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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O hype do momento

O novo Hype Cyle (ciclo do deslumbramento, numa tradução muito livre e descompromissada) da consultoria Gartner traz uma visão de como estão as principais tecnologias de hoje. Pela figura, podemos ver muitas coisas bem interessantes. Algumas eu costumo defeder em conversas há algum tempo e, agora, com essa outra opinião de um instituto categorizado internacionalmente, "fica mais fácil entender".

Basicamente, o gráfico funciona assim: a tecnologia surge, ganha uma rápida adoção de uso, chega ao máximo da farra em cima dela, vem uma certa desilusão, vai caindo em desuso, fica quase esquecida, mas aí a galera que insistiu nela consegue deixa-la no ponto certo para um monte de uso. Só que aí, ela não é mais tão badalada e não aparece tanto. Contudo, mesmo com menos vitrine em cima, a tecnologia está estável e consolidada, pronta para ser amplamente usada e dar lucro pra muita gente.

Isso tudo que coloquei é exatamente a forma da onda que é mostrada no gráfico (clique aqui para ver o hype cycle mais detalhadamente e com um texto explicativo). Ela nasce, cresce rapidamente, chega ao auge, cai mais rapidamente ainda, cai muito, se recupera e chega num patamar estável. Mais baixo, é verdade, porém estável.

Vou apontar 3 movimentos q tenho alertado ultimamente e que são confirmados pelo estudo.


1) Os mundos virtuais públicos, como o Second Life (não ele exatamente, mas o q ele representa, como tenho dito) está em franca recuperação. É um dos pontos de entrada no cybermundo pelas gerações mais novas -- o q seria a Geração Z. Sem viagem, sem procurar ser parte da intelligentzia nem nada ... só diversão.

2)Twitter e esse lance de microblog tá na fase do "pra q é q cetrendozinferno serve mesmo?". No ponto que encaixa um declínio do uso. Não q isso seja ruim. É só uma pausa para reflexão sobre as possibilidades disso. Às vezes surge algo novo aí que abocanha os usuários para outra tecnologia. Não acho q é o caso. Pq Twitter e tais é uma evolução q não tem mais pra onde evoluir muito, só lateralmente.

3) Banda larga pela rede elétrica se junta ao balaio de tecnologias interessantes que não decolaram. O serviço não provou seu diferencial, nem no preço nem na amplitude da oferta. Derrapou por tantos anos para comprovar sua utilidade que hoje em dia não faz mais diferença. A própria popularização da banda larga pela telefonia vem cobrindo o espaço por onde a rede elétrica poderia crescer. Vão restar uns usos localizados.

Eu ainda ficaria de olho em alguns trecos do gráfico do Hype Cycle.
- impressoras 3D
- Interfaces novas como reconhecimento de gestos, Gaze, etc...
- Robôs, de uma forma geral
- Expansão humana... ou H+... transhumanismo, proesthetics e esses bagulhos.

tá tudo lá... tá tudo aqui...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Falta de inovação contribui para crise americana

Uma reportagem da Business Week questiona se a falta de INOVAÇÃO na indústria americana não contribuiu para a crise na qual o país chafurda. O texto The Failed Promise of Innovation in the U.S. dá várias traulitadas na diferença entre discurso e ação das principais empresas da economia tradicional e joga na cara dos empreendedores e governo que desde a bolha pontocom havia indícios dos caminhos para inovar.


Olhar esse problema do ponto de vista de hoje é mais fácil. Mas... dizem por aí que empreendedor bom tem visão de futuro. Então, dá pra perceber que muito povo que só tem discurso bonito aí não passa de papagaio.

Desde a bolha, qualquer pesquisada na Internet mostra que várias novidades poderiam estar em produtos manufaturados há pelo menos uma década. Não estou falando de Facebook. Isso realmente é muito novo e, na visão dos negócios tradicionais, merece mesmo que se dê um tempo para os novidadeiros testarem suas funções e alguns empresários realmente espertos investirem em meios de se ganhar (muito) dinheiro com isso. Falo de células de combustível, serviços construídos em cima de software e acessados por meio de uma rede wireless qualquer, terceirização de atividades que não são foco da empresa, uso da globalização para conseguir novos parceiros de negócio para alguns processos fabris, etc.

Por exemplo, os carros poderiam ter outros combustíveis que não o petróleo. O programa do governo brasileiro sobre o álcool, para substituir os combustíveis fósseis em larga escala, tem mais de 20 anos, tendo sido criado por conta da crise do petróleo de 1973. As células de combustível tiveram grande avanço e barateamento na década de 90 - com o uso do Nafion para substituir o catalisador de platina - e desde então têm evoluído apesar da necessidade de maiores investimentos em pesquisa. As cidades americanas têm se tornado exemplo de uso de redes wireless desde o início da década.

A GM, que tem se convertido no símbolo dessa derrocada americana, poderia ter ocupado seu tempo em deixar seus carros mais verdes em vez de tentar transformar o Malibu e o Saturn em concorrentes à altura dos luxuosos japoneses ou tentar enfiar goela abaixo o beberrão Hummer aos consumidores.

É certo que a crise foi criada por uma sede de lucro em um mercado prá lá de altamente arriscado (sub primes). Mesmo esses chamados investimentos tóxicos poderiam ser contornados se os empresários se comunicassem mais com seus clientes e acionistas – aí sim, uma coisa estilo Facebook – para saber que a desconfiança que havia já era grande antes da quebra do Banco Lehman Brothers. E convenhamos, consumidores de uma forma geral estão pedindo ÉTICA nas empresas desde o caso Enron. Está tudo na Internet. E quem disse que novas atitudes e postura ética não são inovação também?

domingo, 30 de novembro de 2008

O futuro das mídias sociais

Em 1999, o instituto de pesquisas Gartner soltou um documento no qual anunciava o fim dos negócios eletrônicos. "The End of E-Business", escrito por Alex Drobik, causou polêmica na época. Todos estavam ainda entusiasmados com suas pontocoms cheias de dinheiro e idéias. A bolha não tinha estourado.

No documento, entre uma e outra previsão sobre o desastre que cairia sobre as pontocom, Drobik dizia:

"Entre 2006 e 2008, as empresas terão integrado a Internet dentro de seus processos e o e-business estará totalmente acoplado em todas as atividades".

Ou seja, o tal fim que ele declarava no título do artigo era uma espécie de fim metafórico. Mas, não deixava de ser um fim, já que ao não mais se diferenciar do que se chama negócio, o e-negócio na realidade desaparecia.

