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quarta-feira, 30 de março de 2011

A invasão das telas, Big Brother Brasil e o delivery

Já repararam que o mundo está sendo invadido por telas? Pense quantas são parte de sua vida durante um dia. Vou dar algumas pistas de onde elas estão:

  • TV
  • PC
  • Celular
  • Propaganda nas lojas e outros digital signage do varejo
  • Painéis em lanchonetes
  • Tablets
  • Notebooks
  • Elevador
  • Ônibus e metrô
  • GPS
  • Porta-retratos
  • Lousas da faculdade
  • VideoWalls - um dos estádios da Copa do Qatar será todo "murado" com telas

Existem outras q não lembrei nesses minutos escrevendo esse texto.

São tantas que o fundador da revista Wired, Kevin Kelly, chega a criar um verbo para isso. Ele chama essa tendência de screening e acredita que tudo possa virar uma tela... qualquer superfície. E é a mais pura verdade.

Há diversas pesquisas e conceitos de produtos que trabalham a idéia de "telar" qq coisa.

Em alguns filmes e seriados da TV já é possível ver mesas transformadas em telas. Em vez de ficar usando mouse e olhando para algo apoiado na sua frente, vc usa uma mesa touchscreen para fazer tudo que faria no seu antigo computador de mesa. Não é algo popular, mas irá ser.

Algumas empresas de eletrônicos estão se aproximando do mundo da moda para usar a roupa como tela. Já existem alguns exemplos por aí e a novidade já apareceu em alguns desfiles badalados. Pena que não houve o destaque ideal no noticiário.

iPad,Kindle e outros aparelhos do tipo, embora tenham diferenças conceituais, são um outro tipo de avanço nesse screening. Eles transformam o papel em tela. Não é por acaso que a indústria de jornais, revistas e livros mostra tanto interesse em participar dessa revolução.

Onde isso vai parar?

O próprio Kelly dá algumas dicas nessa notícia aí do TechCrunch (mas, não consuma tudo de uma vez pq há alí alguns deslumbramentos e focos demasiados em modelos atuais que buscam rentabilidade). Ele acredita que além do "telar" existem mais cinco verbos que irão nortear os avanços tecnológicos nesse aspecto. Três deles são de fácil compreensão por quem já utiliza alguns desses equipamentos citados acima:

Interagir, Compartilhar e Acessar.

praticamente um resumo de qualquer palestra meia-boca sobre tendências tecnológicas for dummies


Um quarto verbo é Fluir. Isso tem ligação com o envio imediato do conteúdo. O streaming no lugar do vídeo gravado. O "ao vivo" em vez do fato defunto que provavelmente já foi twittado ou enviado por SMS. O imediatismo, o "aqui e agora", etc (lembre-se aqui q eu pedi para não acreditar piamente em tudo nem com fé cega).

Há tb o q ele chama de Generating - que seria o produzir algo em cima do subsídio disponível no mundo. É como se vc fosse uma máquina de gerar conteúdo. Pode copiar simplesmente ou usar algo desse manancial de recursos e fabricar uma outra coisa com algum diferencial, mesclar mais de duas coisas e meter suas próprias idéias naquele primeiro material coletado. Talvez a imagem de pegar uma pedra bruta, imaginar uma jóia, lapidar, colocar num suporte e expor seja a mais ideal.

Tem de ser algo difícil de copiar na forma ou no prazo porque outros terão acesso ao mesmo material primário. Diferenciais ou rapidez extrema... ou ambos.... vc escolhe.

Esses são os verbos

Existem outros avanços que podem vir por aí, como sensores e novos materiais que transformam realmente qq superfície em tela -- e não "coloque uma tela em cima de qq superfície".

Mas é preciso que tudo seja usado simultâneamente.

Pq eles podem agravar um problema que já vivemos. Com tantos novos canais disponíveis, o que colocar neles?

Eu não gostaria de ver Big Brother Brasil por todo lugar que olhasse. Iria enjoar da mais bela musa do cinema se ela me perseguisse do elevador ao mictório do bar. E seria extremamente desinteressante ser bombardeado pela mesma notícia factual durante horas num único dia.

Ou seja.... além de decorar como funciona esse novo mundo é necessário transformar tudo isso num mundo novo. Tenho certeza que muitas empresas irão aproveitar isso para ampliar o faturamento em cima do mesmo produto. Irão enfiá-lo em tudo.... o que trará sim mais dinheiro e, devido ao modelo de economia de escala, tornará o ecossistema do negócio mais barato.

Contudo, é bom que não forcem a barra ...

porque senão a única revolução que o mundo das telas irá promover será o aumento gigantesco do delivery.Ninguém irá sair de casa.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Como fazer jornais com o Twitter

Tenho brincado muito com o Paper.li, um site que permite fazer uma espécie de jornal com o Twitter. Não é perfeito. É algo bem "fazer uma espécie de jornal" mesmo. Porém, interessante. As mensagens mais importantes, de acordo com uma seleção de palavras-chave e hashtags escolhidas por vc, aparecem como se fossem manchetes de um jornal impresso.

É um jeito fácil de virar jornalista... bom... pra quem tem esse sonho na vida. Um jornalista-copia-e-cola é verdade. Ou, como se diz dentro das redações, um especialista em gillette-press.

Vc não irá fazer reportagens investigativas ou ter mais acesso às fontes, etc com o Paper.li. Vai apenas montar o seu jornal. Aquilo que mais te interessa.

Parece pouco, mas não é.

Eu, por exemplo, prefiro ler mais notícias sobre ciência, tecnologia do que política. Para mim, um bom jornal teria uma seção de política menor que o horóscopo.

Para outras pessoas não. O ideal é justamente o contrário.

Gosto de negócios e economia, mas não estou nem aí para a maioria das manchetes desse tema nos jornais mais famosos. Quero ler sobre assuntos específicos como inovação.

Esse é um problema no estilo normal (industrial e de escala) do jornalismo tradicional. Não dá pra ser do jeito que todo mundo gosta. Não dá pra ser mais profundo de acordo com o conhecimento específico de cada leitor... Então, fica tudo no limite da superficialidade aceitável para ser lido pela média dos consumidores de notícia.

O Paper.li não é ideal, mas dá uma bela ajambrada nesse problema. Realmente fica um jornal mais ao seu gosto. E parece um jornal mesmo... visualmente falando. Algo que ainda não tenho certeza se é muito bom ou muito ruim. Talvez seja só OK.

Creio que nos acostumamos muito a consumir esse tipo de visualização com títulos destacados, fotos e boa diagramação. Não tenho nada absolutamente contra as criações de novas interfaces para notícias. Tampouco acho esse formato final do paper.li o ideal de ser utilizado para mostrar conteúdo jornalístico. Creio que é meio inércia. Passei a vida toda vendo notícia assim e assim eu consumo meio que sem pensar na forma.

Há outros serviços que são agregadores de manchetes de mídias sociais. O Bitly News, por exemplo, apresenta uma lista do que é mais divulgado usando o encurtador de URLs Bit.ly. Está longe de um "Oh!Meu Deus"!

O MyTweetMag tem uma apresentação um pouco melhor e o sistema permite que vc brinque de editor com algumas coisas. Clique em Start Your Own Magazine e vá se divertindo. Criei um jornal lá. O problema é q o visual não é grande coisa. Também vira uma lista. Ou melhor, parece uma série de postagens de um blog. Outro problema é que vc só pode colocar três palavras para ele caçar no noticiário.

Com isso, o Paper.li sai na frente. Além do visual, a ferramenta tem mais opções.

Criei cinco ou seis desses twornais. Mas, só publiquei dois. Ainda estou testando o treco. Ele permite várias palavras-chave e vários jeitos de refinar a busca que ele faz no noticiário. O FAQ do site, lá no fim, explica isso.

Um que deu trabalho para ficar ajeitado é o "Mal é o que Sai da Boca". É sobre comida. Tem gastronomia mauricinha, nutrição, acompanhamento do mercado de commodities em época de especulação com preço de comida, etc. Tem tb muito clima de prazer em comer e beber. Para criá-lo, utilizei somente palavras-chave e pedi pro sistema seguir todo o Twitter. O complicado foi acertar quais palavras davam certo.

Outro que gosto bastante, mas não deu tanto trabalho assim é "Odiário do Fim do Mundo".
Assim mesmo.. odiário
de ódio,
não de diário.

A brincadeira no título já é pra sinalizar que nas manchetes vc só tem distopia tecnológica. Para esse, eu precisei seguir as pessoas certas no Twitter, criar uma lista específica e pedir pro sistema buscar manchetes somente nela. Foi chato ficar listando. Mas, uma vez decidido o que fazer tudo ficou só no clica daqui, clica dali. O único senão é que há muito deslumbramento com a tecnologia no noticiário e pouca noção da singularidade tech. Então, por vezes ele não sai. Não há material suficiente. Estou trabalhando nesse problema.

Tenho mais quatro ou cinco assim. Qdo estiverem OK eu publico. Um é inclusive uma apropriação de uma lista alheia com tags definidas para inverter o sentido da própria lista. Por enqto não deu certo. Qdo der eu publico.

