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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Previsões para 2011

Algumas tendências para ficar de olho em 2011. Como (quase) todo ano faço, descrevo algumas coisas que, creio, serão mais fortes no ano que chega. Quem me conhece sabe que não é aquele tipo de lista de "o que vai acontecer em 2011". É mais uma lista de "agora vai". Não é o modelo consolidado, são ondas que ficaram tão fortes que nos arrastarão de agora em diante. Não é uma lista do que ver em 2011, mas uma lista daquilo que vc deve começar a ver a partir de 2011.

Medo do terrorismo, neocons e intolerância - eu poderia escrever um post sobre cada uma dessas forças que, na minha opinião, serão macrotendências que definirão outras. Mas, acho q elas se encaixam num pacotão de comportamento que vem ganhando espaço nas decisões de governos e empresas. Há um receio cada vez maior de que algo catastrófico possa acontecer. O que exatamente? Não importa... pq a crença de que vai acontecer é maior do que qq reflexão sobre a realidade. Com isso, os novos conservadores (neocons), que dominam o pensamento decisivo em governos e empresas ganham espaço e começam a bolar táticas para proteção. Mais vigilância, mais perseguição. Tudo apoiado por mais tecnologia. E fora da cúpula das decisões, isso irá encontrar eco em muita gente que é intolerante. Não gosta do governo eleito, não gosta de homossexuais, de pobre, etc. Todos tentarão encontrar um novo 9/11 para efetivar seus medos. //// Dá pra trabalhar isso. Um dos meus próximos posts será como usar esses conceitos para falar da sustentabilidade.

Mídias sociais já eram - Não que elas acabem. Pelo contrário, serão cada vez mais importantes para um monte de coisas. Mas, não haverá grandes inovações. Tudo o que ocorrer nesse setor poderá ser considerado um avanço paralelo. Novas ferramentas que se ligam em outras, novas características que potencializam o que já existe ou fragmentação com novas redes de nichos. Isso não é ruim. Mostra que é hora de planejar direito o que fazer com tudo isso que fatalmente será parte da nossa vida.

A nova fronteira da tecnologia - Durante os últimos dois anos tenho conversado com muito especialista (dos bons) que pregava que coisas como Twitter, Orkut e Facebook seriam parte da última fronteira da tecnologia. Depois de digitalizarmos nosso comportamento, amizade, relacionamento, comunicação... interação social, enfim... nada mais restava. Pois eles não viram um lugar onde não havia tecnologia: dentro de nós. Olho com chip, pernas e braços que parecem computadores e neurosensores são parte de um desenvolvimento q tem sido pouco falado. A última fronteira não é expansão, é introdução. E é só o primeiro passo... Deixa o que nós conhecemos como informática mudar. Moléculas em vez de silício, química no lugar da eletrônica, nanotecnologia no lugar de gadgets.

Nerd é comum, Internet não é underground - O estereótipo de nerd equivale ao nosso "querido" CDF. Mas, a indústria de Hollywood e a mídia americana precisava de um termo para definir o jovem empresário que dominava o mundo. Não havia um rótulo para Bill Gates e seus seguidores. A gíria escolar nerd foi sublimada e difundida então. Há alguns anos, nerd (ou geek) não quer dizer nada. Basta saber algo mais sobre computador e cultura pop q vc é rotulado assim. Com a Internet, qq um pode saber isso. Ao mesmo tempo, o mundo digital não é mais novidade. Poucos grandes conglomerados produzem tudo o que vc lê (Vivendi, NewsCorp, Viacom, Disney entre elas.... A Globo, Estadão e a Folha no Brasil... ). Todas estão muito bem fora da Internet e dentro da Internet. Isso vem se acentuando. Tanto que o que geralmente é discussão nas redes sociais é só um reflexo do que passa nelas. E 2010 não teve um fato sequer que apontasse que nerd é algo que direciona ao novo e que Internet não é mainstream. OK... o Wikileaks... Mas, o site não mostra, na realidade, que é preciso combater esse mainstream? Em 2011 , não haverá jeito de achar q nerd é novo e Internet é underground. Será a pedra fundamental no túmulo desses conceitos que já dão sinais de ocaso há alguns anos.

Reconhecimento facial - É uma das únicas coisas em temos de tecnologia da informação que me entusiasma. Na excelente reportagem do NYTimes sobre computadores que fazem reconhecimento facial uma série de avanços é mostrada. As máquinas estão cada dia mais avançadas nesse aspecto. Recentemente eu vi uma demonstração de um aplicativo que seria inserido em cartazes de propaganda eletrônica (digital signage) e conseguia identificar se uma pessoa é homem ou mulher e qual o humor que apresentavam. De acordo com isso, uma dica de consumo seria apresentada. Argumentei sobre a possibilidade de cruzamentos com bancos de dados de cartão de crédito, contas de telefone etc. Assim, além de saber o q a pessoa apresentava naquele momento, seria possível tirar todo o perfil dela. Bom.... e ruim... a reportagem discute um pouco disso.

O que é um computador mesmo? - Eu tenho um carro meia-boca que a única parte cyber é uma central eletrônica que eu já troquei num ferro-velho. Mas, é um veículo velho. Hoje, a indústria automobilística está enfiando cada vez mais coisas digitais dos seus produtos. Os carros mais modernos, já no mercado, estão a um passo se transformarem em um smartphonezão com rodas. Se vc pensar bem, um celular poderia ser substituído por uma jóia de braço e um brinco. As empresas que trabalham com computadores vestíveis conseguiram estabilizar o custo de produção e estão prestes a entrar em uma economia de escala. Qualquer coisa que existe na sua casa pode virar um treco inteligente e conectado.

3D - Não é a TV... q, aliás, é um lixo e parece um monte de lâminas como sobras sobrepostas e que dá ânsia de vômito. Ver as coisas em três dimensões é algo útil e necessário. Não é nada novo. A humanidade sabe disso desde o Renascimento, desde os estudos sobre a perspectiva nos quadros, no séc 13. As porcarias das indústrias de tecnoologia é que não investiam para recuperar esse tempo perdido. Sairemos das trevas das duas dimensões.... a caminho da holografia interativa e da compreensão da Teoria M no dia-a-dia... Não! Não, não... Sem viagem... um simples 3D resolve.

Bioética - Tudo que deve se consolidar em 2011 leva a discussões legais, morais e éticas. Nada escapa. Com isso, questões sobre como matar seu pet robô, considerar ou não o recorde de um atleta com perna ciborgue, contratar ou não um funcionário com um biochip começarão a encher a cabeça de filósofos, especialistas de mercado, advogados e juízes ao mesmo tempo em que terão de pensar sobre novos sensores nas ruas, câmeras vigiando, banco de dados de cidadãos, chips na identidade, etc... Não acredito muito que usem esse termo. É muito novo e até assusta. Mas, no fundo estarão discutindo isso.

