sábado, 7 de fevereiro de 2009

Stephen Fry sobe no Twitter

Esse é o link de uma das mais novas celebridades do Twitter. Stephen Fry, ator e roteirista britânico devidamente desnudado pelo cantor Zeca Baleiro numa conversa após o brasileiro tê-lo homenageado em versos.

São 149 mil seguidores (o homem mais famoso do mundo atualmente, o presidente americano Barack Obama tem 244 mil). Nada mal para quem não é nenhuma estrela de filmes de ação. Mas, é bom lembrar que Fry tem um pé no mundo dos nerds. Ele foi o narrador no filme O Guia do Mochileiro das Galáxias (2005) e foi narrador dos audiobooks ingleses do herói juvenil Harry Potter. Também tem um bom site.

Recentemente, Fry, ficou preso no elevador e começou a contar seu drama pela plataforma do blog de tirinhas (dá para recuperar o episódio digitando a tag #frylift em qq buscador do Twitter).

Foi um sucesso imediato. Em poucos minutos uma comunidade imensa começou a se formar no Facebook "Resgatem Stephen Fry do elevador"... com comentários que iam do irônico ao histérico.... bem mais histérico que os do ator e seus companheiros de sufoco a 26 andares do chão.

Fry mostra bem como se consolidou a plataforma Twitter. Segundo reportagem do inglês Telegraph, "ele usa para contar seus projetos na TV, suas viagens, suas visões peculiares sobre o mundo e os mais mundanos aspectos da vida". 

Nesse video ele mostra um pouco da sua simpatia. E isso conta muito ao se lidar com coisas como o Twitter. Vc tem que ter algo a dizer, nem que seja com outras linguagens que não a palavra. Link alternativo se o player de baixo não funcionar - estou apanhando ainda do Blip.TV.



Fry parece fascinado por novas tecnologias. O que é bom. Há algum tempo, ele sumiu do mundo (o que é relatado na música do Zeca Baleiro) porque não conseguiu lidar com algumas críticas ácidas a seu trabalho. Recentemente, ele foi expulso ele foi repreendido pela BBC por fazer uma piada de gosto duvidoso para os britâncos (sim, há vigilância politicamente correta por lá também).

Será q ele se curou? Ou simplesmente tem novas armas para fugir? E, se ele não fugir, que tipo de tiros e em qual direção serão dados por essas novas armas?

"Se correr o bicho pega Stephen, se ficar o bicho come"

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O mundo como um mural virtual

Quando eu era criança costumava ficar sozinho em casa e, muitas vezes, só me comunicava com minha mãe - q trabalhava fora e era separada - por meio de bilhetes. Em cima da TV, na geladeira, no fogão, no espelho do banheiro... Em algum lugar desses havia um recado quase diário entre eu e ela.

Hoje, muitos ainda conservam esse hábito. Bilhetes pra cá, bilhetes pra lá.

Mas, há uma forte possibilidade de esses manuscritos tão tradicionais virarem coisa do mundo virtual. Há dois programas bem interessantes que fazem isso e acabei indicando-os na coluna do jornalista Gustavo Miller, do Estadão, e foi publicada no dia 4, na página 18 do suplemento TV&Lazer. CLIQUE NAS IMAGENS P/ VER OS TRECOS EM AÇÃO.

Sekai Camera


Um jeito de colocar etiquetas e cartazes no mundo sem poluir o ambiente com papel. Dicas, opiniões e pichações virtuais aparecem no visor do iPhone como se estivessem flutuando no ar.

Enkin
Uma forma de tornar ainda mais úteis os mapas do Google. Utiliza GPS, sensores de direção e aplicações gráficas 3D para botar etiquetas virtuais informativas


E se ao nos prepararmos para comprar uma barra de chocolate naquelas vending machines fossemos avisados que ela engole a moeda? Ou, numa vitrine do shopping alguém deixaria um aviso que há uma oferta melhor na esquina.

É o mundo etiquetado que se aproxima. (ah! Os spammers, os floods, o incansável mkt que consome todo espaço virtual ou não para empurrar produtos goela abaixo... sim, nem tudo é uma maravilha como parece). Bacana? (ou não?)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Lista de sites de video e lifestreaming

Tenho passeado por sites de video. Não os que parecem o Youtube, onde se põe algo para todos assistirem depois. Andei por aqueles que se pode ligar a câmera e fazer a transmissão ao vivo. A vida ao vivo.