Será o Paper.li um sinal do novo jornalismo baseado nas mídias sociais? Olha, bem de leve. Que dá uma esbarrada dá. O próprio Twitter pode ser melhor utilizado pelos jornalistas, conforme escrevi uma vez qdo ainda eu tinha apenas um ano de uso da ferramenta. No meu ponto de vista é só o começo. Sinais de mudança surgirão mesmo qdo algo como o Paper.li começar a se misturar com coisas como o Statsheet e tivermos bots jornalistas ou robôs jornalistas.... se bem q o que não falta nesse mercado é jornalista robotizado.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Previsões para 2011

Algumas tendências para ficar de olho em 2011. Como (quase) todo ano faço, descrevo algumas coisas que, creio, serão mais fortes no ano que chega. Quem me conhece sabe que não é aquele tipo de lista de "o que vai acontecer em 2011". É mais uma lista de "agora vai". Não é o modelo consolidado, são ondas que ficaram tão fortes que nos arrastarão de agora em diante. Não é uma lista do que ver em 2011, mas uma lista daquilo que vc deve começar a ver a partir de 2011.

Medo do terrorismo, neocons e intolerância - eu poderia escrever um post sobre cada uma dessas forças que, na minha opinião, serão macrotendências que definirão outras. Mas, acho q elas se encaixam num pacotão de comportamento que vem ganhando espaço nas decisões de governos e empresas. Há um receio cada vez maior de que algo catastrófico possa acontecer. O que exatamente? Não importa... pq a crença de que vai acontecer é maior do que qq reflexão sobre a realidade. Com isso, os novos conservadores (neocons), que dominam o pensamento decisivo em governos e empresas ganham espaço e começam a bolar táticas para proteção. Mais vigilância, mais perseguição. Tudo apoiado por mais tecnologia. E fora da cúpula das decisões, isso irá encontrar eco em muita gente que é intolerante. Não gosta do governo eleito, não gosta de homossexuais, de pobre, etc. Todos tentarão encontrar um novo 9/11 para efetivar seus medos. //// Dá pra trabalhar isso. Um dos meus próximos posts será como usar esses conceitos para falar da sustentabilidade.

Mídias sociais já eram - Não que elas acabem. Pelo contrário, serão cada vez mais importantes para um monte de coisas. Mas, não haverá grandes inovações. Tudo o que ocorrer nesse setor poderá ser considerado um avanço paralelo. Novas ferramentas que se ligam em outras, novas características que potencializam o que já existe ou fragmentação com novas redes de nichos. Isso não é ruim. Mostra que é hora de planejar direito o que fazer com tudo isso que fatalmente será parte da nossa vida.

A nova fronteira da tecnologia - Durante os últimos dois anos tenho conversado com muito especialista (dos bons) que pregava que coisas como Twitter, Orkut e Facebook seriam parte da última fronteira da tecnologia. Depois de digitalizarmos nosso comportamento, amizade, relacionamento, comunicação... interação social, enfim... nada mais restava. Pois eles não viram um lugar onde não havia tecnologia: dentro de nós. Olho com chip, pernas e braços que parecem computadores e neurosensores são parte de um desenvolvimento q tem sido pouco falado. A última fronteira não é expansão, é introdução. E é só o primeiro passo... Deixa o que nós conhecemos como informática mudar. Moléculas em vez de silício, química no lugar da eletrônica, nanotecnologia no lugar de gadgets.

Nerd é comum, Internet não é underground - O estereótipo de nerd equivale ao nosso "querido" CDF. Mas, a indústria de Hollywood e a mídia americana precisava de um termo para definir o jovem empresário que dominava o mundo. Não havia um rótulo para Bill Gates e seus seguidores. A gíria escolar nerd foi sublimada e difundida então. Há alguns anos, nerd (ou geek) não quer dizer nada. Basta saber algo mais sobre computador e cultura pop q vc é rotulado assim. Com a Internet, qq um pode saber isso. Ao mesmo tempo, o mundo digital não é mais novidade. Poucos grandes conglomerados produzem tudo o que vc lê (Vivendi, NewsCorp, Viacom, Disney entre elas.... A Globo, Estadão e a Folha no Brasil... ). Todas estão muito bem fora da Internet e dentro da Internet. Isso vem se acentuando. Tanto que o que geralmente é discussão nas redes sociais é só um reflexo do que passa nelas. E 2010 não teve um fato sequer que apontasse que nerd é algo que direciona ao novo e que Internet não é mainstream. OK... o Wikileaks... Mas, o site não mostra, na realidade, que é preciso combater esse mainstream? Em 2011 , não haverá jeito de achar q nerd é novo e Internet é underground. Será a pedra fundamental no túmulo desses conceitos que já dão sinais de ocaso há alguns anos.

Reconhecimento facial - É uma das únicas coisas em temos de tecnologia da informação que me entusiasma. Na excelente reportagem do NYTimes sobre computadores que fazem reconhecimento facial uma série de avanços é mostrada. As máquinas estão cada dia mais avançadas nesse aspecto. Recentemente eu vi uma demonstração de um aplicativo que seria inserido em cartazes de propaganda eletrônica (digital signage) e conseguia identificar se uma pessoa é homem ou mulher e qual o humor que apresentavam. De acordo com isso, uma dica de consumo seria apresentada. Argumentei sobre a possibilidade de cruzamentos com bancos de dados de cartão de crédito, contas de telefone etc. Assim, além de saber o q a pessoa apresentava naquele momento, seria possível tirar todo o perfil dela. Bom.... e ruim... a reportagem discute um pouco disso.

O que é um computador mesmo? - Eu tenho um carro meia-boca que a única parte cyber é uma central eletrônica que eu já troquei num ferro-velho. Mas, é um veículo velho. Hoje, a indústria automobilística está enfiando cada vez mais coisas digitais dos seus produtos. Os carros mais modernos, já no mercado, estão a um passo se transformarem em um smartphonezão com rodas. Se vc pensar bem, um celular poderia ser substituído por uma jóia de braço e um brinco. As empresas que trabalham com computadores vestíveis conseguiram estabilizar o custo de produção e estão prestes a entrar em uma economia de escala. Qualquer coisa que existe na sua casa pode virar um treco inteligente e conectado.

3D - Não é a TV... q, aliás, é um lixo e parece um monte de lâminas como sobras sobrepostas e que dá ânsia de vômito. Ver as coisas em três dimensões é algo útil e necessário. Não é nada novo. A humanidade sabe disso desde o Renascimento, desde os estudos sobre a perspectiva nos quadros, no séc 13. As porcarias das indústrias de tecnoologia é que não investiam para recuperar esse tempo perdido. Sairemos das trevas das duas dimensões.... a caminho da holografia interativa e da compreensão da Teoria M no dia-a-dia... Não! Não, não... Sem viagem... um simples 3D resolve.

Bioética - Tudo que deve se consolidar em 2011 leva a discussões legais, morais e éticas. Nada escapa. Com isso, questões sobre como matar seu pet robô, considerar ou não o recorde de um atleta com perna ciborgue, contratar ou não um funcionário com um biochip começarão a encher a cabeça de filósofos, especialistas de mercado, advogados e juízes ao mesmo tempo em que terão de pensar sobre novos sensores nas ruas, câmeras vigiando, banco de dados de cidadãos, chips na identidade, etc... Não acredito muito que usem esse termo. É muito novo e até assusta. Mas, no fundo estarão discutindo isso.

Direito fundamental 2.0 - Com tanto avanço, tanta vigilância, tanta oferta sendo mandada para meu prazer, a liberdade vira off-line. Todos têm de ter o direito de desligar o plug. Inovador e revolucionário será quem sabe lidar com o on-line e, principalmente, o off-line. Que sabe hackear o que não é on-line. Que sabe desligar tudo.... algo cada vez mais difícil.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Wikileaks, a orkutização

Demorei dias pra escrever sobre o "Wikileaks. Não porque estava em dúvida sobre sua importância ou porque não gostasse do trabalho desenvolvido pelo site. Simplesmente queria sentir algo impactante q condiz com minhas idéias sobre tecnologia.

Eu concordo com o fato de os telegramas vazados das embaixadas americanas serem a principal denúncia do site até hoje. As denúncias do Iraque e Afeganistão, divulgadas anteriormente, são visualmente mais fortes. Ver uma ação que metralha civis e jornalistas seguida de um comentário de trabalho bem feito é muito mais impactante no começo. Ver as torturas cometidas contra presos de guerra antes do almoço não é recomendável. Mas, saber que a principal potência do mundo troca mensagens de picuinhas sobre líderes mundiais baseadas em reportagens de jornais é muito mais triste. Para nós, habitantes de um país considerado periferia do mundo, é degradante.

Nós sabemos as mesmas coisas que a Hilary Clinton e os falcões da Casa Branca sabem... TERRRÍVEL ISSO!!! pra eles... e para os contribuintes americanos.

Aliás, os contribuintes americanos são os maiores beneficiados com o Wikileaks.

Pelo site eles souberam que:

  • - os impostos pagos são pessimamente usados pq só trazem informações conhecidas e os serviços de inteligência estão comendo dinheiro.
  • - estão pagando por tortura. (tem quem goste, tem quem não goste e paga do mesmo jeito).
  • - O dinheiro dos impostos não impede vazamentos para terroristas.
  • - Os políticos americanos não encaixam no mundo atual da Internet.

Mas, a coisa mais marcante que ficou na minha cabeça sobre o Wikileaks é o seguinte:

Wikileaks é a Orkutização do jornalismo investigativo.

Antes, investigar tretas de governo e empresas era coisa de jornalistas especializados. Aqueles que tinham acesso privilegiado às fontes que burlavam a segurança oficial para vazar documentos que provavam alguma atitude antidemocrática ou ilícita.

Isso agora é do Povão.

Qq um pode investigar.