Direito fundamental 2.0 - Com tanto avanço, tanta vigilância, tanta oferta sendo mandada para meu prazer, a liberdade vira off-line. Todos têm de ter o direito de desligar o plug. Inovador e revolucionário será quem sabe lidar com o on-line e, principalmente, o off-line. Que sabe hackear o que não é on-line. Que sabe desligar tudo.... algo cada vez mais difícil.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Guitar Hero Brasileiro, já!

Pq eu estou fazendo esse post??? Porra.. sei lá... falta de tempo. Falta de assunto.. ou simplesmente pq o Guitar Hero fez a criançada cantarolar Slow Ride em vez de pagode-frouxo-que reclama do-apogeu. Porra! E a última coisa q eu imaginei na vida era uma criança de 5 anos cantarolando Foghat.

O fato é que.. tudo bem.. o rock nacional não é lá grande coisa (E vc não concorda comigo? Então leia esse genial post antigo do maldito @gravz /// se vc não acha ele maldito vai começar a achar depois disso. Ou genial. Ou sei lá...) comparado com quem inventou esse treco... ou mesmo fica lá longe se comparado às bandas inglesas (as boas, tá?!?!. Não aquelas que cantam chorandopra dentro e com a mão no bolso).

... mas, é rock nacional. E é coisa q pega pelo simples fato de ser daqui para aqui.

Eu não quero discutir o Guitar Hero. Não acho ele lá um grande game revolucionáro e acho até q ele está mais para o último suspiro do rock na beira da morte do que uma revigoração... Mas, gostaria de ver alguma coisa q é daqui, do Brasil, antes disso tudo acabar. Sabe? Do Rock virar coisa do século 20 mesmo e ficar ao lado de coisas tão incoerentes como o steampunk... ou, quem sabem.. numa aposta mais otimista... virar um despautério como um luddismo cultural assíncrono e metamorfosiado da cultura de massa.

O fato é que eu odiei o GH e Rock Band e ao mesmo tempo adorei. Mas, antes que me encham o saco... mais odiei do que amei.

E... baseado no lado "amei" eu sinto falta de tocar algumas músicas do Rock brasileiro que mostra pra as futuras gerações que o Brasil tem sim um Rock... lá meia boquíssima... mas, é a cara do Brasil também. E... essa tal de Música Popular Brasileira é um conceito mais complicado e fajuto do que "governança corporativa".

Eu gostaria que um Guitar Hero.br trouxesse:

- Balada do Louco - do Arnaldo Baptista... mas do Singing Alone, que tem ele tocando todos os instrumentos e seria uma prova lisérgica de erudição roquenlolística para os jogadores. E.. se algum vizinho tirar sarro pq te viu tocando uma guitarrinha na frente da TV vc diz - Louco é quem me diz.

- Carimbador Maluco - do Raul Seixas - Não é a melhor música do Raul... ou é? Eu passei uns 10 anos pra digerir o Maluco Beleza num especial da Globo. Depois, passei a adorar a temática justamente na Vênus Platinada com esse tipo de mensagem. Quer saber... crianças precisam dessa música. Ela devia ser cantada em festas do Dia dos Pais em pré-escolas.

- Kamikase do Rock - com o Made in Brazil. É.. lembra pra caralho AC/DC. Mas, é sem dúvida um dos melhores riffs nacionais e a letra é algo que poderia exorcizar qualquer banda emo que se acha roqueira.

- Casa do Rock - com Casa das Máquinas. Tudo bem. Vc que é nerd, jovem e acha q o rock começou no mundo quando o U2 surgiu pode até pensar que é uma mistura de @lucasfamapop com São Paulo Fashion Week e Barão Vermelho. Mas, o fato é que é uma puta música, com uma pustza guitarra e o melhor vocalista brasileiro de hard rock que já existiu.

- Lucifer - com O Peso - ah, vai. É melhor do que ficar punhetando com Muse no GH Legends of Rock...

- A Namoradinha que eu Amei até o Sangue Jorrar - com Kães Vadius. Pq um game de guitarra q não tem psycobilly é game de fresco. Eu gosto dessa música. Mas, pode colocar qq uma do Kães Vadius pq é leeeegalllll....

- O Adventista - com Camisa de Vênus - Eu escutei a primeira entrevista q o grupo deu numa rádio obscura de SP (até pq eles falaram q era a primeira). O locutor perguntou - Pq o nome? O Marcelo Nova falou - OK, é forte. Se vc quiser a gente troca pra Capa de Pica. Beeeeeeemmm rock'n roll. O Gustavo Mullen é um baita guitarrista de rock.

- Grandola Vila Morena - Com o 365. Olha, esse hino anarquista precisa ser repassado para as próximas gerações... tá ligado... entende o q eu estou tentando dizer?

- Deixa Meu Cabelo Em Paz - de Oswaldo Nunes. Infelizmente o único vídeo q achei é esse. Mas, eu garanto. Essa música é muuuuiiiiiito Rock'n roll. Olha esse rifff.... e essa letra.... ?!?!?!?! Caralho!!! Não ria antes de tentar achar em sites de MP3 ou então com seu amigo especializado em Jovem Guarda. .... seu diretor. Bom. Um Guitar Hero brazuca tem q ter lá um toque todo especial também.

- Meu Bem - com Ronnie Von. E só com ele. Pq seria uma tiração de sarro com o Rock Band Beatles. Na real, não seria um Guitar Hero. Seria um Franja Hero. Pq vc tem q tocar a musiquinha chata e jogar a franja como o príncipe fazia.... sensacional.

- Pode Vir Quente que Eu Estou Fervendo - com Erasmo Carlos. Na boa, é a melhor letra de rock q já foi feita no Brasil (se não me engano é do Carlos Imperial). O Tremendão era.. e é.. super rock'n roll. Quem conhece a história do rock no bairro paulista da Pompéia sabe. Infelizmente, ele tinha um melhor amigo muito do brega. Se vcs gostaram... vcs precisam ouvir isso instrumental com o The Jordans.

- Bicho do Mato - com o Som Nosso de Cada Dia. Eu ia adorar tocar Guitar Hero e ficar cantando "Quero ir pra serra, ser gente, ser fera.... ser bicho do mato. Do matuuuuuuuuu". É um tanto quanto hipermoderno isso... rs.

- Umbabarauma - com o Soulfly. Pq tem q mostrar o q é esse tal de Rock Popular Brasileiro...

- Nicotina - com Replicantes. Ah.. vá... punk rock é fácil... é só 3 acordes. Toca aí então. Passa aí esse solo na primeira q eu quero ver. Toca aí Serra!!!!

- Ideologia - com Cazuza. Vc sabe q eu não gosto. Vc sabe q eu não gosto. Vc sabe... Mas, a letra é boa. Muito boa. E.. deve ser gostoso tocar isso na guitarrinha q dá LER e DORT. E, como game é ainda um treco meio burguês. Quem sabe... sei lá... rock é meio atitude ainda... eu acho.... ainda acho...