Usando as próprias ferramentas do Gartner, dá para entender isso. Veja o Hype Cycle.


As tecnologias são lançadas e logo em seguida surge um pico de expectativas em cima delas. É quando elas podem tudo: informar, divertir, derrubar governos, fazer capuccino, lavar, passar, ninar o filho chorão da vizinha, etc. Após isso, vem uma enorme depressão: "puxa, pra que serve essa coisa afinal?". Então, chega-se a fase do amadurecimento, onde ela está perfeitamente adaptada.

Nessa fase última e mais estável, a tecnologia foi absorvida pelo mainstream. No caso do e-business, o que se vê hoje é que não existe outra forma de fazer negócio que não seja "e-" em algum momento. Varejo, fábricas, mídia, gráficas, cinema... tudo é e-business em algum momento.

Agora, vejamos o que aguarda as redes sociais e o que vem a ser o tal "fim dos blogs".

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O celular (?) dos sonhos

Um aparelho elegante, fácil de carregar, que tenha as funcionalidades que conhecemos hoje e mais um montão de coisas que nem os iphones mais malucos da atualidade conseguiram nos dar.

Esse é um resumo do que imagino ser um aparelho pessoal de comunicação dos sonhos de qualquer viciado digital.

Não sei se ele ainda seria chamado de celular. Provavelmente não, já que o próprio, na sua evolução, deixou de ser chamado de telefone também.
O resultado disso estará na última página do especial sobre NOVAS TECNOLOGIAS que a revista Super Interessante está tirando do forno em mais alguns dias.

Nas páginas, vcs encontrarão aquelas dicas sobre equipamentos – de TV a iPhone – e também um guia de compras. Coisas que são essenciais para uma revista que tem 2 milhões de leitores (incluindo aqueles que ficam por cima do seu ombro :)) e quase 440 mil exemplares. Ou seja, uma campeã de bancas. Eu ajudei na edição, junto com o jornalista Pedro Burgos e os editores da publicação Sergio Gwercman e Bruno Garattoni.

A parte que mais gostei desse especial é a sobre TENDÊNCIAS, na qual colocamos (naquela linguagem típica da Super) conceitos como cloud computing, o futuro dos notebooks e o fim do mouse. Ah! E, claro, esse penduricalho digital, móvel e fabuloso.

O gadget dos sonhos foi idealizado em algumas conversas e troca de emails que mantive com Burgos. O briefing que passamos para o designer transformar nossas idéias em uma belíssima ilustração é mais ou menos isso aqui:

O aparelho precisa ser elegante, fácil de carregar (q ocupe pouco lugar no bolso) e tenha as funcionalidades que conhecemos hoje de um celular ultramoderno e mais algumas. O aparelho em si não é muito grande (algo menor que o iPhone).

Ele pode parecer algo como uma caneta (ou como um isqueiro). Quando na horizontal, apoiado em uma mesa, dele saem duas telas como o nintendo DS. Uma delas, touchscreen, resolverá o problema do tamanho do teclado.

As telas são flexíveis e escamoteáveis, como uma folha de papel
além de serem touchscreen e com virtualizações e feedbacks como as soluções de háptica da empresa Immersion.

Uma referência do q existe hoje sobre essas telas. Mas, considere isso como algo muito primitivo.

A de cima seria a tela com imagens e os programas. A de baixo seria o teclado touchscreen, mas sem o layout que conhecemos. Algo inovador e intuitivo como o Swype.

Precisa haver um fone de ouvido. Algo que seja muito discreto e possa ser um brinco para mulheres, ou outra coisa discreta para homens. Algo como o Nokia Morph.

Bateria com muita duração e material amigável à natureza. "Reciclável" e feito com materiais não-tóxicos.Multitarefa. A pessoa pode ver a foto em primeiro plano e atrás dela pode estar rolando outro aplicativo, uma chamada de videoconferência, por exemplo. GPS. Localizador. Memória potente e conexão com internet de banda larga.
Precisa mostrar que ele tem soluções de reconhecimento de voz e gestos. Ele não pode parecer um telefone, embora seja, também um. Precisa ser mais uma jóia como o Nokia Morph.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Um olho no peixe, outro no Kluster

Há 503 teorias (diárias) e divagações (a cada 2 minutos e em um raio de 1,5 km) sobre as maravilhas da colaboração e como empresas poderiam se beneficiar do crowdsourcing. Só que nenhuma delas fala claramente sobre dinheiro.

Vai ver, é pecado.

Talvez seja. No reino marginal ao neoliberalismo, certamente. E q assim continue para o bem de nossas sanidades. Mas, no mundo q nos acorda toda manhã com jingles no rádio e nos acompanha com anúncios em propaganda indoor de elevadores, o preceito é outro.

Transgressão é não falar em dinheiro. O demônio não são os cifrões.

Isso sempre deixou o papo de colaboração e conteúdo gerado por usuários com uma lacuna, mesmo com previsões otimistas. Como uma pessoa q se dispõe a gastar tempo e ócio para ajudar outra deveria ser retribuída?
Links?
Ok, obrigado, ajude novamente, hein?
Deus lhe pague?

Ben Kaufman, um empreendedor americano queridinho do mundo geekbusiness, parece ter descoberto a solução. Dinheiro. Isso mesmo? O jovem de 21 anos acredita que a grana é a melhor forma de pagamento!!! Ele realmente crê, na contramão de todos, que os colaboradores não são capazes de viver de vento.

Puxa, como ninguém pensou nisso ainda?

Seu mais novo empreendimento, a rede social Kluster, pretende ser uma oficina de idéias. Mas, não há um departamento de P&D esperando entrar o pedido do marketing ou da engenharia de produtos. Quem tem um produto ou idéia para aprimorar coloca lá no site e dá um preço pela colaboração. Dão pitacos os klusterianos que acharem ser um bom negócio. Se o projeto terminar bem e houver lucro, todos dividem conforme anteriormente acordado --- menos 30%, que fica pra Kluster por ter tido essa idéia tão revolucionária. =P

Precisava um rapaz de 21 anos sugerir algo assim? Eu realmente fico perplexo em ver como não se fala em dinheiro quando o assunto é crowdsourcing. Se a conversa é sobre seu primo offline (se é q existe algum tipo de negócio 100% assim hj), o sourcing, sem $$$ não tem papo. Pode até ser que não haja uma transação com dinheiro especificamente, mas haverá um acordo ou parceria que resulte em lucro ou redução de custos para as partes. Por que raios o sourcing é de um jeito e crowdsoursing é de outro? Só um lado deve se beneficiar? Que negócio medieval q fica isso então.