Qq fulano pode ser um Bob Woodward e Carl Bernstein. Ou... melhor... qq ZéMané brasileiro pode ser melhor que o César Tralli, da Globo.

Para isso, basta acessar o Wikileaks e ir fuçando os documentos. Não é um trabalho fácil. Precisa entender alguma coisa de investigação. Tem de cruzar mais de um documento ou, no mínimo, ver a época em que foram divulgados e qual o contexto histórico de qq declaração. Mas, tb não é um bicho-de-sete-cabeças. Um pouquinho de massa cinzenta resolve.

Talvez, por isso, o maior medo que tenho visto em relação ao Wikileaks venha de gente que tb teme a orkutização de tudo. Existe um povo que não gosta de povo. Eles têm medo que sua privacidade vaze.

Oras, eu não entendo isso. Na quase totalidade, é um tipo de gente que tb está no Facebook. E o Facebook vaza muito mais dados pessoais do q o Wikileaks. O q o Wikileaks tem feito é vazar dados do governo e empresas para você. O q o Facebook faz é vazar dados seus para empresas e governo. Não entendo esse cagaço.

Sobre as análises até aqui do Wikileaks, eu acho todas válidas.Mas, com ressalvas.

- Guerra Cibernética - OK. É sim. Provavelmente a primeira cyberwar em âmbito mundial. Mas, já existiram outras. Georgia, Estonia, Taiwan e Myanmar já sofreram ataques cibernéticos e há quem diga que o próprio governo americano faz isso constantemente e chegou mesmo a fazer para tirar o Wikileaks do ar. Só q cyberwar é um pedaço de um conceito maior chamado Guerra de Quarta Geração... muito pior. Sem defunto. Ou melhor, sem corpo e a distância.

- Anônimos como força. Isso é super OK. Mas, tb foi um caso isolado até agora. Foi a primeira vez que uma quantidade extraordinária de gente que não entende de hacktivismo lutou. Qdo eles se reunirão novamente é uma incógnita. Não vai ser toda hora.

- Tendência. Sim. Outros sites como o Wikileaks vão proliferar. Mas, mais do que os sites, a atitude de vazar pode contaminar muita gente na Internet. Divulgar informações que revelam ações ilegais para a concentração de poder devem dar o tom nos próximos anos. Não tem a ver com o verbo vazar exatamente. Tem ligação com a força que a transparência e a sustentabilidade tem conseguido com os consumidores.

- Medo. Eu não gosto, mas até entendo o medo de quem vê no Wikileaks uma semente de uma atitude anti-privacidade. O site em si não tem motivo nenhum para isso. Ele só mostra como governos, principalmente o americano, é ruim e antidemocrático. Mas, há outros movimentos pelo mundo que podem se misturar no hype da discussão e fazer um melê. Há um site que vaza declarações sobre colegas de profissão. Certamente virão outros e virão paralelamente ao Wikileaks. Podem começar a ganhar mais vitrine pq de alguma forma tb são ligados a vazamentos.

- Julina Assange é um herói? Não. Isso é coisa de livros e cinema. Não existiam heróis que não tivessem pisado no tomate antes e não existem ainda. Assange é um gestor de um site importante para o mundo atual. É acusado de um crime comum em muitos países, mas grave na Suécia. Deve responder por isso pq é algo que afeta a relação e o respeito pelas mulheres. É humano e, provavelmente tem mais defeitos do que qualidades. Mas, sem ele a gente não estaria com os pelos ouriçados agora. É, sem dúvida, o personagem do ano.

Há muitas perguntas para serem respondidas ainda sobre o Wikileaks e Julian Assange. Mas, essas são as minhas certezas.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O novo Twitter e o velho sonho

Ontem ocorreu o lançamento da nova interface do Twitter. O anúncio foi feito durante a noite e pegou de surpresa muito jornalista no Brasil. Eu, por acaso (ow... faz-me rir) estava on-line trabalhando e pude acompanhar o evento muito porcamente por um streaming. Mas, foi irresistível não ficar comentando com algumas pessoas a novidade.

Em resumo, os criadores do Twitter concentraram-se no seu produto principal, o site do Twitter. Existem centenas de desenvolvedores independentes que criam soluções para usar o Twitter no celular, no navegador, que deixam fazer textos mais longos, colocar vídeos, fotos etc. Mas, eles focaram só no Twitter.com, que é o jeito mais usado do treco, 78% usam o Twitter pela Web. veja

Essa é a apresentação oficial do Novo Twitter.

A novidade, não me pareceu uma novidade. No fundo, eles só acrescentaram alguns serviços criados por desenvolvedores e fortaleceram a infraestrutura tecnológica e a interface para facilitar a publicação e a visualização de tudo isso. A página nova dos usuários ficará assim, o @ikegalli foi um dos primeiros a sentir a mudança logo de cara.

Eu tenho alguns receios quanto ao novo Twitter. Mas, eles são muito ligados à usabilidade do serviço por essa nova interface web, peso, travamento.... Sendo assim, é algo que pode ser driblado por um aplicativo mais simples, como o Echofon, por exemplo. Então não vou me deter nisso.

Minha preocupação maior é sobre o futuro do Twitter... é que achei o Twitter novo muito parecido com o Facebook. Isso ainda me deixa dúvidas se é bom ou ruim. O Facebook é uma rede social mais completa em termos de ferramentas e tem lá seu valor muito bem aceito. Imitá-lo é como refugar na inovação, deixar de ditar tendência e passar a seguir a de um concorrente.

Pode dar certo. Só q em geral não dá. Especialistas em Mkt sabem q a primeira imagem é a que fica (thiiiipuuu.... não adianta um sabão em pó gastar os tubos pra dizer q lava mais branco pq todo mundo tem no inconsciente q quem lava mais branco é OMO). É necessária uma diferenciação.

No Twitter, essa diferenciação era ser um serviço focado no "aqui-agora" e simplicidade extrema.

Traduzindo. Qq um, desde o zé mané q sou eu até a Lady Gaga e o Stephen Fry podiam publicar o q estavam pensando ou fazendo naquele exato momento. Vários outros sites de redes sociais tb. Mas, o Twitter ficou na nossa mente por isso. O que está rolando. E não "o que rolou q eu posso ver". O Twitter virou o Plantão da Globo mundial de cada um de nós - com informações úteis ou não.

Com as mudanças, o Twitter é o agora e o passado recente (coisa de dias). Se iguala à outras redes.

É uma briga boa.

Eu sou um crítico do Orkut tentar imitar o Facebook. Pra mim isso tirou o sentido popular terceiromundista de um em favor de um elitismo anglo-saxão de outro. Papo complicado, mas q eliminou a essência de uma rede criada por um turco e que faz sucesso no Brasil e Índia por uma q faz nasceu de estudantes americanos brancos e filhos universitários de classe-média.

É impossível renegar tais origens. Mas, isso pode ser até um ponto favorável ao Twitter.

Só q a facebookização do Orkut é um problema para o Orkut no Brasil. Se há realmente essa facebookização do Twitter, ela ocorre em um mercado diferente (mundial) e em um momento posterior (redes sociais mais usadas e conhecidas). Não dá pra comparar.

Me parece, na essência, que o novo Twitter está buscando seu lugar ao sol num sonho recente almejado por todas essas redes sociais -- ser a plataforma tecnológica q irá traduzir e divulgar nós para o mundo. Ele quer ser nosso filtro da ubiquidade.

Não é só relacionamento. As redes sociais (vou adotar um conceito amplo aqui, muitos teóricos dividem isso em várias percepções) buscam ser o você ampliado.

O novo Twitter adicionou um monte de ferramentas que permitem isso. Vc não é só vc em texto. Pode ser em texto, vídeo, foto, som, mapa, etc. Agora, também não ó vc do momento, é o vc de agora há pouco, de uns instantes ou dias atrás.

Tudo era possível ser feito antes, só que com o uso de vários sites. Agora está tudo dentro do novo Twitter. Facebook e Orkut tb partiram pra isso um pouco antes com vários sabores e prioridades. Todos agora são concorrentes direto de Lifestreaming (q já foi conhecido como Lifecasting). O novo Twitter consolidou isso. Se é ele q vai sobreviver no mercado ou não, eu não sei e se tem alguém q diz q sabe está mentindo ou sendo ingênuo. Tem chances, muito boas até. Não o único nisso. Creio q o consumo tende a ser tão amplo q pensar em um dominando tudo isso é puro desconhecimento das forças de mercado.

Futuro
Isso é OK. Parece ser um caminho escolhido, já trilhado e até já estão colocando asfalto, placas de sinalização e mesmo um comércio em volta tem surgido.... tem até uns cruzamentos com moleques querendo vender bala :)

O problema todo continua a ser como ganhar dinheiro nessa trolha.

Bem ou mal. Todas essas empresas de mídia social sabem que o único faturamento possível é com serviços de publicidade. É por isso que elas tem se concentrado em gerar cada vez mais conteúdo porque a base aumenta e a busca se torna essencial.

Mas, o problema é que o aumento do conteúdo é um aumento geral. Aumenta a porcaria e a coisa bacana. Adivinha qual aumenta mais?

Problema? Sim, não, talvez.... não importa. O lance é que é assim. Conforme-se.

O legal de analisar o Novo Twitter é tentar ver justamente isso. Fazer o diabo pra aumentar a geração de conteúdo e tentar ser nossa interface de ubiquidade é só um passo em direção ao novo patamar disso tudo.

Como achar o q eu quero sem ser interrompido pelo q não quero? Como separar o eu do não-eu? O cumpadre do colega suportável de trampo? A notícia factual da análise-chute-no-saco sobre o mesmo tema?