- Velha Mistura - com Golpe de Estado. Um dos melhores guitarristas de rock brasileiro de todos os tempos com um dos piores vocalistas (se bem q com uma das melhores presenças de palco - tchiiipuuu um Anthony Kids nacional...rs). Acho q mostra um pouco do que é o rock nacional.. muita luta e pouca... hãmmmm... oportunidade.


- Mardito Fiapo de Manga - com Joelho de Porco. Poucas letras de rock são tão profundas e mostram tanto a mistura que o brasileiro pode fazer com algo tãããão... hã.. hmmm.... curtura de maça como o Roquinhol. Entra aí no lugar do Black Magic Woman... rs.

- Os Metaleiros Também Amam - Pq tem q ter um toque assim.... brazuca no Guitar Hero.

Legião? Paralamas? Kid Abelha? Fresno? Pitty...
ah..
vá
se
foder....

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

10 tendências para 2010

Se não me engano, deixei de fazer previsões aqui no blog em 2007. Tudo pq não via grandes coisas que não estavam já sendo discutidas por muita gente perto de mim. Mas, esse ano é diferente. Estou sentindo um certo gap no ar. Tudo que vejo comentado é algo muito específico ou desfocado das grandes macrotendências. Então, resolvi juntar energias geradas por um período de festas longe da Matrix sem conexão e celular para postar minhas idéias (aquelas q ninguém liga mesmo, mas eu sempre me vanglorio delas dois anos depois).

1- Ecogeeks - É simples de entender. São pessoas que gostam de viver num mundo digno e não querem desgrudar das facilidades da tecnologia. Não é nada de notebooks de bambu. Tem mais a ver com sustentabilidade. Baixo consumo, reciclagem dos aparelhos e uso de materiais não-tóxicos na produção, além de produtos que economizam recursos (um serviço na Internet q evite deslocamentos de carro ou avião, por exemplo) são idéias que agradariam a esse público e sei q existem empresas com planos para isso - seja sob a marca ecogeek ou não.

2- Vida Digital Low Cost - os netbooks provaram, na realidade, que o estilo de vida conectado necessita de preço baixo. Com a popularização das tecnologias de comunicação e informação (TICs) avançando para muito além dos nerds e técnicos, qualquer produto desse tipo entra em um novo patamar de prioridade no consumo desse novo público popular e late adopter. A tecnologia está bem atrás na intenção de gastos dessas pessoas. Vem depois da alimentação, educação e lazer - ao menos dessas. Portanto, preço premium não cola mais. Aparelhos com o Android tb devem influenciar essa tendência.

3- Conteúdo pago ou remunerado - Parece uma heresia apostar nisso, mas a essas alturas da nossa experiência na Web já descobrimos que está muito mais fácil se deparar com conteúdo mediano do que diferenciado nas buscas. Culpa do Page Rank, talvez... Certamente um outro fenômeno da popularização da Internet, dos blogs, da Web 2.0 etc. Quanto mais pessoas comuns conseguem acesso e poder de publicação, mais conteúdo comum é produzido. E o sistema comercial sabe muito bem lidar com o esquema "crie a dificuldade para vender a facilidade". E a facilidade hoje é: economizar tempo e conseguir atenção. Muitas pessoas pagariam para achar o que querem ou entrar em contato diretamente com especialistas... sem perder uma ou duas horas no Google. Empresas comuns q viraram mídia ao criarem blogs, sites, perfis no Twitter tb querem alguém q escreva o correto no tempo certo... e pagariam (pouco, é verdade) por isso. Não é q tudo será pago. Simplesmente essa estratégia será mais OK. O sucesso (embora ainda restrito) do Kindle tem a ver com isso... e nem estou citando o cerco sobre os downloads...

4- Web em tempo real - A grande revolução do Twitter nos negócios on-line é ter mostrado que há uma necessidade incrível das pessoas se mostrarem vivas digitalmente. E as empresas, lógico, sentiram que podem interagir com elas a qq momento. Só que isso precisa de ferramentas para ligar esses interesses. Location based applications, buscas q mostram resultados de segundos e sistemas que capturem padrões de comportamento e gerem estratégias comerciais antes que os consumidores mudem de opinião ou local irão bombar.

5- Simpatia por robôs - O computador já se tornou um eletrodoméstico há vários anos. Então, qual seria a próxima techtralha a conviver conosco em casa? Minha aposta: um robô. A evolução deles tem sido espetacular nos últimos anos e, embora pareça que só os japoneses gostem disso, eu acredito que iremos ser mais simpáticos a esses humanos de metal e circuitos em 2010. Provavelmente ainda não iremos comprá-los no Carrefour, mas já começaremos a imaginar como eles ficariam lindos com uma vassoura na mão, contando histórias para os filhos ou ajudando a colocar a lata de arroz em cima do armário.

6- Web anti-social - ninguém gosta de viajar para um paraíso longínquo no litoral e encontrar com o chefe, o colega chato, o primo babaca, o contador e a mina do call center q te cobra a dívida do carnê. Pois, a praia digital que era pra poucos está assim -- muvucada de rotina comum de nossas vidas. A única saída é procurar um local mais deserto ou cercar tudo em um condomínio exclusivo.

7- Todo mundo é hacker - Simplesmente pq nem todo mundo na Internet é geek. Isso irá criar novos problemas de segurança, tão simples de resolver quanto fáceis de criar. É o fim da era romântica dos grandes criminosos digitais e o surgimento da banalização dos cybermeliantes. (OK, eu sei do termo hacker x cracker - o título tem a ver com a falta de maneirismo com a gíria de tecnologia, é baseado na própria tendência).

8- Conflito na classe média - essa fatia da sociedade aumentou no mundo todo, principalmente puxada pelos emergentes Brasil, Índia, China, África do Sul (q tb podem ser chamados de classe média da geopolítica). Mas, são pessoas que têm renda para isso mas não têm serviços básicos. Têm dinheiro mas não estudaram nos colégios quatrocentões. Podem ir ao shopping Iguatemi mas não foram na festa de ontem. E o q faz a classe média dos Jardins qdo encontra seus supostos pares do Capão Redondo? (tá.. eu disse q ñ ia colocar links, mas esse post da @ladyrasta é bem exemplar) Há empregos, clubes, diversão, assunto etc para todos? Não.

9- Contra as massas, petiscos - Cada vez mais as recentes revoluções tecnológicas se provam excelentes ferramentas de cultura de massa. Só que ao contrário da era pré-digital, as mesmas coisas que promovem a padronização também ajudam na diferenciação. Só que não há novidade no caminho da antimassificação. O que resta é sempre família, regionalismo, religião e arte. Tudo que não é grande público vai se tornar cada vez mais interessante para early adopters... seja on-line ou off-line. Quem não sabe por onde fugir da Matrix, encontrará o caminho nisso aí. Somente nesse movimento iremos ver o que o futuro revolucionário reserva.