----Mistérios que povoam as cabeças dos 29 consultores de mídias digitais que surgem diariamente nas mesas regadas a cerveja da Vila Madalena e nas filas da Starbucks...

A última grande empresa que não seguiu as recomendações inovadoras do Mr. Kaufman foi a Editora Abril. A dona das revistas Veja, Exame e Pato Donald convidou blogueiros profissionais para promover o novo agregador de conteúdo gerado por usuários, o Abril Blogs. Mas, não falou nada em $$$, conforme escancara esse post do Martelada.

E se falasse?
Poxa, justo a Abril não sabe q isso é só hipercapitalismo? Ah, sabe sim...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O picadinho da inovação (com pimenta)

Tenho um novo passatempo, ler reportagens antigas sobre tecnologia e Internet. É uma atividade aprazível e esclarecedora, embora tenha um efeito colateral grave. Ela te deixa com ar blasé e urticárias déjà vu.

Em pouco tempo, vc começa a notar que o mundo da tecnologia da informação e comunicação (TICs) anda derrapando na mesmice. Muitas das inovações apresentadas são, no fundo, um cozidão das sobras da carne assada da última bolha, servido com pompa, circustância e um nome bacanudo. É um picadinho no bar da esquina que serve PF, mas solenemente e marketeiramente batizado de boeuf bourguignon. (agora gastei o francês... dá até vontade de recitar Rimbaud no original)

Tá certo q não se consegue ser diferente por mais de uma semana hoje em dia. A matriz completa da inovação é um mistério complexo e monstruoso. Segundo o professor da Harvard Business School, Clayton Christensen, ela ainda tem dois caminhos a seguir: ruptura e sustentação. É algo entre "completamente diferente" ou uma "pequena melhoria para manter o quadro atual", ambas com aplicações cabíveis e perigosas. Há várias explicações sobre isso em textos espalhado na web. Procure por "O Dilema do Inovador".

Contudo, as empresas estão adotando em massa somente essa segunda opção. Até aí, tudo bem. Grandes corporações são muito medrosas para dar grandes dribles na mesmice, até porque não têm jogo de cintura pra isso ou temem perder tempo e dinheiro até que tudo seja explicado e assimilado. Costumo falar sobre isso volta e meia aqui no blog ou em bate-papos. Então, elas partem para enfeitar qq lançamento aproveitando-se do momento. Momento é tudo uma espécie de porto-seguro. E inovação tem sido muito substituída por momento.

A ocasião tem sido sinônimo de inovação em muitos casos. Não acredita?

Vejamos um exemplo: mini-notebooks, ou como quer que se chamem. Produtos como o Eee PC, da Asus, enfim.

Esse mercado deve chegar a 5 milhões de unidades em 2008, de acordo com o Gartner. Outros estudos apontam até 13 milhões ainda nesse ano. Em 2012, a previsão é que esse montante seja pelo menos 10 vezes maior. Ou seja, um sucesso de vendas com crescimento geométrico.

Prá mim, eles serão o segundo ou terceiro notebook da classe média e alta (uma espécie de carro 1.0 da informática). Devem também se tornar opções ao OLPC pela facilidade de se achar isso no comércio, manutenção, interface mais conhecida, conteúdo já existente, etc. Com isso, essas cifras saltariam ainda mais.

O sucesso de vendas do Eee PC e essas previsões sobre vendas atiçaram concorrentes da Asus como HP, Acer, Dell e Lenovo (clique nos links aí para ver as novidades de cada um).

Tudo muito moderninho e adequado ao mercado. Certo? Errado. Tudo muito adequado ao mercado, com certeza. Mas, a idéia já tem quase vinte anos.... ou mais. Nada, nada de moderninha.

De volta ao passado
Era 1996, quando o minimamente simpático presidente da Oracle, Larry Ellison, veio à mídia com uma engenhoca esquisita debaixo do braço. A maior empresa de banco de dados do mundo estava lançando um hardware que não tinha nada a ver com seu negócio principal. Era o Network Computer (NC).

A revolução prometida por Ellison era que as máquinas não mais carregariam pesados programas. O sistema operacional rodava em Java e as informações eram armazenadas em servidores na web. O acesso a tudo era feito pelo navegador.

O produto chegaria às lojas por US$ 500. Ellison chegou a dizer US$ 299. Na época, um PC desktop, custava US$ 1,5 mil e um notebook chegava a US$ 3 mil fácil.

A idéia, maluca para alguns, ganhou seguidores de peso. Microsoft e Intel anunciaram imediatamente o NetPC. A Apple também criou o Pippin, que era ainda mais inovador ao juntar o computador com console de games e Internet (outro déjà vu aí pra quem tem PlayStation ou X-box).

Em 2000, não existia mais sombra de qualquer desses projetos. Todos foram engavetados pelas mais diversas razões. Mas, a mais importante delas é que não fizeram o menor sucesso entre os consumidores e não ganharam escala de produção. Dizem que foi pq não havia banda. Outros alegam q era pq foi Elisson q lançou e sua atipatia é contagiante. Mas, eu lembro que a galera queria mesmo é exibir um pomposo desktop Pentium III na mesa com gravador de CD. Nada de aparelhinhos... o negócio era ter aparelhão.

Outros tempos... outros deslumbramentos consumistas de ocasião....

De novo no presente
Hoje, o EeePC e similares estão na boca do povo conectado e fã de gadgets. O que mudou no mundo? Bom, tudo... e nada. Temos mais conexões, maior banda, mais pessoas conectadas, mais computadores de todos os tipos (celulares, inclusive). Temos tantos aparelhos q se tornou legal e cool ter aparelhinhos. A rede se tornou mais importante do que a máquina.

Tudo isso é simplesmente o que John Gage, um dos fundadores da Sun Microsystems já havia previsto, antes da Internet se tornar tão reconhecida. Ele cunhou uma frase q ainda há de ser mais valorizada na história da cultura digital:

"The Network is the Computer",


idéia que se tornou um motto da Sun por muitos anos.

Mudou o que mudou q nada mudou desde a percepção desse engenheiro e executivo da Sun.

As coisas estão esparsas, por aí, meio que sem dono, prontas para serem usufruídas, inclusive idéias boas q não colaram -- mas continuam muito boas. E hoje, tudo é passível de ser econtrado em algum repositório on-line.

