sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Impressões rápidas sobre o Foursquare

Lado ruim
Usuários parecem cachorro marcando território... fazendo xixi no poste.

Lado bom
É o melhor exemplo de consumo como mídia.

Lado pior do que parece
O que é mesmo o consumo como mídia?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Playlist de um turista espacial

As viagens espaciais para turismo estão ganhando força. Chega de foguetes cheios de cientistas procurando prata na lua, água em Marte ou exoplanetas que podem servir de moradia pra terráqueos procriarem a raça e darem um jeito na superpopulação nesse mundo Azul. O lance é tirar foto da Terra e dizer "olha, moro aqui". Ou coletar um punhado de matéria escura enquanto o guia turístico não está olhando. Afinal, quem não quer ir a um lugar onde ninguém foi e ter um monte de fotos no Flickr que ninguém tem?.... Olha! Vc tirou foto de uma supercorda?!?!!? É.... seguimos a bicha por um buraco-de-minhoca, mas aí, meu avô queria me matar e ficava gritando q o futuro é uma bosta e só consegui essa foto... tive de fugir antes q o velho me desse um tiro na cabeça.

Eu adoraria fazer uma aventura espacial. Quem não quer ficar dias em um foguete trancado, vendo uma imensidão que não tem mais fim, fazendo suas necessidades biológicas dentro da roupa e participando de banquetes glamurosos cheios de pílulas de proteína?

Já estou economizando dinheiro para partir rumo ao espaço.

E tenho pensado numa playlist para isso.

Quero ficar agitando os ossos nessa viagem. Faz bem. Falta de gravidade é foda.

É uma lista pequena. Vou fazer um loop infinito porque pretendo tomar os controles e testar algumas teorias sobre tempo e espaço. Poucas músicas bastam.... pq... qdo voltar à Terra... provavelmente estarei comprando meu bilhete de ida.
Links só com letra. Saca o Youtube e o Blip.FM pra escutar?

- Rory Galagher - Shadow Play - Eu escuto uma voz no tempo.

- Clutch - Mice and Gods - Nem é citar a OMNI. Adapte o futuro agora. Dane-se o hoje. Futuro agora. Acione as chaves, priorize essa energia. O ontem... bom... o ontem tem lá seu foco.

- Baron Rojo - Baron Rojo - Y en tu rojo avion vas a volar, sin cesar, pues asi no morirás.

- Exciter - Sudden Impact - Escapismo apocalíptico e o futuro é o destino.

- Black Sabbath - Symptom Of The Universe - Tudo isso está escrito nos seus olhos... é um sintoma. Mas que seria o ritmo do motor da nave... ah.. isso seria... Pegue minha mão.

- Blue Oyster Cult - Astronomy - Pegue minha mão, um passeio na praia. É a crise. Call me desdinova e não esqueça da porra do cachorro. Se quiser se impressionar, escute essa versão. Blue Oyester Cult não é pra todo mundo.

- Triumph - Allied Forces - Sei lá né... de repente a gente cruza com tropas estelares da Confederação e vamos ter de lutar. É bom ter isso à mão. Se tudo correr bem... eu escuto Magic Power.

- Unreal - NEWTYPE - Não conheço a banda. Pelo Twitter, o @eduardomps me apresentou. Tudo a ver. Gostei. Meio distópico.

- Deep Purple - Space Truckin - Muita sorte em Venus.... muita.

- Agent Steel - Agents of Steel - vai q a gente encontra uns Daleks no meio do caminho. Precisa de um hino de batalha.

- In FlamesColony - Genética superior. Vamos nessa mesmo pra colonizar o espaço, pq aqui tá muvucado demais.

- Sigue Sigue Sputnik - Love Missile F1 11 - Teenage crime now fashion's dead. Tô curtindo. Tô sacando. Tô fugindo.... Tava falando. Porra.

- Baby Consuelo - Telurica - Alguma coisa precisa manter nossa ligação com a Terra, mesmo no espaço. E... vai q a gente se converte por lá.

Aceito mais sugestões.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vamos ser 3.0?

Tenho passeado muito nos últimos dias na Internet (a boa, não a dos aplicativos) em temas ligados ao pós-humanismo. Explicando de maneira simples, é o seguinte.... se vc tem vontade de fazer uma tatuagem pq é bonito, tem gente que pretende enfiar alguma coisa no corpo pra melhorar o desempenho, resolver um problema físico ou simplesmente não gosta da idéia de a morte estar perto.

É algo ainda meio cru. Ou tem cara de ciborgue ou parece ser coisa de maluco que não sabe lidar com a velhice.

No site de uma dessas que se encaixam no último grupo, eu encontrei algo interessante. Se a gente adotar esse fajutismo de diferenciar a web tradicional da web 2.0 no nosso corpo. Como seria um HUMANO 2.0.... e um HUMANO 3.0?

A resposta está nesse gráfico sobre o ser-humano 3.0.
Pessoalmente, eu não gosto de ser comparado à uma máquina, que precisa de atualizações e versões novas para serem instaladas. Mas, considerando que isso não ocorre em pacotes enviados por uma empresa (como os patchs do Windows) e é uma linha constante, há algo interessante aí.

