estátuas de Charlie Brown. Podemos achá-las no site It´s Your Town C.B.
Na verdade é um uso divertido do Google Maps.
Mas, há outros...
A API está se tornando um condutor de novos serviços na internet e - para mim - é, junto com o Google Earth, o melhor produto dos últimos anos na internet.
Se vc não tem idéia de como se pode promover negócios com essas ferramentas... eis aí uma lista de bons sites que usam o inovador Maps.
Transit Maps - trânsito em Nova York
411 Miami - Hotéis em Miami
UFO Locator - Ovni avistados
John Keith broker - apartamentos vagos em Boston

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