Saída.... Inteligência Artificial, web-services, Internet semântica... Matrix :) .... ih, tem um monte de termos q definem e tratam desse novo momento.

Enquanto isso não chega, quem for a plataforma mais usada para mediar o você-você com o você-digital... quebra aí um galhão. Esse é o foco dessas empresas. Conhece o Contentus? Umas pensaram q poderiam chegar aí sendo mais fechadas, outras completamente abertas (questões q já são passado).

O novo Twitter é legal. Mas, legal mesmo é o que ele consolidou e abriu.

Consolidou?!?!?!

Ooops... próximo paradigma, please. Se já está OK, vamos olhar pra frente.

sábado, 7 de agosto de 2010

Como fazer e seguir listas no Twitter

Sabe o Who to Follow? ... esqueça.

O recurso de listas no Twitter não é novo. Foi lançado em outubro de 2009 e logo foi amplamente utilizado na rede social de tirinhas. (Pra vc quem tem pressa para uma dica, use o Listorious para achar boas listas - boa ferramenta gratuita) Essencialmente é..... um jeito de fazer listas. Algo de suma importância para o ser-humano depois que ele saiu da caverna.

- pegar água.
- acender o fogo.
- caçar um dente-de-sabre.
- coletar barro vermelho pra retocar a pintura na parede da caverna.
- arrumar um osso bonito pro cabelo da mulher.


Listas ajudam na ROTINA desde que temos rotinas.

Mas, as listas do Twitter não são "o que fazer". São mais sobre "onde está quem". Algo também essencial desde inventaram a roda e começamos a expandir os limites geográficos e conhecer mais pessoas. Esse recurso do Twitter é assim... uma agenda de contatos. Contudo, eu me apaixonei por ele usando na base do "o que saber".

Eu demorei uns três meses para fazer as primeiras listas e as mantive fechadas ao público. Estava testando o modo de usar, tirar o maior proveito. Hoje tenho 32 listas. Vinte são minhas, que é o limite permitido para um perfil criar. Outras 12 são listas que outros criaram e eu achei muito boas.

Opa.. leiam de novo essa última frase --- Esse é o melhor jeito de seguir listas.


Elas dependem de uma curadoria de conteúdo on line. Por isso, investigar os perfis para achar gente que seja um bom filtro sobre determinado assunto é sempre melhor do que tentar criar uma própria de um assunto no qual não se tem completo domínio. Por exemplo, o blogueiro Robert Scoble é especialista em vários assuntos. Dentre as 349 listas que ele segue, várias são interessantes como fonte de informação sobre pessoas e notícias de tecnologia, empreendedorismo digital e tb quem é quem no jornalismo de tech em língua inglesa. Gosta desses assuntos? Vá escarafunchar o dito cujo.

Outro jeito de achar boas listas é ver quem listou determinado perfil e, a partir daí, seguir essa lista ou ver outras que essa pessoa criou. Por exemplo, entre as mais de 12 mil listas q incluem o Scoble, há uma de notícias essenciais diárias, criada pelo @calderonroberto (q eu não conheço nem sigo). É uma boa lista que mistura informação de economia, geral e tecnologia. Esse perfil pode ter outras boas listas. Vá investigar... quem sabe...

Se vc não gostar da escolha dele, pode clicar em um perfil que vc julgue relevante e ver quais as listas que esse outro tem.

Isso pode ser feito várias vezes.

É cansativo. Mas, é uma das essências da Web e que a tornam interessante e geradora de conhecimento.

NAVEGAR fora das rotas. Criar rotas e portos seguros.

O maior segredo é saber quem separa melhor toda a enxurrada de informações pra vc. São esses filtros (ou curadores de conteúdo, numa linguagem mais específica) que vão lhe dar confiança de que a escolha foi certa. Mais do q simplesmente listar, eles separam bem.

Por exemplo. Há muitas listas sobre segurança na Internet. Mas, eu sentia falta de uma que fosse só dos laboratórios de empresas que fabricam produto para isso. Montei, então, uma só disso. Lista de laboratórios de segurança em tecnologia no Twitter. Ela é diferente da outra que criei que é sobre Notícias de segurança digital no Twitter.

As listas do Twitter tem se transformado na minha leitura prioritária do dia. Para mim, têm mais valor do que o noticiário do jornal, já que estão diretamente ligadas ao meu dia-a-dia e não a um interesse generalizado. Elas também superaram meu interesse pela timeline do Twitter. Essa virou um termômetro. Eu sigo muitas pessoas justamente para saber qual é o humor do mundo que passa por mim. Não precisa seguir alguém para colocá-lo numa lista, o q é muito importante para não corromper a timeline... ao menos desse jeito q eu uso.

É por isso que quando me perguntam sobre o Twitter hoje eu já digo logo - entre e se preocupe com as listas. Crie, siga, mescle, brinque com elas.


Na vitrine, o Twitter tem ficado cada dia mais parecido com o que se vê na televisão e na mídia em geral. As listas estão salvando a ferramenta dessa hegemonia.

Eu deveria escrever sobre o novíssimo recurso "Who to follow" (Quem seguir) do Twitter. Mas, ele é inútil para isso que expliquei. O algoritmo dele foi feito baseado em quem é seguido por quem vc segue. Isso me trouxe dezenas de indicações de gente que eu já havia descartado seguir. No fundo, é mais uma padronização. É a cultura de massa. O lado entreguista do Twitter.

Fique com as listas.

Eu cuido muito bem das minhas e elas estão em constante aprimoramento. Também procuro não deixá-las grandes. Há muito perfil que tem o assunto mas na verdade apenas replica. Têm o mesmo papel de uma banca de jornal. Outros são noticiários que bebem na mesma fonte ou publicam a informação tardiamente. Esses precisam ser limpados das listas.

Minhas listas estão todas aqui.

Divirta-se. Compartilhe.

sábado, 26 de junho de 2010

Cala a Boca Galvão, UmdiaSEMGlobo e Fail

Nessa semana na qual o País de Chuteiras acompanhava as possibilidades da Seleção de futebol classificar-se para as oitavas de final da Copa da Àfrica do Sul, as empresas grandes e tradicionais tiveram de encarar um novo desafio trazido pelas chamadas novas mídias. O consumidor tem voz ativa e está virtualmente aí ao lado, com um megafone na mão.

Há muito se teoriza sobre isso - antes mesmo do Twitter e do Facebook. Porém, o caso pode se tornar exemplar ao expor tudo que antes era restrito e pouco visível.

A história gira toda em torno da Seleção, seu técnico, a Globo e ainda ganhou ares políticos em ano de eleição ao recuperar um ressentimento antigo com a manipulação de notícias da TV, provavelmente algo ainda não digerido da disputa presidencial entre Collor e Lula. Mas, todo o fuzuê é uma lição sobre como funciona o comportamento do consumidor atual. Serve para qualquer empresa.

Tudo começou com uma insatisfação com o principal narrador esportivo da maior rede de televisão do País -- Galvão Bueno -- ganhou força no Twitter e gerou uma onda de críticas que fez a expressão "Cala a Boca Galvão" ser o assunto mais comentado na rede social de 140 caracteres por dias seguido. Teve lá umas gambiarras anárquicas para elevar o assunto artificialmente, mas ainda com cara de protesto.

O feedback oficial até foi rápido e simpático. Galvão Bueno respondeu. Utilizou um dos programas especiais da Copa na Globo para dizer que tb concordava com o protesto, já que era conhecido como papagaio entre colegas.

O assunto poderia ter morrido alí não fosse outro fato relacionado com a Copa e a Globo ter vindo à tona. Em uma entrevista coletiva, o técnico da Seleção, Dunga, soltou uns palavrões murmurantes ao criticar um jornalista da Globo que tentava arrumar entrevistas exclusivas com os jogadores do time. Dunga havia proibido essa prática. O atrito ganhou um editorial xexelento no programa Fantástico, na voz do apresentador Tadeu Schmidt. Imediatamente, o Twitter foi inundado por uma nova expressão - Cala Boca Tadeu Schmidt.

Simultaneamente, iniciou-se um movimento também de protesto. Com a tag #DiaSEMGlobo, algumas pessoas começaram a organizar um boicote ao canal de TV durante o último jogo da Seleção na primeira fase da Copa, contra Portugal. Evidentemente, a Globo acionou seu time de estrelas para defender a instituição e parece que até usou de alguma consultoria em redes sociais para fazer um contramovimento.

Não vou entrar no mérito de cada estocada na Globo, suas respostas nem na validade desse tipo de protesto on-line. O que quero alertar é que algo que há muito tempo era teorizado finalmente deu as caras de forma incontrolável e visível.

O consumidor de hoje é menos tolerante.
Ele seguramente irá reclamar diante de qualquer falha, demora, imprecisão e outro problema que possa ocorrer em qualquer produto ou serviço prestado. Se ele não vai à rua com um cartaz na mão pedindo boicote, ele ao menos irá reclamar na Internet. E como o mundo digital é exemplar em conectar gente com o mesmo pensamento, em minutos ocorre um tsunami de opiniões semelhantes que pode afetar a imagem de qq empresa.

Os protestos contra a Globo evidenciam que aos olhos de muitos de seus consumidores a empresa tem problemas na oferta de seu produto.

- Cala a Boca Galvão mostra que o narrador não é uma unanimidade como muitos acreditam e seus erros nas transmissões são tão aceitos como uma embalagem que não abre, um sabão que não limpa ou um carro que sai de fábrica com barulhos na suspensão.