Elisson estava certo. Gage certíssimo.

Qto ao Eee PC, acho ele tanto picadinho quanto boeuf bourguignon.

O que me interessa é saber se vou ter o vin rouge da minha experiência para acompanhar. Se o prato foi feito com bouquet garni ou cominho, não me importa. Acho q sou capaz de fazer a inovação disruptiva que Andersen fala por mim mesmo.... a qualquer momento.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Cauda longa e perna curta

A moda agora é malhar a teoria da Long Tail (Cauda Longa), criada por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired. Para quem não conhece esse termo eu vou resumir de um modo muito simplório. Ele diz que o mundo está criando possibilidades infinitas de negócio em mercados de nicho. Isso se deve ao barateamento dos modos de produção e distribuição, principalmente os baseados no binômio Internet-Globalização. Antigamente, muitos produtos não poderiam ser comercializados pq davam prejuízos, o preço que eles deveriam chegar ao mercado não compensava o que se gastavapara produzi-los e distribui-los. Hoje, de acordo com a Long Tail, isso mudou.

Se vc não conhece o assunto, é bom pesquisar um pouco. Vou dar três bons links para isso (com textos em português). Uma entrevista de Cris Anderson na revista Época, o bom artigo sobre "Cauda Longa na Wikipedia e um post bem fácil no Brainstorm#9 sobre o tema. Com isso, vc já fica sabendo do que se trata. UPDATE: Autor de A Cauda Longa, Chris Anderson, virá ao Brasil (POA) em outubro - confira em www.internetcorporativa.com.br

Mas, parece haver uma caça-às-bruxas no ar. Nos últimos dias, tenho visto vários textos criticando a teoria da Cauda Longa. O estopim dessa contra corrente parece ter vindo de dois lados e de dois importantes meios de comunicação, a Harvard Business Review e o Wall Street Journal. Ambos são conceituadíssimos divulgadores de idéias de negócios para executivos e agentes da economia. O WSJ na verdade, cita o artigo da professora de marketing da Harvard, Anita Elberse, e serviu para dar mais impulso à discussão.

Anita fez um estudo estatístico sobre a indústria de entretenimento e descobriu que, na verdade, a Internet está impulsionando não os nichos, mas o mainstream do negócio. Com isso, cai por terra a discurso que a Cauda Longa cria novas oportunidades e democratiza o jogo. Na verdade, a Internet está permitindo que os dominadores do jogo tenham cada vez mais poder.

Tudo isso porque em termos de comportamento de consumo a média das pessoas prefere adquirir aquilo que a maioria diz que é bom. Há algo na teoria do individualismo, pregado por Anderson, que simplesmente não se encaixa na realidade.

O artigo "Should You Invest in the Long Tail?", da professora de Harvard pode ser visto no link. Há inclusive ligação para a resposta de Anderson sobre as conclusões dela... e tb a tréplica da professora.

Mas, há outros indícios de que algo não saiu como teorizado.

No Uptade or Die, um blog muito lido por gente de publicidade, há uma nota sobre como a Long Tail serve a interesses dos grandes players do mercado. O site Zappos.com, citado até por Anderson como sendo um exemplo de nichos, tem em um de seus mais belos exemplos da lucratividade da fragmentação de mercados na Nike. A empresa é dona da Converse, uma marca que se gaba de vender "calçados vegetarianos". A Nike... sabem? A Nike... que está mais para a cabeça da besta do que para o rabo longo e afinado.

Outro fato a ser destacado é a ação de fãs da cantora pop Avril Lavigne para fazer o seu hit subir no ranking do YouTube... Ué?!?!?! O YouTube deveria favorecer artistas novos e desconhecidos, de acordo com Anderson. É desse texto do Remixtures quem vem a discussão. Prestem atenção que não é a cantora em si que conta para rebater a teoria, é o comportamento dos fãs.

A teoria da Long Tail ainda é persuasiva, mas, os estudos da professora de Harvard e esses casos também parecem indicar que nem tudo são flores do que Anderson diz. Talvez, mais do que retórica fácil na boca de papagaios, a Cauda Longa precise de gente que se dedique a ajustá-la.

Outros links para pensar sobre Long Tail:
- The dark side of the long tail

- Long Tails and Big Heads

- Something I don't understand about The Long Tail

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Trabalhadores hiperconectados

Existe um tipo de trabalhador que está deixando as empresas de cabelos em pé.

smartphone, notebook, iPod, plugado em redes sociais, compartilhador de documentos e outros arquivos...

desenvolto na intranet da empresa...
acha tudo o que quer...

que quando não acha, vai pra Internet...


Sabe pq as empresas estão preocupadas? Porque, mesmo com duas décadas de esforços e montanhas de dinheiro gastas esse cara se tornou mais moderno do que a empresa que ele trabalha. E agora? O que fazer com ele? Vale a pena mantê-lo? Ele não gasta tempo demais na Internet?

Um estudo "Hyperconnected: Here they come", feito pela fabricante de equipamentos para redes Nortel e o instituto de pesquisa IDC, tenta jogar uma luz na relação das empresas com esse compulsivo trabalhador hiperconectado. O documento aconselha a tratá-lo bem. Ele representa o futuro das empresas.

O estudo foi realizado com 2.400 trabalhadores adultos em 17 países. Há um hot-site na home da Nortel que dá o link para o documento, mediante cadastro.

A principal conclusão é que a cultura de conectividade está explodindo nas empresas. Não que elas tenham se dedicado a isso especificamente. Foi o trabalhador que se aventurou e descobriu isso sozinho. Esse aprimoramento voluntário põe as corporações frente a novos desafios.

Por anos elas se dedicaram a fechar suas infra-estruturas de tecnologia em nome da segurança máxima. Esse controle nunca foi conseguido, e agora elas precisam conviver com gente querendo pegar documentos no iPhone, precisando trocar idéias com colegas do Facebook e querendo confirmar um pedido do cliente por meio de rede Wi-Fi pública.

Para piorar, a fronteira entre o lado pessoal e profissional está sumindo. Dois terços dos pesquisados usam instant messengers para falar com familiares e clientes ao mesmo tempo. Mais de um terço não fazem distinção desse tipo também em suas redes sociais.

Se as empresas quiserem segurar esse tipo de profissional em suas fileiras, é bom começarem a se mexer. É preciso assegurar uma infra-estrutura de TI e uma governança, uma política de segurança que assegure esse uso múltiplo. O documento traz umas dicas sobre isso.

