sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Vamos deixar umas coisas bem claras

Nem todos me entendem. Nem todos gostam do que eu digo. O que é ótimo. Nem te conheço mesmo e não estou aqui pra fazer média nem pra bater palma pra vc só pq sua mãe gosta das suas bobagens.

Como tenho visto algumas, pouquíssimas pessoas - já que sou minimamente lido mesmo - reclamando de alguns posicionamentos meus, resolvi deixar alguns conceitos bem claros. Óbvio q não sou o dono da verdade, mas tenho o direito adquirido após minhas cicatrizes de ter a minha verdade. Portanto, não me encha o saco se vc não concorda com isso.

- Só gosto de política na teoria, pq a prática fede de um jeito q não sai nem com creolina.
- Quem tem (ou deseja ter) um carro tipo SUV não tem direito de falar de ecologia ou sustentabilidade.
- A geração Y é um conceito mais frágil do que a confiança dos jovens.
- Jornalista de gadget é jornalista de guia de compras. Não é jornalista de tecnologia.
- Qualquer produto industrializado que vc põe goela abaixo é alguma forma de veneno. Até os de embalagem bonita q te pagam pra falar bem.
- O conceito de nerd atual é suportado pelo poder de compra de bens de consumo eletrônicos e serviços digitais... e nada mais.
- O aquecimento global pode até ser relativo, mas estamos destruindo o planeta sim.
- Qualquer tecnologia sozinha não muda nada, já que ela sempre é criação de um ser-humano. Quem muda alguma coisa são as pessoas usando a tecnologia. Se não usam, não muda piçiroka nenhuma.
- No Brasil, vc é tão bom ou inteligente quanto o seu crachá diz. Não tem nada a ver com ser bom ou inteligente.
- O Rock morreu com o Slayer.
- Quanto mais empresas e governos entrarem na Internet mais ela fica útil e menos ela fica livre.
- Redes sociais não chamam, também, redes de relacionamento por acaso. Tem de ter relacionamento.
- "Pensar fora da caixa" é síndome de brinquedo encalhado na prateleira da loja.
- Eu sou um bosta. Mas, vc tb é... em determinada perspectiva.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Como fazer jornais com o Twitter

Tenho brincado muito com o Paper.li, um site que permite fazer uma espécie de jornal com o Twitter. Não é perfeito. É algo bem "fazer uma espécie de jornal" mesmo. Porém, interessante. As mensagens mais importantes, de acordo com uma seleção de palavras-chave e hashtags escolhidas por vc, aparecem como se fossem manchetes de um jornal impresso.

É um jeito fácil de virar jornalista... bom... pra quem tem esse sonho na vida. Um jornalista-copia-e-cola é verdade. Ou, como se diz dentro das redações, um especialista em gillette-press.

Vc não irá fazer reportagens investigativas ou ter mais acesso às fontes, etc com o Paper.li. Vai apenas montar o seu jornal. Aquilo que mais te interessa.

Parece pouco, mas não é.

Eu, por exemplo, prefiro ler mais notícias sobre ciência, tecnologia do que política. Para mim, um bom jornal teria uma seção de política menor que o horóscopo.

Para outras pessoas não. O ideal é justamente o contrário.

Gosto de negócios e economia, mas não estou nem aí para a maioria das manchetes desse tema nos jornais mais famosos. Quero ler sobre assuntos específicos como inovação.

Esse é um problema no estilo normal (industrial e de escala) do jornalismo tradicional. Não dá pra ser do jeito que todo mundo gosta. Não dá pra ser mais profundo de acordo com o conhecimento específico de cada leitor... Então, fica tudo no limite da superficialidade aceitável para ser lido pela média dos consumidores de notícia.

O Paper.li não é ideal, mas dá uma bela ajambrada nesse problema. Realmente fica um jornal mais ao seu gosto. E parece um jornal mesmo... visualmente falando. Algo que ainda não tenho certeza se é muito bom ou muito ruim. Talvez seja só OK.

Creio que nos acostumamos muito a consumir esse tipo de visualização com títulos destacados, fotos e boa diagramação. Não tenho nada absolutamente contra as criações de novas interfaces para notícias. Tampouco acho esse formato final do paper.li o ideal de ser utilizado para mostrar conteúdo jornalístico. Creio que é meio inércia. Passei a vida toda vendo notícia assim e assim eu consumo meio que sem pensar na forma.

Há outros serviços que são agregadores de manchetes de mídias sociais. O Bitly News, por exemplo, apresenta uma lista do que é mais divulgado usando o encurtador de URLs Bit.ly. Está longe de um "Oh!Meu Deus"!

O MyTweetMag tem uma apresentação um pouco melhor e o sistema permite que vc brinque de editor com algumas coisas. Clique em Start Your Own Magazine e vá se divertindo. Criei um jornal lá. O problema é q o visual não é grande coisa. Também vira uma lista. Ou melhor, parece uma série de postagens de um blog. Outro problema é que vc só pode colocar três palavras para ele caçar no noticiário.

Com isso, o Paper.li sai na frente. Além do visual, a ferramenta tem mais opções.

Criei cinco ou seis desses twornais. Mas, só publiquei dois. Ainda estou testando o treco. Ele permite várias palavras-chave e vários jeitos de refinar a busca que ele faz no noticiário. O FAQ do site, lá no fim, explica isso.

Um que deu trabalho para ficar ajeitado é o "Mal é o que Sai da Boca". É sobre comida. Tem gastronomia mauricinha, nutrição, acompanhamento do mercado de commodities em época de especulação com preço de comida, etc. Tem tb muito clima de prazer em comer e beber. Para criá-lo, utilizei somente palavras-chave e pedi pro sistema seguir todo o Twitter. O complicado foi acertar quais palavras davam certo.

Outro que gosto bastante, mas não deu tanto trabalho assim é "Odiário do Fim do Mundo".
Assim mesmo.. odiário
de ódio,
não de diário.

A brincadeira no título já é pra sinalizar que nas manchetes vc só tem distopia tecnológica. Para esse, eu precisei seguir as pessoas certas no Twitter, criar uma lista específica e pedir pro sistema buscar manchetes somente nela. Foi chato ficar listando. Mas, uma vez decidido o que fazer tudo ficou só no clica daqui, clica dali. O único senão é que há muito deslumbramento com a tecnologia no noticiário e pouca noção da singularidade tech. Então, por vezes ele não sai. Não há material suficiente. Estou trabalhando nesse problema.

Tenho mais quatro ou cinco assim. Qdo estiverem OK eu publico. Um é inclusive uma apropriação de uma lista alheia com tags definidas para inverter o sentido da própria lista. Por enqto não deu certo. Qdo der eu publico.

Será o Paper.li um sinal do novo jornalismo baseado nas mídias sociais? Olha, bem de leve. Que dá uma esbarrada dá. O próprio Twitter pode ser melhor utilizado pelos jornalistas, conforme escrevi uma vez qdo ainda eu tinha apenas um ano de uso da ferramenta. No meu ponto de vista é só o começo. Sinais de mudança surgirão mesmo qdo algo como o Paper.li começar a se misturar com coisas como o Statsheet e tivermos bots jornalistas ou robôs jornalistas.... se bem q o que não falta nesse mercado é jornalista robotizado.

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