- DiaSEMGlobo evidencia que há consumidores insatisfeitos com o modelo centralizador, discriminante e draconiano do noticiário da TV - principalmente o político. Se a Globo fosse uma lanchonete, vc seria amarrado ao balcão e só comeria as únicas duas ou três opções do cardápio. Não daria nem pra pedir seu sanduíche sem cebola. É claro q vc pode escolher outro estabelecimento... se todos não imitassem esse modelo. Os consumidores querem mais opções, mais itens no cardápio e a possibilidade de consumir um hambúrger mais ou menos tostado.

- Cala Boca Tadeu Schmidt é aparentemente uma série de comentários discordantes sobre a linha editoria da Globo. Não seria tão grave se não viesse acompanhado de muita insatisfação com outra crítica ao modelo de negócio e ao produto da emissora. Nas últimas Copas, a concentração da Seleção foi transformada em Big Brother e o péssimo desempenho do time sempre foi atrelado posteriormente à essa espetacularização da notícia esportiva. Provavelmente, os consumidores (essa fatia que protesta, ao menos) querem um produto-notícia mais isento.

Uma última dica para quem quiser estudar mais o caso.

Cala a Boca por cala-boca, isso não é uma ofensa como uma pedrada na vitrine. Expressões como cala a boca, fail e lol fazem parte da expressão dos jovens de hoje. São gírias. Devem ser entendidas não com seus sentidos descritos no dicionário, mas com seus significados como linguagem típica atual. É uma crítica, mas não um chute no saco com botinada no nariz.

Por mais que os protestos contra a Globo tenham falhado. Fail maior é não entender as lições que isso traz sobre o novo consumidor e como ele se comunica. Hoje, foi a Globo... que tem lá suas vitrines prontas para serem apedrejadas. E amanhã? Sua empresa está preparada? É com políticas de crise em comunicação ou simplesmente com portas abertas às sugestões dos consumidores???

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Google TV incendeia a convergência de mídias

Ontem o GoogleTV foi lançado na conferência de desenvolvedores da empresa. O sistema não está pronto e deve ser aprimorado nas mãos do pessoal técnico pelo menos nos próximos dois anos e lembrar o caminho percorrido pelo Android até virar um produto de consumo em celulares.

É mais uma tentativa de juntar TV e Internet. O blog Zumo traz um bom apanhado do que existe ou existiu no mercado até agora com essa finalidade... desde as tentativas de web TV na época da bolha pontocom até os modernos sistemas que entusiasmam os mais novidadeiros.

Acho meio complicado esperar por uma popularização imediata desse mercado com o lançamento do Google TV. Será preciso esperar um pouco mais. Ainda não se tem idéia de quanto isso irá custar para o consumidor final. O sistema não roda na TV que temos atualmente e provavelmente será preciso algum penduricalho tecnológico e um ponto de acesso à Internet perto da estante da sala. Tudo isso envolve gastar algum dinheiro.

Vindo do Google, a gente pode esperar custos baixos nisso tudo. O problema é que fabricantes de eletroeletrônicos devem ser parceiros no esquema e esse tipo de empresa não tem a mesma visão sobre popularização que o Google tem. Pode haver problemas regulatórios nisso daí também, já que os países costumam dividir suas leis sobre Internet e TV e evitar que uma empresa seja concorrente de outra em outro ramo. Concorrentes não vão deixar isso acontecer assim tão facilmente e vão movimentar seus lobistas.

Porém, independentemente disso, há algo que vale a pena dizer nisso. Uma certeza mesmo.

A convergência de mídias está forçando a barra para se tornar realidade. O GoogleTV é uma voadora no peito do mercado atual.

Mais do que as empresas lançando produto. O que importa... o que realmente acontece... é que o consumidor está se lascando para o fato de algo ser web, TV ou celular.

Ele quer consumir video.

Em qualquer lugar e a qualquer instante.

Programas de TV, conteúdo capturado ou produzido por internautas numa webcam ou no celular e cinema começam a ser entendidos como apenas um produto do mesmo balaio.

A tela do computador, o celular ou a TV na sala são apenas formas diversas que permitem esse consumo. Como escrevi em 2007, o que está mudando é a forma de consumir video.

Hoje, isso se tornou obrigatório. Quem nunca pensou em coletar mais informações sobre o programa que está assistindo na TV ou ter acesso a seus amigos durante um jogo de futebol para detonar aquele cabeça-de-área ruim de bola?

É o tempero das redes sociais como Twitter, Facebook e Orkut.

É o nascimento da TV Social, como alerta essa reportagem do TechnologyReview? Provavelmente sim. Mas, tudo ainda como uma convergência geral e irrestrita no conceito "assistir video".

Tudo devidamente setupado para quando eu sentir saudades do tempo em que assistia televisão de forma passiva eu possa desligar a trolha e ficar babando na frente da tela sem vontade de fazer nada.

A maior vantagem do GoogleTV é que ele já nasce meio q resolvendo dois e encaminhando um dos três problemas que sempre afetaram o problema de TV interativa e t-commerce: a produção de conteúdo específico e o faturamento publicitário da bagaça parecem claros. É Google, é Internet... é tudo o que já conhecemos e que deu certo.

O outro, ainda meio nebuloso, é a briga por padrões técnicos de desenvolvimento. O Google seria mais um. Mas, novamente... É Google, é Internet... é tudo o que já conhecemos e que deu certo.

... e torna todo esse papo de convergência de mídias mais fácil de entender.

segunda-feira, 15 de março de 2010

História das Redes Sociais

....em menos de 140 caracteres. Tudo q é brincadeira pode ficar sério e vc nunca sabe o q pode e o q não pode.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Crítica sobre a Internet

O editor da revista libertária espanhola on-line La Insignia, Jesús Goméz, concedeu uma boa entrevista à Nova-e, em 2003. Recentemente, esse texto me foi passado pelo João Caribé, na verdade, enviado a um grupo de discussão sobre política e cibercutura do qual participo. Nessa conversa, ele faz uma boa crítica sobre o momento da Internet, as questões sobre o vigilantismo na web e o avanço de grandes corporações no mundo on-line, que hoje são bem claras. É um escrito que me pegou.

É um dos poucos textos, nos últimos anos, que li e li novamente várias vezes para ver se tinha perdido algo. O bate-papo pode ser conferido integralmente nesse link. Mas, eu resolvi destacar umas frases que achei emblemáticas e servem de direcionamento para o futuro do que se pensa sobre Internet.

A rede está cheia de publicações generalizadas, culturais, acadêmicas, etc, que não lêem nada e que não conseguem seus objetivos porque partem de premissas equivocadas.


A Internet é um meio radicalmente democrático para os que têm a sorte de poder acessar.

A Internet está provocando uma verdadeira revolução cultural que, entre outras coisas, têm gerado um novo tipo de cidadão, menos isolado, com mais recursos informativos e, portanto, mais livre, mais exigente.

Como qualquer outro instrumento, a Internet pode ter finalidades múltiplas e, inclusive opostas.

No momento, mil publicações pequenas seguem sem ter nada que se assemelhe ao grau de influência simbólica - de poder social - de um grande meio de comunicação, ainda que, de vez em quando, possam danificar a máquina ou influenciar no processo.

Manter a independência tem um preço muito alto em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, e, lamentavelmente, nem os leitores, nem os próprios autores, têm consciência da situação geral.

O lingüísta estadunidense Noam Chomsky afirmava que, caso não impedíssemos, a rede terminaria nas mãos das grandes corporações.

Se conseguirmos nos dotar de instituições internacionais democráticas, com capacidade e recursos para impor-se às grandes empresas e aos próprios estados nacionais, temos alguma esperança.

Algumas questões da Internet foram supervalorizadas, ao mesmo tempo em que elementos importantes são tratados por alto.

É indiscutível que a Internet facilita e cria relações que, de outro modo, não existiriam, mas ela não substitui o trabalho de rua, nem nas universidades, nem nos parlamentos.

A verdadeira importância deste meio se encontra na ruptura do isolamento das pessoas.

O Capital (...) quer impedir a todo custo que tenhamos uma perspectiva total dos problema, que nos comuniquemos e estabeleçamos laços e estratégias comuns.

Há interesses de todo tipo, decididos a instrumentalizar e domesticar a Internet. Contudo, não vão conseguir enquanto se continue criando revistas, jornais, malas diretas, blogs e foros de debate da melhor qualidade, além de outros produtos afins.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Lista de sites de video e lifestreaming

Tenho passeado por sites de video. Não os que parecem o Youtube, onde se põe algo para todos assistirem depois. Andei por aqueles que se pode ligar a câmera e fazer a transmissão ao vivo. A vida ao vivo.

Boa parte deles permite que se grave um video do celular e faça a transmissão - pelo menos para os países onde há acordo com as companhias telefônicas. Se não fazem isso, permitem, ao menos, que se transmita pela webcam de um computador conectado à Internet. Todos podem entrar no conceito amplo de lifestreaming, que é quando se publica passo-a-passo da própria vida na Internet. Um termo pra lá de abrangente mesmo, o Twitter e o FriendFeed são lifestreaming também e não são de video especificamente.

Sites assim, se tornaram popular depois do Youtube dar um pé na porta do video online e no conteúdo gerado por usuários (UGC). Mas, aproveitaram uma segunda onda, a das redes sociais.