Boa parte deles permite que se grave um video do celular e faça a transmissão - pelo menos para os países onde há acordo com as companhias telefônicas. Se não fazem isso, permitem, ao menos, que se transmita pela webcam de um computador conectado à Internet. Todos podem entrar no conceito amplo de lifestreaming, que é quando se publica passo-a-passo da própria vida na Internet. Um termo pra lá de abrangente mesmo, o Twitter e o FriendFeed são lifestreaming também e não são de video especificamente.

Sites assim, se tornaram popular depois do Youtube dar um pé na porta do video online e no conteúdo gerado por usuários (UGC). Mas, aproveitaram uma segunda onda, a das redes sociais.

Uma lista de sites assim pelos quais andei espiando é essa:
Kyte.tv
Zannel
Mogulus
Stickcam
Yaika
Justin.tv
Qik
LiveVideo
Blogtv
Ustream.tv
Live.yahoo.com
12seconds.tv

Querem saber? Foi uma chateação. A quase totalidade das pessoas que estava transmitindo não tinha o que dizer que me interessasse, o visual era o mesmo (alguém sentado em frente ao computador com os olhos baixos e um fundo sombreado e feio por trás) e o conteúdo tb o mesmo (conversas bobas, um chat com video).

De bom mesmo, vi uma atriz novaiorquina interpretando, alguns músicos se exibindo (a maioria não fez meu estilo, mas um ou outro até q tocavam algo interessante) e minha amiga de vista da web @anarina dando dicas de limpeza da sua casa na Galícia, ensinando as maravilhas de uma fregona e sendo cobaia de minhas análises ao conceito de lifestreaming.

Contudo, ainda gosto da facilidade e acredito no potencial disso tudo.

O problema é que a ferramenta tecnológica à disposição não representa criatividade ou audiência por si mesma. Ainda vale o talento - aí, na forma remixturada de ator, produtor, roteirista, improvisador, videomaker, etc.

Eu não sei porque de se renegar toda uma evolução na forma e nos processos de se produzir video conseguidos com o cinema e a TV. Isso é bom, é fantástico. Se não se gosta da TV como modelo de negócio ou modelo de doutrinação em massa, bom, isso é uma coisa. A qualidade da maneira de se produzir é outra. Se é para renegar, que venha uma linguagem nova, um roteiro novo... sem isso, vira apenas mais uma forma de publicação sem recheio, sem conteúdo.


Sem que isso seja explorado, não há muitas chances desses sites revolucionarem o modo como as pessoas assistem videos. É claro que as pessoas perderão mais alguns minutos neles que poderiam ser gastos em cinema e TV. Mas, uma transformação mais profunda fica bem distante.

Tudo bem que isso fica relativo quando há um fato marcante. Se alguém transmitir um terremoto, um assalto ou um suicídio - como o q já houve no Justin.TV - a relevância do factual se sobrepõe. Mas, do contrário, tem de valer a qualidade do conteúdo, daquilo que é realizado, seja pela técnica, pela linguagem ou pelo conteúdo inovador.

Regulamentação e vigilantismo
Há um perigo muito grande desses sites sofrerem com questões legais. Há muito conteúdo de direitos restritos que são veiculados sem que se obedeça a lei vigente (não quero entrar na questão se isso é bom ou ruim). Existe também um canal livre para material pornográfico sem controle. E já sabemos como isso é um prato cheio para legisladores e juízes exigirem vigilância total de tudo e de todos nesses sites.

Esses sites devem ter mais vitrine em 2009 e, aqui no Brasil, devem ser mais usados com notebooks e netbooks conectados em redes Wi-Fi mais do que em celulares (coisa de $$$). Mas, os problemas devem continuar os mesmos também... a falta de recheio na ferramenta.

domingo, 30 de novembro de 2008

O futuro das mídias sociais

Em 1999, o instituto de pesquisas Gartner soltou um documento no qual anunciava o fim dos negócios eletrônicos. "The End of E-Business", escrito por Alex Drobik, causou polêmica na época. Todos estavam ainda entusiasmados com suas pontocoms cheias de dinheiro e idéias. A bolha não tinha estourado.