Agora... se as empresas não quiserem... Bom, é só demitir e contratar quem não sabe mexer nisso. Não aconselho. Eles são os novos trabalhadores que vão apoiar o futuro das empresas no mundo on-line... Ou vc acha que alguém que diz que Internet é perda de tempo vai apoiar um plano simples de e-commerce? Imagina o que ele não faria para evitar projetos de conteúdo gerado por usuários, blog corporativo, marketing viral... ????

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Grau de Investimento, blogs e a Internet

Prepare-se para uma invasão no seu blog.
Prepare-se para desencalacrar aquele projeto de mídia social q vc tenta vender há meses para aquele empresário que não vê vantagem em estratégias on-line.

A agência de classificação de riscos, Standard & Poor’s concedeu ao Brasil, nesta quarta-feira, selo de investment grade (grau de investimento). Isso significa que o País é oficialmente um bom lugar para empresas e investidores estrangeiros botarem dinheiro ---- e agora vem a parte mais legal nisso tudo --- em projetos de longo prazo.

Para quem se interessa por coisas da Internet como blogs, novas mídias e mesmo gosta de ver a felicidade dessa parte conectada da nação, essa é a boa notícia. A partir de hoje, há uma real grande chance de finalmente acontecer tudo aquilo o que se pensa e se fala sobre cultura digital e afins.

Eu não sou um otimista desvairado. Mas, hoje realmente o cenário ficou bom. É como se estivéssemos assistindo televisão vendo uma paisagem de O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei - e de repente mudássemos o canal para A Noviça Rebelde. As nuvens negras sumiram completamente e tudo é um azul cintilante.

Creiam, não é um exagero. Esse cenário azul não é só por causa do grau de investimento. Há outros fatores. Por exemplo, outras notícias dessa quarta-feira indicam que o dólar continuará em queda (eu não disse baixa, é queda mesmo), isso é primordial para que os preços de computadores continuem caindo também.

Mas, o melhor mesmo é quando juntamos o grau de investimento com outro movimento que já estava entusiasmando muita gente - o crescimento da classe C e o aumento de renda nas faixas D e E da sociedade (algo que já vinha sendo notado há uns dois anos). Você viu como aumentou a quantidade de carro nas ruas? Pois veremos aumentar o tráfego on-line tb nos próximos meses.

Não é preciso ser bom de contas para imaginar o resultado que pode dar quando 86 milhões de brasileiros (classe C somente. Se quiser juntar a D e E são mais 72 mi) com dinheiro no bolso são bombardeados diariamente com propaganda de computador, provedor e serviços de Internet.... e ainda têm crédito fácil para parcelar tudo em 12, 20, 60 vezes.

Prepare-se para ver mais impulso em números desse tipo:

Quatro em cada 10 computadores vendidos no Brasil no último ano são comprados pela classe C. No último dezembro, essa fatia da pirâmide social foi responsável por 35% de todo e-commerce brasileiro(em 2000 era 4,5%), que gira em torno de R$ 6,3 bi. Informática é o segundo item de compra dos e-consumidores da C. Um belo avanço, já que há três anos era a quinta prioridade. E mesmo assim, só 1 em cada 5 tem computador e 1 em cada 20 tem banda larga.

Imagine esse potencial de mercado encontrando um bom ambiente econômico para se desenvolver. Não precisa ser gênio em economia para saber q investimento produtivo gera emprego, que gera renda, que aumenta vendas, que cria mercado, que aumenta o orçamento do marketing, que impulsiona inovações em propaganda e mídia... e por aí vai.

Tudo só não é uma maravilha porque há uns sinais de tempestade no céu azul. O principal é que justamente essa capacidade de consumir e essa oferta danada de promoções causem um edividamento das famílias - gerando um recuo de todo esse consumo. Outra possibilidade de azar pode vir dos Estados Unidos, ninguém tem muita certeza do que pode ocorrer no mundo se esse que é o maior mercado do planeta e berço de quase toda indústria importante de vários setores for à bancarrota. Uma terceira maldição é o próprio Brasil.... tem tanto problema pra resolver aqui que, sejamos conscientes, educação e infra-estrutura são os maiores deles... o primeiro lote de investimento deveria ser forçado a ir pra isso.

Mas, essas são possibilidades e impossibilidades.... muitos apostam que estão pra lá de distantes (exceto esses problemas históricos). Agora é hora de pensar no boom da Internet.

Blogueiros profissionais: preparem-se para ter mais acessos vindos da classe C. Procure no Google sobre o "Critério Brasil" e na Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa sobre quem é e como age esse público. Pode ir preparando conteúdo adequado para eles.

Gente de Novas Mídias: podem ir tirando projetos das gavetas. Se não houver nenhum, crie. Todas as armas de conquista de público e canais de vendas serão úteis num aquecimento do mercado. Os empresários sabem disso, sempre souberam. Apenas não queriam gastar porque não havia como arriscar. Agora há.

Lojas de informática: podem ir preparando o estoque de desktops, notebooks, celulares, smartphones e tralhas tecnológicas em geral.

Consultores: tentem ser mais rápidos da próxima vez. Agora, já falei.

PS: prometo dar um trato legal no hipertexto ao longo do feriado.... fontes desses números q tenho na cabeça e talz... Eu queria botar o post logo e está indo assim, meio cru.
PS2: acertei os links agora.

terça-feira, 18 de março de 2008

O poder das LAN houses

Na Folha de hoje tem uma notícia que comprova uma coisa que comecei a discutir em conversas, fóruns online e aqui no Techboogie há anos. LAN house é um canal para inclusão digital.

"Acesso à internet de LAN house ultrapassa web domiciliar no Brasil"
As LAN house se tornaram o local mais utilizado para o acesso à internet no país, informa relatório divulgado pelo CGI (Comitê Gestor da Internet) neste mês. O uso de centros públicos de acesso pago saltou de 30% em 2006 para 49% em 2007, passando à frente do domiciliar, que se manteve estável em 40%.
Oficializando a tendência
(veja mais)
Era algo anunciado, conforme estava nesse post sobre as tendências para 2007 q fiz. Vejam o destaque Oficializando a tendência, com o link para uma discussão de agosto de 2006, na Cibercultura / Cyberculture, do Orkut.

A questão imposta agora é aproveitar esse novo público. Não há conteúdo na Internet brasileira para esses indivíduos das LANs houses. Todo o mercado se preocupou demais com aquele conceito de "um computador para cada pessoa" e esqueceu que existe "um computador para várias pessoas". Precisa haver conteúdo específico para eles agora. Divertimento, educação, informação, etc.