Uma lista de sites assim pelos quais andei espiando é essa:
Kyte.tv
Zannel
Mogulus
Stickcam
Yaika
Justin.tv
Qik
LiveVideo
Blogtv
Ustream.tv
Live.yahoo.com
12seconds.tv

Querem saber? Foi uma chateação. A quase totalidade das pessoas que estava transmitindo não tinha o que dizer que me interessasse, o visual era o mesmo (alguém sentado em frente ao computador com os olhos baixos e um fundo sombreado e feio por trás) e o conteúdo tb o mesmo (conversas bobas, um chat com video).

De bom mesmo, vi uma atriz novaiorquina interpretando, alguns músicos se exibindo (a maioria não fez meu estilo, mas um ou outro até q tocavam algo interessante) e minha amiga de vista da web @anarina dando dicas de limpeza da sua casa na Galícia, ensinando as maravilhas de uma fregona e sendo cobaia de minhas análises ao conceito de lifestreaming.

Contudo, ainda gosto da facilidade e acredito no potencial disso tudo.

O problema é que a ferramenta tecnológica à disposição não representa criatividade ou audiência por si mesma. Ainda vale o talento - aí, na forma remixturada de ator, produtor, roteirista, improvisador, videomaker, etc.

Eu não sei porque de se renegar toda uma evolução na forma e nos processos de se produzir video conseguidos com o cinema e a TV. Isso é bom, é fantástico. Se não se gosta da TV como modelo de negócio ou modelo de doutrinação em massa, bom, isso é uma coisa. A qualidade da maneira de se produzir é outra. Se é para renegar, que venha uma linguagem nova, um roteiro novo... sem isso, vira apenas mais uma forma de publicação sem recheio, sem conteúdo.


Sem que isso seja explorado, não há muitas chances desses sites revolucionarem o modo como as pessoas assistem videos. É claro que as pessoas perderão mais alguns minutos neles que poderiam ser gastos em cinema e TV. Mas, uma transformação mais profunda fica bem distante.

Tudo bem que isso fica relativo quando há um fato marcante. Se alguém transmitir um terremoto, um assalto ou um suicídio - como o q já houve no Justin.TV - a relevância do factual se sobrepõe. Mas, do contrário, tem de valer a qualidade do conteúdo, daquilo que é realizado, seja pela técnica, pela linguagem ou pelo conteúdo inovador.

Regulamentação e vigilantismo
Há um perigo muito grande desses sites sofrerem com questões legais. Há muito conteúdo de direitos restritos que são veiculados sem que se obedeça a lei vigente (não quero entrar na questão se isso é bom ou ruim). Existe também um canal livre para material pornográfico sem controle. E já sabemos como isso é um prato cheio para legisladores e juízes exigirem vigilância total de tudo e de todos nesses sites.

Esses sites devem ter mais vitrine em 2009 e, aqui no Brasil, devem ser mais usados com notebooks e netbooks conectados em redes Wi-Fi mais do que em celulares (coisa de $$$). Mas, os problemas devem continuar os mesmos também... a falta de recheio na ferramenta.

domingo, 30 de novembro de 2008

O futuro das mídias sociais

Em 1999, o instituto de pesquisas Gartner soltou um documento no qual anunciava o fim dos negócios eletrônicos. "The End of E-Business", escrito por Alex Drobik, causou polêmica na época. Todos estavam ainda entusiasmados com suas pontocoms cheias de dinheiro e idéias. A bolha não tinha estourado.

No documento, entre uma e outra previsão sobre o desastre que cairia sobre as pontocom, Drobik dizia:

"Entre 2006 e 2008, as empresas terão integrado a Internet dentro de seus processos e o e-business estará totalmente acoplado em todas as atividades".

Ou seja, o tal fim que ele declarava no título do artigo era uma espécie de fim metafórico. Mas, não deixava de ser um fim, já que ao não mais se diferenciar do que se chama negócio, o e-negócio na realidade desaparecia.

Usando as próprias ferramentas do Gartner, dá para entender isso. Veja o Hype Cycle.


As tecnologias são lançadas e logo em seguida surge um pico de expectativas em cima delas. É quando elas podem tudo: informar, divertir, derrubar governos, fazer capuccino, lavar, passar, ninar o filho chorão da vizinha, etc. Após isso, vem uma enorme depressão: "puxa, pra que serve essa coisa afinal?". Então, chega-se a fase do amadurecimento, onde ela está perfeitamente adaptada.

Nessa fase última e mais estável, a tecnologia foi absorvida pelo mainstream. No caso do e-business, o que se vê hoje é que não existe outra forma de fazer negócio que não seja "e-" em algum momento. Varejo, fábricas, mídia, gráficas, cinema... tudo é e-business em algum momento.

Agora, vejamos o que aguarda as redes sociais e o que vem a ser o tal "fim dos blogs".

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A morte dos blogs

Sim, já há gente escrevendo sobre isso.
Sim, haverá comoção generalizada da galera conectada
, mas nada q não fosse previsível.

Há links sobre o assunto.
3 visões da morte da blogosfera

- 1
- - 2
- - - - - 3

Todos citam a morte do "espírito dos blogs". Não a obsolescência da tech ou a incompetência de seus mantenedores. Não é esse o nó.

Dizem assim:> "a onda nasceu, agitou, cresceu, está virando marola... e vai sumir".

Pustza novidade!!!
Claro q tecnologia é uma indústria de bolhas!!! Especialmente a Internet é assim.

Mas, é legal analisar.

Quem manja minimamente de teorias da inovação deve se lembrar de como na bolha pontocom as empresas de internet enfiaram os pés pelas mãos ao acharem q estavam criando um mundo novo. Na verdade, estavam consolidando operações já existentes e hiperautomatizando processos já conhecidos.

Claro, sempre surgem coisas que realmente pulverizam modelos e se impõem. O e-Bay, ao acabar com o círculo fechado dos leilões e permitir q uma coleção de gibis tivesse mais lances q um quadro famoso. Ou a Amazon, ao modificar a forma como se gerenciava o estoque e as vendas de livros e CDs. Ou o Google ao arrebentar o modelo de publicidade/catálogo. ---> tudo devidamente movido a $$$ nesse hipercapitalismo. ---> e destruindo modelos se dó, sem parceria, sem servidão.

Os blogs navegaram na mesma onda. Mas, não conseguiram tantos feitos. No geral, blogs têm se mostrado mais uma tecnologia mantenedora de posições e players do que renovadora. Assim como foi a ampla maioria das empresas de Internet puramente pontocom.

É ótimo que milhões de pessoas pelo mundo tenham tido condições de serem seus próprios produtores e canais de distribuição de conteúdo. Isso não volta atrás. Mesmo com a maioria de textos pálidos em termos de criação, sempre houve qualidade na quantidade. Mas, aquela tal revolução q ia acabar com jornais e TVs.... ah... esquece.

Primeiro q essas empresas estavam em crise bem antes da Internet, como sempre faço questão de lembrar. E, agora, após elas terem condições de adquirir toda essa revolução a custos baixíssimos (blogueiros, plataformas, anunciantes e público)... tudo continua como dantes... e se continua assim, pra q se preocupar?

Ganhamos bons cronistas,
surgiram uns redatores tabloidistas de escândalos,
um ou outro empresário para pensar tecnologia social,
e talvez mais algo q me fuja.

Notem que tudo isso está no ponto de se enfiar em modelos e empresas já existentes e revolucionar muita coisa ainda... mas, tudo lá dentro do que já existe.


Há coisas complicadas de entender, outras nem tanto. Tá ligado o blog do Marcos Mion?

E, o q será dos blogs sem aquele ideal utópico? (não sei, e não tenho tanto interesse nesse assunto)

Já que muita gente vai abandonar as armas, haverá um resgate desse espírito revolucionário por outros? (cedo pra dizer. Mas, revoluções idealistas constumam ter esse caminho sim. Saem de Paris e vão para a África... tipo assim.)

E, qual o novo paradigma? (isso sim me interessa, mas ainda não arrisco, estou desistindo do lifestreaming)

E quais blogs famosos monetizados e relevantes vão permanecer como modelo novo? quais vão congelar no tempo? Quais virarão braço de qq outro jornal, ag d publicidade, etc? (isso é uma boa para apostar. Tenho cá uns palpites q ficam para outro dia)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Dicas de escrevinhar para blogs

Vc tem um blog e não sabe mais sobre o que escrever?
Ou,
não tem e entra em crise toda vez que pensa sobre isso?

Que tal procurar no Google sobre o último estudo do IVC (Instituto Verificador de Circulação)? Nesse link do Meio $ (oooops, &) Mensagem, o mais importante veículo de publicidade do Brasil, há alguns dados interessantes.

A pesquisa detectou um aumento de público de algumas publicações mensais. Vindo nesse momento de aumento de renda, principalmente em quem não tinha acesso ao consumo, é bem interessante.

Temas -- e estilo -- da revista Mundo Estranho, por exemplo, estão em alta. Já os da Rolling Stones Brasil, estão em baixa (parece q, ao contrário do slogan, isso não importa tanto ou não importa desse jeito). Pode haver, nesse último dado, alguma influência da web como concorrente da revista.... eu até acho q sim, Mas, cabe a vc testar e arriscar.

Ah! Sim, claro. Evidente. Essa dica é para quem se preocupa com audiência. Quem não está nem aí pra isso, pode desencanar e continuar a ser original.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Um olho no peixe, outro no Kluster

Há 503 teorias (diárias) e divagações (a cada 2 minutos e em um raio de 1,5 km) sobre as maravilhas da colaboração e como empresas poderiam se beneficiar do crowdsourcing. Só que nenhuma delas fala claramente sobre dinheiro.

