terça-feira, 3 de abril de 2007

Casais e ca-sais

Em 2015, mais de 60% das casas à venda nos EUA terão duas suítes de casal. Não, não será uma para os donos e outra para os convidados.

Uma será para o marido

outra para a mulher
.

É o que aponta uma pesquisa da National Association of Home Builders, destrinchada por uma reportagem do NY Times.

...Antes de ler a reportagem, vc pode procurar informações sobreAmor, Amor Líquido e Zygmunt Bauman. Tb procure o Mito do Amor Romântico , Adão e Eva, Romeu e Julieta, relações sexuais acompanhadas de amizade e afetos positivos, escolhas sociais eletivas e seletivas...
Ou talvez vc mude de idéia ao ver que poucas palavras são tão ambíguas, díspares e contrastantes como o amor.
Por isso, meu conselho e vc desencanar da teoria e ver o texto do NYT como uma tendência para 2015.

"Não é coisa que o mercado gosta de propagandear", diz a reportagem, "pois parece que o casamento está em crise". Mas, efetivamente, as construtoras já estão preparando-se para esse público. Em Seatle, um condomínio com 270 unidades já tem 25% delas com pedidos de duas suítes principais.

Algumas frases dos entrevistados são hilárias:
As vantagens são óbvias. “My husband is still alive. I would have killed him.”
ou
“I’ve paid my dues. I’m old enough that I don’t want to have sex at 1 a.m.”

Mas, aparentemente, a tendência não tem a ver com crises no matrimônio. Parece mesmo um acordo comum fruto da mudança do papel da mulher na economia do casal, a pressão do tempo sobre o trabalho profissional e simplesmente ter a opção de "fazer seu próprio sono". Uma espécie de afrouxamento dos laços matrimoniais

3 comentários:

Ale Carvalho - Lain disse...

A tal tendência só tem a ver com o "amor líquido" observado por Bauman, se tanto marido como mulher puderem receber, de vez em quando, "casinhos de uma noite na sua suíte"... Sabe, tipo "oi, amor, quem estava esta noite com você?".. "ah, querido, um rapaz super bacana que conheci na internet. Ele veio conhecer a minha coleção de dvds raros". "ah, tá..."... ;) Filhos também não existirão, já que cada vez mais as crianças tem se tornado um investimento muito caro.

Anônimo disse...

Nota interessante. Minha visão é que a reportagem fala dos meus pais e nao diz que o brasil é diferente dos States.
valeu : R.

Gilberto Pavoni Junior disse...

Ale,
acho o lance de clima para filhos muito ligado na questão de mão-de-obra e "envelhecimento" de determinado País. Qto ao amor líquido, é isso, embora eu ache o Bauman bem otimista nas entrevistas (não nos conceitos). Coloquei (e isso serve para uma resposta ao R.) o assunto pq o Brasil tem influência pelo q ocorre nos EUA, principalmente quem está trabalhando em empresas globais. E... sim, por enquanto parece afetar os babyboomers. Mas, lembre-se q os X'ers são mais "carreira do q família" e os Y'ers ainda estão se conhecendo.

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