Eles estão querendo se aprimorar como cidadãos e consumidores digitais. Alguém precisa olhar para eles.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Ter blog melhora vida social

Um estudo feito pela Swinburne University of Technology de Melbourne, Austrália, ainda a ser publicado, mostra a relação entre blog e relacionamento social.

Pela notícia veiculada na ABC News, já se tem uma certeza, o blog pode ser usado por pessoas com dificuldade de relacionamento como uma forma de melhorar aspectos sociáveis. A pesquisa comparou usuários do MySpace e descobriu que as pessoas com dificuldades de relacionamento usam os blogs para se expressarem de uma forma melhor do que se fosse offline.

Não é surpresa o que acontece. Essas pessoas apenas acham seus pares. Eles aproveitam que a Internet dá a possibilidade de conhecer pessoas de fora de seus ambientes e constróem novos contatos, distantes e valorosos.

No entanto, um dos pesquisadores levanta também um aspecto preocupante. Blogueiros potenciais mostram mais dificuldades de relacionamento do que pessoas que não têm interesse em blogar. Eles não se sentem parte de seus ambientes.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Mundos virtuais em alta

A Pequena Lista de Mundos Virtuais que fiz aqui no Techboogie já disparou para ser o post mais visitado desse humilde blog. Enquanto esse texto vai bombando, não se vê tanta notícia boa sobre os irmãos do Second Life.

É uma pena. Essa busca incessante pelo tema aqui no blog mostra que há algo nos mundos virtuais que atraem os internautas. Pq? Difícil dizer, hein?!?!?

Duvido que alguém tenha alguma certeza, pelo menos nessas alturas dos acontecimentos... se é porque isso vira um jogo divertido, se é para exibir sua geekice e equipamentos potentes, se é para conhecer mais gente ou qq outra coisa.

Muito desse público é criança e jovem. Já desconfiava disso pelas entradas procurando Habbo Hotel, bichinho virtual, Second Life para meninas, mundo virtual para animais, etc. Mas, comprovei mesmo esse fenômeno quando vi a pesquisa da e-Marketer sobre essa fascinante ligação entre jovens e os mundos virtuais, que saiu hoje.

Outra prova é a lista dos termos mais procurados no Google, em 2007. Lá, aparecem dois mundos virtuais para jovens: Webkinz e Club Penguin (recém comprado pela Disney).

Top 10 em 2007:
iphone
webkinz
tmz
transformers
youtube
club penguin
myspace
heroes
facebook
anna nicole smith

A Nielsen NetRatings avalia vez ou outra mostra o crescimento desse tipo de site Em 2007, o Webkinz despontou como um fenômeno. De janeiro a junho o número de visitantes únicos passou de 2.310 para 6.395, quase a totalidade de jovens americanos. Já o Club Penguin vai crescendo aos poucos. Enquanto não há grana de propaganda da Disney, o boca-a-boca vai cuidando de angariar novos adeptos. Aqui no Brasil já tem muita criança q sabe o q é o site.

Nos meus relatórios, o Habbo é o maior destaque. Creio q pelo visual simples e pouca carga no equipamento.

Desconfio q muitos q buscam isso sejam pais querendo iniciar os filhos nos mundos virtuais, mas não tenho provas disso... é quase uma intuição. Digo isso porque as palavras procuradas estão corretamente grafadas e não trazem gírias ou erros gramaticais comuns de jovens.

Essa CURIOSIDADE sobre o tema deve ser acompanhada por mais uma enxurrada de empresas interessadas em entrar nesses ambientes 3D.


Uma reportagem q fiz em agosto sobre o tema eu usei o título "Entre agora, saia já, volte sempre".... Se vc saiu, essa é a hora de voltar, só para ver como está tudo por lá. Pode estar crescendo algo q vc provavelmente não acreditaria se não visse com seus próprios olhos de avatar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Pequena lista de Mundos Virtuais

O Second Life, Linden Lab, fez o mundo abrir os olhos para o fenômeno dos ambientes virtuais em 3D. Pessoas e empresas correram para essa paisagem de bits e criaram ilhas exuberantes e avatares fashionistas.

O hype sobre o SL passou logo, durou apenas uns meses.

Já no início de 2007 haviam empresas insatisfeitas com a experiência. Foi um canto de sereia para muitos..... ou, um conto do vigário, no caso de companhias.

O assunto esfriou, aliás, quase caiu no esquecimento. Esse balde de água fria é bem injusto, na minha opinião. É preciso analisar com um pouco mais de cuidado tudo isso... e experimentar um pouco mais tb.

Uma pesquisa da e-Marketer mostra que crianças e jovens americanos começam a gastar mais tempo e dar mais atenção a esses mundos virtuais. As crianças entre 3 e 11 anos que acessaram a internet pelo menos uma vez por mês já somam 41,5% desse público. Dessas, as que utilizaram mundos virtuais chegam a 24%. São 34,3 milhões de crianças e jovens qua já sabem interagir em ambientes como o Second Life. A consultoria estima que em 2011 haverá 53% desse público frequentando mundos virtuais.

A coordenadora da pesquisa, Debra Aho Williamson, alerta para a riqueza de interação que as crianças de hoje estarão fazendo nesse futuro próximo.

"Eles estão crescendo com mais coisas além da habilidade de fazer uma networking social. Eles sabem interagir com outras pessoas, comprar, aprender e jogar nesses ambientes gráficos".

Não dá mesmo para negar que esses mundos virtuais vão melhorar e achar um público menos fugaz e mais fiel do que aquele que fez o hype do Second Life. Isso trará de volta a discussão e as boas espectativas de negócio.

E...

Para irmos já nos acostumando com isso e pesquisando esse leque de novidades e oportunidades, compilei uma pequena lista de 36 mundos virtuais e redes sociais que em algum momento disseram que podem evoluir para um ambiente mais gráfico. Se vcs sentiram falta de alguma aí embaixo, please, deixem um comentário com nome do mundo vritual, link e um pequeno parecer sobre ele.