10- Novo dinheiro - Está cada vez mais claro o declínio da economia dos Estados Unidos. Acho um pouco confuso discutir o fim do império do mal e essas coisas. Mas, uma coisa é certa - fora do domínio do Tio Sam, outras coisas têm mais valor do que o dinheiro. Em países não anglo-saxões, a amizade e a felicidade são mais reconhecidas. Em países pobres, o bem-estar não tem muito a ver com o que o governo te dá.. até pq ele nunca deu muita coisa. Não acho q em 2010 vejamos um novo conceito de valor na moeda tão renovador quanto o acordo de Bretton Woods ou a desvinculação do valor da moeda ao ouro. Mas, algo novo já poderá ser sentido. Quem lida com novas regras de contabilidade da IFRS e ativos intangíveis sabe que existe mudança no ar... O problema é q essa potência dominante e seus pensamentos econômicos surgiram na Segunda Guerra e ninguém quer ver uma Terceira Guerra... mas, a gente já escutou sobre cyberguerras que causam prejuízos financeiros, né ? Mas, qual cyberataque deixaria em ruínas uma sensação de felicidade?

Hipermídia somos nozes - Ops! Essa é a décima primeira previsão... Mas, é só para lembrar que eu tenho lá minhas diferenças com o conceito de hipermídia quando ele é centralizado na produção. Gosto mais quando ele está calcado no consumo. Então, não coloquei links... vcs procuram na web o q acharem mais interessante ou instigante e vão fazendo a leitura não linear de vcs.

H+ - aãããmmmm.. hummm... somente prestem atenção ao pós-humanismo, o humano aprimorado, o mais do que humano. Não é pra 2010.... e um dia escrevo sobre isso e minha idéia de ciborguismo cognitivo.


De resto... um 2010 de muita foda pra combater tanta punheta egocêntrica e improdutiva.
:)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O celular (?) dos sonhos

Um aparelho elegante, fácil de carregar, que tenha as funcionalidades que conhecemos hoje e mais um montão de coisas que nem os iphones mais malucos da atualidade conseguiram nos dar.

Esse é um resumo do que imagino ser um aparelho pessoal de comunicação dos sonhos de qualquer viciado digital.

Não sei se ele ainda seria chamado de celular. Provavelmente não, já que o próprio, na sua evolução, deixou de ser chamado de telefone também.
O resultado disso estará na última página do especial sobre NOVAS TECNOLOGIAS que a revista Super Interessante está tirando do forno em mais alguns dias.

Nas páginas, vcs encontrarão aquelas dicas sobre equipamentos – de TV a iPhone – e também um guia de compras. Coisas que são essenciais para uma revista que tem 2 milhões de leitores (incluindo aqueles que ficam por cima do seu ombro :)) e quase 440 mil exemplares. Ou seja, uma campeã de bancas. Eu ajudei na edição, junto com o jornalista Pedro Burgos e os editores da publicação Sergio Gwercman e Bruno Garattoni.

A parte que mais gostei desse especial é a sobre TENDÊNCIAS, na qual colocamos (naquela linguagem típica da Super) conceitos como cloud computing, o futuro dos notebooks e o fim do mouse. Ah! E, claro, esse penduricalho digital, móvel e fabuloso.

O gadget dos sonhos foi idealizado em algumas conversas e troca de emails que mantive com Burgos. O briefing que passamos para o designer transformar nossas idéias em uma belíssima ilustração é mais ou menos isso aqui:

O aparelho precisa ser elegante, fácil de carregar (q ocupe pouco lugar no bolso) e tenha as funcionalidades que conhecemos hoje de um celular ultramoderno e mais algumas. O aparelho em si não é muito grande (algo menor que o iPhone).

Ele pode parecer algo como uma caneta (ou como um isqueiro). Quando na horizontal, apoiado em uma mesa, dele saem duas telas como o nintendo DS. Uma delas, touchscreen, resolverá o problema do tamanho do teclado.

As telas são flexíveis e escamoteáveis, como uma folha de papel
além de serem touchscreen e com virtualizações e feedbacks como as soluções de háptica da empresa Immersion.

Uma referência do q existe hoje sobre essas telas. Mas, considere isso como algo muito primitivo.

A de cima seria a tela com imagens e os programas. A de baixo seria o teclado touchscreen, mas sem o layout que conhecemos. Algo inovador e intuitivo como o Swype.

Precisa haver um fone de ouvido. Algo que seja muito discreto e possa ser um brinco para mulheres, ou outra coisa discreta para homens. Algo como o Nokia Morph.

Bateria com muita duração e material amigável à natureza. "Reciclável" e feito com materiais não-tóxicos.Multitarefa. A pessoa pode ver a foto em primeiro plano e atrás dela pode estar rolando outro aplicativo, uma chamada de videoconferência, por exemplo. GPS. Localizador. Memória potente e conexão com internet de banda larga.
Precisa mostrar que ele tem soluções de reconhecimento de voz e gestos. Ele não pode parecer um telefone, embora seja, também um. Precisa ser mais uma jóia como o Nokia Morph.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Vinylmania

A principal diferença entre discos gravados em vinyl e em CDs é o quanto são úteis para você. Podem vir com papo sobre a freqüência da onda sonora, da qualidade dos agudos, etc. O que importa é o que eles te trazem de bom. Na verdade, tanto um quanto o outro são apenas suportes para gravação e transporte de música.

Eu, pessoalmente, dono de uma razoavelmente boa coleção de 400 LPs em vinyl, uns 300 CDs e 50 GB de MP3, prefiro me preocupar com a satisfação que a música me traz do que discutir onde ela está gravada.

Há somente uma diferença significante entre vinyl e CD. Esse último não serve para o site Sleeveface. Nele, fãs fazem montagens fotográficas posando com as capas de disco ("cara de capa" é a tradução do nome do site).

É divertidíssimo. Alguns tentam ser o mais realista possível, usando a mesma roupa e esboçando o mesmo ambiente do artista. Por vezes, essa busca do realismo fica surreal, como é o caso dessa capa do Rockwell. O ex-futuro-mega-black-music-star dos anos 80 virou os olhos de um fã mais no estilo southern rock. Inusitado.

Outros tentam imitar completamente os ídolos. Há algumas fotos que mostram extremo cuidado com o figurino e até fazem pensar se não há alguma photoshopada por lá.... parece que não. Uma especialmente me fez ficar intrigado se o cara realmente não apanhou de verdade. É uma montagem com "Vulgar Display of Power", da banda de heavy metal Pantera.