Há diversos avanços que estão melhorando nossa condição de humano. A Internet é o mais simples deles. Estamos ficando mais inteligentes sabendo usar a rede corretamente. Temos também acesso mais fácil e barato a remédios para evitar doenças que matavam a rodo e alguns penduricalhos q podem nos fazer melhorar. Tem olho ciborgue, perna mecânica em atletas, chips no cérebro, etc.... uns já em uso, outros em teste (em futuros posts darei mais detalhes sobre isso, mas é fácil achar no Google, inclusive em noticiário nacional).

Células Tronco Pluripotentes
....

O gráfico acima foi construído pela Natasha Vita More. O que ela é?....
bom...

Tem aí uma série de coisas no currículo dela. Mas, entenda a dita cuja como uma pós-humana. Natasha é uma senhora que crê q pode driblar a morte. Nos últimos anos ela tem feito muita musculação e mudado a dieta. Hoje ela poderia posar pra Playboy numa boa.... só teria Photoshop nela pra incluir umas coisas para criar a primeira Cyber-pin-up do mundo.

Se tudo der errado, ela já tem inscrição feita em uma das empresas que congelam defuntos para que esperem uma tecnologia superior futura que possa curá-los ou simplesmente fazê-los viver mais (procure criogenia cyogenics no Google).

Há diversos rascunhos de pós-humanos ou humanos aprimorados já por aí. Conhece o cineasta que quer implantar um câmera do olho?Isso é que é cinema realidade... Ou, q tal o professor ciborgue Kevin Warwick que implantou chips no próprio corpo pra facilitar sua vida?
(prometo colocar todos q eu descobrir aqui no blog... e eu já sei q existem outros).

Talvez, Natasha e seu gráfico estejam certos, bem ou mal, corretamente ou beeeemmm de forma tosca, estamos rumando para essa tal de Noosphere.... que, pelo conceito, envolve todas essas tralhas tecnológicas que estamos desenvolvendo.

Ou, simplesmente, estamos deixando mesmo esse conceito de humano 1.0 pra trás.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Empresas devem mostrar valor social

Os negócios estão mudando. Forçadas pelas expectativas dos consumidores e funcionários, as empresas devem cada vez mais mostrar quais são seus objetivos na sociedade. Parece simples, mas é uma mudança grande de atitude. Companhias nasceram para gerar lucro e esse tem sido o dogma sob o qual elas têm evoluído desde quando surgiram no mundo para substituir o trabalho de produção artesanal.

Hoje em dia, consumidores e funcionários querem saber mais. Querem ter detalhes de como a empresa contribui para melhorar o mundo. E isso envolve mais do que lucro. Não que isso seja ruim. Lucro é o oxigênio para a sobrevivência das companhias. O que a sociedade quer saber é: "e a partir daí, o que ela faz?".

O professor da MIT Sloan School of Management, Dean David C. Schmittlein, concedeu uma entrevista interessante ao The Huffington Post recentemente sobre o tema. Segundo ele, o contrato social estabelecido entre empresas e sociedade está mudando. Há uma expectativa para que qualquer empreendimento comercial possa cumprir algo mais do que simplesmente obter lucro e sobreviver. Isso não era comum há 50 anos, e mesmo há 10 anos.

Na entrevista (é só clicar no link lá em cima q vc pode ler), Schmittlein conclama as organizações para que mostrem seu propósito social. Algo que parece simples para nós consumidores, mas é complicadíssimo para empresários. Tente perguntar para algum "qual o propósito da empresa para a sociedade?" A provável resposta é que a empresa faz o melhor produto, oferece um serviço diferenciado, pelo melhor preço e, em seguida, vem um desfile de ações assistencialistas que parecem mais uma esmola dada aos necessitados.

Ok, que o professor aproveita a entrevista para enaltecer a própria instituição que representa. Mas, no meio do discurso, há várias dicas. Como por exemplo quando ele diz que não se enxerga nisso um problema contábil, de marketing ou de como devem funcionar as fábricas. Ou que "ter princípios," "inovar," e "melhorar o mundo" fazem parte da atitude da escola e que isso não está claramente definido em outras organizações. A partir dessas definições, alunos e professores são conduzidos a seguir esses parâmetros de comportamento.

É preciso conhecer um pouco como funcionam Missão, Valores e outros códigos de conduta empresarial. Mas, essa discussão é para quem conhece isso mesmo. Os consumidores não conhecem tais definições e é bom que não se preocupem com a forma da coisa. Basta que continuem pressionando.

Traduzindo alguns conceitos escondidos no texto, é o seguinte.... Uma empresa não pode mostrar apenas que dá lucro porque isso, no fundo, pode ser uma propaganda sobre como ela concentra renda. Ela precisa mostrar que paga bem os empregados. Algo mais do que os direitos básicos. Participação nos lucros (com boas regras e transparência), benefícios e salários adicionais, programas de capacitação, etc. Tudo isso mostra que ela "faz bem pra sociedade".

Há diversas maneiras de mostrar isso. Ter creche, incentivar o uso de bicicletas ou ter transporte que evite que funcionários usem os próprios carros e poluam o ambiente, etc.