  1. ActiveWorlds - plataforma para construção de mundos 3D.
  2. Catster - Rede para gatos. Vc cadastra seu pet e faz amizades para ele... e nem precisa saber miar.
  3. Club Penguin - Para crianças. A Disney comprou em 2007 dizendo q ia usar para fazer uma socialnet de jogos. Esperar para ver
  4. Cyworld - é uma socialnet coreana q prometeu virar 3D, mas não achei o link em ingl e não manjo lhufas de coreano.
  5. Dogster - social net para pets... só cães.
  6. Eve - - é um MMPORG espacial. Recentemente contratou um economista para fiscalizar as transações dos usuários.
  7. Flowplay - Doll e jogos q se transformou em rede social e almeja virar mundo virtual.
  8. Forterra - Ambiente 3D com foco corporativo e militar.
  9. Gaia - 3D para adolescentes que gostam de todo o lance de Otakus (fãs de animes, desenhos)
  10. GoPets – Rede de bichos virtuais disponíveis para adoção. Ah, claro, os donos podem se socializar por lá, tb.
  11. Habbo Hotel - O mundinho é juvenil, mas já passou por tanta coisa q fez dele um negócio até maduro.
  12. HipiHi - Imaginou o Second Life em ChinÊs?
  13. Icarus Platform – Para criação de mundos 3D, da Icarus Studios –
  14. IMVU - 3D adolescente com visual parecido com Winks e talz
  15. Kaneva Platfrom – Mundo virtual e plataforma, no estilo Second Life – http://www.secondlife –
  16. Millsberry - não consegui acessar nem maiores informações publicadas, mas dizem q é interessante.
  17. MoiPal – Espécie de tamagoshi para celular. No site, os bonecos interagem com jogos.
  18. My Mini Life - mundo virtual, visual simples que lembra um pouco o Haboo e um pouco o SIMs
  19. Neopets - social net para pets.. qq um... sem preconceito.
  20. Ogoglio – Plataforma para desenvolvimento de redes sociais e mundos virtuais, licenciada pela Apache 2.
  21. Project Darkstar – projeto da Sun Mirosystems para mundos e jogos on-line. –
  22. Protonmedia - tb para construção de 3D corporativo
  23. ProtoSphere – Plataforma da Próton Media para mundos 3D. A empresa planeja vender para outras companhias utilizarem com treinamento e videoconferência.
  24. Qwaq - um mundo virtual com cara de escritório.
  25. Stardoll Platform – Mais um de bonecas de papel para meninas adolescentes. Quem se associa acaba formando uma rede de amizades. Vc acha bobo? Muita gente também, mas faz um sucessão entre quem tem 12 a 17 anos e gosta de cor-de-rosa.
  26. Sulake - é a empresa do juvenil Haboo HOtel. Volta e meia se comenta q ela lançará novos produtos para outros públicos.
  27. There.com – mundo virtual da Makena Technologies. Causou um hype bem antes do SL, mas depois foi esquecido pela mídia –
  28. Three Rings-Whirled – Mundo virtual simples e com rede social. Tem cara de supernintendo.
  29. TyGirlz – Tudo é rosinha, tem flores, corações.. para garotas, e adolescentes.
  30. Unisfair Virtual Event – A empresa promete criar eventos, trade shows, palestras e encontros de negócios virtuais. Não achei nada sobre conversão de moedas virtuais para reais ou pontos sobre essa e outras sinucas econômicas. Mas, vale acompanhar.
  31. Utherverse – um mundo no estilo Second Life, porém muito (muito mesmo!!!) mais sexualizado.
  32. View 22 - Immersiv Platform – A plataforma é direcionada a criar pequenos ambientes virtuais para que outras empresas utilizem no e-commerce. Demonstrar produtos, por exemplo.
  33. vSide – Boate Digital, com DJs e muita música. Bom para quem envelheceu e quer manter a aparência de baladeiro jovem...
  34. Webkinz – para bichos de pelúcia. É... eu também achei q já tinha visto de tudo.
  35. Whyville – Mundo cheio de jogos para testar conhecimentos dos usuários. Parece uma imensa gincana virtual. Não é 3D, mas é citado em vários textos q achei sobre mundos virtuais. Acrescentei aqui meio com receio de estar fora do contexto... mas, já era.
  36. Zwinktopia – - Smileys e dolls. Parece bobo, mas faz um sucesso tremendo nos EUA. Usa Smileys e afins pra chamar a galera e criar networking.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

O conteúdo é rei

Os internautas estão consumindo mais conteúdo do que há quatro anos. Em 2003 eles gastavam 46% do tempo com comunicação e só 34% com conteúdo.

Isso mudou.

O dado apresentado na pesquisa de 2007 encomendada pela Online Publishers Association mostra que 0tempo gasto com consumo de conteúdo passou a ser 47% . Já a comunicabilidade ficou em 33%.

Inverteu.

De acordo com vários relatos que vi das fontes da OPA comentando os números, esses dados foram impulsionados pelos vídeos on-line e pelo aumento serviços de informação relevante e pontual - como previsão do tempo e notícias quentes - além da proliferação dos acessos em banda larga.

Mas, há, para mim, uma questão não levantada. Praticamente tudo que está na Internet hoje pode ser considerado conteúdo. Uma rede social é comunicação+conteúdo, idem os blogs.... mesmo sites de e-commerce estão oferecendo algum tipo de comentário de usuários... sem contar os RSS que se espalham >>> se quiser entender isso como um sucesso da Web 2.0, está correto.

Tudo vira conteúdo? Sim. Na verdade isso é resultado de outro fator
= "Tudo vira mídia"... e, sendo assim... dá-lhe conteúdo.
E...
ah!... Costumo me apresentar como conteudista às vezes.... e, após uma pequena explicação, há sempre um olhar de aprovação à novidade.
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terça-feira, 7 de agosto de 2007

Estranhos confiáveis, jornais... nem tanto

A consultoria e-Marketer cruzou duas pesquisas, uma recente do Bridge Ratings/ e outra antiga da University of Massachusetts, para discutir o crescimento dos influenciadores que afetam a propaganda tradicional. É um texto interessante... leiam.

Mas, esse trabalho traz um outro dado escondido pra lá de animador aos pesquisadores de novas mídias e aos críticos do jornalismo mainstream. Ao analisarmos a tabela do estudo sobre o poder do "boca-a-boca", com dados de 1997 e 2007 vemos que nesse período as pessoas passaram a confiar

mais em >>>>>> "Estranhos com experiência" ( 4,2 para 7,9 )
e menos em >>>>>"Jornais e Revistas" ( 8,1 para 6,1 ).

Blogs, podacasts e links de uma forma geral estão promovendo um exercito de influenciadores desconhecidos.... Eles não param de publicar e distribuir opiniões sobre moda, comportamento, política e futilidades...