O mais divertido é ver a imaginação de quem apela para a fantasia. Há uma sobre o "Greateast Hits", da Barbra Streinsand, que deixa a diva com corpo de cachorro. Uma crítica ácida, ou um fã que adora pets (como quase todos da Barbra Sreinsand)?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Aprenda inglês com sites sociais

Vou dar uma chance para as pessoas que passam horas no Orkut e odeiam ter de ir ao curso de inglês se redimirem. Uma REDE SOCIAL que descobri por acaso promete ser uma espécie de sala mundial de aprendizado de idiomas. É a VoxSwap. A proposta é simples, utilizar os usuários de vários países para ensinar outros a enfiar de uma vez por todas um idioma estrangeiro no cérebro.

Isso poderia ser feito com qq outra rede social. Mas, como a proposta já é nativa da VoxSwap, tudo fica mais amigável. Por exemplo, há um teclado virtual para que se possa digitar caracteres de outras línguas e que não seriam facilmente digitados por você nesse ABNT2 que está embaixo de seus dedos.

A VoxSwap entra na turma dos sites que estão provando que as redes sociais têm propósito e valor. Os desafios para esses negócios continuam grandes, mas, aos poucos, as barreiras vão caindo.

.............????

OK, elas têm feito isso constantemente, mas há sempre gente descrente nesse mundo e eu preciso manter o nível informal do texto. Não posso ir soltando farpas... ou posso?!?!? Mesmo que o Orkut e Facebook tenham se mostrado primorosos em reccuperar contatos de um passado perdido, mesmo que o MySpace tenha se transformado em loja-emissora-fã-clube de várias bandas. Mesmo que o Twitter seja a melhor mídia imediatista do momento. Mesmo que o LinkedIn seja um belo RH virtual. Mesmo que.... Mesmo que... Mesmo que...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Como burlar o MyMiniCity

A febre das minicidades pegou a Internet brasileira de jeito. Eu mesmo já criei uma, conforme post anterior. No site, cada visita à página é convertida em um habitante, um item urbanístico ou uma ação administrativa. Tudo depende do link que conduz à cidade.

Quem tem a minicidade sabe o quanto é complicado ficar postando links em hubs de grande audiência e depois ficar voltando a eles para adequá-los a sua estratégia administrativa. No jundo, vira uma perda de tempo... haja vista q a minicidade é bem chata: não tem pessoas, carros, acidentes naturais e movimento como o já simplório SimCity (aquele antigo). Pra q serve isso então?

Fiquei dias pensando se aquilo representava alguma coisa... uma nova forma de fazer ou enxergar algo.... Acho que não. No máximo, é um projeto simples que algum dia pode se tornar algo mais interessante, como um jogo on-line ou um novo visual para contadores de visitas. Atualmente, é chato. Aborrece. E, ainda não mostra nada a não ser a popularidade das pessoas. Oras, acho que todos já conhecemos o quanto somos queridos ou odiados na Internet. Ou seja, o jogo, uma idéia da Motion Twin, talvez não sirva pra nada mesmo.

Mas,... se... as pessoas puderem pelo menos comandar seus links e, por conseqüência, suas estratégias administrativas???? Seria um pouco melhor, não?? Então, lá vai a dica.

O MyMiniCity funciona verificando a chegada de tráfego de endereços diferentes. Para burlar isso.. .simples... troque o endereço. Quem é assinante do Speedy, é só desligar e ligar o modem novamente. Quem tem IP Fixo, pode usar um das dezenas de proxies que emcobrem a navegação que existem por aí. Como o YouHide, Udor, ProxyNY, etc. Serve qq um que vc conheça. Procure mais no Google.

A única dica importante é deixar sempre a opção "Remove Scripts" e "Remove Images" desmarcada. O MyMiniCity funciona com script e imagem. Ah! Sim! Mude o final do endereço para vc poder controlar melhor o crescimento da cidade (/ind /tra /sec, etc).

Com um pouco de paciência, vc consegue pelo menos 20 visitas diárias na sua cidade e gerencia melhor sua aldeia até ela virar uma megalópole.... o q, para mim, não tira a chatice daquilo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Sortes opostas no mundo virtual

Se vc acredita que o Second Life subiu no telhado, vou lhe dar uma informação que irá deixá-lo bem alegre. O site acaba de reportar a diminuição do tráfego. As métricas principais do mundo virtual da Linden Lab estão em queda notável pela segunda vez em todo o breve histórico da companhia, e quase que consecutivamente. Há uma diminuição do uso do site, comparando-se os meses de outubro e novembro de 2007.

Outubro
25 milhões de horas totais despendidas
559.820 mil avatares ativos

Novembro
24,5 milhões de horas totais despendidas
543.375 avatares ativos

A primeira queda tinha sido registrada em agosto de 2007. Esse retrospecto deixa muita gente desiludida com o Second Life e mundos virtuais afins.... mas, nem é pra tanto.

Na verdade, o que importa no Second Life é tudo O QUE ELE REPRESENTA, menos ele em si. Talvez o site vá pro vinagre mesmo, seja porque é elitizado, de aparência singela (se comparado com consoles de games, por exemplo), abrangente demais, pouco seguro, etc. Mas, os mundo virtuais estão longe da extinção.

Embora as notícias ruins não parem na Linden Lab -- outra empresa famosa do ramo, a Electric Sheep demitiu 22 empregados em dezembro. Isso representa cerca de 25% da força de trabalho. -- há um pouco de brilho nesse fim de ano apagado dos metaversos.

A luz nesse período vem de empresas da mídia tradicional que absorveram o conceito de mundos virtuais e estão conseguindo ter bons planos de negócio (e dinheiro para apostar neles). A Disney anunciou que irá criar 10 diferentes mundos virtuais nos próximos meses. Cada um consumirá algo entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões. Segundo reportagem do NY Times, a expectativa é replicar o sucesso do Club Penguin.

Já a Nickelodeon Kids and Family Group continua com US$ 100 milhões para investir em jogos on-line e plataformas de redes sociais baseadas nos títulos e personagens do seu portifólio. Nicktropolis, AddictingGames e Neopets devem ser os primeiros a receberem alguma injeção de capital, de acordo com o presidente da unidade de negócio, Cyma Zarghami.
  • (quando um jogo se torna on-line, possui vários cenários, personagens customizáveis, tem colaboração e é multiplayer... qual a diferença dele para um mundo virtual???)
Enquanto isso, o presidente da fabricante de chips Intel já fala em "The Third Life", durante a feira de produtos eletrônicos mais importante do mundo, que ocorre nos EUA. Paul Otellini e a banda Smash Mouth, em forma de avatares 3D, vão virar evangelizadores da tecnologia e do modo de vida virtual.