Vai ver, é pecado.

Talvez seja. No reino marginal ao neoliberalismo, certamente. E q assim continue para o bem de nossas sanidades. Mas, no mundo q nos acorda toda manhã com jingles no rádio e nos acompanha com anúncios em propaganda indoor de elevadores, o preceito é outro.

Transgressão é não falar em dinheiro. O demônio não são os cifrões.

Isso sempre deixou o papo de colaboração e conteúdo gerado por usuários com uma lacuna, mesmo com previsões otimistas. Como uma pessoa q se dispõe a gastar tempo e ócio para ajudar outra deveria ser retribuída?
Links?
Ok, obrigado, ajude novamente, hein?
Deus lhe pague?

Ben Kaufman, um empreendedor americano queridinho do mundo geekbusiness, parece ter descoberto a solução. Dinheiro. Isso mesmo? O jovem de 21 anos acredita que a grana é a melhor forma de pagamento!!! Ele realmente crê, na contramão de todos, que os colaboradores não são capazes de viver de vento.

Puxa, como ninguém pensou nisso ainda?

Seu mais novo empreendimento, a rede social Kluster, pretende ser uma oficina de idéias. Mas, não há um departamento de P&D esperando entrar o pedido do marketing ou da engenharia de produtos. Quem tem um produto ou idéia para aprimorar coloca lá no site e dá um preço pela colaboração. Dão pitacos os klusterianos que acharem ser um bom negócio. Se o projeto terminar bem e houver lucro, todos dividem conforme anteriormente acordado --- menos 30%, que fica pra Kluster por ter tido essa idéia tão revolucionária. =P

Precisava um rapaz de 21 anos sugerir algo assim? Eu realmente fico perplexo em ver como não se fala em dinheiro quando o assunto é crowdsourcing. Se a conversa é sobre seu primo offline (se é q existe algum tipo de negócio 100% assim hj), o sourcing, sem $$$ não tem papo. Pode até ser que não haja uma transação com dinheiro especificamente, mas haverá um acordo ou parceria que resulte em lucro ou redução de custos para as partes. Por que raios o sourcing é de um jeito e crowdsoursing é de outro? Só um lado deve se beneficiar? Que negócio medieval q fica isso então.

----Mistérios que povoam as cabeças dos 29 consultores de mídias digitais que surgem diariamente nas mesas regadas a cerveja da Vila Madalena e nas filas da Starbucks...

A última grande empresa que não seguiu as recomendações inovadoras do Mr. Kaufman foi a Editora Abril. A dona das revistas Veja, Exame e Pato Donald convidou blogueiros profissionais para promover o novo agregador de conteúdo gerado por usuários, o Abril Blogs. Mas, não falou nada em $$$, conforme escancara esse post do Martelada.

E se falasse?
Poxa, justo a Abril não sabe q isso é só hipercapitalismo? Ah, sabe sim...

terça-feira, 29 de julho de 2008

A vagina memética

Uma tranqüila tarde no ginecologistas pode trazer experiências fantásticas... como um terremoto e uma inesquecível viagem pelo mundo da comunicação boca-a-boca (não deixem de clicar nesse excelente link q os levará ao blog Serendipidade). A americana Verdell Wilson tinha ido fazer exames de rotina com seu médico. Já havia chegado atrasada por complicações com seu ex. Até aí, tudo muito comum.

Adepta do microbloging Twitter
, ela digitava tudo que acontecia em sua rotina e suas frustrações eram visíveis para seus 83 seguidores. Tudo basicamente normal. Um pouco de bronca com a antiga vida a dois e umas brincadeiras sobre a função do doutor especialista. Mas, o susto ainda estava por vir.

Bem no momento em que estava com as pernas abertas e com o speculum na sua vagina, a cidade de Los Angeles foi sacudida por um terremoto de 5.4 graus na escala Richter.

"I am totally serious. My Ob/Gyn was IN my vagina and an earthquake started rattling the room!" (Estou completamente séria. Meu ginecologista estava na minha vagina e um teremoto começou a sacudir a sala)- twittou. Logo em seguida: " First earthquake paper gown, legs in stirrups" (Primeiro terremoto, vestido de papel, pernas nos estribos).

Ninguém sabe se um de seus colegas passou a história pra frente ou alguém pesquisando, no Search.Twitter informações sobre o tremor se deparou com tal... digamos... cobertura jornalística (muito)pessoal e inusitada. Provavelmente as duas coisas aconteceram simultaneamente.

Em poucos minutos, várias pessoas começaram a seguir sua história. Não faltaram elogios sobre o humor com que ela levou a situação. A vagina-terremoto chegou a ser um dos cinco termos mais procurados no mecanismo de busca do microbloging por algumas horas durante a tarde de hoje.

Quem avistou o meme primeiro aqui no Brasil foi a publicitária e jornalista gaúcha Gisele Honscha. Que prometeu postar também postou no próprio blog assim q possível .

Pode parecer esquisito. Mas, primeiro, 5.4 graus não é lá um grande desastre para uma cidade que vive em cima de uma falha geológica e pode a qq momento virar um imenso buraco. Eles estão preparados. Os prédios foram feitos para agüentar tal coisa. Por isso, o bom-humor da moça conquistou logo fãs americanos e, logo em seguida, no mundo todo. Tanto que o fato já deve estar espalhado em blogs já nessa quarta-feira. Exatamente às 22h de hoje ela já conta com 950 650 seguidores.

O caso é um bom exemplo de como a comunicação viral funciona. Boa mensagem, fato, simpático disseminador e tudo mais que se pode esperar de um meme... naturalidade, inclusive. E haja naturalidade nessa situação.

Eu não teria receio de usá-lo em uma palestra. Ele mostra tudo, desde a utilidade até mesmo a futilidade da ferramenta. Recomendo, apresente isso no palco, explique tudinho, e ganhe risadas e simpatia.

A história saiu há pouco no site especializado em tecnologia CNet.

Não sei bem o porque, mas os twitteiros brazucas passaram batidos pelo meme mais divertido desde quando estou no Twitter, há cerca de um ano e meio. Talvez, porque não se interessem por terremotos, vaginas ou memes verdadeiros.

Não sei, vou pesquisar a respeito.

UPDATE: Mais dois links sobre o caso

- Sobre como o Twitter supera a cobertura jornalística comum em eventos que exigem rapidez, detalhes e personagens.
- Uma coleção de links de experiências sobre o terremoto

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Cauda longa e perna curta

A moda agora é malhar a teoria da Long Tail (Cauda Longa), criada por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired. Para quem não conhece esse termo eu vou resumir de um modo muito simplório. Ele diz que o mundo está criando possibilidades infinitas de negócio em mercados de nicho. Isso se deve ao barateamento dos modos de produção e distribuição, principalmente os baseados no binômio Internet-Globalização. Antigamente, muitos produtos não poderiam ser comercializados pq davam prejuízos, o preço que eles deveriam chegar ao mercado não compensava o que se gastavapara produzi-los e distribui-los. Hoje, de acordo com a Long Tail, isso mudou.

Se vc não conhece o assunto, é bom pesquisar um pouco. Vou dar três bons links para isso (com textos em português). Uma entrevista de Cris Anderson na revista Época, o bom artigo sobre "Cauda Longa na Wikipedia e um post bem fácil no Brainstorm#9 sobre o tema. Com isso, vc já fica sabendo do que se trata. UPDATE: Autor de A Cauda Longa, Chris Anderson, virá ao Brasil (POA) em outubro - confira em www.internetcorporativa.com.br

Mas, parece haver uma caça-às-bruxas no ar. Nos últimos dias, tenho visto vários textos criticando a teoria da Cauda Longa. O estopim dessa contra corrente parece ter vindo de dois lados e de dois importantes meios de comunicação, a Harvard Business Review e o Wall Street Journal. Ambos são conceituadíssimos divulgadores de idéias de negócios para executivos e agentes da economia. O WSJ na verdade, cita o artigo da professora de marketing da Harvard, Anita Elberse, e serviu para dar mais impulso à discussão.

Anita fez um estudo estatístico sobre a indústria de entretenimento e descobriu que, na verdade, a Internet está impulsionando não os nichos, mas o mainstream do negócio. Com isso, cai por terra a discurso que a Cauda Longa cria novas oportunidades e democratiza o jogo. Na verdade, a Internet está permitindo que os dominadores do jogo tenham cada vez mais poder.

Tudo isso porque em termos de comportamento de consumo a média das pessoas prefere adquirir aquilo que a maioria diz que é bom. Há algo na teoria do individualismo, pregado por Anderson, que simplesmente não se encaixa na realidade.

O artigo "Should You Invest in the Long Tail?", da professora de Harvard pode ser visto no link. Há inclusive ligação para a resposta de Anderson sobre as conclusões dela... e tb a tréplica da professora.

Mas, há outros indícios de que algo não saiu como teorizado.

No Uptade or Die, um blog muito lido por gente de publicidade, há uma nota sobre como a Long Tail serve a interesses dos grandes players do mercado. O site Zappos.com, citado até por Anderson como sendo um exemplo de nichos, tem em um de seus mais belos exemplos da lucratividade da fragmentação de mercados na Nike. A empresa é dona da Converse, uma marca que se gaba de vender "calçados vegetarianos". A Nike... sabem? A Nike... que está mais para a cabeça da besta do que para o rabo longo e afinado.