Mas, isso tem de ser mais do que propaganda. É preciso que seja atitude. Uma empresa não pode ter tudo isso e ser campeã de reclamação sobre falhas em produtos e serviços. Não pode ter ações sociais e patrocinar corrida de bicicleta se as embalagens de seus produtos ou suas propagandas mentem.

  • Pagar por uma marca famosa ou pagar a mais por uma boa atitude?
  • Pagar por uma novidade que ainda não sabe como vai poluir o ambiente ou pagar por algo que é comum, mas já existe reciclagem?
  • Enaltecer uma empresa "verde" que pode ter feito biopirataria ou outra que não tem nada de "verde", mas ao menos tem atuação mais legalizada?
  • Ser contra uma indústria petroquímica que tem vazamento ocasionalmente ou considerar isso um risco comum ao negócio e pressionar por soluções imediatas?
  • Ser fervoroso defensor do carro elétrico ou de menos carros, mesmo que com combustível fóssil?
  • Preferir uma marca de cerveja porque a propaganda exibe tipos atléticos e gente famosa ou porque os funcionários da empresa são bem pagos?

É tudo parte de um assunto complexo que, ao meu ver, nem os consumidores sabem ao certo todas as implicações. A própria pressão sobre isso pode ser um limitador para pequenos negócios e favorecer quem tenha mais capital para investir.

Pode.

Não é certo.

Há muito de inovação e relacionamento para ser usado nisso e que pode contornar o volume de investimento. Contudo, é um movimento que parece não ter mais volta.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O hype do momento

O novo Hype Cyle (ciclo do deslumbramento, numa tradução muito livre e descompromissada) da consultoria Gartner traz uma visão de como estão as principais tecnologias de hoje. Pela figura, podemos ver muitas coisas bem interessantes. Algumas eu costumo defeder em conversas há algum tempo e, agora, com essa outra opinião de um instituto categorizado internacionalmente, "fica mais fácil entender".

Basicamente, o gráfico funciona assim: a tecnologia surge, ganha uma rápida adoção de uso, chega ao máximo da farra em cima dela, vem uma certa desilusão, vai caindo em desuso, fica quase esquecida, mas aí a galera que insistiu nela consegue deixa-la no ponto certo para um monte de uso. Só que aí, ela não é mais tão badalada e não aparece tanto. Contudo, mesmo com menos vitrine em cima, a tecnologia está estável e consolidada, pronta para ser amplamente usada e dar lucro pra muita gente.

Isso tudo que coloquei é exatamente a forma da onda que é mostrada no gráfico (clique aqui para ver o hype cycle mais detalhadamente e com um texto explicativo). Ela nasce, cresce rapidamente, chega ao auge, cai mais rapidamente ainda, cai muito, se recupera e chega num patamar estável. Mais baixo, é verdade, porém estável.

Vou apontar 3 movimentos q tenho alertado ultimamente e que são confirmados pelo estudo.


1) Os mundos virtuais públicos, como o Second Life (não ele exatamente, mas o q ele representa, como tenho dito) está em franca recuperação. É um dos pontos de entrada no cybermundo pelas gerações mais novas -- o q seria a Geração Z. Sem viagem, sem procurar ser parte da intelligentzia nem nada ... só diversão.

2)Twitter e esse lance de microblog tá na fase do "pra q é q cetrendozinferno serve mesmo?". No ponto que encaixa um declínio do uso. Não q isso seja ruim. É só uma pausa para reflexão sobre as possibilidades disso. Às vezes surge algo novo aí que abocanha os usuários para outra tecnologia. Não acho q é o caso. Pq Twitter e tais é uma evolução q não tem mais pra onde evoluir muito, só lateralmente.

3) Banda larga pela rede elétrica se junta ao balaio de tecnologias interessantes que não decolaram. O serviço não provou seu diferencial, nem no preço nem na amplitude da oferta. Derrapou por tantos anos para comprovar sua utilidade que hoje em dia não faz mais diferença. A própria popularização da banda larga pela telefonia vem cobrindo o espaço por onde a rede elétrica poderia crescer. Vão restar uns usos localizados.

Eu ainda ficaria de olho em alguns trecos do gráfico do Hype Cycle.
- impressoras 3D
- Interfaces novas como reconhecimento de gestos, Gaze, etc...
- Robôs, de uma forma geral
- Expansão humana... ou H+... transhumanismo, proesthetics e esses bagulhos.

tá tudo lá... tá tudo aqui...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Enquanto isso na reunião....

Executivo.
- Nossa compliance está perfeita.
Eu
- Vcs estão dentro da Lei?
Executivo
- Nossa compliance está perfeita.

Executivos parecem ter receio de dizer q estão dentro da Lei. No máximo, dizem q seguem as regras de mercado vigentes.... q são leis - mesmo q sejam normas estabelecidas pelo setor onde atuam ou a bolsa de valores.

- Ah... compliance... preciso lembrar de corrigir meu dicionário q descreve compliance como obediência. Dicionários complicam demais né? Talvez não estejam em compliance sistemática com os elementos constitutivos de uma língua.

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