Como se nota, e eu sempre digo isso insistentemente, precisamos purgar o Second Life das discussões sobre mundos virtuais. O surgimento e a bolha do site da Linden foram (e são ainda) muito mais importantes para a história desse ramo do que seu provável sucesso ou fracasso. Os mundos virtuais continuam seguindo seus destinos, independentemente do Second Life.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Mundos virtuais em alta

A Pequena Lista de Mundos Virtuais que fiz aqui no Techboogie já disparou para ser o post mais visitado desse humilde blog. Enquanto esse texto vai bombando, não se vê tanta notícia boa sobre os irmãos do Second Life.

É uma pena. Essa busca incessante pelo tema aqui no blog mostra que há algo nos mundos virtuais que atraem os internautas. Pq? Difícil dizer, hein?!?!?

Duvido que alguém tenha alguma certeza, pelo menos nessas alturas dos acontecimentos... se é porque isso vira um jogo divertido, se é para exibir sua geekice e equipamentos potentes, se é para conhecer mais gente ou qq outra coisa.

Muito desse público é criança e jovem. Já desconfiava disso pelas entradas procurando Habbo Hotel, bichinho virtual, Second Life para meninas, mundo virtual para animais, etc. Mas, comprovei mesmo esse fenômeno quando vi a pesquisa da e-Marketer sobre essa fascinante ligação entre jovens e os mundos virtuais, que saiu hoje.

Outra prova é a lista dos termos mais procurados no Google, em 2007. Lá, aparecem dois mundos virtuais para jovens: Webkinz e Club Penguin (recém comprado pela Disney).

Top 10 em 2007:
iphone
webkinz
tmz
transformers
youtube
club penguin
myspace
heroes
facebook
anna nicole smith

A Nielsen NetRatings avalia vez ou outra mostra o crescimento desse tipo de site Em 2007, o Webkinz despontou como um fenômeno. De janeiro a junho o número de visitantes únicos passou de 2.310 para 6.395, quase a totalidade de jovens americanos. Já o Club Penguin vai crescendo aos poucos. Enquanto não há grana de propaganda da Disney, o boca-a-boca vai cuidando de angariar novos adeptos. Aqui no Brasil já tem muita criança q sabe o q é o site.

Nos meus relatórios, o Habbo é o maior destaque. Creio q pelo visual simples e pouca carga no equipamento.

Desconfio q muitos q buscam isso sejam pais querendo iniciar os filhos nos mundos virtuais, mas não tenho provas disso... é quase uma intuição. Digo isso porque as palavras procuradas estão corretamente grafadas e não trazem gírias ou erros gramaticais comuns de jovens.

Essa CURIOSIDADE sobre o tema deve ser acompanhada por mais uma enxurrada de empresas interessadas em entrar nesses ambientes 3D.


Uma reportagem q fiz em agosto sobre o tema eu usei o título "Entre agora, saia já, volte sempre".... Se vc saiu, essa é a hora de voltar, só para ver como está tudo por lá. Pode estar crescendo algo q vc provavelmente não acreditaria se não visse com seus próprios olhos de avatar.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Ligados pelo MP3

Já imaginou ter um local que vai mostrando todos os endereços de MP3 que são publicados pelo mundo afora? Essa idéia maluca é do camarada Barba, um dos cybers lá da comuna CybC, no Orkut. O projeto está em fase inicial e, por enquanto, só a parte que enxuga as URLs e padroniza os termos para facilitar a busca está pronta. O serviço é baseado no TinyURL, que é uma espécie de alfaiate de endereços da Web. Ele transforma links imensos em elegantes combinações de meia dúzia de letras e números. Algo assim

http://tinyurl.com/2oxkv8

Aliás, esse é o link que leva vc direto lá na comuna CybC, do Orkut, para coferir a discussão em cima do projeto do barba.


sábado, 6 de outubro de 2007

Mangás 2.0, ou, liberou o fandub e a scanlation geral!!

É, eu sei que colocar algo copiado do conceito web 2.0 tá ficando monótono. Mas, não me ocorreu nada mais explicativo sobre o MangaNovel. O portal pretende divulgar a cultura japonesa pelo mundo afora. Aparentemente, não há nada melhor que o mangá para isso. Só que, em mercados fora do Japão um quadrinho desses, cheios de belos desenhos, crises de personalidade, demônios, semi-deuses e garotas de olhos grandes e brilhantes custam uma fábula. Mesmo assim, o interese por essa expressão artística cresce a cada dia.

Para sair dessa sinuca, a Toshiba Corporation decidiu apostar em um portal de mangás e na web 2.0. Funciona assim. Há uma cacetada de mangás disponíveis para download... e para tradução. Esse trabalho tem por objetivo "oficializar" uma prática comum, o scanlations (as traduções feitas em cima da cópia tirada no scaner)... Mas, eu acho q vai virar uma febre de traduções livres... É o fandub escrito!!!

O portal permite a comercialização das versões se a pessoa retornar a história traduzida. Mas, creio que muita gente vai pular esse passo e sair distribuindo o próprio trabalho em cima dos downloads. Afinal, quem não gosta de quadrinhos e desenhos japoneses?

Ainda é possível ler títulos inéditos de graça, fazendo um cadastro gratuito, ou comprar best sellers anunciados.... mas, aí nem tem tanta graça....

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Pequena lista de Mundos Virtuais

O Second Life, Linden Lab, fez o mundo abrir os olhos para o fenômeno dos ambientes virtuais em 3D. Pessoas e empresas correram para essa paisagem de bits e criaram ilhas exuberantes e avatares fashionistas.

O hype sobre o SL passou logo, durou apenas uns meses.

Já no início de 2007 haviam empresas insatisfeitas com a experiência. Foi um canto de sereia para muitos..... ou, um conto do vigário, no caso de companhias.

O assunto esfriou, aliás, quase caiu no esquecimento. Esse balde de água fria é bem injusto, na minha opinião. É preciso analisar com um pouco mais de cuidado tudo isso... e experimentar um pouco mais tb.

Uma pesquisa da e-Marketer mostra que crianças e jovens americanos começam a gastar mais tempo e dar mais atenção a esses mundos virtuais. As crianças entre 3 e 11 anos que acessaram a internet pelo menos uma vez por mês já somam 41,5% desse público. Dessas, as que utilizaram mundos virtuais chegam a 24%. São 34,3 milhões de crianças e jovens qua já sabem interagir em ambientes como o Second Life. A consultoria estima que em 2011 haverá 53% desse público frequentando mundos virtuais.

A coordenadora da pesquisa, Debra Aho Williamson, alerta para a riqueza de interação que as crianças de hoje estarão fazendo nesse futuro próximo.

"Eles estão crescendo com mais coisas além da habilidade de fazer uma networking social. Eles sabem interagir com outras pessoas, comprar, aprender e jogar nesses ambientes gráficos".

Não dá mesmo para negar que esses mundos virtuais vão melhorar e achar um público menos fugaz e mais fiel do que aquele que fez o hype do Second Life. Isso trará de volta a discussão e as boas espectativas de negócio.

E...