Outro fato a ser destacado é a ação de fãs da cantora pop Avril Lavigne para fazer o seu hit subir no ranking do YouTube... Ué?!?!?! O YouTube deveria favorecer artistas novos e desconhecidos, de acordo com Anderson. É desse texto do Remixtures quem vem a discussão. Prestem atenção que não é a cantora em si que conta para rebater a teoria, é o comportamento dos fãs.

A teoria da Long Tail ainda é persuasiva, mas, os estudos da professora de Harvard e esses casos também parecem indicar que nem tudo são flores do que Anderson diz. Talvez, mais do que retórica fácil na boca de papagaios, a Cauda Longa precise de gente que se dedique a ajustá-la.

Outros links para pensar sobre Long Tail:
- The dark side of the long tail

- Long Tails and Big Heads

- Something I don't understand about The Long Tail

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Mulher melancia, Internet e globalização

Obviamente, todo nós conhecemos a Mulher Melancia e a dança que ela faz. E, sinceramente, não lembro o nome da moça nem estou afins de procurar agora no Google para colocar aqui no texto (faça vc mesmo isso e veja fotos e videos dela também). Mas, eu já sei o que é kuduru, juking, perreo, reggaeton, mapouka e funama (tem links pra tudo isso aí embaixo). Sei também que todas essas danças estão na Mulher Melancia.

A Mulher Melancia é fruto da globalização, de costumes, das fronteiras fugazes que ultrapassamos a um clique do mouse. Sua dança é um apanhado do estilo africano de expressão corporal que, pelo q parece, foi cooptado em academias por dançarinos profissionais --- provavelmente os americanos ou os europeus visitando suas ex-colônias em busca de novas inspirações.

Sei disso pq fiquei clicando por aí. Navegando na Internet -- >>> um hábito saudável que ainda deve constar em um post separado aqui no Techboogie. Mas, voltemos.

É uma dança que, em princípio falaria a linguagem do país em que se desenvolveu. Seria vernacular. Mas, virou global. E o que ela diz? Simples alegria, satisfação com o corpo, expressão de desejo e superioridade de um grupo de indivíduos.

Hoje, há um despertar de uma individualidade que faz com que as pessoas tentem controlar-se em meio a prognósticos de um mundo sombrio de Aldous Huxley ou George Orwell. A dança da Mulher Melancia é um manifesto contra isso. Não está escrito, mas está claramente explicado.

A improvisação é a meta. A marca é a pessoa. É sexo? É. Pra caramba, principalmente para quem assiste. É um simples produto? Sim, e exportável. Mas, acima disso, elas mexem a bunda pq de alguma forma isso significa liberdade e reconhecimento em qq parte. E não é a bunda. Qtos músculos se movem nessa dança? Lembre-se também que a Mulher Melancia é uma dançarina, uma trabalhadora do ramo do entretenimento. E ela está pronta para se vender mundialmente, nesses conceitos.

E isso serve para qualquer cultura, em qualquer parte, para qualquer raça ou cor de pele. É, para uma simplificação, uma booty dance mundial. A dança da bunda que dominou o mundo. Na verdade, estava dominando já pela globalização e isso foi aumentado com as redes digitais de comunicação.

É fácil tomar contato com isso na Internet. Se hoje a Mulher Melancia se vangloria de uma capa na Playboy e apenas é vista como um subproduto da Gretchen, há mais. Ela é a novidade de algo que apenas tomávamos conhecimento na TV, mas existia há tempos na África e nas academias de dança pelo mundo afora.

Hoje, podemos ver isso no Youtube... e a proliferação da booty dance é apenas uma amostra de como culturas regionais podem se expandir com tanta mídia ao alcançe de nossas mãos. Procure e veja qtas americanas, brasileiras e européias estão na Internet imitando a booty dance. Aqui cabe lembrar que a globalização é um fenômeno maior e mais antigo que a Internet, que só facilitou a troca de informações e impulsionou a primeira.

E qual será o próximo vernáculo a se tornar global? Pq vc não descobre sozinho?

Conheça mais dessa expressão e curta o feriadão.
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kuduru - 1 não vi nada de duro nisso aí; e 2 (veja o que é expressão corporal, e eles não têm a perna)
juking - não sei o que é to juke, mas aparentemente é isso q o cara está fazendo com a garota.
Perreo - Se vc acha o Créu audacioso, veja isso!
reggaeton - aparentemente isso começou no Panamá, ou foi na Jamaica para os USA e voltou... não sei.
Booty house - ah! Fácil! Bunda e house juntos.
Soukous - também conhecido como Congo... e surgiu.. adivinha?
Grupo de dança da etiópia -
mapouka ou macouka - da Costa do Marfim. E, que costas!!!
banghra - me falaram q há coisas mais picantes na banghra, mas não achei.
Funama - parece nome de órgão do governo para políticas públicas. Não é. Nem pudicas.

movimentos do lap dancing - tem um aspecto profissional aqui, não?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Do Twitter para o berçário

"O modo como as pessoas individuais definem individualmente seus problemas individuais e os enfrentam com habilidades e recursos individuais é a única questão pública remanescente e o único objeto de interesse público." (Zygmunt Bauman, no Modernidade Líquida, no capítulo Individualidade)

Felipe Augusto Guimaraes (na foto), nasceu as 9h10 de hoje. Antes de dar a primeira respirada, o filho do mineiro Samuel Guimarães já era celebridade para algumas pessoas. O parto foi transmitido ao vivo em posts no miniblog Twitter e a foto foi publicada na Web logo q o pai teve a chance.

Nascimentos em hospitais não são lá a coisa mais PRIVATIVA que existe no mundo. Mas, também, tirando uns popstars aí, não costumam ser assuntos de interesse para multidões.... pelo menos não eram. A frase aí em cima do Bauman deixa qq um pensando...

Esse, que pelo o que eu me lembro é o primeiro caso assim no Twitter aqui no Brasil, mostra três características dessa plataforma:

1) o Twitter é aberto à experimentações;
2) é livre para comunicar qq coisa em qq lugar (tendo meios para isso);
3) tem poder viral.

Eu soube do fato pela Raquel Camargo, estudante de jornalismo criadora do blog Twitter Brasil. O post "O nascimento do primeiro filho, em 140 caracteres" explica mais. Agora, faz pouco mais de uma hora que o garoto nasceu. A Raquel promete colocar mais detalhes de como o pai fez a cobertura e o que ele pensa desse caso todo. É que na Web a notícia nasce qdo ela é publicada, no jornal ela está pronta qdo é publicada....

Quando eu vi, avisei o Eduardo Vasques, editor da B2BMagazine. Ele, de saída para uma reunião, escreveu o fato em si e publicou. Eu achei tudo muito relevante e logo repliquei no serviço agregador de links Rec6. Mas, outros já haviam feito isso - copiaram a nota da B2B nos próprios blogs e botaram no Rec6 (o que mostra a relevância do fato).

Vc quer fazer uma conta de qual foi a audiência do nascimento do pequeno Felipe? Bom, no Twitter, samuel tem 82 peers, a Raquel 383, eu 439, o Vasques 181. Quem segue cada um desses aí também vira meio para disseminação do post para seus próprios peers. O Twitter ainda tem um mashup que é essa janelinha q aparece aí no lado esquerdo do Techboogie e permite q pessoas fora do blog de tirinhas vejam o que está rolando por lá. Tb tem a visitação de cada blog q saiu com o assunto, os leitores da B2B e... bom... agora, às 11h, acho q é tudo. Pode ter mais daqui a pouco.

... Uma loucura

Agora, se vc quer uma boa cobertura de mídia consolidada, com muito dinheiro e boas equipes cobrindo um nascimento. Não deixe de ver o especial "No Útero" (In the Womb) da National Geographic. Entre uma conta e outra para medir a popularidade do filho do twitteiro, vc verá lindas imagens de gravidez.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Twitter para jornalistas

Três notícias que olhei nesta manhã pós-feriado formam um guia de como o microblog Twitter pode virar uma excelente ferramenta na mão de jornalistas. A primeira é uma entrevista com uma das boas cabeças pensantes no tema "novas mídias", Jeff Jarvis, no jornal Público, de Portugal. A entrevista com ele foi agendada graças ao poder de disseminação das mensagens desse site. O texto explica logo no começo:

Adepto das novas tecnologias, foi graças a elas que esta entrevista se realizou. Jarvis deslocou-se a Lisboa para uma reunião de trabalho, e escreveu sobre isso no Twitter (um popular serviço de microblogues). Um jornalista do PÚBLICO leu e enviou-lhe um pedido de entrevista. Jarvis acedeu, e escreveu de imediato no seu Twitter: “O Twitter é espantoso. Um repórter de Lisboa viu que estou aqui e quer falar.”
Leiam. É muito bom.
Outro link é do inglês Journalism.co. É uma espécie de manual sobre como usar o Twitter e os serviços criados em volta dele para produzir e divulgar notícias. Para iniciantes... e mesmo para iniciados, já q traz uma boa lista de ferramentas interessantes.
Por último, a notícia que mostra a força da networking (e o Twitter tem sido a melhor ferramenta para novidadeiros construírem uma networking). Um estudante americano preso no Egito por fotografar uma exposição usou o microblog para avisar amigos e pedir ajuda. A história completa está no G1.

"No jornalismo, as boas ideias são do público". Esse é o título da reportagem com Jarvis no Público de Portugal. E, lendo esses links, fica difícil discordar.

Atualização importante: Li esse post no blog do Alex Primo - “O Twitter vai terminar de matar o jornalismo. Será?”. - essencial.

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