quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O mundo como um mural virtual

Quando eu era criança costumava ficar sozinho em casa e, muitas vezes, só me comunicava com minha mãe - q trabalhava fora e era separada - por meio de bilhetes. Em cima da TV, na geladeira, no fogão, no espelho do banheiro... Em algum lugar desses havia um recado quase diário entre eu e ela.

Hoje, muitos ainda conservam esse hábito. Bilhetes pra cá, bilhetes pra lá.

Mas, há uma forte possibilidade de esses manuscritos tão tradicionais virarem coisa do mundo virtual. Há dois programas bem interessantes que fazem isso e acabei indicando-os na coluna do jornalista Gustavo Miller, do Estadão, e foi publicada no dia 4, na página 18 do suplemento TV&Lazer. CLIQUE NAS IMAGENS P/ VER OS TRECOS EM AÇÃO.

Sekai Camera


Um jeito de colocar etiquetas e cartazes no mundo sem poluir o ambiente com papel. Dicas, opiniões e pichações virtuais aparecem no visor do iPhone como se estivessem flutuando no ar.

Enkin
Uma forma de tornar ainda mais úteis os mapas do Google. Utiliza GPS, sensores de direção e aplicações gráficas 3D para botar etiquetas virtuais informativas


E se ao nos prepararmos para comprar uma barra de chocolate naquelas vending machines fossemos avisados que ela engole a moeda? Ou, numa vitrine do shopping alguém deixaria um aviso que há uma oferta melhor na esquina.

É o mundo etiquetado que se aproxima. (ah! Os spammers, os floods, o incansável mkt que consome todo espaço virtual ou não para empurrar produtos goela abaixo... sim, nem tudo é uma maravilha como parece). Bacana? (ou não?)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Lista de sites de video e lifestreaming

Tenho passeado por sites de video. Não os que parecem o Youtube, onde se põe algo para todos assistirem depois. Andei por aqueles que se pode ligar a câmera e fazer a transmissão ao vivo. A vida ao vivo.

Boa parte deles permite que se grave um video do celular e faça a transmissão - pelo menos para os países onde há acordo com as companhias telefônicas. Se não fazem isso, permitem, ao menos, que se transmita pela webcam de um computador conectado à Internet. Todos podem entrar no conceito amplo de lifestreaming, que é quando se publica passo-a-passo da própria vida na Internet. Um termo pra lá de abrangente mesmo, o Twitter e o FriendFeed são lifestreaming também e não são de video especificamente.

Sites assim, se tornaram popular depois do Youtube dar um pé na porta do video online e no conteúdo gerado por usuários (UGC). Mas, aproveitaram uma segunda onda, a das redes sociais.

Uma lista de sites assim pelos quais andei espiando é essa:
Kyte.tv
Zannel
Mogulus
Stickcam
Yaika
Justin.tv
Qik
LiveVideo
Blogtv
Ustream.tv
Live.yahoo.com
12seconds.tv

Querem saber? Foi uma chateação. A quase totalidade das pessoas que estava transmitindo não tinha o que dizer que me interessasse, o visual era o mesmo (alguém sentado em frente ao computador com os olhos baixos e um fundo sombreado e feio por trás) e o conteúdo tb o mesmo (conversas bobas, um chat com video).

De bom mesmo, vi uma atriz novaiorquina interpretando, alguns músicos se exibindo (a maioria não fez meu estilo, mas um ou outro até q tocavam algo interessante) e minha amiga de vista da web @anarina dando dicas de limpeza da sua casa na Galícia, ensinando as maravilhas de uma fregona e sendo cobaia de minhas análises ao conceito de lifestreaming.

Contudo, ainda gosto da facilidade e acredito no potencial disso tudo.

O problema é que a ferramenta tecnológica à disposição não representa criatividade ou audiência por si mesma. Ainda vale o talento - aí, na forma remixturada de ator, produtor, roteirista, improvisador, videomaker, etc.

Eu não sei porque de se renegar toda uma evolução na forma e nos processos de se produzir video conseguidos com o cinema e a TV. Isso é bom, é fantástico. Se não se gosta da TV como modelo de negócio ou modelo de doutrinação em massa, bom, isso é uma coisa. A qualidade da maneira de se produzir é outra. Se é para renegar, que venha uma linguagem nova, um roteiro novo... sem isso, vira apenas mais uma forma de publicação sem recheio, sem conteúdo.


Sem que isso seja explorado, não há muitas chances desses sites revolucionarem o modo como as pessoas assistem videos. É claro que as pessoas perderão mais alguns minutos neles que poderiam ser gastos em cinema e TV. Mas, uma transformação mais profunda fica bem distante.

Tudo bem que isso fica relativo quando há um fato marcante. Se alguém transmitir um terremoto, um assalto ou um suicídio - como o q já houve no Justin.TV - a relevância do factual se sobrepõe. Mas, do contrário, tem de valer a qualidade do conteúdo, daquilo que é realizado, seja pela técnica, pela linguagem ou pelo conteúdo inovador.

Regulamentação e vigilantismo
Há um perigo muito grande desses sites sofrerem com questões legais. Há muito conteúdo de direitos restritos que são veiculados sem que se obedeça a lei vigente (não quero entrar na questão se isso é bom ou ruim). Existe também um canal livre para material pornográfico sem controle. E já sabemos como isso é um prato cheio para legisladores e juízes exigirem vigilância total de tudo e de todos nesses sites.

Esses sites devem ter mais vitrine em 2009 e, aqui no Brasil, devem ser mais usados com notebooks e netbooks conectados em redes Wi-Fi mais do que em celulares (coisa de $$$). Mas, os problemas devem continuar os mesmos também... a falta de recheio na ferramenta.

Marcadores em Destaque

 
Template design by Amanda @ Blogger Buster