Para irmos já nos acostumando com isso e pesquisando esse leque de novidades e oportunidades, compilei uma pequena lista de 36 mundos virtuais e redes sociais que em algum momento disseram que podem evoluir para um ambiente mais gráfico. Se vcs sentiram falta de alguma aí embaixo, please, deixem um comentário com nome do mundo vritual, link e um pequeno parecer sobre ele.

  1. ActiveWorlds - plataforma para construção de mundos 3D.
  2. Catster - Rede para gatos. Vc cadastra seu pet e faz amizades para ele... e nem precisa saber miar.
  3. Club Penguin - Para crianças. A Disney comprou em 2007 dizendo q ia usar para fazer uma socialnet de jogos. Esperar para ver
  4. Cyworld - é uma socialnet coreana q prometeu virar 3D, mas não achei o link em ingl e não manjo lhufas de coreano.
  5. Dogster - social net para pets... só cães.
  6. Eve - - é um MMPORG espacial. Recentemente contratou um economista para fiscalizar as transações dos usuários.
  7. Flowplay - Doll e jogos q se transformou em rede social e almeja virar mundo virtual.
  8. Forterra - Ambiente 3D com foco corporativo e militar.
  9. Gaia - 3D para adolescentes que gostam de todo o lance de Otakus (fãs de animes, desenhos)
  10. GoPets – Rede de bichos virtuais disponíveis para adoção. Ah, claro, os donos podem se socializar por lá, tb.
  11. Habbo Hotel - O mundinho é juvenil, mas já passou por tanta coisa q fez dele um negócio até maduro.
  12. HipiHi - Imaginou o Second Life em ChinÊs?
  13. Icarus Platform – Para criação de mundos 3D, da Icarus Studios –
  14. IMVU - 3D adolescente com visual parecido com Winks e talz
  15. Kaneva Platfrom – Mundo virtual e plataforma, no estilo Second Life – http://www.secondlife –
  16. Millsberry - não consegui acessar nem maiores informações publicadas, mas dizem q é interessante.
  17. MoiPal – Espécie de tamagoshi para celular. No site, os bonecos interagem com jogos.
  18. My Mini Life - mundo virtual, visual simples que lembra um pouco o Haboo e um pouco o SIMs
  19. Neopets - social net para pets.. qq um... sem preconceito.
  20. Ogoglio – Plataforma para desenvolvimento de redes sociais e mundos virtuais, licenciada pela Apache 2.
  21. Project Darkstar – projeto da Sun Mirosystems para mundos e jogos on-line. –
  22. Protonmedia - tb para construção de 3D corporativo
  23. ProtoSphere – Plataforma da Próton Media para mundos 3D. A empresa planeja vender para outras companhias utilizarem com treinamento e videoconferência.
  24. Qwaq - um mundo virtual com cara de escritório.
  25. Stardoll Platform – Mais um de bonecas de papel para meninas adolescentes. Quem se associa acaba formando uma rede de amizades. Vc acha bobo? Muita gente também, mas faz um sucessão entre quem tem 12 a 17 anos e gosta de cor-de-rosa.
  26. Sulake - é a empresa do juvenil Haboo HOtel. Volta e meia se comenta q ela lançará novos produtos para outros públicos.
  27. There.com – mundo virtual da Makena Technologies. Causou um hype bem antes do SL, mas depois foi esquecido pela mídia –
  28. Three Rings-Whirled – Mundo virtual simples e com rede social. Tem cara de supernintendo.
  29. TyGirlz – Tudo é rosinha, tem flores, corações.. para garotas, e adolescentes.
  30. Unisfair Virtual Event – A empresa promete criar eventos, trade shows, palestras e encontros de negócios virtuais. Não achei nada sobre conversão de moedas virtuais para reais ou pontos sobre essa e outras sinucas econômicas. Mas, vale acompanhar.
  31. Utherverse – um mundo no estilo Second Life, porém muito (muito mesmo!!!) mais sexualizado.
  32. View 22 - Immersiv Platform – A plataforma é direcionada a criar pequenos ambientes virtuais para que outras empresas utilizem no e-commerce. Demonstrar produtos, por exemplo.
  33. vSide – Boate Digital, com DJs e muita música. Bom para quem envelheceu e quer manter a aparência de baladeiro jovem...
  34. Webkinz – para bichos de pelúcia. É... eu também achei q já tinha visto de tudo.
  35. Whyville – Mundo cheio de jogos para testar conhecimentos dos usuários. Parece uma imensa gincana virtual. Não é 3D, mas é citado em vários textos q achei sobre mundos virtuais. Acrescentei aqui meio com receio de estar fora do contexto... mas, já era.
  36. Zwinktopia – - Smileys e dolls. Parece bobo, mas faz um sucesso tremendo nos EUA. Usa Smileys e afins pra chamar a galera e criar networking.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

No YouTube, a TV q Chavez não quer

A "Radio Caracas Televisión" (RCTV) deixou de transmitir a programação normal em sinal aberto no dia 27 de maio, perto da meia noite, horário de Caracas. O presidente venezuelano Hugo Chavez retirou a concessão da emissora por achar que ela "prejudicava o socialismo do século XXI".
Mas, a comunicação livre do século XXI pendeu para o lado contrário do político. A programação da RCTV pode ser conferida no Youtube... junto a protestos de partidários e opositores de Chavez nos comentários do site.
A RCTV tinha perdido somente a transmissão aberta, continuaria sua programação no cabo... O q só complica algumas questões.
Libertad
golpismo
socialismo
... ou isso não tem muito sentido se for analisado isoladamente nesse nosso século XXI?

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Cadê a novidade Microsoft???

A MS apresentou ao mundo um pjto de um computador-mesa, chama Surface. É uma tela de LCD (ou xLCD) que é sensível ao toque e pode revolucionar os anúncios em locais fechados como bares, hotéis, etc.
Mas, o treco existe há um bom tempo.
Em Tóquio, um bar já exibe o produto.

A idéia realmente deve ser uma revolução. A mídia indoor é de grande impacto se for bem planejada, focada no público alvo e com sentido de agregação de valor pela comunidade de consumidores finais da empresa. Eu adoro isso.

Há outros pjtos similares como a mesa de games digitais... Idéia q a Philips tb se meteu.... Sem contar as centenas de empresas que estão trabalhando Digital Signage no mundo... Então...
Cadê a novidade?

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Louie, Louie... de novo e sempre

Mudei as músicas na seção “Nos Ouvidos”. Tem uma música boa do Prodigy q anda me dando um gás ultimamente... Mas, o legal é a outra. Um CLÁSSICO DO ROCK desde os anos 50.

Louie, Louie foi escrita por Richard Berry e gravada por uma infinidade de gente... até o Barry White gravou. Neste momento é provável que pelo menos 250 bandas estejam tocando Louie, Louie em algum lugar do mundo.