No documento, entre uma e outra previsão sobre o desastre que cairia sobre as pontocom, Drobik dizia:

"Entre 2006 e 2008, as empresas terão integrado a Internet dentro de seus processos e o e-business estará totalmente acoplado em todas as atividades".

Ou seja, o tal fim que ele declarava no título do artigo era uma espécie de fim metafórico. Mas, não deixava de ser um fim, já que ao não mais se diferenciar do que se chama negócio, o e-negócio na realidade desaparecia.

Usando as próprias ferramentas do Gartner, dá para entender isso. Veja o Hype Cycle.


As tecnologias são lançadas e logo em seguida surge um pico de expectativas em cima delas. É quando elas podem tudo: informar, divertir, derrubar governos, fazer capuccino, lavar, passar, ninar o filho chorão da vizinha, etc. Após isso, vem uma enorme depressão: "puxa, pra que serve essa coisa afinal?". Então, chega-se a fase do amadurecimento, onde ela está perfeitamente adaptada.

Nessa fase última e mais estável, a tecnologia foi absorvida pelo mainstream. No caso do e-business, o que se vê hoje é que não existe outra forma de fazer negócio que não seja "e-" em algum momento. Varejo, fábricas, mídia, gráficas, cinema... tudo é e-business em algum momento.

Agora, vejamos o que aguarda as redes sociais e o que vem a ser o tal "fim dos blogs".

domingo, 23 de novembro de 2008

Reuters abandona o Second Life

A empresa jornalística Reuters abandonou o mundo virtual Second Life. Enquanto esteve por lá, foi, na minha visão, pioneira e audaciosa. Montou uma belíssima redação virtual com repórteres exclusivos para o SL e mantinha um blog que trazia informações de lá para o mundo real. Na via inversa, transmitia um noticiário para que quem estivesse curtindo a plataforma da LindenLab ficasse sabendo o que acontecia por aqui, onde a poeira incomoda o nariz.

O Second Life está em baixa, mas o interesse em mundos virtuais está crescendo. Já escrevi sobre isso e mantenho a impressão. "Na verdade, o que importa no Second Life é tudo O QUE ELE REPRESENTA, menos ele em si.". É coisa para evoluir ainda.

Há bons links para acompanhar a história da Reuters no SL. Um bom texto é o do Sillicon Alley Insider: "Exclusive: Why Reuters Left Second Life, And How Linden Lab Can Fix It". Onde o autor, Eric Krangel, dá dicas sobre como salvar o negócio.

Eu só fico com a impressão que a Reuters demorou para sair. Ela é uma empresa que ganha muito ao seguir um hype tecnológico e tem boa parte dos seus consumidores formadores de opinião ligados nessas ondas. Então, é lógico que ela deve surfar no maior número possível delas e, sempre acompanhando o movimento dos mais novidadeiros.

Só que, à medida que o movimento for esfriando, ela deve sempre se antecipar na retirada.

Quem se vangloria de ser um dos primeiros a entrar, tem que ter sensibilidade para indicar a saída para os outros. ....--- E partir para a próxima para manter sua imagem de avançado.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A morte dos blogs

Sim, já há gente escrevendo sobre isso.
Sim, haverá comoção generalizada da galera conectada
, mas nada q não fosse previsível.

Há links sobre o assunto.
3 visões da morte da blogosfera

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- - 2
- - - - - 3

Todos citam a morte do "espírito dos blogs". Não a obsolescência da tech ou a incompetência de seus mantenedores. Não é esse o nó.

Dizem assim:> "a onda nasceu, agitou, cresceu, está virando marola... e vai sumir".

Pustza novidade!!!
Claro q tecnologia é uma indústria de bolhas!!! Especialmente a Internet é assim.

Mas, é legal analisar.

Quem manja minimamente de teorias da inovação deve se lembrar de como na bolha pontocom as empresas de internet enfiaram os pés pelas mãos ao acharem q estavam criando um mundo novo. Na verdade, estavam consolidando operações já existentes e hiperautomatizando processos já conhecidos.

Claro, sempre surgem coisas que realmente pulverizam modelos e se impõem. O e-Bay, ao acabar com o círculo fechado dos leilões e permitir q uma coleção de gibis tivesse mais lances q um quadro famoso. Ou a Amazon, ao modificar a forma como se gerenciava o estoque e as vendas de livros e CDs. Ou o Google ao arrebentar o modelo de publicidade/catálogo. ---> tudo devidamente movido a $$$ nesse hipercapitalismo. ---> e destruindo modelos se dó, sem parceria, sem servidão.

