sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A morte dos blogs

Sim, já há gente escrevendo sobre isso.
Sim, haverá comoção generalizada da galera conectada
, mas nada q não fosse previsível.

Há links sobre o assunto.
3 visões da morte da blogosfera

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Todos citam a morte do "espírito dos blogs". Não a obsolescência da tech ou a incompetência de seus mantenedores. Não é esse o nó.

Dizem assim:> "a onda nasceu, agitou, cresceu, está virando marola... e vai sumir".

Pustza novidade!!!
Claro q tecnologia é uma indústria de bolhas!!! Especialmente a Internet é assim.

Mas, é legal analisar.

Quem manja minimamente de teorias da inovação deve se lembrar de como na bolha pontocom as empresas de internet enfiaram os pés pelas mãos ao acharem q estavam criando um mundo novo. Na verdade, estavam consolidando operações já existentes e hiperautomatizando processos já conhecidos.

Claro, sempre surgem coisas que realmente pulverizam modelos e se impõem. O e-Bay, ao acabar com o círculo fechado dos leilões e permitir q uma coleção de gibis tivesse mais lances q um quadro famoso. Ou a Amazon, ao modificar a forma como se gerenciava o estoque e as vendas de livros e CDs. Ou o Google ao arrebentar o modelo de publicidade/catálogo. ---> tudo devidamente movido a $$$ nesse hipercapitalismo. ---> e destruindo modelos se dó, sem parceria, sem servidão.

Os blogs navegaram na mesma onda. Mas, não conseguiram tantos feitos. No geral, blogs têm se mostrado mais uma tecnologia mantenedora de posições e players do que renovadora. Assim como foi a ampla maioria das empresas de Internet puramente pontocom.

É ótimo que milhões de pessoas pelo mundo tenham tido condições de serem seus próprios produtores e canais de distribuição de conteúdo. Isso não volta atrás. Mesmo com a maioria de textos pálidos em termos de criação, sempre houve qualidade na quantidade. Mas, aquela tal revolução q ia acabar com jornais e TVs.... ah... esquece.

Primeiro q essas empresas estavam em crise bem antes da Internet, como sempre faço questão de lembrar. E, agora, após elas terem condições de adquirir toda essa revolução a custos baixíssimos (blogueiros, plataformas, anunciantes e público)... tudo continua como dantes... e se continua assim, pra q se preocupar?

Ganhamos bons cronistas,
surgiram uns redatores tabloidistas de escândalos,
um ou outro empresário para pensar tecnologia social,
e talvez mais algo q me fuja.

Notem que tudo isso está no ponto de se enfiar em modelos e empresas já existentes e revolucionar muita coisa ainda... mas, tudo lá dentro do que já existe.


Há coisas complicadas de entender, outras nem tanto. Tá ligado o blog do Marcos Mion?

E, o q será dos blogs sem aquele ideal utópico? (não sei, e não tenho tanto interesse nesse assunto)

Já que muita gente vai abandonar as armas, haverá um resgate desse espírito revolucionário por outros? (cedo pra dizer. Mas, revoluções idealistas constumam ter esse caminho sim. Saem de Paris e vão para a África... tipo assim.)

E, qual o novo paradigma? (isso sim me interessa, mas ainda não arrisco, estou desistindo do lifestreaming)

E quais blogs famosos monetizados e relevantes vão permanecer como modelo novo? quais vão congelar no tempo? Quais virarão braço de qq outro jornal, ag d publicidade, etc? (isso é uma boa para apostar. Tenho cá uns palpites q ficam para outro dia)

5 comentários:

Ale Carvalho disse...

o lance é que os novos paradigmas morrem muito rápido na web. Não dá nem pra gente pensar muito neles. Apesar dessa morte anunciada dos blogs, é aquela coisa... morre pra gente, mas fica vivo a cada dia pro fulano que está descobrindo a rede agora. E aqui no Brasil é grande esse número de gente, né? Bom, acredito que o último ponto do seu texto é "a coisa", como eu disse, vejo blogueiros sendo abduzidos por empresas de todo tipo e matando seus blogs originais.

Fabio Cipriani disse...

Vale tudo pra ganhar atenção. Hoje é o blog, amanhã o twitter, depois os mash-ups... faz parte.

Eu não abro mão do meu. Tendo leitores ou não, eu faço por eles, por mim e por minha vontade de expressar idéias.

Não vou abandonar tão cedo.

Abs

Gilberto Pavoni Junior disse...

Ale,
valeu pelos vários links passados. Vou colocar todos para continuar o assunto nos próx dias.

Fabio,
é tb só uma visão dos blogs inseridos no contexto dos negócios e no dia-a-dia disso -- jornais, TVs e agÊncias de publicidade.

Ainda há como os blogs saírem desse mundinho criado nas faculdades de comunicação e irem para.... a periferia, por exemplo.

Só que, sem essas estrelas problogers e vendo elas sendo engolidas pelo sistema... talvez a plataforma não seja tão sedutora. Haverá necessidade de novos líderes, pq esses aí já eram.

Vamos ver o que sobra -- e para que sobra -- da blogosfera (a legítima) sem seus popstars.
Vamos ver o que sobra -- e para que sobra -- da blogosfera (a legítima, dispersa e desconhecida) sem seus popstars.

Gilberto Pavoni Junior disse...

Ale,
essa questão da quebra do tempo linear é bem interessante...

Bruno disse...

opa, mto legal o post e está relacionado a um assunto bastante contemporâneo.
vide artigo publicado pela wired, http://www.wired.com/entertainment/theweb/magazine/16-11/st_essay
porém, acho muito radical esta afirmacao de que a blogosfera está acabando, acho que pelo contrário, agora está sendo feito um novo uso dos blogs..

vlw! abs..

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