Para se ter uma idéia do efeito que a música causa e suas consequências, em 1983 a rádio californiana KFJC 89.7FM resolveu tocar todo o acervo de Louie, Louie que pudesse juntar... a programação especial durou 63 horas. ---e olha q geralmente a música não passa de 3 min.

Nesse vídeo aí tem outro exemplo... ele foi feito numa homenagem à música. São cerca de mil guitarristas tocando Louie, Louie. Mas, só os cinco primeiros minutos de filmagem são audíveis. Quando entra a galera anônima... bom.. aí é só pra dar risada. Tem um fulano com violino, uns 200 com violão sem amplificador... tem um country desolado... uma mãe com os filhos... um monte de guitarrista fazendo pose e outro monte que viu que era tudo uma brincadeira mesmo.

Nem foi difícil achar um MP3 do Richard Berry.

A Louie, Louie original é de 1957, mas a versão mais famosa da música é do The Kingsmen, já de 1963. Há uma enorme diferença entre as duas. A de Berry é bem a salada boogiewoogie-doowop-band-cha-cha-cha dos anos 50, já nos Kingsmen o lance é um proto-punk.

---xxx---@
Na verdade, eu fiz todo esse lance para mostrar como a internet favorece a divulgação de informações e ajuda a preservar a memória de pessoas e fatos. Fiz isso com roquenroll, mas poderia ser com a Invasão Espanhola na América, a Revolução Industrial, a história do Fusca, os artigos de um profesor... etc, etc, etc....

---xxx---@

O legal da Internet é que ela possibilita essas buscas que seriam impossíveis há 10 anos... basta ter um pouco de paciência e saber uns truques para facilitar a procura.

É no mundo on-line que artistas como Richard Berry sobrevivem. Há diversos sites sobre ele por aí... tantos quantos os que homenageiam a música Louie, Louie.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Gorgeous Girls in Thongs.... or something












Há muito burburinho na web americana por conta dos widgets. Muitos sites estão dando esses aplicativos prontos para cortar e colar como a nova sensação da Web 2.0 e, provavelmente, a buzzword de 2007.

Tudo isso não é novo (como tem sido costume na fase da internet social), mas está ganhando espaço e adeptos rapidamente.

Exageros à parte, é bom conhecê-los. Aqui mesmo nesse blog eu instalei mais um (já havia instalado um de clouds e um do twitter). O mais novo está na seção NOS OUVIDOS, que agora fica com audio. Eu coloco lá algumas músicas que me inspiram em determinada fase da vida (e não as que eu estou ouvindo naquele instante).... Antes era só um link.. agora tem som mp3 para quem quiser conhecer.

Mas, voltemos ao papo...

Existem centenas de widgets por aí. Gorgeous Girls in Thongs é um deles. Se vc colar no seu site ou blog, aparecerá diariamente uma garota de roupas íntimas... É uma brincadeira. Há coisa mais séria por aí.
Vc pode colocar textos sobre a Bíblia....
ou
Q tal um widget das capas dos p>rincipais jornais americanos???
Um bom lugar para começar a conhecer esse mundo de microprogramas legais é AQUI.

.acho até q vou ilustrar esse post com um widget....

segunda-feira, 9 de abril de 2007

IPTV na terrinha

Uma amostra de como deve ser o negócio de IPTV nos próximos anos é o q faz em Portugal a Sonaecom (da Sonae, q é famosa no Brasil pelos supermercados. A empresa tem um braço de telecom e pretende crescer ainda mais, inclusive fez oferta pela PT - sócia da Vivo.
- ofertas gerais
- pacote de canais,
- receita no set top box,
- foco na conquista de clientes para banda larga.
.

quinta-feira, 29 de março de 2007

TV pública

É melhor todo mundo acompanhar o debate em cima do novo ministro, FM, que parece ter como segunda prioridade (a primeira deve ser a verba publicitária) a criação de uma TV Pública (ou estatal) Digital para o presidente Lula.
.----> pode vir daí a construção da rede brasileira de TV Digital... nos moldes da construção da Embratel.... em parceria com o setor privado.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Horário nobre do Youtube

Um estudo da ComScore, com americanos que gostam de assistir videos on-line, dá idéia de como é inicial e complicada a discussão sobre a substituição da TV como a conhecemos pela Internet. O paper mostra que o ''horário nobre'' em sites como o Youtube não interfere no modelo de TV normal. Os espectadores-internautas preferem assistir os videos das 17h às 20h. Esse é o pico de audiência na rede, enquanto que na 'telinha', esse horário é das 20h às 23h.

A ampla maioria, 70%, costuma ver dois videos diários de cerca de dois minutos na rede.

A primeira conclusão é que o modelo on-line é -- pelo menos por enquanto -- uma bela oportunidade de ampliação do modelo tradicional. Os internautas estão dando uma dica de bandeja para as emissoras de TV sobre como deve ser a programação nesse horário. ---> Não que deva passar o Youtube das 17h às 20h... mas, há uma diferença entre a oferta e a demanda. Nesse horário, os programas devem ser voltados para o público puramente off-line ou trazer interações entre TV e Internet. O estudo da ComScore não mostra, mas é sabido que quase metade dos jovens on-line mantém outro olho na TV simultaneamente.
.
....Mas, a conclusão mais importante nisso é que a Internet NÃO VAI SUBSTIUIR A TV -- ao menos por enquanto. O que está mudando (nas discussões sobre YouTube) não é modo de assistir TV, mas o modo de consumir video. A demanda é por centenas de tipos diferentes desse produto, entregues em horários variados (mas, com um pico de audiência), sem necessidade de qualidade tecnica, porém com grande identificação com o público almejado.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Virtual Worlds Conference 2007

O que levaria grandes emprsas como IBM, AOL, Disney, MTV, News.com (Cnet), Gartner e Reuters a enviarem alguns de seus principais executivos para discutir o SecondLife e outros mundos virtuais???

DÓLARES, óbvio.

NoVirtual Worlds Conference 2007, que ocorre em 28 e 29 de março em NY, esses caras todos irão discutir bizzne$$$. Em vez de palestras sobre a sociologia e a psicologia do mundo virtual, esses caras vão falar sobre:

  • - Como se destacar da concorrência no novo ambiente
  • - Retorno sobre o investimento
  • - Comportamento de consumo nos mundos virtuais
  • - Interação com a TV
  • - Métricas para medir a eficiência da publicidade nesse tipo de site

Reuters e Harvard Business Review também estarão lá, o que já é garantia de ótima cobertura de imprensa.

Paul Hemp, editor da HBR, escreveu no meio do ano passado, o artigo ''Avatar-Based Marketing'' no qual analisa a entrada dos negócios de marketing no SecondLife.

Mas,...
se vc não quiser sair do clima virtual pode acessar o painel que vários avatares fizeram a respeito do tema, inclusive um boneco digital de Paul Hemp.

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