...Durma-se com um barulho desses.
Pesadelos?!?!!? ... olha, talvez isso piore.
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quinta-feira, 26 de julho de 2007

Plugados sim, geeks não

O estudo “Circuits of Cool/Digital Playground” - feito em conjunto com a Viacom e a Microsoft Digital Advertising - é um verdadeiro apanhado sobre o comportamento dos jovens frente às tralhas digitais conectadas.

Ambas as empresas estão interessadas em entender o fenômeno da comunicação feita à base de celulares, sites de sociabilização, avatares, tocadores de música e vídeo, e mais uma lista imensa de badulaques eletrônicos. Vale a pena dar uma olhada nos destaques colocados no MarketingCharts.

O mais interessante é que os jovens parecem realmente apaixonados pelos seus aparelhos eletônicos e sabem usá-los de cabo a rabo.... Só que não são GEEKS... por exemplo, somente 20% dos jovens entre 14 e 24 anos se dizem interessados em tecnologia.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Como perder um peer

Os textos farpantes da Renata Corrêa passaram do "Mundo Estranho" para o "Letra Preta"... do Blogger.com.br para o Wordpress. Motivo:

"O Blogger Brasil só me sacaneia. Põe pop ups malditas, come textos, as funções como postagem de links e imagens estão funcionando mal e porcamente quando querem (basta ver como eu postei o endereço do novo blog na nota acima). Isso aqui virou uma terra de ninguém, e sinceramente não tô afim de confiar o que é me é tão caro a esse sistema."
Não é o primeiro peer que o Wordpress ganha de graça da concorrência. Só dos blogs aqui linkados foram para lá recentemente o "Pérolas" e o "Jesus, me chicoteia". E... olha... assim... q ninguém nos escute... quem trabalha com internet e não valoriza um peer não merece qualquer sucesso.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Filhos ajudam pais a dominar a internet

Pesquisa do Stars for Kidz com jovens entre 8 e 14 anos mostra que a nova geração é a muleta mais usada por pais na hora de interagir no mundo online.
..
O curioso disso é que os pais geralmente censuram várias atividades dos filhos na Net. Mas, na hora do aperto...

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Yahoo: ”The Semantic Web is Dead”

A web semântica (ou inteligente... ou a 3.0 agora q inventaram upgrade de versão para isso com o dizqmediz da web 2.0) já era. Pelo menos no seu conceito utópico de absoluta interligação entre os dados dispersos para a construção de um manancial infinito de coleta de informações. Isso é o q defende o pesquisador do Yahoo, Mor Naaman, no blog da empresa. A declaração foi feita em um evento lotado de especialistas deslumbrados com as possibilidades da web semântica, na International World Wide Web Conference em Alberta, Canada.

Ele está bem desiludido quanto ao conceito divulgado atualmente... Segundo os entendidos, a web 3.0 seria uma rede na qual todo o conteúdo e a mídia estaria "etiquetada" de um modo que qualquer sistema poderia pegar dados de outros para compor uma terceira informação nova ou mais completa.

Mas, para Naaman, não há meios de se fazer isso. As pessoas não vão ficar cadastrando cada arquivo existente na internet. No máximo, elas podem criar algumas descrições simples e tags como no YouTube e no Flickr... ele também faz um elenco de problemas a serem resolvidos, comportamentais e de opções tecnológicas.

No final do texto, cheio de links, ele se mostra um pouco menos enfático, mas não chega a ser esperançoso de que novos esforços consigam botar o conceito nos trilhos novamente.


"To summarize and conclude, let me tone down my claim. The Semantic Web is not dead; but the grand vision of “A Semantic Web” will not be achieved."


Com esse pensamento, o artigo que enaltecia a web 3.0, publicado em dezembro pelo jornalista John Markoff, no NY Times, vira obra de ficção. No texto que teve um bom barulho na época, o conceito da web semântica é enaltecido. Markoff, que foi um dos responsáveis em transformar o hacker Kevin Mitnick em celebridade e lenda, vislumbra que a nova Internet será baseada nas comunidades que se formaram na Web 2.0 e na capacidade dos sistemas cruzarem dados dispersos e livres publicados por toda a rede mundial.... Será??? Agora até eu fiquei com dúvidas.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Usuário de PC é pobre, internauta é rico

O presidente Luíz Inácio Lula da Silva disse, em mais uma brilhante amostra de inteligência hipermoderna, que o computador deixou de ser coisa de rico no Brasil. O insight aconteceu durante o anúncio do financiamento do governo para popularizar essas máquinas. Hoje, uma boa geringonça de mesa pode ser comprada por cerca de mil reais e um laptop básico, com essa forcinha do governo, vai sair por R$ 1.800. Na reportagem da Folha, ele diz:

"No Brasil, o computador deixou de ser coisa de rico e o conhecimento deixou de ser para poucos. Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas a inclusão digital é cada vez mais uma realidade neste país", disse Lula hoje na cerimônia de inauguração da fábrica da Dell, em Hortolândia (105 km a noroeste de São Paulo)
Por favor, não acredite nisso! Uma coisa é ter computador em mãos e outra é saber usá-lo para gerar conhecimento... outra ainda muito diferente é saber usá-lo para adquirir sabedoria.

É bem verdade que os programas de inclusão digital estão indo razoavelmente bem. Poderiam ser mais ágeis e abrangentes. Mas, qq inclusão é melhor do que nenhuma inclusão.

Só que no caso da frase do presidente há um equívoco. Um computador sem conexão é como um carro com o tanque de combustível na reserva. Vc pode ligá-lo, pode até fazer coisas simples como ir na feira, brincar de datilógrafo, visitar a tia no bairro vizinho ou brincar de PaintBrush.... Mas, viajar e ganhar dinheiro que é bom... Essas outras opções ainda são privilégio em Pindorama.

O Brasil tem 188 milhões de habitantes e só possui 20 milhões de pessoas que acessam a rede pelo menos uma vez por mês --(esse número é uma média que eu uso já que o Ibope dá 16 milhões e o CGI dá mais de 30 milhões)--. Desse total, somente 6 milhões têm acesso ao supra-sumo da experiência digital que é a banda Larga. Ainda mais alarmante: o último PNAD revelou que 79% dos brasileiros nunca nem chegaram perto de Internet.

Como se percebe, o computador caminha sim para ser mais um eletrodoméstico na casa dos pobres... mas a conectividade -- apesar da queda dos preços e das promoções Telefônica+TVA e Net Combo -- ainda não. Usuários de computador desconectado são os POBRES,...
......
!!!

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