Os blogs navegaram na mesma onda. Mas, não conseguiram tantos feitos. No geral, blogs têm se mostrado mais uma tecnologia mantenedora de posições e players do que renovadora. Assim como foi a ampla maioria das empresas de Internet puramente pontocom.

É ótimo que milhões de pessoas pelo mundo tenham tido condições de serem seus próprios produtores e canais de distribuição de conteúdo. Isso não volta atrás. Mesmo com a maioria de textos pálidos em termos de criação, sempre houve qualidade na quantidade. Mas, aquela tal revolução q ia acabar com jornais e TVs.... ah... esquece.

Primeiro q essas empresas estavam em crise bem antes da Internet, como sempre faço questão de lembrar. E, agora, após elas terem condições de adquirir toda essa revolução a custos baixíssimos (blogueiros, plataformas, anunciantes e público)... tudo continua como dantes... e se continua assim, pra q se preocupar?

Ganhamos bons cronistas,
surgiram uns redatores tabloidistas de escândalos,
um ou outro empresário para pensar tecnologia social,
e talvez mais algo q me fuja.

Notem que tudo isso está no ponto de se enfiar em modelos e empresas já existentes e revolucionar muita coisa ainda... mas, tudo lá dentro do que já existe.


Há coisas complicadas de entender, outras nem tanto. Tá ligado o blog do Marcos Mion?

E, o q será dos blogs sem aquele ideal utópico? (não sei, e não tenho tanto interesse nesse assunto)

Já que muita gente vai abandonar as armas, haverá um resgate desse espírito revolucionário por outros? (cedo pra dizer. Mas, revoluções idealistas constumam ter esse caminho sim. Saem de Paris e vão para a África... tipo assim.)

E, qual o novo paradigma? (isso sim me interessa, mas ainda não arrisco, estou desistindo do lifestreaming)

E quais blogs famosos monetizados e relevantes vão permanecer como modelo novo? quais vão congelar no tempo? Quais virarão braço de qq outro jornal, ag d publicidade, etc? (isso é uma boa para apostar. Tenho cá uns palpites q ficam para outro dia)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Nomes engraçados de empresas

Escolher o nome para uma empresa não é das coisas mais fáceis que há na vida. Eu mesmo já vi muita marca que causa mais riso do que paixão. Coisas que fazem a gente desconfiar do que os donos fumaram antes de nomearem suas companhias ou aprovarem aquele plano genial da agência de publicidade.

O Robin Wauters, no site Next Web, mostra 15 nomes idiotas para start ups da Web 2.0. É uma boa lista, muito engraçada e que me deixa muito triste de não ter colecionado os nomes idiotas de empresas de tecnologia que vi na vida.

Eu não sou dos que acham que o nome é que faz a empresa. Pelo contrário, é o sucesso da companhia que ajudará no modo como a marca será reconhecida. E isso serve para tudo. Quem imaginaria que uma banda que se apresentava com um trocadalho meia-boca entre ritmo e besouros (Beatles = beat + beetles) seria sucesso?

Há coisas piores. Imagine que vc trabalha numa imensa corporação que produz alta tecnologia para máquinas e equipamentos pesados, reconhecida no mundo inteiro, algo mesmo pra te deixar orgulhoso. Mas, aí, quando te perguntam onde vc trabalha, vc precisa responder: -- Eu sou gerente da Taturana!!! (o pior é que o jeito carinhoso de chamar a Taturana é “Gato”).

E se você fosse um genuíno pesquisador e empregado Goiaba? Powsz!!! Não riam, a Guava Technologies é uma empresa visionária que andou popularizando a citometria pelo mundo afora.

Tá rindo ainda?
Guava é engraçado?
E Apple, não é para vc?

E que tal trabalhar numa companhia exemplar da gestão de talentos, da inovação na plataforma digital e uma das players em seu foco de atuação? Legal né? Só que no seu crachá vai estar escrito Monstro. Isso aí!

José da Silva

Monstro


Nomes. São complicados os nomes.
Vai ver, por isso algumas pessoas apelam para a numerologia para escolher a marca.

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